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Se a inês sabe disto

Uma saída em ombros

 

 

 

Voltando um pouco ao tema do meu último post, as corridas de toiros, permitam-me que faça aqui um paralelismo com a tourada que foi a cimeira da NATO, que decorreu nestes dois últimos dias. 

O resumo será curto e será mais ou menos este: O presidente que Putin colocou na Casa Branca (hoje já poucos duvidam da interferência da Rússia nas eleições americanas e na sua manipulação a favor de Trump), exige que os restantes membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) aumentem substancialmente as suas contribuições para a organização, mais concretamente que cheguem aos 2% dos seus PIB. E quando os outros lhe fizeram um manguito (apesar de quase todos terem aumentado significativamente as suas contribuições) ele amuou. Em linguagem tauromáquica, encostou-se às tábuas, assim como fazem os mansos que depois atacam à falsa fé e por vezes espetam cornadas mortais. A coisa acabou por se resolver, depois de uma reunião de emergência em que os restantes fingiram que estavam muito incomodados e que se fosse preciso, até deixavam os EUA sós na organização. E, quais cabrestos, lá conduziram o toiro de volta à cimeira. A lide acabou por ser um êxito, havendo direito a duas orelhas, para a Alemanha que ficou na sua de não dar mais dinheiro para armamento e um par de bandarilhas para Trump, que apesar do "traje de luces", levou uma enorme faena dos parceiros europeus.

A vitória dos países europeus membros da NATO foi tão retumbante que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, comemorou de forma tão esfusiante que parece ter-lhe subido o sucesso à cabeça. Bom, o sucesso ou outra coisa qualquer, o certo é que saiu em ombros, pela porta grande. Olé!