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Se a inês sabe disto

Os criminosos das autocaravanas

Sou um orgulhoso co-proprietário de um veículo ligeiro de passageiros, que tem acoplada uma "vivenda" de dois quartos, cozinha, sala e wc.

Este veículo paga um IUC baratinho, não chega a 60€, é já de 2002, mas está um brinquinho, tomaram muitos novos estar como ele, que apenas ostenta uns orgulhosos 65.000 Km, o que para a sua idade são "pinares" como diria um conhecido "treinador" de futebol.

Mas não é das qualidades da autocaravana (que está disponível para aluguer, já agora) que eu vos quero falar, é antes da perseguição que é feita aos proprietários e utilizadores deste tipo de veículos ligeiros. Com casos passados na família, as autoridades policiais chegam ao ponto de, pela calada da noite, baterem à porta do veículo ligeiro de passageiros (alguma dúvida eu mostro o DUA) e na melhor das hipóteses mandarem "levantar ferro" e na pior, aplicarem uma multa que num caso importou em 200,00 €! E o que fez a criminosa que estava na autocaravana, perguntam os leitores já sentidos pela desdita da sobrinha de coração? Pois estava estacionada em São Torpes num parque de estacionamento que permitia o estacionamento a... vá, façam um esforço para adivinhar... Isso mesmo, a viaturas ligeiras! Quatro horas da manhã, pum! pum! pum! e toma lá uma multa de 200 euros e desaparece daqui senão até a autocaravana fica! A perigosa criminosa levou com a polícia em cima às 4 da manhã! Sabem a que horas a polícia pode bater à porta de um presumível homicida/gatuno/vigarista/pedófilo/o que quiserem? A partir das sete horas da manhã e com mandado de um juíz! Isso mesmo, meus amigos, um autocaravanista é um ser pior do que aqueles todos que enumerei atrás, quiçá um perigoso psicopata!

Trabalhando num concelho (Loures) e vivendo noutro (Mafra) que reconhecem a mais-valia proporcionada por esta "tribo" (Mafra até com o turismo à volta do surf na Ericeira e tudo à volta) e que não colocam quaisquer obstáculos (algumas barreiras, normais e compreensíveis são aceitáveis) à permanência de autocaravanas seja em que local for e entendendo que da sua permanência no território advirá uma mais-valia para a economia local, não entendo como as autoridades(?) locais do litoral alentejano, que tanto grita por incentivos, por pessoas, por oportunidades, por tudo, hostiliza uma população itinerante que ali deixa um valor que contribuirá certamente muito para a economia local.

Do que conheço da Lei do Código da Estrada, não há qualquer artigo que diferencie as autocaravanas dos outros veículos (ligeiros ou pesados, conforme o caso) da mesma classe, portanto não entendo porquê a perseguição a estes perigosos criminosos das autocaravanas. Ou melhor, percebo. A duzentos "paus" a virada, os objectivos serão alcançados facilmente e há sempre como mostrar serviço junto dos comandos.

Ninónim

 

Imagem relacionada

Começo por uma declaração, para que se entenda que sou um leigo no assunto de que vou falar a seguir: Tenho formação em silvicultura preventiva, em fogos controlados e contra-fogo e em técnicas de sapador florestal, que apliquei no terreno durante algum tempo enquanto coordenador de equipas de sapadores, mas nada disso me habilita a opinar de cátedra sobre fogos, florestais principalmente. Sei o que sei, que sei que é muito pouco...

Posta a declaração, vem este post a propósito das críticas quase unânimes que os universítários especialistas em fogos lançam quase sempre aos comandos no combate e rescaldo a grandes incêndios, em concreto os dos últimos dois anos.

É minha opinião que o conhecimento científico é uma ajuda de extrema importância para todos os aspectos da vida e será também para o combate aos incêndios florestais, não me restam dúvidas. Daí até choverem críticas ao trabalho dos comandos e dos operacionais, vai uma longa distância que me parece injusta.

Admito que na calma dos gabinetes, a posteriori, seja fácil chegar a conclusões que ponham em causa algumas decisões de quem esteve no terreno, mas já dizia um futebolista sui generis, que os prognósticos só seriam certeiros "no fim do jogo". Provavelmente aqueles decisores no terreno, depois de extintos os incêndios, eles próprios terão chegado à conclusão de que eventualmente a abordagem ao sinistro não teria sido a melhor, mas eram eles que lá estavam e perante as circunstâncias, foram eles que tiveram que tomar decisões, na hora. Na hora, não a meses de distância e com todos os dados em cima da mesa.

Reafirmo, nada contra os catedráticos dos incêndios, o seu conhecimento é extremamente valioso para o combate mas principalmente para a prevenção de fogos, florestais para o caso e deve ser tido sempre em conta em quaisquer decisões sobre política nesta área, mas por favor, que não façam de quem anda no terreno, desde o motorista do auto-tanque ao comandante operacional, gente incompetente com uma mangueira na mão.

Se assim for, que lhes entreguem o comando, para provarem do fel que é andar pela serra a colocar em risco a vida em defesa do património e principalmente da vida dos outros. Provavelmente errarão tão ou mais do que aqueles que lá estiveram...

Água fria que o sol aqueceu

 

Chegámos a Caneças em 1981.

As ruas do bairro eram ainda de terra e a água e a electricidade eram "da obra" e assim se mantiveram por algum tempo, não sei precisar.

Em 1981 nós tínhamos 21 anos e o meu ordenado era todinho para a prestação do apartamento da Rua de Timor , Lote 8, 2.º Dt.º. Dezassete contos e duzentos, por um apartamento que custou dois mil e cem contos. É ridículo estarmos a falar destes valores (à volta de 85 Euros e dez mil e cem Euros) depois de termos vendido uma casa por um valor muito simpático, que nos custou a construir, quinze anos depois, em 1995, cerca de vinte mil contos (cem mil Euros). Para quem for mais novo, para perceber um pouco as coisas, a inflacção cavalgava a 30% ao ano. O meu ordenado de 17.200$00 em 1981, um belo ordenado diga-se, era em 1990 de cerca de 150.000$00, cento e cinquenta contos.

Adiante, que já estão situados.

1981 e ainda durante alguns anos, era o tempo de se telefonar para caneças e marcar o 980 e atender a "menina" e nós pedirmos "ligue-me à Teresa Paula, fáxavor" e a resposta ser "não vale a pena que ela não está em casa, ainda agora liguei para lá e não atendeu". Ou seja, a telefonista conhecia as pessoas e sabia os números (o nosso era o 9801696) de praticamente todos os assinantes.

Foi ali que nos dedicámos à vida em sociedade, à colectividade, na Junta de Freguesia, no Botafogo, nos Bombeiros, na Creche 25 de Abril, na Marcha de Caneças, pro bono, em prol da comunidade, foi ali que encontrámos gente de quem ficámos amigos, uns mais chegádos outos menos, como é natural. Não podemos deixar de referir a Teresa Paula, que nos cuidou dos filhos como se fossem dela. A Celeste, a irmã, A Crisanta e o Albano, um casal maravilha e muito sui géneris que se identificava em qualquer ajuntamento por um assobio; As manas Lélé e Nana e o Lóis e o Quim da Nana, porque havia o Quim da padeira, e o Virgílio ("nunca trabalhou só agora é que avariou") infelizmente falecido e o "eterno" tesoureiro do Botafogo (sério e de boas contas), O Figueiredo das bicicletas, sei lá, o Ti Mário, amigo do peito, o irmão Zé Vargas, o Carlos Costa e a Clara do Céu, o irmão Luís do Céu, ainda hoje um grande amigo. O António Maria Balcão, um homem do Alentejo com um coração do tamanho do Mundo, o Galvão e a sua calma, também um homem extraordinário, a Sara Sacavém. O Kekas e a Cila, amigos verdadeiros e o Domingos Tomé e a Maria Adélia, de quem sentimos uma anorme saudade, que foram um caso raro (e "são", apenas com o Domingos agora) de uma profunda amizade improvável. E os nossos vizinhos destes últimos 23 anos, uns mais que outros, gente boa e simpática, a Adélia e o Joaquim, o António e a esposa, o Ilídio que anda mais por Angola, mas sempre que regressa é um compincha de horas de conversa (ele fala...), o "brasuca" Tiago, um mago das electricidades nos automóveis e o Paulo e o Chico e a D.ª Antónia, o meu colega de emprego Luís, o Rui que me foi tratando dos carros ao longos dos anos, enfim, queria ser breve na despedida, mas vão ficar muitas pessoas a quem devemos alguma coisa, esquecidas neste postal.

Foram 38 anos de vida numa terra que nos deu dois filhos e já dois netos, plenas de actividade política e associativa, à qual demos o melhor de nós próprios, onde fizemos amizades profundas e, como não podia deixar de ser, talvez algumas inimizades, faz parte... Não deixa de ser chato quando as más-línguas vêm dos nossos e nisso fomos bem castigados, mas sempre mantivemos a mesma postura e a nossa forma de encarar as coisas, sem palas e com espírito crítico. Se pensaram que nos prejudicaram, descansem, só nos retiraram algum peso de cima.

Não saímos com mágoas, valorizamos antes as pessoas, as verdadeiras amizades que fizémos, os miúdos que "vimos" nascer e crescer e que se fizeram mulheres e homens, que isso é o que realmente conta.

Começamos agora uma nova etapa da nossa vida, numa nova terra, num sítio que adoramos, voltando ao início. Sem filhos, uma casa nova e novas perspectivas. Bom, com filhos adultos e com netos, que se hão-de pendurar na casa dos pais e dos avós, mas isso a gente até agradece.

Raios, que eu deveria escrever tanto, que tanto haveria para escrever, mas depois os meus amigos não liam e o que se pretende é que pelo menos sintam um pouco da nossa nostalgia e ao mesmo tempo do entusiasmo de uma nova fase que esperamos seja melhor que a anterior.

Isto resumido, mesmo espremido, é isto: 38 anos e parece que foi ontem que lá chegámos, com o nosso Honda 360...

Memória curta

O parlamento europeu reconheceu hoje o usurpador do poder na Venezuela, Juan Guaidó, como "presidente interino legítimo".

Sabemos que a composição do parlamento europeu é uma mistura de credos e religiões e um saco de gatos enorme, onde pontificam até deputados eleitos por partidos declaradamente fascistas, ultra-direitistas e outros "istas" a que se julgava ter posto cobro com o fim da segunda grande guerra. Esta tomada de posição não é , portanto, surpresa. Meia surpresa será o número de votos a favor, cerca de quatro vezes mais que os votos contra, numa votação expressiva e sem margem para quaisquer dúvidas. As notícias não informam qual o sentido de voto dos deputados portugueses (oriundos de vários partidos, CDS, PSD, PS, PCP e BE), mas teria alguma curiosidade em saber do sentido de voto dos deputados dum país que tem na Venezuela cerca de 300.000 compatriotas ou luso-descendentes.

Hoje o ministro da defesa do governo português considera até o envio de tropas para a Venezuela.

O ministro dos negócios estrangeiros, juntando-se a outros colegas da UE, dá um prazo de oito dias para Maduro convocar eleições presidenciais.

Eu queria chamar aqui a atenção para quem faz o favor de ler este postal, que Portugal é um país que se rege por uma constituição que todos estes senhores juraram respeitar (e defender) quando tomaram posse. Está lá, para quem não conheça, no Artigo 7:º no Capítulo das Relações Internacionais no seu n.º1 o seguinte: Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da humanidade.

Ora bem, atenta a constituição atrás descrita, sua excelência o ministro da defesa caga-se na lei fundamental do país e vai de avançar com uma posição que nos vincula a todos, sendo que à luz da CRP o país não concorda com ele. Sim, a constituição é uma chatice, mas a frase "cumprir a constituição" e já de si uma redundância, porque constituição é sinónimo de cumprimento. Então concluimos que os senhores ministros que já se manifestaram, tomaram medidas anti-constitucionais e sua excelência o presidente da república deveria fazer o que a constituição o obriga a fazer: Chamar a atenção ao primeiro-ministro (que curiosamente é uma espécie de Guaidó, mas com legitimidade eleitoral, já que o outro não concorreu para presidente) para exonerar estes senhores ministros que envergonham quem entende que a constituição deve ser a pedra basilar porque se rege o país.

O Maduro é um maduro? Talvez seja, talvez tenha feito merda, mas há tanto governante por esse mundo a fazer merda e o PE e os nossos excelsos ministros ninguém os ouviu a piar... Não querem exemplos pois não? É que bastava o genocídio na Nigéria ou na Birmânia para contrapôr, mas fiquemo-nos pela Venezuela, que é só, apenas, o país que tem as maiores reservas de petróleo do mundo e que faz questão de ser ele a tomar conta desse recurso. Pois, não é como certos países que agora se preocupam tanto com a democracia e os direitos dos cidadãos e venderam tudo o que dava lucro ao estado ao desbarato. Alô EDP, alô Portugal Telecom, alô CTT, alô, alô, alô...

O Maduro é um pouco louco? Talvez seja, um gajo que fala com um pintassilgo deve ser um bocado apanhado dos cornos, mas o seu governo e antes o de Chavez, trouxeram a milhões de venezuelanos educação, saúde e sobretudo habitação, acabando com milhares de favelas. Com o dinheiro do petróleo, pois claro, que era da ExxonMobil, da Chevron, da Standard Oil, etc. que têm em comum o quê? Adivinhem... Pois, companhias americanas!

Eu até estou à vontade, como vossências se aperceberam atrás, para dizer que não me revejo naquele tipo de governação, a armar para a alienação, mas há um factor essencial para esta equação que não podemos deixar de emparcelar: Aquilo é na América do Sul, com todos os defeitos e algumas, poucas, virtudes que têm os políticos sul-americanos e salvo raras e honrosas excepções, nascidos dentre o espectro político de dezenas e dezenas de anos de corrupção, crimes contra a humanidade, o diabo a sete. Reparem, se Portugal tem 44 anos de Democracia e ainda é o que é, imaginem uns tipos que desde que se conhecem que são governados por gatunos. Pois, meia dúzia de anos de democracia é muito pouco para consolidar seja o que for e à América do Sul a Democracia chegou há pouco tempo. Sim, teve um início fulgurante no Chile de Allende, mas a esse fizeram logo o "favor" de o assassinar.

E portanto, agora temos novamente o mundo dividido em dois blocos. Dum lado os americanos que levam a reboque os fracos dirigentes europeus, e de outro a China e a Rússia, que não querem ver os seus interesses postos em causa.

E os palermóides dos nossos ministros andam a carnavalar no meio desta merda toda. 

Enxerguem-se, caralho!

A culpa é do Daniel Oliveira?

Ponto prévio: Um pedido de desculpas aos visitantes do blog, pela falta de assiduidade que se tem verificado por aqui, por parte dos autores.

Adiante. 

Temos vindo a assistir, concretamente na TVI, estação líder de audiência até há quinze dias, a um caminho e a uma linha editorial que nos deve, aos democratas em geral, deixar preocupados. A coberto da guerra pelas audiências, a TVI está a revelar uma linha de rumo bastante delicada, contudo claramente de orientação populista. Veja-se os convidados de Goucha no programa das manhãs. Sabendo-se que o público das manhãs e das tardes é muito mais influenciável (porque mais idoso, porque menos culto, porque mais discriminado, porque mais receptivo a boatos e situações de alarme), a TVI tem apostado em combater a ultrapassagem da SIC com a contratação de Cristina Ferreira, com convidados e reportagens que tentam explorar o que de pior o ser humano tem, a inveja e fazer a elegia de regimes e pessoas e situações, com a justificação torpe de que em Democracia se deve permitir tudo, que remetem para um passado do país de tão triste memória. Reclamar a vinda de Salazar, o próprio ou um clone, e do seu regime fascista (convém chamar os bois pelos nomes, para que não haja dúvidas da parte de quem lê este texto), é querer regressar a um passado de tão má memória para quase todos os portugueses que viveram sob o seu jugo e que têm bem presente o que era viver na mais abjecta miséria. 

É fácil vender a quem nasceu em Liberdade e Democracia um discurso populista e é por aí que a TVI tenta reconquistar as audiências, ao avançar no dia e a chegar ao jornal das oito, com reportagens tendenciosas, sem contraditório e com alvos concretos: Homens e mulheres de esquerda, em posições relevantes, que podem eventualmente ter cometido alguma irregularidade ou ilícito e que são sujeitos, na praça pública, a um julgamento público inaceitável num estado de direito que se preze. Não me argumentem com a liberdade de imprensa ou editorial e com a investigação jornalística, quando toda a acção tem um fito, um objectivo claro, que é fazer política e seguindo a voz do dono, tentar fazer cair executivos.

O exemplo de Sócrates, goste-se ou não do homem (eu não gosto, sou insuspeito) e a  invasão da sua privacidade de que foi alvo à porta da nova casa, na Ericeira, é abjecta e um exemplo claro do que atrás disse.

Ontem calhou na rifa Bernardino Soares e a Câmara de Loures. A propósito da contratação de uma empresa unipessoal (uma aberração de um qualquer governo do PS ou PSD) detida pelo genro de Jerónimo de Sousa. Quem viu a reportagem fica a "saber" que houve um nítido favorecimento a uma pessoa/empresa com uma ligação íntima ao secretário-geral do PCP, partido que ganhou as eleições em Loures e que legitimamente exerce o poder na autarquia. A edição da peça é digna do melhor de Kafka. Ao presidente da câmara não é dada a oportunidade do contraditório, o "jornalista" interrompe qualquer resposta no início da frase e o que prevalece é o intuito claro de causar mossa, nem que para isso se apanhe Jerónimo de Sousa completamente desprevenido (Jerónimo de Sousa que recebe de ordenado pouco mais de 700 Euros como secretário-geral do PCP - o restante entrega ao partido, como alguns leitores saberão -  vive em Pirescouxe numa casa alugada e nem carro próprio tem, nem um chaço) e se lhe "amande" com uma pergunta insidiosa, insinuante, provocatória (tentando obter alguma reacção menos calma).

Não fui mandatado, mas como conheço o processo vou tentar esclarecer os leitores: A câmara de Loures tinha um contrato de prestação de serviços com duas empresas cujo objecto (do contrato) era a manutenção e conservação dos abrigos (vulgo paragens dos autocarros). Quando esses contratos terminaram, por achar que os valores eram elevados, a câmara de Loures entendeu abrir concurso com consulta a três empresas para executar este serviço. Ora acontece que quem apresentou o menor preço (factor essencial) foi uma empresa em nome individual, portanto legal, portanto com condições de efectuar um contrato com uma entidade pública porque não tem dívidas nem ao fisco, nem à segurança social, titulada por uma pessoa que é genro do secretário-geral do PCP. Parece-me que a suspeita de favorecimento levantada descaradamente na reportagem (e que o "jornalista" foi antecipadamente anunciando, vi e ouvi eu com estes que a incineradora há-de tratar), cai por terra com a transparência do processo. Conforme dispõe a Lei, é público e está publicado, tal como todos os trâmites até se chegar à assinatura do contrato. Resta acrescentar que com a reformulação deste contrato, a autarquia poupou 15% no valor que pagava às duas anteriores empresas, portanto podem os lourenses estar descansados com os destinos do seu dinheiro, que a câmara gere e gere bem e com parcimónia (as contas de gerência bem o demonstram e também são públicas e publicadas).

Voltando ao início deste texto, como diz na reportagem Jerónimo de Sousa, não vale tudo e o que está a acontecer com a Media Capital, proprietária da TVI, é que para reconquistar o seu poderio, logo mais receitas de publicidade e de chamadas de valor acrescentado (a sua maior fonte de receita, segundo os R&C anuais), a TVI está a recorrer a métodos que julgava ultrapassados no Portugal (apesar de tudo) democrático: A perseguição, a calúnia, a apologia de ditadores e da ditadura fascista, dar a palavra a fascistas e xenófobos, a fazer o que a extrema-direita nunca conseguiu, desde os tempos do MIRN, que é usar a democracia para promover os anti-democratas.

Lá no título eu pergunto se a culpa é de Daniel Oliveira, por ter sido o homem da ideia de contratar Cristina Ferreira e que causou o terramoto na TVI, mas claramente que não. Os axaques de direita e de totalitarismo estão lá, até na exploração dos seus trabalhadores das novelas, que lhes dão tanto dinheiro (técnicos e actores), que trabalham 12 horas por dia, de sol a sol portanto, como no tempo do fascismo!

Por mim, audiências, zero! Vão-se foder!