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Se a inês sabe disto

"Zé dos Cornos": a verdadeira tasca de Lisboa

 

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No Zé dos Cornos a coisa funciona mais ou menos assim: a tasca é pequena e afamada, por isso, não vale a pena criar ilusões de que é chegar e sentar. Quase sempre existe uma considerável fila de espera mas, a meu ver, isso pouca importa quando estamos prestes a provar a especialidade da casa: entrecosto com arroz de feijão. Se preferirem com batata frita também se arranja. Antes que me esqueça, este espaço fica ali num beco, o dos Surradores, no número 5, entre a Rua da Madalena e o Martim Moniz, em Lisboa. Pertence a uma família de Ponte de Lima e só isso faz prever a simplicidade e simpatia no atendimento. É o típico cartão de visita da malta do norte, convenhamos.

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Aqui é pouco provável que tenham surpresas desagradáveis com os preços. As doses são bem servidas e o valor cobrado mais do que justo. E não pensem que a ementa se faz só do entrecosto. O peixe e as carnes grelhadas no carvão, com destaque para o bacalhau e as costelas de porco, são qualquer coisa de levar-nos ao céu. Se decidirem acompanhar a refeição com uma imperial ou qualquer outra bebida, ninguém levará a mal. Mas quem gostar de vinho, não deixe de provar aquele que vem directamente das uvas do senhor João de Ponte de Lima. Servido em garrafas sem rótulo, como deve ser!

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Já agora, para ninguém ir ao engano, a maior parte das mesas são corridas e temos de partilhá-las com outros clientes. No fundo, é isso que faz o bom e acolhedor ambiente desta casa. Agora a pergunta que não quer calar…e porquê o nome “Zé Dos Cornos?”.  Porque o pai do proprietário teve, em tempos, um caso extra-conjugal e assim ficou conhecido. Mas como diria o outro…”Isso agora não interessa nada”. O meu conselho é que não deixem mesmo de visitar este espaço. Garanto-vos que o vosso estômago vai agradecer-vos.

Beco dos Surradores, 5
Lisboa
Tel: 21 886 9641

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Qual é o segredo da melhor francesinha do Porto?

 

 

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Dizem que está no molho! Para mim, que já estive no Café Santiago a degustar aquela que é considerada uma das melhores francesinhas da Cidade Invicta, acredito que o truque reside na sintonia perfeita de quantidades, sabores e frescura dos elementos que a compõem. Ali servem-se centenas de francesinhas por dia. Perdem-lhes a conta. Mas consta que há dias em que contabilizam mais de 500. A permanente fila de espera é o primeiro indicador de uma qualidade que já lhes valeu vários prémios, certificados de excelência e espaço em algumas das mais conceituadas revistas internacionais. A família que fez crescer e levar a bom porto este negócio adianta que o verdadeiro segredo, a “essência”, como costumam dizer, está bem guardado no seio da família. E assim será enquanto conseguirem mantê-lo. Mas há técnicas e pequenos truques que asseguram a qualidade da Francesinha Santiago e que não se importam de revelar e partilhar com os clientes. Passemos então à prática…

 

Pão: Usam o pão de forma tradicional, cozido em forno de lenha. As fatias são aparadas à mão, com a medida ideal para que possam servir posteriormente de base perfeita à construção da francesinha.

Mortadela: O ponto de partida é uma fatia fina de mortadela, com um sabor suave, mas nunca ao ponto de passar despercebido. Serve de base aos restantes ingredientes.

Salsicha fresca: Recebem todos os dias salsicha fresca que é grelhada no momento em que é pedida a francesinha na mesa. O mesmo acontece com todos os outros ingredientes. Nada é pré-confeccionado.

Linguiça fresca: O sabor tem de ser intenso, com um toque fumado de preferência.

Bife de novilho: Os bifes de novilho das Francesinhas Santiago são provenientes de peças inteiras, frescas, inspecionadas pelos próprios, sem gorduras, e cortadas em bifes grelhados na chapa e colocados por cima da salsicha fresca e da linguiça.

Fiambre: O fiambre é cortado com uma espessura específica de modo a que pareça um “bife” de fiambre.

Queijo: A fatia de queijo não pode ser grossa nem fina. É colocada sobre o fiambre à temperatura ambiente e vai derretendo com o calor do processo e dos restantes ingredientes.

Tostar o pão: Tostar e torrar o pão não é a mesma coisa. O pão da Francesinha Santiago é cuidadosamente tostado, sem torrar, para que fique crocante.

Ovo: O ovo é estrelado na chapa, sem óleo, e cuidadosamente colocado por cima da fatia de pão tostado.

Queijo de Cobertura: Quatro finas fatias de queijo com semi-círculos recortados são colocadas em cima do ovo. O queijo funde-se numa consistência perfeita pelo molho quente.

Molho: São vários os ingredientes que fazem o molho da Francesinha Santiago. Mas eles asseguram que o lume, os tachos, os temperos, os tempos de fervura… tudo faz diferença.

 

 

 

Mostra Gastronómica de Cavala na Ericeira

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Depois do sucesso das mostras gastronómicas de raia, polvo e mexilhão, chegou a vez da cavala ser protagonista no Mercado Municipal da Ericeira. Nos dias 10 e 11 de junho, entre as 16:00 e as 19:00, é lá que este peixe vai ser preparado por chefs de cozinha que vão surpreender-nos pela originalidade e técnica com que o confeccionam.  

Da família da sarda e do atum, a cavala é um peixe de sabor intenso, com duas grandes qualidades. A primeira: por ser muito abundante na costa atlântica portuguesa, chega até nós com um preço acessível. A segunda: é um peixe azul, rico em ácidos gordos benéficos para a saúde, o que a torna uma aliada de peso no combate a doenças cardiovasculares. Sendo assim, o desafio está lançado!  Além de poder provar as várias sugestões propostas pelos 12 restaurantes locais que se associaram à iniciativa, poderá, no dia 10, aprender a cozinhar a cavala no showcooking do chef António Alexandre, do Endògenos, e do chef Paulo Matias do Grupo Porto Santa Maria. E, no dia 11, no showcooking da chef Patrícia Borges, da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar – IPLeiria em representação da Docapesca.

Estas mostras gastronómicas são promovidas pela Câmara Municipal de Mafra e Nuno Nobre Consultoria, dedicadas a peixes nativos da região da Ericeira.

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Perdida de amores por Meia Dúzia de bisnagas!

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Fotos: Retiradas do site oficial da marca

 

Não há sabor igual ao de uma compota caseira e isso é ponto assente! Aqueles doces que nos remetem aos cheiros e sabores da infância, quando não resistíamos a mergulhar o dedo na panela para prová-lo, ainda a escaldar. São memórias que preenchem o coração, alimentam a alma e que eu, felizmente, ainda tenho a sorte de poder reviver.

E se é bem verdade que há sabores insubstituíveis, não é mentira que há ideias tão originais que nos conquistam na mesma medida. Um dia destes fui convidada para um jantar de tapas em casa de uma amiga. Na mesa estavam quatro bisnagas de alumínio que mais pareciam de tinta acrílica. Mas afinal eram compotas. E como se não bastasse a minha euforia típica sempre que dou de caras com este tipo de produtos gourmet, ainda descobri que aquelas, em particular, foram especialmente elaboradas para saborear com queijo e presunto. Mesmo não sendo propriamente o sabor tradicional das compotas a que estamos habituados, conquista por isso mesmo...pela fusão de sabores pouco prováveis mas que resultam surpreendentemente bem. Tendo em conta que esta marca portuguesa, que nasceu de um projecto comum de dois irmãos, o Jorge e a Andreia Ferreira, já existe há algum tempo, é bem provável que já se tenham cruzado com a MEIA.DÚZIA. No meu caso foi mesmo amor à primeira degustação. Este formato de embalagem, em alumínio, dispensa o uso de colheres ou facas para barrar e os doces não ficam expostos ao ar após a abertura. 

Quando cheguei a casa dei uma espreitadela no site da marca e descobri uma série de outros produtos, tudo em bisnagas, (chás, mel, chocolates, licores e, claro, as compotas) que, apesar de ainda não ter experimentado, parecem ser tudo de bom! A marca, já recebeu várias distinções a nível nacional e internacional (informação disponível no site).

 

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Para os viciados na marmita!

 

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Digam o que disserem, isto de levar marmitas para o trabalho é muito giro, económico e saudável mas nem sempre há coragem, paciência e sobretudo... tempo para prepará-las! Principalmente se pretendermos que a ementa seja variada e saudável. Por motivos de logística e horários imprevisíveis, nunca tive grande possibilidade de optar por esta estratégia. Felizmente hoje em dia consigo fazer a maioria das refeições em casa. Mas tenho pelo menos duas amigas cujo apego à marmita é tal que acabaram por descobrir recentemente uma marca "A Marmita" que é o sonho de qualquer marmiteiro preguiçoso ou com falta de tempo. No site apresentam-se com um texto que nos transporta para memórias dos sabores de outrora.

Passo a citar: "A Marmita leva-te de volta. De volta à escola. À cantina. Ao peixe com brócolos e ao hambúrguer com batatas fritas. Às mesas corridas de madeira. Às piadas à hora da refeição. À universidade. Aos colegas de carteira. Ao primeiro emprego. Aos conselhos da mãe. Às refeições à grande e à portuguesa. Aos mimos dos avós. Ao almoço preparado em casa. Aos tempos à antiga. Ao “quentes e boas”. Ao cheiro do forno a lenha. Às refeições à homem. Leva-te de volta e a escolher bem, a comer melhor e a pagar menos."

E isto diz tudo!

Demoramos pouco mais de cinco minutos para realizar a encomenda das refeições no site. É tudo muito prático, intuitivo e simples.Com uma ementa variada de segunda a sexta, cada refeição não chega aos 4 euros. Um preço bastante compensador tendo em conta a qualidade,quantidade e o sabor de cada refeição. Pelo menos é o que dizem as minhas "marmita addicted friends".Não me vou alongar mais em descrições sobre o serviço porque "A Marmita" fez muito bem o trabalho de casa e o site não podia estar mais completo e fácil de explorar. Dêem uma espreitadela aqui e digam-me o que acharam. Entretanto deixo-vos com as fotos de algumas marmitas que poderão encomendar neste site. A distribuição das refeições está, para já, limitada a Lisboa e áreas limítrofes. Para saber se a vossa morada está abrangida na área de distribuição, basta digitar o código-postal no site e ficam logo a saber! Ah...para os geograficamente afortunados, não deixem de experimentar a marmita tailandesa. Contaram-me que é uma verdadeira delícia. Bom sábado!

 

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