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Se a inês sabe disto

Um top que nos despe quando usamos o Google!

 

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Numa chamada de alerta para a frequência com que nos expomos cada vez mais ao mundo digital, em particular às informações que a toda a hora enviamos para plataformas como a Google, a artista Xuedi Chen, em colaboração com o brasileiro Pedro Oliveira, conceberam o top X.pose (no final deste post pode ver o vídeo descritivo do funcionamento desta tecnologia). Esta peça de vestuário foi criada a partir de um algoritmo, está conectada ao smartphone, e funciona como uma espécie de alarme. Ao abrirmos uma aplicação para saber o estado do tempo ou se fizermos uma simples pesquisa sobre determinado tema, estamos a divulgar informações tão pessoais como a nossa localização geográfica, por exemplo. Ao usar este top, e convenhamos que não deve ser nada prático, o sinal de alerta é dado de forma muito original. O top vai ficando transparente, em tempo real, à medida que utilizamos as ferramentas do mundo digital. Tratando-se de uma peça futurista, e tendo em conta a crescente dependência e consequente vulnerabilidade de quem passa a vida ligado à internet, é bem possível que o X.pose venha a ser comercializado no futuro. Para já, é importante encará-lo como isso mesmo, um alerta para o abuso excessivo da incursão no mundo digital. Bom domingo a todos!

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A propósito do burkini...

 

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Como não podia deixar de ser, o tema gerou controvérsia. Refiro-me ao burkini e ao facto de duas mulheres britânicas terem sido expulsas da piscina de uma unidade hoteleira, no Algarve, por o usarem. Para quem não sabe, o burkini foi concebido para proteger a discrição das mulheres muçulmanas mas que, surpreendentemente, está a ganhar mais terreno do que era inicialmente previsível no universo da moda. Ao ponto da conhecida marca de roupa Marks & Spencer ter apostado até na comercialização de dois modelos de burkini. Em 2011, a chef de cozinha Nigella Lawson foi fotografada, e consequentemente criticada, por ter usado esta peça de roupa que para muitos é símbolo de discriminação e uma afronta à liberdade das mulheres. Certo é que esta moda parece ter vindo para ficar até porque, de acordo com um responsável de marketing da Marks & Spencer, "este tipo de fato-de-banho protege a pele das tão temidas radiações solares, além de ser muito confortável". 

Nestas situações acho que sinceramente cada um sabe de si! Discordo em absoluto que alguém seja obrigado a usar o que quer que seja, por que motivo for. Mas expulsar alguém de uma piscina por usar burkini parece-me altamente discriminatório. Ninguém é obrigado a exibir o corpo em público e as motivações para o seu uso podem ser mais que muitas. Assim como reclamamos o respeito pela nossa cultura e sociedade, não podemos exigir a um muçulmano que deixe de sê-lo, simplesmente porque veio a banhos ao Algarve. 

Alega-se, como forma de justificar a proibição do uso do burkini em determinados países, que o mesmo simboliza um atentado ao direito à Liberdade e Igualdade. Será assim em alguns casos. Não em todos! Não nos esqueçamos que, para muitas mulheres, trata-se apenas de um código de vestuário que adoptam de livre vontade. Se prevalecer a ideia de que a integração dos muçulmanos nas sociedades europeias implica renúncia à sua identidade, não será de estranhar depois a tendência para a radicalização.

 

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Nigella Lawson com um burkini

 

Mas afinal, como surgiu o burkini?

Em 2003, Aheda Zanetti fundou a AHIIDA, uma das maiores marcas de burkinis. A criadora diz que teve ideia de conceber este modelo depois de ver a sobrinha a praticar desporto com o tradicional hijab (véu), que se tornava bastante incómodo. Decidiu aliar o conforto à flexibilidade e assim nasceu o burkini. Hoje, 14 anos depois, esta ideia valeu-lhe reconhecimento a nível mundial com a aprovação e certificação oficial da comunidade islâmica que olham para este fato-de-banho como forma de encorajar as mulheres muçulmanas a praticar desporto.  

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Aheda Zanetti 

Desci do salto, mas com nível...

 

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De há uns tempos para cá, e sem motivo especial, comecei gradualmente (e literalmente!) a "descer do salto". Desde muito nova privilegiei a possibilidade de parecer mais alta num detrimento óbvio do conforto. É certo que existem saltos enormes que até conseguem ser confortáveis mas digam o que disserem, nunca o suficiente para atravessar uma calçada sem que isso se transforme numa aventura com contornos de sofrimento. E como este ano, mesmo nas saídas nocturnas, acabei por fazer algumas caminhadas, lá decidi tentar adaptar-me a saltos menos vertiginosos. A mudança não foi assim tão radical, até porque de vez em quando a indumentária ou o estado de espírito imploram por uma ajuda extra de 10 ou 15 cm, mas quase sempre o conforto tem ganho esta batalha.

No meio desta mudança conheci mais de perto a marca Aerosoles, que me proporcionou a oportunidade de experimentar alguns sapatos da colecção Outono/Inverno 2016/2017. Escolhi esta foto de abertura, não porque tenha sido o modelo com que mais me identifiquei, mas porque é um dos pares de sapatos que, sem dúvida, melhor simbolizam a irreverência e espírito inovador desta temporada, com destaque para a androgenia. E assim recuperam também o estilo boémio dos anos 70, em Brooklyn. São modelos simples e elegantes que fazem lembrar os looks de Annie Hall. 

De todos os sapatos que experimentei a maior supresa foi mesmo o conforto que proporcionam. De verdade! A colecção é inspirada no mundo urbano, com linhas elegantes que se adaptam a todas as situações do dia ou da noite. À conversa com um representante da marca, fiquei ainda a saber que a Aerosoles incorpora as suas tecnologias Stitch N Turn ou Heel Rest (que asseguram o melhor conforto e flexibilidade), tornando cada movimento – e momento – confortavelmente bom! Aqui ficam as botas que escolhi e outros modelos da nova colecção que já está a começar a chegar às lojas. Vejam no site onde e como podem adquiri-los. 

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A marca que combina mesmo com o Verão!

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Ultimamente tenho tentado deixar para trás alguns hábitos que, por um motivo ou outro, entendi que não faziam pendant com um estilo de vida mais descontraído que passei a adoptar. Principalmente na forma de vestir. Há uns tempos não me passava pela cabeça sair de casa com sapatos rasos, por exemplo. Hoje, embora ninguém me convença de que nada substitui a elegância de um bom salto, dou quase sempre preferência ao conforto. E foi no início deste processo de mudança que conheci e fiquei fã do trabalho da SecondSkin Leatherworks. Basicamente, esta marca aposta num estilo étnico, com peças em pele e totalmente feitas à mão, que assentam no rigor e talento da Sandra Ribeiro, a artesã que fez nascer a marca e que se ocupa de todos os passos da confecção de cada artigo. Desde o momento em que é esboçado no papel até chegar às mãos do cliente, não há um único detalhe que seja deixado ao acaso. Adquiri uma dessas peças no verão passado (o cinto/mala que podem ver na imagem acima) e nunca pensei que este acessório viesse a transformar-se na minha peça-chave do armário. É que, graças a ele, deixei de andar carregada com carteira, sempre preocupada em esquecer-me dela em qualquer lado. Embora admita que por vezes é um pouco difícil conseguir levar nesta pequena bolsa tudo o que preciso, acabei por inventar alguns truques e, com jeitinho, lá consigo transportar dinheiro, chaves, maquilhagem e até uma escova de cabelo, imaginem! Assim meio em jeito de mala do Sport Billy...

À parte a vertente prática de algumas peças da SecondSkin, o essencial está lá: a originalidade, que dá um toque diferente e especial a qualquer indumentária, o rigor com que todas as peças são trabalhadas, a qualidade dos materiais, os pormenores e, não menos importante, a relação qualidade/preço que, acreditem, é justíssima! Podia passar a tarde a falar de cada uma das peças que me apaixonam nesta marca mas nada melhor que darem uma espreitadela na página oficial, no facebook, aqui. E deixem-se contagiar por este estilo...

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A tribo que inspirou a Christian Dior!

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Sou completamente fã das indumentárias de algumas tribos espalhadas pelo mundo. São roupas e acessórios que, inevitavelmente, transportam histórias e tradições seculares. E isso, só por si, parece-me fascinante. Já aqui falei, no blog, de uma delas, a Masai (Quénia). Hoje decidi partilhar convosco um pouco da história da tribo sudanesa Dinka, cujo estilo já serviu de inspiração, em 1997, à colecção de alta-costura da Christian Dior.

O acessório-chave desta tribo é o espartilho. Tradicionalmente chamado de Manlual, é usado pelos homens como símbolo de riqueza (normalmente calculada mediante o tamanho do rebanho). As mulheres usam o Alual, em forma de colar, também ele símbolo de fertilidade e riqueza. Vão sendo aprimorados ao longo do tempo. Quanto mais ricos são, maior a parte de trás do espartilho. Podem ser retirados após o casamento...

 

 

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A história de amor que sustenta esta arte 

Anyieth D' Awol nasceu no sul do Sudão e tem raízes Dinka. Emigrou para o Reino Unido, onde se licenciou em Direito, e começou a trabalhar na ONU, como activista dos direitos humanos no Sudão do Sul . Apaixonou-se, aceitou um pedido de casamento e decidiu levar o namorado para conhecer a família, no Sudão. Demorou quase 3 anos para que ele fosse aceite: “Não porque fosse branco, mas porque não era Dinka”, explicou Anyieth. No dia do casamento, a mãe lamentou que ela não usasse o famoso Alual e ela, decidiu compensá-la com a fundação “Roots Project”, em 2009. Uma organização, hoje mundialmente conhecida (podem consultar todas as informações neste site, que manteve viva a tradição de fabricar os famosos espartilhos e colares Dinka.

 

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  Anyieth D' Awol

 

Algumas peças feitas pelas mulheres sudanesas do "Roots Project":

 

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Este colar Dinka está exposto no Museu de Israel, em Jerusalém, e data de finais do século XIX. Foi naturalmente fabricado pela tribo Dinka

 

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Colecção de alta-costura da Christian Dior, em 1997, inspirada nos espartilhos Dinka