Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Se a inês sabe disto

Ultra-violeta

Eu bem vos disse aqui que o cor do ano era o roxo (ou violeta, como desejarem), que tinha apanhado a dica em qualquer lado.

Pois apesar de nada ter a ver com moda, confirmo que a Pantone®, uma empresa que faz... pantones, se é que me faço entender, escolheu efectivamente para 2018 o n.º 18-3838 como a cor do ano 2018. Bom, tudo tem a ver com moda e até o uso dos mais variados pantones é nem mais, nem menos que... moda.

Se querem saber, é mais ou menos isto:

Imagem relacionada

 

Um pouco à boleia desta proposta da Pantone® (o que eu aprendo aqui, até sei como se coloca um érre dentro de uma bolinha...), e como a malta agora, dizem, ganha balúrdios, sugiro-vos que desopilem em busca dos violetas que vos farão estar in, e servirão para lavar as vistas, neste ano.

E podem começar por dar uma saltada à Holanda e apreciar os campos de tulipas que os há a perder de vista, dos mais diversos matizes,como estas, por exemplo:

Imagem relacionada

Esta segunda opção vai ficar-lhe um pouco mais carota, já que fica nos Sates, no Oregon. Claro que pode ter sempre animação extra, tipo um tiroteio numa escola, ou assim...

Resultado de imagem para campos de tulipas roxas

 

Uma fugida que também pode ficar em conta é visitar a Provença, França, preferencialmente durante o mês de Julho e babar-se com campos de lavanda como este que se segue. Diga lá se não lhe apetece rebolar por cima de toda aquela imensidão de violeta...

 

Se a sua carteira ficou ainda recheada depois do Natal e passagem de ano e do longo mês de Janeiro, que tal passar longas horas num avião e visitar o país do sol nascente? Ali, pode apreciar, no Hitachi seaside park, na cidade de Hitachinaka (procurem no Google que é fácil), ou o Takinoue Park, coisas tão perfeitas como esta:

Imagem relacionada

Nisto os japas são barras, já se viu...

 

Mas já que está por perto, pode, na vinda, dar uma saltada a Singapura. Pois fique sabendo que não há apenas gafanhotos fritos para acompanhar a cerveja, pode apreciar isto e esquecer que não há tremoços...

000.jpg

Aqui, nos Jardins da Baía, quase que mergulha no filme Avatar, tal a profusão de azuis e violetas.

 

É um salto de gigante, mas na vinda pode passar pelo Irão e visitar a Mesquita Nasir Ol Molk. Vai concordar comigo que está deliciado com esta profusão de cores. Deixe a religião de lado, que é apenas um viajante à procura do belo e deleite-se com as cores que o reflexo do sol lhe proporciona. Confira, pasme, admire...

 

 

 

Para completar o périplo, uma saltada à Escócia e deixar-se rebolar como uma criança por estas encostas cobertas de flores bravias será o quase final perfeito:

 

Não poderá regressar a casa sem dar um saltinho à Islândia, promovido a um dos melhores destinos para férias em 2018 e assistir a um dos fenómenos mais brilhantes, magníficos e relaxantes da natureza: Uma Aurora Boreal, aqui em todo o seu esplendor:

 

E pronto, agora que já gastou o dinheiro do seu aumento de ordenado, que achou desta viagem ao mundo do ultra-violeta? Eu até tinha uma opção muito mais barata, mas fartei-me das glicínias no quintal e cortei-as pelo pé (sim, foi um crime, mas não é você que tem que limpar aquilo, nem aparar uma dúzia de vezes por ano...), de modo que não posso fazer o convite para ir lá a casa.

Mas não vai sem um presente, de uma Violeta maior que o seu nome. Deleite-se.

 

 

 

 

 

 

 

Cinco dicas para quem vai ao Porto!

Porto-And-Vicinity-81321.jpg

Há duas semanas eu e três amigos decidimos mudar de ares e dar um saltinho até ao Porto. A intenção ia pouco mais além do que perdermo-nos em conversas, na calmaria dos passeios nas margens do Douro. Optámos por isso, de comum acordo, "fugir" do habitual roteiro turístico. A magia de cada viagem reside na forma como nos apetece vivê-la e foi isso que fizemos. Até porque o encanto desta cidade, não mencionando a óbvia riqueza cultural e arquitectónica, deve-se também à cordialidade das pessoas, ao charme da vida nocturna, à gastronomia e à simples contemplação de um entardecer à beira-rio, bem no centro histórico da cidade. Por tudo isto, pretendo apenas partilhar convosco algumas dicas desta pequena romaria à Cidade Invicta, que podem não ser as mais excitantes, mas que a nós nos encheram a alma...

 

Estadia

Se há cidades que oferecem múltiplas opções de estadia o Porto é sem dúvida uma delas. Apetecía-nos ficar numa casa onde pudéssemos cozinhar porque já tínhamos planeado duas grandes patuscadas (embora não as tenhamos concretizado). Numa rápida pesquisa pelo Google, encontrei um apartamento que pelas fotos pareceu-me bastante acolhedor. Como reunía todas as condições que pretendíamos, em 5 minutos estava tudo marcado. Quando lá chegámos fomos recebidos pela proprietária, a Manuela, que, sem lamechices, conquistou-nos em poucos segundos. De uma simpatia extrema, tratou de cada cantinho daquela casa para que ali nos sentíssemos como em nossa casa. O detalhe da velinha de cheiro acesa na casa-de-banho, as bolachinhas e o café na mesa da cozinha à nossa espera, a decoração moderna e tão, mas tão acolhedora, deu-nos a certeza de que tínhamos feito a escolha certa. Embora fique a meia hora a pé do centro da cidade e a dez minutos da estação de metro, a casa da Manuela será com toda a certeza um sítio onde vamos voltar. Fica a dica e se quiserem o contacto dela peçam-me através do email seainessabedisto@gmail.com

1.jpg

 

Se esta não é a melhor francesinha do Porto...

 

16649269_366937270360069_6066295798625604355_n.jpg

16602946_366937327026730_3117731498974663963_n.jpg

 

Por sugestão da Manuela, o nosso primeiro jantar foi no Café Santiago. Queríamos estrear o roteiro gastronómico com uma francesinha e ela assegurou-nos que, para não haver desilusões, este seria o sítio indicado. E como ainda tínhamos tempo, lá fomos de casa a pé para o centro já a pensar em derreter as calorias do jantar. Assim que lá chegámos, o primeiro bom sinal de que aquilo se calhar era mesmo bom é que tínhamos uma fila de espera imensa à nossa frente. Por nós tudo bem! Pedimos uma imperial (ou um fino, como se diz para aquelas bandas) e decidimos que dali já não saíamos. Meia hora depois estávamos sentados com o sr. Alfredo a servir-nos. E mesmo com a casa cheia, ainda houve tempo para ficarmos ali com ele um pouco à conversa. E assim ficou apresentado o ambiente familiar que ali se vive. Quanto à francesinha...asseguro-vos que é a melhor que já provei. Aconselho-vos a dar uma espreitadela no site para ficarem a saber tudo sobre a história desta casa, os prémios recebidos e a descrição detalhada da confecção desta iguaria que se revelou uma perfeita sintonia de sabores. 

 

E para dançar, como é?

Não é de agora que considero a noite do Porto uma das mais apelativas. E há de tudo, para todos os gostos! Nos últimos anos surgiram novos espaços e outros renovaram-se. Certo é que, na baixa, não há um bar cuja decoração nos seja indiferente. São quase todos dotados de um charme que não é para qualquer cidade. É para aquelas que prezam a boa diversão, em espaços onde cada detalhe é criteriosamente estudado para proporcionar noites memoráveis. Embora tenhamos andado a saltitar por várias "capelinhas", fiquei rendida a três espaços: É pra Poncha, numa das ruas das Galerias de Paris, onde me apaixonei pela poncha de tangerina, The Gin House, na Rua Cândido dos Reis, o sítio ideal para dançar e saborear um gin de excelência e finalmente o restaurante/bar Galeria de Paris, um antigo armazém de tecidos decorado com objectos inimagináveis...até um Fiat 500 está pendurado na parede. Quando forem ao Porto não deixem MESMO de visitar este espaço. Garanto-vos que vale a pena. Quase todos os bares por onde passámos são frequentados por várias gerações. E não há ali qualquer desconforto por isso. Bem pelo contrário! Talvez porque é fácil perceber que existe entre todos uma coincidência de intenções: a diversão genuína! 

 

15073299_1173037546079432_5785024653208221096_n.jp

  É Pra Poncha

 

img_968x539$2016_01_18_16_49_27_151437.jpg

  Restaurante/Bar Galeria de Paris

 

the gin house.jpg

  The Gin House

 

 

E voltamos à gastronomia...

Numa das noites em que saímos um pouco mais tarde de casa, não nos apeteceu propriamente jantar de faca e garfo. Tínhamos ouvido falar da sandes de pernil com queijo da serra derretido, da Casa Guedes, e não pensámos duas vezes. É uma tasca na verdadeira acepção da palavra e à moda antiga. Mas daquelas que merecem distinção. O pão vem tostado, o pernil mais bem temperado não podia ser e o queijo da serra derretido no meio dessa mistura vem mesmo a propósito para presentear o paladar. A acompanhar com o vinho da casa ou um fino, só posso mesmo recorrer à mais comum das expressões: "é de comer e chorar por mais". Fica na Praça dos Poveiros, nº 130. 

16508788_366937087026754_164422972040144868_n.jpg

 

E como não podia deixar de ser, o vinho do Porto

 

Entre tantos passeios a pé e experiências gastronómicas, pouco tempo nos restou para saborearmos calmamente um vinho do Porto no cenário indicado. Ainda assim decidimos atravessar para o lado de Vila Nova de Gaia, mesmo para o coração da zona histórica, nas margens do rio Douro, e tentar visitar uma das muitas caves do Vinho do Porto que por ali existem. Fizemos algumas tentativas mas devido à hora tardia, foi impossível visitar as maiores e mais conhecidas. Fomos então desafiados a entrar na cave Porto Augusto's uma vez que a visita, além do preço ser bastante acessível, era bem menos demorada que as outras uma vez que se trata de uma empresa familiar. E em boa hora aceitamos embarcar nesta pequena aventura. O nosso guia, o Luís, não podia ter sido mais simpático e expert na matéria. No final da visita fomos convidados a fazer uma prova dos vários vinhos produzidos por esta marca e ficámos agradavelmente surpreendidos. Sugiro que espreitem o site para conhecerem todos os detalhes sobre o Porto Augusto's.

 

16708379_366987893688340_7577303493784017407_n.jpg

 

Finalmente, obrigada Isabel, Débora e Paulo pela excelente companhia. 

Neubeuern e Kitzbuhel, mais dois paraísos no gelo

austria-2154193_960_720.jpg

Já partilhei convosco neste post aquele que considero o melhor destino de neve, que reúne todas as condições para que a experiência seja, para principiantes ou não, o mais enriquecedora possível. Mas como estamos mesmo na altura do ano em que, quem pretende viajar, está em cima da hora para marcar vôo, hotel e afins, decidi dar-vos mais uma sugestão de uma viagem que fiz à Aústria, onde tive possibilidade de visitar outra estância que me conquistou, Kitzbuhel. 

9b477d55ec0e86d28dc68e9a2e410df5.jpg

ski-lift-1201084_960_720.jpg

Decidimos ficar instalados em Neubeuern, uma pequena e encantada vila no meio das montanhas. A pressa em chegar era tanta que quase passámos ao lado do alojamento sem que nos apercebessemos que era ali. Basicamente é uma quinta com gado, exploração de leite, uma família e uma casa de hóspedes no meio disto tudo! Em Niederauer Hof , é assim que se chama a quinta, fomos recebidos
como se de parentes nos tratássemos, a quem se reservou um espaço autónomo e acolhedor.
O local não podia ser mais cheio do espírito invernal que caracteriza a zona germânica, já bem perto da vizinha Áustria. A neve cobria toda uma área que se imagina, de Verão, verde e florida. Um pequeno quiosque de jardim dedicado ao descanso e à leitura numa tarde primaveril albergava  cadeiras vazias e gélidas, fruto da baixa temperatura exterior que imaginamos do interior de um quarto tão agradavelmente quentinho que as roupas quentes são perfeitamente dispensáveis. O conforto
das restantes acomodações assemelha-se a um misto de aconchego do lar (onde se pode circular
com o mesmo à vontade) e respeito exigido pelo possível encontro com outros hóspedes.
Estamos num vale rodeado de montanha, com um dos vários afluentes do Danúbio a passar muito perto; o Inn. Dos muitos distritos da Baviera, Rosenheim é o que se encontra mais perto, com cerca de 60 mil habitantes. Uma cidade onde se destaca a passagem de diversos corredores europeus de mercadorias, quer por via-férrea, quer rodoviária. 

neu.jpg

 

panorama-2192454_960_720.jpg

O encanto da Baviera e a vizinha Aústria

Os dias são passados fora de Neubeuern, à procura de neve e locais para esquiar. Enquanto circulamos fica-se literalmente de queixo caído com a simplicidade de uma varanda florida ou com a mistura de madeira e alvenaria que compõe a maior parte das casinhas. É a Bavaria (Baviera) no seu estado puro. Para esquiar optámos pelas estâncias que já ultrapassam a fronteira para o lado da Áustria. Por conveniência eram as que melhor se enquadravam dentro dos objectivos: paisagens lindas (o que num local como aquele é fácil de encontrar) e uma variedade de percursos que permitem, a quem se inicia no ski, não ficar, à partida, com uma impressão negativa.
Para quem não dispõe de material aconselha-se que o adquira no destino. São muitas as opções, desde novo a usado, e, tomando a última opção, não se fica nada mal servido. Se não quiser regressar
a casa com esse material, pode vendê-lo por lá. Muitas lojas estarão certamente dispostas a fazer
negócio consigo. 
Desfrutar da montanha em pleno foi o grande objectivo desta viagem. E bastam poucas horas para
se perceber que almoçar ao frio (agasalhado o suficiente para esquecê-lo), admirar a paisagem que nos rodeia para, pouco depois, iniciar uma descida para um largo vale, entrar no frenesi do vai e vem
de teleféricos, telecadeiras e saca rabos, é qualquer coisa que não queremos deixar de repetir.

kitz1.jpg

Também há diversão nocturna!

Fim do dia. Os Après-ski. São como bares de cowboys no meio de nenhures. Está toda a gente lá dentro a beber e a divertir-se. Cá fora, reina a calma e vão chegando os últimos esquiadores ou snowboarders com um único objectivo: aquecerem-se. O piano do saloon é substituído pelas colunas de onde sai um som remisturado de musicas conhecidas e cujo contexto só ali faz sentido. Nada que estejamos habituados a ouvir mas que ali faz o fechar do círculo de emoções que se teve durante o dia.
Regressamos a casa exaustos, com os pés mais aliviados (pois as botas de ski querem-se bem ajustadas, não apertadas em demasia) com a sensação de um dia preenchidíssimo, pensando sempre no que nos reserva o dia seguinte. O jantar pode ser em casa ou num dos restaurantes onde se dá a conhecer a gastronomia da região. Em Neubeuern encontram-se poucos mas bons locais para degustar algo muito saboroso.
Se quisermos animação a uma escala um pouco maior, Rosenheim é uma solução a considerar. Mas convém lembrar que, no dia seguinte, se queremos voltar à animação e emoção nas pistas de neve (e devem querer, acreditem que se torna um vício) cumpram com umas horas de sono. Vão precisar de todas as energias!
Se for a primeira vez num destino de neve, nada que uma ou duas aulas no local não resolva a ânsia de cumprir o desejo de esquiar. Para todos os que procuram deliciar a vista e o espírito numa descida de montanha, que não tem que ser obrigatoriamente a grande velocidade, aqui fica o conselho: experimentem! 

 

Informações úteis

Como ir
Deve apanhar um voo com destino a Munique. Os preços variam consoante a companhia aérea e o número de dias que permanece no destino mas, habitualmente, oscilam entre os 150 e 250 euros. No aeroporto de Munique é aconselhável o aluguer de uma viatura para melhor ficar a conhecer a região.

Onde ficar
Existem algumas opções, predominantemente casas de hóspedes. Nós aconselhamos Niederauer Hof, Niederau 1, 83115 Neubeuern, Telefone: +49 (0) 8034 7783• Fax:+498031222899998 e-mail: paul@niederauer-hof.de. Coordenadas
47°46 “ N del “ 00 12°9 “ E del ‘ 00 / 47.766667, 12.15

Material para a prática de ski ou snowboard
Prancha de snowboard ou skis, fato de neve, botas apropriadas para a prática do desporto, máscara, capacete, dois batons (ski) e protecção solar.

Algumas estâncias vizinhas: Kussen (Áustria): Kitzbuhel (Áustria) e Oberaudorf (Alemanha)

Agradecimentos: DC

Está na hora de começar a pensar na neve!

 

engelberg view.jpg

Bem sei que o calor parece ter vindo para ficar mais uns tempos por cá mas para quem costuma praticar desportos de neve sabe muito bem que chegou a hora de começar a pensar em fazer as reservas de vôos, hóteis e afins para as estâncias de neve...antes que seja tarde e o preço duplique. E assim como fiz no ano passado, volto a "massacrar-vos" com a sugestão de um destino de neve que, para mim e venha quem vier, continua a ser o lugar mais mágico do mundo. Falo-vos obviamente de Engelberg, onde já fui tantas vezes que perdi a conta.

O nome não é dos mais sonantes! Nem tão pouco um destino que exerça de imediato um fascínio no imaginário colectivo. Nunca percebi muito bem porquê, confesso! Para mim, Engelberg continua a ser o segredo mais bem guardado dos Alpes Suíços. Como se costuma dizer por lá, meio em jeito de brincadeira, "esta terra só pode ser sido criada por fadas". É difícil falar deste lugar com imparcialidade. Ali tudo parece ter sido criado pela natureza com o intuito de nos enfeitiçar e 5 estrelas é pouco para fazer justiça a este destino de neve. 

Comecemos pela viagem de comboio que nos transporta até lá. Embora exista a alternativa de chegar a Engelberg de carro, como é pouco provável que precisemos dele para nos deslocarmos na vila, nada melhor que optar pelo transporte de comboio, com partida do aeroporto de Zurique. São duas horas de viagem muito bem empregues, com argumentos paisagísticos tão fortes que comecamos a acreditar, mesmo antes de chegar ao destino, que já valeu a pena a deslocação. O custo da viagem de comboio ronda os 40/50 euros (ida e volta). 

Já em Engelberg, cuja tradução à letra é "Montanha dos Anjos", percebemos que o charme daquele lugar reside obviamente na paisagem, mas também na neve que abunda de tal forma que a simples tarefa de caminhar pelas ruelas nem sempre é fácil e na arquitectura das casas, restaurantes e hóteis. Eu opto sempre por ficar instalada no Hotel Terrace, construído em 1903. Não é dos mais baratos, é certo, mas quem tiver possibilidade de investir um pouco mais na estadia, acreditem que vale a pena aqui ficar. Depois, é deixar as malas no quarto e partir à aventura. Para os amantes de ski e snowboard, Engelberg dispõe de mais de 80 quilómetros de pistas. Preparem-se para subir ao topo da segunda montanha mais alta dos Alpes Suíços (Titlis) através de um teleférico giratório, o Titlis Rotair. E porque aqui a adrenalina é quase uma imposição, respirem fundo e ganhem coragem também para encarar a Titlis Cliff Walk, a ponte suspensa mais alta da Europa. 

De resto, não deixem de fazer uma caminhada pelos roteiros de montanha, cuja informação estará disponível em todos os hotéis ou pontos turísticos, uma descida de tobogã, uma visita ao parque de diversões, com paragem obrigatória, a meio do percurso, no bar do gelo. E, finalmente, não façam o checkout da vila sem, pelo menos num fim de tarde, dançar no aprés-ski Chalet, um bar que atinge o topo da animação com o fecho das pistas, por volta das 17:00. Há música ao vivo quase todos os dias! Para mais informações sobre este destino podem consultar o site

 

38c01347b29faba5_eae00acd00c7db5c.jpg

129687-Engelberg-Titlis-Ski-Resort.jpg

25685525.jpg

25685527.jpg

25685546.jpg

41968718.jpg

DSC02285.JPG

DSC02375.JPG

DSC02376.JPG

Engelberg Ski...........jpg

engelberg view.jpg

ENGELBERG.JPG

engelberg_switzerland.jpg

 

Crónica da morte de uma viagem imagina(ria)da

O destino andava há anos a ser adiado.

Finalmente seria desta que nos deslocaríamos a Cuba, quatro parceiros cuja cumplicidade funciona por sinais de fumo: A Patrícia, a Isabel, a Mina e moi mêmme.

A expectativa era elevada e a ansiedade enorme. Depois veio o furacão e "comeu-as"...

Com tal pontaria, a viagem estava marcada precisamente para começar na semana em que o Irma decidiu arrasar as Caraíbas, deixando Havana neste estado:

havana 1.jpg

E lá tivemos que adiar o raio da viagem.

Contudo, como as férias já estavam marcadas, havia que arranjar destino alternativo e foi isso que decidimos precisamente: Ir sem destino!

Saída no Sábado à hora a que deveríamos estar a aterrar no aeroporto José Martí, para que o espírito fosse semelhante. Até demos sinal de partida do aeroporto Humberto Delgado, para que a mímica fosse perfeita.

E lá partimos, rumo a sul, com a primeira paragem em Montemor, para uma bela bifana. Digo-vos já que as melhores são as do bar da rodoviária, mas pronto, fui eu que embirrei parar noutro sítio e ficámos assim  um bocadinho "augados". Adiante! Paragem seguinte em Mértola para comprar um belo pão alentejano e ala em direcção a Altura, onde ficámos. Olhem que a água do mar continua quente! E as conquilhas, fresquinhas que até dói.

Não havia que perder tempo e dois dias depois, ala para Ceuta, depois duma travessia (sem furacões) de Tarifa. Olhem, não atravessem por ali, vão até mais para leste um pouco e atravessem em Algeciras, que a saída por Ceuta (para Marrocos) é muito mais fácil. O raio dos marroquinos fazem de tudo para nos sacar dinheiro logo à saída do ferry e as voltas que se tem que dar para conseguir fugir da alfândega são ainda um bocadinho piores que as do Marão, antes das auto-estradas e do túnel.

Ao fim de mais de uma hora, lá nos vimos livres daquela malta e ficámos por ali, que a noite aproximava-se. Tânger é uma cidade cosmopolita e com a confusão de trânsito de todas as cidades árabes, onde ninguém respeita ninguém, por isso o objectivo era a garagem do hotel e dar uma volta pela medina e trincar qualquer coisa. Tarefa difícil para quem aprecia boa comida, mas com um pouco de boa vontade, lá nos desenrascámos...

tangier_5184a.jpg.cf.jpg

O objectivo seguinte foi Rabat, mais uma cidade louca, onde andam uns loucos sentados ao volante de montes de lata com rodas, uns Mercedes com trinta anos e mais, que enchem até não haver mais lugares ao colo e que buzinam como doidos, fazendo com que o barulho seja assim parecido com o do Poço da Morte da Feira Popular, mas com mais perigo.

No entanto no caminho para lá chegarmos, que percorremos junto à costa, há praias de caír de cú, a perder de vista, mesmo a convidar para tirar toda a roupita e mergulhar. Se pensam que estou a mentir, é ver isto:

IMG_20170917_120908.jpg

De saída de Rabat, o destino foi Marraquexe, uma viagem rápida por uma estrada com um belo piso, sem descurar no entanto sempre o limite de velocidade, que a polícia de trânsito faz-se notar e em quantidade. Deixámos Casablanca para o regresso. Chegámos ao final do dia, como a foto seguinte bem ilustra:

Marraquexe.jpg

Dois dias, melhor, dia e meio e ala p'ra cima, rumo a Mazagão, antiga possessão portuguesa (entre os séc. XV e XVIII), célebre pela sua fortaleza, construída pelos portuguesas no início do séc. XV e considerada a mais bem conservada de todas as que Portugal foi construindo ao longo da costa africana até à Índia. Aí sim, a estrada era um pouco manhosa, pela montanha e os cerca de 200 Km foram complicados, mas valeu a pena, para ver isto:

Mazagão.jpg

Dia seguinte e saída para Casablanca, que decidimos não visitar, porque o tempo se estava a esgotar, tendo feito directo o trajecto até Tânger e saido de Tarifa para Algeciras e Gibraltar. Vimos um macaco, que era o objectivo, que os ingleses já não autorizam o trânsito automóvel até eo cimo do rochedo, vai-se até um terço e volta-se para trás e já lhe podemos chamar um figo! Para quem conhece, aquelas ruas estreitas onde apenas cabe um carro e com dois sentidos e olhando para baixo, arrepia um pouco... E não se come nada de jeito! De tal forma que já ao cair do dia partimos.

Gibraltar.jpg

E saimos em direcção a Cádiz e ao Porto de Santa Maria, onde ficámos dois dias, com água com uma temperatura excelente e onde se pôde dar vazão à gula, lançando-nos ao pata negra e às tapas e ao vinho e às cañas, bafejados por um sol maravilhoso.

Cádiz.jpg

puerto.jpg

puerto2.jpg

Para terminar, Sevilha.

Mais tapas e cañas e flamenco em Triana na Casa Anselma, uma matrona à antiga, que geme mais que canta e cujo objectivo é verificar que os clientes consomem, mas que faz um ambiente muito agradável, apesar de estarem no local provavelmente quatro vezes mais pessoas que a lotação permitida, entre espanhóis, obviamente, portugueses, ingleses, franceses e... não sei se deva dizer... catalães.

Noite bem dormida, visita pela enésima vez aos locais emblemáticos, por a meio do percurso termos encontrado familiares que visitavam Sevilha pela primeira vez e depois de almoço, saída para regresso a casa. Não fomos ao aeroporto, que estávamos já estourados, mas também, cerca de 2700 Km depois a vontade era mesmo encontrar o nosso querido sofá.

Anselma.jpg

sevilha.jpg

 Esperemos que lá para Março não se lembre nenhum furacão de nos estragar a viagenzita... 

 

Nota: Algumas referências desta viagem são um puro exercício de imaginação. Se vos disser que os kilómetros se ficaram pelos 1800, conseguem perceber o que é fictício e o que é real?