Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Se a inês sabe disto

Eu até pensava que fosse do vinho

A gente era todos sportinguistas.

Combinámos que cada um levava da sua "pinga" nova e cada um levava do que tivesse para "fazer bóia". Ele era nozes, ele era amêndoas, ela era passas de figo, ele era passas de uva, ele era bolos dos santos, ele era castanhas, ele era presunto, ele era queijo. Houve alguém que teve o bom senso até de levar umas romãs e uns diospiros. E pão!

Lá se montou a pantalha e aquilo foi uma continuação do almoço e estava tudo tão entusiasmado nas provas dos brancos e dos tintos, que as três chegaram e quase que nem demos pelo início da partida. O ambiente era bastante húmido, tanto em Viseu, como lá fora na rua, que chovia que Deus a dava e também lá dentro, que a gente bem ia molhando a palavra a bom ritmo.

"É pá, não jogamos nada", lá dizia um mais insatisfeito, ind'aquilo tinha acabado de começar (salvo seja!); "Ó pá, deixa q'eles cansam-se e a gente apanha-os à mão", lá respondia outro mais optimista (e caçador de prato). E o jogo foi decorrendo e o tinto e o branco correndo e a "bóia" fazendo a sua função. "O careca não percebe nada disto, atão o Jefferson, um cepo?" e o rapaz só pra chaterar, vai de centrar com conta, peso e medida, para o... coiso, a mandar lá p'ra dentro. Claro que o desgraçado que teve a infelicidade de proferir aquela frase lapidar, teve que dar a volta à mesa e servir os restantes de mais uma rodada, p'ra castigo, que não se "invoca" assim o nome de Jefferson em vão! Mas logo a seguir, Bruno Fernandes, que nos pareceu naquele momento ter bebido mais que os dez todos juntos que ali estávamos, estrambelhou e deixou fugir uma bola que por culpa de Bruno Gaspar (faziam-lhe falta umas pingas, para arribar) e também de Renan, que ficou nas covas (provando que o que é de encosta é muito melhor), deu o golo do empate para a segunda equipa de Carlos Lopes. Belo golo, por sinal! "Ó pá, tenham calma, que eles cansam-se, já disse"... "Mas agora vem o intervalo e eles descansam", replicou outro que não deixou de lembrar que as brasas estavam prontas para os rins e o fígado de porco. "Mas eu não vou lá, que eu a grelhar é mais ou menos como o Petrovic a defender".  E lá veio a segunda parte, com o rim e o fígado temperados com azeite, alho e vinagre e uma pitada de coentros que alguém disse que não se podiam gastar muito porque "são verdes". Mai'nada! 

Com mais ou menos atenção "é pá, de quem é este? ganda vinho!", e as nozes e as amêndoas a desaparecerem e as castanham a estalarem nas brasas, Jefferson lá fez um dos 527 cruzamentos que costuma fazer mal, mas só que desta vez outra vez bem e o... coiso, aquele rapaz holandês que o Jesus ensinou a andar (ele é que disse, não me venham cá com coisas), catrapimbas lá p'ra dentro outra vez. O gajo que disse mal do Jefferson... pois, outra volta à mesa, p'a não se armar em parvo!

E ainda o gajo não tinha servido todos (alguns mexem-se, para o arbitro repetir, que é que pensam?) já o Bruno Fernandes tinha curado a bubadêra e fez ali uma tramóia com o... coiso, aquele rapaz, pois aquele que o Jesus, sim! e marcou o terceiro assim meio de trivela, só para me chatear a mim e a mais dois ou três que insistíamos em afirmar que o gajo não estava em campo, estava era escondido atrás do tonel (não confundir com Tonel, p.f.).

Estava o Zé a pedir "um branquinho agora, para limpar o palato" (fino, o menino...), quando o Nani, que só para chatear não quis ser o melhor mas quis rimar, ofereceu um golo cantado a Diaby e assim, entre uma passa de figo e uma castanha, já estávamos a vencer 4-1. "Eu não disse que eles se cansavam?" Esse não se cansou, não levantou o cu do banco nem no intervalo, mas só pela tirada filosófica, foi condenado a lavar a loiça (eram os copos e pouco mais) no final, que não acabou com o jogo em Viseu, tenham calma, que a seguir jogava a "nossa" Juve, ou melhor o "Ronaldo FC". 

Tenho a dizer em defesa de todos, que apesar das divergências de opinião, todos os vinhos passaram na prova com distinção e todos somos todos sportinguistas, "à mesma".

E como disse um, "nem c'agente purdesseconte mais ganhando!" É assim, tudo acaba bem quando se ganha 5-1!*

 

*Contem lá com o golo do Ronaldo, s.f.f.

A propósito do burkini...

 

Burkini.jpg

Como não podia deixar de ser, o tema gerou controvérsia. Refiro-me ao burkini e ao facto de duas mulheres britânicas terem sido expulsas da piscina de uma unidade hoteleira, no Algarve, por o usarem. Para quem não sabe, o burkini foi concebido para proteger a discrição das mulheres muçulmanas mas que, surpreendentemente, está a ganhar mais terreno do que era inicialmente previsível no universo da moda. Ao ponto da conhecida marca de roupa Marks & Spencer ter apostado até na comercialização de dois modelos de burkini. Em 2011, a chef de cozinha Nigella Lawson foi fotografada, e consequentemente criticada, por ter usado esta peça de roupa que para muitos é símbolo de discriminação e uma afronta à liberdade das mulheres. Certo é que esta moda parece ter vindo para ficar até porque, de acordo com um responsável de marketing da Marks & Spencer, "este tipo de fato-de-banho protege a pele das tão temidas radiações solares, além de ser muito confortável". 

Nestas situações acho que sinceramente cada um sabe de si! Discordo em absoluto que alguém seja obrigado a usar o que quer que seja, por que motivo for. Mas expulsar alguém de uma piscina por usar burkini parece-me altamente discriminatório. Ninguém é obrigado a exibir o corpo em público e as motivações para o seu uso podem ser mais que muitas. Assim como reclamamos o respeito pela nossa cultura e sociedade, não podemos exigir a um muçulmano que deixe de sê-lo, simplesmente porque veio a banhos ao Algarve. 

Alega-se, como forma de justificar a proibição do uso do burkini em determinados países, que o mesmo simboliza um atentado ao direito à Liberdade e Igualdade. Será assim em alguns casos. Não em todos! Não nos esqueçamos que, para muitas mulheres, trata-se apenas de um código de vestuário que adoptam de livre vontade. Se prevalecer a ideia de que a integração dos muçulmanos nas sociedades europeias implica renúncia à sua identidade, não será de estranhar depois a tendência para a radicalização.

 

nigellaburkini1.jpg

Nigella Lawson com um burkini

 

Mas afinal, como surgiu o burkini?

Em 2003, Aheda Zanetti fundou a AHIIDA, uma das maiores marcas de burkinis. A criadora diz que teve ideia de conceber este modelo depois de ver a sobrinha a praticar desporto com o tradicional hijab (véu), que se tornava bastante incómodo. Decidiu aliar o conforto à flexibilidade e assim nasceu o burkini. Hoje, 14 anos depois, esta ideia valeu-lhe reconhecimento a nível mundial com a aprovação e certificação oficial da comunidade islâmica que olham para este fato-de-banho como forma de encorajar as mulheres muçulmanas a praticar desporto.  

Aheda Zanetti.jpg

Aheda Zanetti 

SUP, uma paixão!

ericeirasup_3.png

O meu primeiro contacto com esta modalidade já foi há algum tempo, a propósito de um evento que organizei em parceria com a escola Ericeira Sup. É cada vez mais frequente vermos praticantes de Stand Up Paddle (SUP) nas praias e rios, e há muito que esta modalidade deixou para trás o conceito de desporto da moda. Veio para ficar, e tanto especialistas na área como praticantes, dão provas concretas de que a mente, a força, o equilíbrio, os abdominais e os braços são rigorosamente trabalhados através desta prática desportiva. Por cá, na Ericeira, temos ainda o privilégio acrescido de contemplar as nossas maravilhosas praias e paisagem natural circundante deste cantinho que é também Reserva Mundial de Surf. Assistir ao pôr-do-sol, rodeado por uma paisagem magnífica e uma paz imensa a fazer-lhe companhia, acreditem, transforma-se num momento inesquecível de rara beleza. 

E desenganem-se se pensam que para praticar SUP têm de ser atletas. Para subir a uma prancha basta ter espírito aventureiro e pouco mais! Neste desporto ninguém fica de fora: mulheres, homens e crianças, mesmo sem qualquer preparação física, estão, à partida, aptos a praticá-lo. No entanto, como em qualquer outra modalidade, também o SUP não dispensa todas as normas essenciais de segurança. Por isso, se tiverem alguma dúvida a este respeito convém esclarecer atempadamente com a Ericeira SUP, que irá certamente esclarecer todas as questões. 

Michel Amaro, o criador do projecto, é licenciado em Educação Física na área do treino desportivo, condição física e tempos livres. Praticante de Surf há 38 anos e de Stand Up Paddle há 14 anos, foi juiz de surf internacional durante 20 anos. É instrutor de Surf e SUP e treinador de Surf reconhecido pela Federação Portuguesa de Surf...Estará, por isso, em muito boas “mãos”. Para quem se estreia na modalidade fiquem a saber que na primeira aula os instrutores vão ensinar-lhe as técnicas básicas do SUP, que lhe permitirão usufruir ao máximo desta experiência no futuro, em segurança. 

Visitem o site Ericeira SUP e conheçam mais detalhes sobre a escola e o que nela poderão fazer e aprender. Deixo-vos com algumas fotos retiradas do site...E fiquem atentos! Em breve voltamos a falar sobre este tema . O blog vai promover um passatempo relacionado com a modalidade. 

1479517_956039557797536_7826651418500345623_n.jpg

12799317_943071382427687_4015754787270705876_n.jpg

17951547_1277161569018665_5972399896521014955_n.jp

17992259_1277161599018662_584715562629647609_n.jpg

18010278_1273638496037639_3700184869444217736_n.jp

18010559_1277161612351994_931513038199649728_n.jpg

18033543_1277161649018657_7070014285143680885_n.jp

18057923_1282045331863622_5553025332564562115_n.jp

 

c7d7ed_4ea9fa56544545a2b70513f9cfe27958.png

c7d7ed_6f45aa44360b4135895b3b62c8bc34a7.png

c7d7ed_7a6a166c023042c4aacb098ee7cb0d57.png

c7d7ed_7ad8d85882f740d6b44ca0c95d534c00.png

c7d7ed_17b5b11dad4440498ca9bb5d781657d5.png

c7d7ed_c6d2924d97774dc1aa18ddf7b7eaf348.png

c7d7ed_e50ba2cb13f04a06bad7390a62e64daa.png

 

 

Patrícia Teixeira

Edmundo Gonçalves

Want - Loja Online de Vestuário