Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

SE A INÊS SABE DISTO!

Sabiam que Agatha Christie era surfista?

Agora que os surfistas puderam voltar finalmente ao mar nada mais a propósito do que dar-vos a conhecer, para os que ainda não sabiam, de uma informação muito curiosa. É que Agatha Christie, a escritora britânica que todos conhecemos pelos seus romances policiais era também uma amante do surf como comprovam as fotos.

Em 1922, durante uma expedição de 10 meses na companhia do marido, um pioloto inglês de nome Archibald Christie, Agatha viajou pelo Hawai, Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália e África do Sul. Numa dessas viagens, decidiu começar a praticar surf, mais precisamente nas ondas da Cidade do Cabo, em África do Sul. A sua estreia neste desporto foi detalhadamente descrita nas cartas que escrevia semanalmente para a sua mãe, e também na auto-biografia, "The Grand Tour". Eis o excerto:

"Como os meus conhecimentos de geografia eram fracos, nunca tinha percebido que a Cidade do Cabo estava numa península e, por isso, fiquei muito surpreendida quando saí do comboio e me encontrei outra vez ao pé do mar. Havia pessoas a tomar banho, o que me encantou. Tinham pequenas pranchas curvas com as quais deslizavam sobre as ondas. Ainda era muito cedo para o chá. Fui até ao pavilhão de banhos e, quando me perguntaram se queria uma prancha, disse-lhes: ‘Sim, por favor’. O surf parece ser muito fácil. Mas não é. E não digo mais. Fiquei furiosa e praticamente atirei a prancha para longe. Mas decidi que voltaria na primeira oportunidade para tentar outra vez. Não me dava por vencida. Por engano, acabei por dar mais uma volta na prancha e fiquei felicíssima. O surf é assim. Ou ficamos furiosamente a praguejar ou totalmente satisfeitos com nós próprios. Por vezes foi doloroso, mas no geral foi um desporto fácil e muito divertido ". 

 

agatha christie.jpg

agatha2.png

 

 

agatha3.png

 

 

 

As coisinhas que inventavam!

Se hoje as técnicas para corrigir certas imperfeições estéticas ou melhorar o nosso visual são cada vez mais descomplicadas, saibam que nem sempre foi assim! A vaidade sempre existiu mas, naturalmente, os recursos tecnológicos eram muito escassos. A pouca informação, ou na maioria das vezes a informação errada, faziam com que fossem criados verdadeiros objectos de tortura com finalidades estéticas. Ou então produtos de cosmética com ingredientes potencialmente malignos para o organismo. Ora vejam:

 

Na imagem abaixo vemos Maksymilian Faktorowicz, o conhecido fundador da marca Max factor, a detectar imperfeições no rosto da actriz Marjorie Reynolds, usando o micrómetro de beleza. Esta engenhoca foi inventada pelo próprio, em 1932, e era através dela que o criador da linha de cosméticos decidia qual a melhor maquilhagem a aplicar, consoante as linhas faciais de cada mulher. Eficiente ou não, foi esta invenção que lhe concedeu a entrada no universo do cinema americano. 

1.jpg

Nas duas imagens que se seguem, que datam de 1920, é possível observar como fazer uma simples ondulação no cabelo não era propriamente tarefa rápida e fácil. 

3.jpg

 

beautyperm3.jpg

Esta invenção foi criada em 1900. O Thermocap prometia estimular os folículos capilares e assim evitar a queda de cabelo, através da aplicação de calor e do efeito de lâmpadas azuis.

8.jpg

A invenção de Isabella Gilbert, em 1936, foi concebida com o intuito de fazer covinhas no rosto, mediante a utilização do aparelho metálico que se pode ver na foto. Mas a controvérsia foi inevitável quando os médicos fizeram um alerta público de que o uso prolongado desta técnica, "além de não fazer covinhas, podia provocar o cancro após uso prolongado". Ainda assim, este aparelho revelou-se uma verdadeiro sucesso naquela época. 

 

5.jpg

Cintas extremamente apertadas para a cintura e pescoço (imaginem!), asseguravam a eliminação das gorduras localizadas nessas zonas. Podiam ser usadas por ambos os sexos e, de acordo com o anúncio, "o efeito era rápido e completamente seguro". A má notícia é que ainda hoje se comercializam este tipo de produtos, embora a adesão não seja particularmente significativa.

9.jpg

O cirurgião ortopédico Lewis Sayre, autor do livro "Spinal Disease and Spinal Curvature", defendia que os pacientes que sofriam deste enfermidade, teriam de ficar suspensos (e sem roupa na parte superior!) durante horas consecutivas, como se pode ver na imagem. 

escoliose 1877 lewis sayre.jpg

 

12.jpg

 

No início do século XX, as substâncias radioactivas transformaram-se-se no ingrediente favorito da América para o fabrico e comercialização de produtos de cosmética, alimentares e até, pasmem, medicamentos!

11.jpg

17.jpg

16.jpg

15.jpg

18.jpg

Um "cinto" para a cabeça que prometia, entre outras coisas, pôr fim ao duplo queixo, rejuvenescer a pele, acabar com as rugas e devolver a cor rosada às bochechas. 

 

10.jpg

 

 

O Trados Nose Shaper foi lançado nos anos 20 e prometia corrigir o nariz sem necessidade de recorrer a uma cirurgia. Segundo o inventor deste aparelho, M. Trilety, o processo era "rápido, permanente e indolor".

20.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O significado escondido nas peças do Monopólio

jogo-monopoly-com-pecas-de-metal-hasbro-575901-MLB

 

 

Se não é o jogo de tabuleiro mais vendido em todo o mundo, anda lá perto. De acordo com o site da Hasbro (empresa que detém os direitos de comercialização do jogo), o Monopólio é vendido em 103 países, publicado em 47 idiomas, adaptado em 300 versões e com cerca de 275 milhões de vendas registadas por ano. Mas há uma questão que sempre me inquietou...por que razão temos de ser um ferro de engomar ou um sapato num jogo onde é suposto assumir o papel de um temido capitalista? Tinha de haver uma razão e eu fui à procura dela...

Embora alguns símbolos tenham sido substituídos ao longo dos anos, as peças não foram, obviamente, escolhidas ao acaso! A cartola, o cão (um Scottish Terrier), o navio de guerra e o carro de corrida são símbolos de poder e riqueza. O sapato, o carrinho de mão, o dedal e o ferro de engomar representam a vida e as profissões dos mais pobres. E é disso mesmo que trata este jogo: a disputa entre as classes sociais pelo poder e riqueza. No meio desta pesquisa, descobri ainda que existe um estudo realizado por Philip Orbanes, criador de jogos de tabuleiro e autor de vários livros publicados sobre o Monopólio, que assegura que a personalidade de cada jogador é denunciada logo no início, com a escolha de determinada peça. Vamos então por partes, ou melhor, por peças...

navio.jpg

NAVIO: Os jogadores que escolhem esta peça tendem a ser mais cruéis do que os outros jogadores. Têm faro e talento artístico. Na hora de tomar decisões financeiras revelam-se autênticos craques de matemática. São agressivos no negócio.

 

sapato.jpg

 

SAPATO: As pessoas que escolhem esta peça são normalmente muito exigentes. Uma em cada 16 pessoas escolhem o sapato. São pessoas generosas mas facilmente irritáveis. Têm boa memória e nunca se esquecem de quando foram desafiados ou testados por outros jogadores. Mais mulheres do que homens escolhem o sapato.

 

carro1.jpg

 

CARRO: É a peça mais popular, preferida por 1 em cada 4 jogadores. As pessoas que a escolhem são extrovertidas, simpáticas e adaptáveis a qualquer ambiente ou situação. Há mais homens que mulheres a escolher o carro. São apaixonados pela vida.

 

chapeu.jpg

CARTOLA: É a segunda peça mais popular deste jogo, escolhida por 1 em cada 5 jogadores. Pessoas que optam pela cartola são geralmente introvertidas na vida real e o jogo é uma forma de escape, onde podem revelar uma personalidade escondida, mais dominadora do que no dia-a-dia. No jogo não se importam de chamar a atenção ou apelar à controvérsia. São mestres na estratégia e calculistas. Não investem antes de avaliar convenientemente as probabilidades de retorno financeiro.

 

ferro.jpg

 

FERRO:  Uma em cada 20 pessoas preferem jogar com o ferro. São persistentes, raramente cedem e a vontade deles acaba quase sempre por prevalecer. No entanto, lidam bem com a adversidade .

 

cao.jpg

CÃO: É mais escolhido por mulheres. São pessoas confiáveis e com vontade de jogar. Mentalmente ágeis e apaixonados pela ideia de ganhar o jogo. São moderados a arriscar e cuidadosos na estratégia. Adoram contar o dinheiro. Não sendo um dos símbolos originais do Monopólio, Orbanes acredita que ele adicionado ao jogo em homenagem ao presidente Franklin D. Roosevelt, que tinha um terrier escocês quando o jogo foi popularizado. 

 

dedal.jpg

DEDAL: Quase sempre escolhido por mulheres, é a segunda peça menos popular do jogo. As pessoas que escolhem o dedal são consideradas práticas, sensíveis e criativas. Orbanes diz que os dedais utilizados em versões anteriores do Monopólio tinham a inscrição: "Para uma boa menina ". Porque noutros tempos, quando uma adolescente atingia uma certa idade, recebia um dedal de presente com essa frase, simbolizando a capacidade que teria para aprender a costurar com a mãe. 

 

 

 

 

 

Venham degustar o vinho feito em homenagem a Fernando Pessoa!

pessoa.jpg

Apreciador de um bom copo de vinho, o poeta Fernando Pessoa tinha o hábito de fazer uma pausa a meio do trabalho para ir até ao “Abel” onde ficava “próximo do paraíso terrestre”. O Abel era Abel Pereira da Fonseca, fundador da Companhia Agrícola do Sanguinhal, que ainda hoje mantém a mesma estrutura familiar e explora três quintas na Região Demarcada de Óbidos: Quinta do Sanguinhal, Quinta das Cerejeiras e Quinta de S. Francisco.

Em homenagem ao poeta e ao fundador da empresa, a Companhia Agrícola do Sanguinhal (CAS) criou assim o vinho Casabel que propomos descobrir melhor em dois momentos de inspiração poética.

O primeiro acontece já no dia 20 de abril, às 19:00, na Livraria Barata, em Lisboa. O cenário ideal para celebrar o prazer das Letras e o do Vinho, numa prova que Fernando Pessoa não iria certamente perder. O segundo no dia 26 de abril, às 20:00, no Restaurante La Rotonda, Hotel The Westin Palace, em Madrid, onde a poesia volta a ser a musa de um jantar pessoano com vinhos Casabel e um menu exclusivo Pessoa, elaborado pelo Chef Delfim Soares da Escola de Hotelaria e de Turismo do Porto.

Ocasiões perfeitas para lembrar o poeta que escreveu: “Boa é a vida, mas melhor é o vinho”. Venha desfrutar dele na melhor companhia.

Para reservas ou mais informações sobre o jantar de Madrid consulte os contactos deste folheto:

pessoa .jpg

 

Vinho do Porto...o segredo da longevidade?

Skärmavbild-2015-10-20-kl.-15.53.40-600x400.jpg

calment.jpg

 

A francesa Jeanne Louise Calment , que morreu em 1997 com 122 anos, afirmou por diversas vezes que o segredo da sua longevidade era bem simples e resumia-se a um lema de vida bem simples: "se não podes fazer nada, também não te preocupes com isso". Fora isso, fumava 2 cigarros por dia (e fê-lo durante 100 anos), bebia Vinho do Porto sempre que lhe tinha vontade e nunca praticou exercício físico. Ah... também fazia esporadicamente esfoliações corporais com azeite. Deixou o vício do tabaco 3 anos antes de morrer. Não por questões de saúde. Mas porque a sua fraca visão já não lhe permitia levar o cigarro à boca sem queimar os lábios. E é isto!