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SE A INÊS SABE DISTO!

Saibam tudo sobre a primeira edição do Rock in Rio, em 1985

 

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Numa altura em que tanto se discute o cancelamento dos festivais de Verão, entre eles o Rock in Rio, cuja próxima edição foi adiada para 2021 devido à Covid19, decidi recuperar a história de um dos eventos musicais mais mediáticos que passam pelo nosso país. Qualquer outra informação sobre este adiamento passem pelo site oficial do evento. 

Vamos então aos antigamentes...A primeira edição do Rock in Rio aconteceu em 1985, no Brasil, quando Roberto Medina, um publicitário de sucesso brasileiro, decidiu que queria fazer um festival de música. O país ainda estava nesta altura a "gatinhar" na democracia, após um longo e duro período de ditadura. Era por isso óbvio que os obstáculos iriam multiplicar-se e urgente que o Brasil somasse pontos como destino turístico. A credibilidade do entretenimento estava na mó de baixo e Roberto Medina entendeu que, para ser, teria de ser em grande! Era fulcral captar a atenção internacional ou então nem valia a pena começar. Decidiu enfrentar!

Não teve propriamente as portas abertas de início. O Governo e a prefeitura do Rio de Janeiro começaram por, a dada altura, bloquear as obras da Cidade do Rock (alegadamente com receio de que Roberto Medina quisesse enveredar pela política e ser bem sucedido) e a igreja manifestou-se também contra a iniciativa que, supostamente, iria promover maus comportamentos e um eventual abuso de sexo e drogas.

Apesar de tudo, houve quem desse a mão a este projecto. Roberto Marinho, o então homem forte da TV Globo e da Brahma, ofereceu-se para ser o primeiro patrocinador da iniciativa. Os Queen, imaginem, também colaboraram emprestando a estrutura de iluminação para todas as bandas, sem a qual a realização do evento não teria sido possível. 

No dia 11 de Janeiro de 1985, o Rock in Rio abriu as portas, pela primeira vez, com um cartaz de luxo onde constavam nomes como os AC/DC, Iron Maiden, Rod Stewart, Ozzy Osbourne, Queen, os brasileiros Rita Lee, Gilberto Gil, Paralamas do Sucesso, Rita Lee, Barão Vermelho, entre muitos outros. Foram 10 dias de festa, com a actuação de 28 bandas brasileiras e internacionais e cerca de 1.380.000 pessoas. E o Brasil entrou assim para a história dos grandes eventos musicais. 

 

O cartaz em 1985

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  Roberto Medina acompanha as obras de construção da Cidade do Rock

 

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Roberto Medina com dois dos seus filhos, Rodolfo e Roberta Medina. Ela deu continuidade ao trabalho do pai  e é hoje vice-presidente do Rock in Rio.

 

 

 

 

2-Ney-Matogrosso.jpg  Ney Matogrosso

 

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  A chuva não foi grande aliada do evento

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85-00760-01.jpg  Um ardina a vender o jornal do Rock in Rio

 

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queen.jpg  Os Queen emprestaram a estrutura de iluminação para todas as bandas

 

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scorpions.jpg  Scorpions

 

scorpions autografam copacabana palace 18 de janei  Os Scorpions a autografar as t-shirts dos fãs no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro

 

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cid castro.png  Cid Castro, criador do logotipo do Rock in Rio

 

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rita lee.jpg   Rita Lee

 

Situações caricatas

Iron Maiden e o acidente em palco...

A banda actuou no dia de abertura do festival, a 11 de Janeiro de 1985, para mais de 100 mil pessoas. O palco estava decorado com deuses da mitologia egípcia e hieróglifos. O vocalista, Bruce Dickinson cantou uma boa parte do concerto com a cabeça ensanguentada porque, durante a interpretação da quarta música, "Revelations", ao passar uma guitarra para o road manager da banda, acertou sem querer no próprio rosto. Mas.. show must go on e Bruce continuou a actuação como se nada tivesse acontecido. 

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AC/DC

Quando aceitaram integrar o cartaz da primeira edição do Rock in Rio, os AC/DC fizeram uma "pequena" exigência. Ou traziam o tradicional sino que habitualmente acompanha a música Hells Bells ou nada feito. A organização aceitou e patrocinou o transporte do sino, através de um navio, para o Rio de Janeiro. No entanto, o palco não suportou o peso deste elemento decorativo (uma tonelada e meia), e o cenógrafo do festival acabou por fabricar uma réplica de gesso à pressa. Nesta actuação o famoso guitarrista da banda, Angus Young, fez um striptease no palco. Só porque sim...

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Ozzy Osbourne e a galinha 

Ozzy subiu no palco com uma camisa do Flamengo, ao som de I Don’t Know”. O contrato feito com o cantor para este evento tinha uma cláusula no mínimo hilariante. Depois de, durante um concerto em 1982, nos Estados Unidos, onde uma pessoa da plateia lhe atirou um morcego vivo para o palco e ele, ao achar que o animal era de plástico, arrancou-lhe a cabeça com uma dentada, a organização do Rock in Rio decidiu proibir o cantor de morder qualquer tipo de animal vivo durante sua actuação. Por causa deste incidente, um fã atirou uma galinha para o palco da Cidade do Rock. 

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As coisinhas que inventavam!

Se hoje as técnicas para corrigir certas imperfeições estéticas ou melhorar o nosso visual são cada vez mais descomplicadas, saibam que nem sempre foi assim! A vaidade sempre existiu mas, naturalmente, os recursos tecnológicos eram muito escassos. A pouca informação, ou na maioria das vezes a informação errada, faziam com que fossem criados verdadeiros objectos de tortura com finalidades estéticas. Ou então produtos de cosmética com ingredientes potencialmente malignos para o organismo. Ora vejam:

 

Na imagem abaixo vemos Maksymilian Faktorowicz, o conhecido fundador da marca Max factor, a detectar imperfeições no rosto da actriz Marjorie Reynolds, usando o micrómetro de beleza. Esta engenhoca foi inventada pelo próprio, em 1932, e era através dela que o criador da linha de cosméticos decidia qual a melhor maquilhagem a aplicar, consoante as linhas faciais de cada mulher. Eficiente ou não, foi esta invenção que lhe concedeu a entrada no universo do cinema americano. 

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Nas duas imagens que se seguem, que datam de 1920, é possível observar como fazer uma simples ondulação no cabelo não era propriamente tarefa rápida e fácil. 

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Esta invenção foi criada em 1900. O Thermocap prometia estimular os folículos capilares e assim evitar a queda de cabelo, através da aplicação de calor e do efeito de lâmpadas azuis.

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A invenção de Isabella Gilbert, em 1936, foi concebida com o intuito de fazer covinhas no rosto, mediante a utilização do aparelho metálico que se pode ver na foto. Mas a controvérsia foi inevitável quando os médicos fizeram um alerta público de que o uso prolongado desta técnica, "além de não fazer covinhas, podia provocar o cancro após uso prolongado". Ainda assim, este aparelho revelou-se uma verdadeiro sucesso naquela época. 

 

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Cintas extremamente apertadas para a cintura e pescoço (imaginem!), asseguravam a eliminação das gorduras localizadas nessas zonas. Podiam ser usadas por ambos os sexos e, de acordo com o anúncio, "o efeito era rápido e completamente seguro". A má notícia é que ainda hoje se comercializam este tipo de produtos, embora a adesão não seja particularmente significativa.

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O cirurgião ortopédico Lewis Sayre, autor do livro "Spinal Disease and Spinal Curvature", defendia que os pacientes que sofriam deste enfermidade, teriam de ficar suspensos (e sem roupa na parte superior!) durante horas consecutivas, como se pode ver na imagem. 

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No início do século XX, as substâncias radioactivas transformaram-se-se no ingrediente favorito da América para o fabrico e comercialização de produtos de cosmética, alimentares e até, pasmem, medicamentos!

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Um "cinto" para a cabeça que prometia, entre outras coisas, pôr fim ao duplo queixo, rejuvenescer a pele, acabar com as rugas e devolver a cor rosada às bochechas. 

 

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O Trados Nose Shaper foi lançado nos anos 20 e prometia corrigir o nariz sem necessidade de recorrer a uma cirurgia. Segundo o inventor deste aparelho, M. Trilety, o processo era "rápido, permanente e indolor".

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Isto já não é de hoje!

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Sou fascinada pelo mundo da publicidade e, de vez em quando, lá vou eu à procura de anúncios antigos. Acho delicioso assistir à frontalidade e simplicidade com que as empresas tentavam vender os seus produtos. Uns mais arrojados que outros são, na sua maioria, um reflexo da história, cultura e evolução da sociedade. Hoje decidi recuperar um post antigo para revermos alumas pérolas da Publicidade de outros tempos.

Em resumo, saibam que em 1927, Manuel Maria da Hora fundou a primeira agência de publicidade portuguesa. Chamava-se Hora e estava sediada na Rua da Prata, em Lisboa. Começou por angariar clientes como a Nestlé, General Motors e a Gillete. Fernando Pessoa foi um dos colaboradores contratados para a criação de slogans. Um deles ficou para a História: "Primeiro estranha-se, depois entranha-se". Foi esta a frase criada pelo autor, em 1929, para uma campanha da Coca-Cola. O slogan acabou por ser proibido pelo regime, assim como a bebida, devido à má conotação da cocaína. Recuperei hoje alguns dos anúncios, na minha opinião mais bem-humorados, que marcaram o início do século XX em Portugal.

 

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O anúncio é de 1905 e assegurava que esta lixívia seria a "sorte grande das lavadeiras". O preço de cada embalagem era 140 reis o que, pelas minhas contas, representa cerca de 7 cêntimos na nossa moeda actual. Foi anunciada como o método para substituir a barrela (mistura de água e sabão usada para clarear a roupa) e a cora (processo de secagem da roupa que era estendida ainda com sabão, para evitar as manchas amarelas). 

 

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Esta imagem é de 1919, quando estreou a primeira versão cinematográfica do filme "A Rosa do Adro", uma adaptação do romance homónimo de Manuel Maria Rodrigues. A Invicta Film Lda era uma produtora de cinema portuguesa, sediada no Porto, que se destacou nos anos 20 tendo encerrado actividade em 1928 por falta de receita.  

 

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 A empresa Ach Brito ainda existe, está sediada no Porto, e a sua história na produção de sabonetes e artigos de perfumaria remonta a 1887. A Superba era uma pasta dentífrica e o anúncio é de 1930. O preço de cada embalagem era mais ou menos 4 cêntimos (valor em euros). Nada exorbitante se tivermos em conta que a embalagem era "gigante" e durava "quasi" meio ano. Simplesmente delicioso :)

 

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O anúncio dos calmantes Adalina, da Bayer, foi publicado em 1930, e é um dos meus favoritos. Bem que podiam recuperá-lo. Anda muito boa gente a precisar de ouvir esta recomendação :).

 

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"Admirável pela sua simplicidade bem patente nas gravuras que damos do motor. Dispensa chauffeurs mecanicos, todos os orgãos principaes do motor são de um acesso facílimo para regular e desmontar". Deduzo que "chauffer mecânico" seria o termo utilizado para designar um mecânico. 

 

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A Camisaria Moderna ainda existe e está, desde 1925, na Baixa de Lisboa. "Botões bem pregados", "camisas que não encolhem" e "colarinhos que não enrugam" eram os slogans nos quais a marca mais apostava para vender o seu produto. 

 

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Digamos que era uma cerveja democrática, que podia ser bebida por todos: "velhos, novos, ricos e pobres". Em 1890, todas as fábricas de cerveja do Porto foram integradas numa única empresa, a Companhia União Fabril Portuense, que se manteve em actividade até 1977, tendo constituído posteriormente a Unicer. 

 

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A Sociedade Corretora Limitada foi fundada em Ponta Delgada, nos Açores, no dia 22 de agosto de 1913, por Cristiano Frazão Pacheco. Ainda hoje a empresa mantém actividade. Inicialmente dedicava-se à exportação de ananás, mas após a Segunda Guerra Mundial  e a consequente dificuldade na exportação, o negócio voltou-se mais para as conservas. A conserveira exporta actualmente para vários países como Canadá, Estados Unidos e Itália. 

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 Limito-me a transcrever o slogan:"A experiência recomenda : Só são Fogareiros Vacuum aqueles que têm gravada a marca Vacuum". Posto isto, nada mais há a dizer :)

 

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 Aqui só tenho uma questão ...era normal os homens que usavam Gillette andarem inclinados? 

 

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 Destaque para o título :"Actualmente é mais fácil obter um busto perfeito, que é o orgulho de toda a mulher, do que pintar os lábios". Dizia o anúncio que os tratamentos Ideal-Buste eram "fruto dos trabalhos dos mais eminentes especialistas que devolveram a felicidade às mulheres de doze países de três continentes. Duvida? Não quer V. Exa gastar dinheiro sem estar segura dos resultados?". 

 

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 Sem palavras! :))

 

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A Savora ainda hoje é uma das marcas de mostarda mais vendidas e apreciadas. O slogan "Experimentai-a e adoptai-a" parece que funcionou!

 

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Este anúncio foi criado para promover o telefone automático. Demorava "vinte e quatro horas a instalar em casa de V.Exa". Bastava, para isso, "telefonar à Companhia ou mandar um postal. Um empregado procurar-vos-á para dar todas as explicações e fornecer os meios de V.Exa d'ali a poucas horas ter o telefone em casa. Nada a pagar antecipadamente". 

 

 

 

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Este protector solar dava pelo nome de Tha-Sol e era da marca Thaber. Destaque para o chapéu e para o fato-de-banho da senhora. Não me parece que estivessem originalmente na foto :). 

 

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 Mais uma campanha a prometer felicidade em troca de uma aposta na lotaria. 

 

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Uma campanha impensável nos dias de hoje...a associação de uma criança a uma bebida alcoólica. 

 

 

 

 

"We are the World" foi gravado há 33 anos

 

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Michael Jackson foi o primeiro a chegar ao estúdio, por volta das 21h do dia 28 de Janeiro de 1985, há precisamente 33 anos. Era ali que, naquele dia, mais 40 estrelas da pop americana como Ray Charles, Bruce Sringsteen, Cindy Lauper e Bob Dylan, além dos autores do tema, Michael Jackson e Lionel Ritchie, iriam juntar-se em prol de uma boa causa #USA for Africa" através da gravação do tema "We are the World", produzido por Quincy Jones. A música serviria de alerta mundial para dar resposta a crises humanitárias que se sucediam em África, particularmente a fome que assolou a Etiópia entre 1983 e 1985 e que matou mais de um milhão de pessoas. O single, cujo lado B era o tema "Grace", foi lançado em Março do mesmo ano e ficou estipulado, de comum acordo entre todos os artistas que nele participaram.que a receita da venda do disco e dos concertos reverteria na íntegra para esta causa. Em muito pouco tempo mesmo registou vendas superiores a 20 milhões de cópias e passou a liderar as tabelas musicais em vários países, incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido. Arrecaram mais de 75 milhões de dólares!

Curiosidades

À entrada do estúdio, no dia das gravações, estava afixado um cartaz com um pedido muito especial aos artistas: "Por favor deixem os vossos egos à porta". Conta-se também que Ray Charles e Lionel Ritchie, ambos invisuais, avisaram que conduziriam os automóveis dos músicos para casa no final do dia caso a gravação não fosse concluída num único take. Embora fosse por uma boa causa, a agenda dos cantores estava naturalmente muito preenchida e era peremptório que as gravações não se estendessem além daquele dia. Prince, que também fazia parte do elenco "contratado", acabou por não aparacer.O motivo nunca chegou a ser bem esclarecido. Bruce Springsteen deu nas vistas por chegar sozinho e ao volante da sua própria carrinha de caixa aberta, que estacionou mesmo à entrada do estúdio. Isto porque tinha dado um concerto de 4 horas longe dali e não quis esperar pela limousine que traria os músicos de regresso a casa. Cindy Lauper era a única cantora com autorização para improvisar a parte da letra que lhe foi destinada. 

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 Aqui fica o tema para recordar...

 

 

 

Isto de andar semi-nua passadeira vermelha não é de agora!

Numa altura em que tanto se fala das fatiotas que desfilaram na passadeira vermelha da 88ª edição da cerimónia dos óscares, achei pertinente recordar também alguns dos vestidos mais ousados que já deram que falar em festas de Hollywood. Palavras para quê?

Comecemos por Marilyn Monroe que, em 1962, surgiu na festa de aniversário do então presidente John F. Kennedy (que era também seu amante), na Casa Branca, nos Estados Unidos. Cantou-lhe os parabéns e arrecadou também as melhores e as piores críticas pelo modelito escolhido. Um vestido de 12 mil dólares, cravejado de cristais, e muito justo ao corpo.Em 1999 foi vendido pela primeira vez, em leilão, a uma empresa americana por 1.267.500 dólares.

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Em 1988 Cher conquistou o óscar de "Melhor Actriz". Subiu ao palco para agradecer a atribuição do prémio e poucos foram os que deram importância ao discurso. Com um vestido da autoria de Bob Mackie), a actriz e cantora foi, segundo a crítica, muito ousada para a época. Eu acho que lhe ficava a matar! Uma verdadeira revolução na passadeira vermelha.

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Em 1993 a eterna top model Kate Moss divertiu-se numa festa da Elite Models, na companhia da sua amiga de sempre, Naomi Campbell. O vestido é que deixava pouca margem de manobra à imaginação.

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Em 1998 a actriz Rose McGoan sabia que, para ser notícia nos MTV Music Awards, só podia mesmo sair vestida assim. E conseguiu!

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Toni Braxton nos Grammy Awards, em 2001. A cantora justificou a escolha do vestido:"Sempre fui um pouco ousada nas roupas que visto. Mas antes de casar e ter filhos decidi que iria usar um vestido assim".

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Em 1993, também nos Grammy Awards, Celine Dion, que quase sempre prima pela discrição, decidiu cometer uma "pequena" loucura na passadeira vermelha. Não sei se a mais acertada...

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No ano 2000, Jennifer Lopez, que estamos habituados a ver em palco em trajes mais ousados, conseguiu, ainda assim, chocar meio mundo com um vestido assinado por Donatella Versace durante a cerimónia dos Grammy Awards. A cantora não foi de modas (literalmente!) e afirmou que "tinha de ter este vestido. Adorei-o à primeira vista. Não podemos fazer grandes planos em relação a este tipo de coisas. Temos simplesmente de ceder ao impulso. E foi isso que fiz".

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E quem não se recorda do brilharete protagonizado por Rhianna, em 2014,no decorrer da cerimónia CFDA Fashion Awards? Diria eu que não é para quem quer, é para quem pode!

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Rita Ora na festa da Vanity, em 2015, depois da cerimónia dos óscares, num vestido assinado por Donna Karan.

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Na mesma festa onde estava Rita Ora, também Irina Shayk decidiu que, naquela noite, iria chamar ainda um bocadinho mais as atenções com um vestido do atelier Versace.

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