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Se a inês sabe disto

Independências "a la carte"

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Portugal é o país da Europa e certamente estará entre poucos no Mundo, com as fronteiras estabilizadas há mais tempo. Passaram-se 768 anos desde a conquista definitiva do Algarve aos mouros (1249, com D. Afonso III).

Apesar das peripécias para a defesa da conquista, o território foi-se mantendo uno, à excepção da amputação do território de Olivença (anexado por Espanha em 1801) e da tentativa de separação em dois por Napoleão, que teria por objectivo agregar o país com Espanha. Após o 25 de Abril de 1974, apareceram uns movimentos independentistas, que contudo tiveram pouca expressão, nomeadamente nos Açores e no Algarve, este em particular de impacto residual.

Isto quer dizer que a malta vai rogando pragas a quem nos vai uma vezes governando, outras desgovernando, mas tem sido inflexível no orgulho de ser português e na defesa do país enquanto território e entidade e identidade próprias.

Ora, hoje saiu nas notícias que uma tal de "Assembleia Nacional Andaluza", um grupo independentista da Andaluzia, proclama hoje precisamente, ainda que simbólica e virtualmente, a independência da República Federal da Andaluzia. Cá por mim...

Já não é "cá por mim", porque, sem perguntar o que quer que seja aos seus habitantes e naturais, esta rapaziada inclui o Alentejo e o Algarve nesta coboiada (e ainda o norte de Marrocos), sendo que o Alentejo é mais além-Tejo, já que Almada já seria "istrangeiro".

Pelo que atrás expus, parece-me que os nossos compatriotas alentejanos e algarvios ( e os da Baixa da Banheira, ora! ) têm bastamente demonstrado que se sentem bem com o seu país e que esse país é Portugal, independentemente do(s) rumo(s) que que ele vai tendo ao longo dos anos e das épocas.

Olhando um pouco para as pretensões da Al-Kaeda, esta maltinha da Andaluzia estará a facilitar-lhes o caminho, já que um dos seus "cavalos de batalha" é a reconquista do Al Andaluz, curiosamente o território que esta malta da ANA quer tornar uma república independente.

Portanto, se os andaluzes quiserem a sua independência, estejam à vontade, mas se quiserem incluir os alentejanos e os algarvios (e a malta da Moita e de Alcochete), perguntem-lhes, é o mínimo a que a cortesia obriga.

 

Notas finais:

1- Da bandeira gosto, tem riscas verdibrancas...

2- Olha agora um gajo para comer um choque frrrite, ter que mostrar passaporte... Por supoesto, coño.

3- Não quero ferir susceptibilidades, mas mais uma vez se faz aqui uma distinção entre o Baixo e o Alto. Os "compadris" percebem.

Patrícia Teixeira

Edmundo Gonçalves

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