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Se a inês sabe disto

O preço da mensagem

 

É este mês que o Ministério da Solidariedade e da Segurança Social vai actualizar mais uma vez o valor das reformas mais baixas, vulgo de miséria.

Este fim de semana vi uma carta emitida pelo sr. ministro Vieira da Silva, com todos os considerandos sobre este aumento extraordinário, tecendo argumentos à bondade e justiça deste aumento, que são reais e fazem sentido, “principalmente aqueles que durante vários anos, entre 2011 e 2015, não tiveram nenhum aumento de pensões” e que “assim terão melhores condições para enfrentar as dificuldades da vida e para poderem ter maior nível de bem-estar”, diz o sr. ministro. Ora a carta que eu vi (vi, ninguém me contou) anunciava um aumento extraordinário de um Euro e sessenta e oito cêntimos (1,68€). Se isto é um aumento que ajuda a ter melhores condições para enfrentar dificuldades da vida, vou ali à mata fazer aquilo que os leitores muito bem sabem e volto de imediato.

O que entristece, confesso, é não só a miséria deste aumento (que faz parte de um aumento global de 10€ neste ano de 2018, por iniciativa do PCP na Assembléia da República, já agora), mas o comentário que o acompanha quase sempre: "é sempre melhor, mesmo sendo pouco, que retirarem". Sim, a memória é curta, mas há bem pouco tempo andaram a cortar fatias a reformas de miséria, para pagar uma crise que os velhos não criaram e da qual nada beneficiaram.

Por último e voltando ao título do post, o valor do envio desta carta, estava lá o "porte pago" no envelope, foi certamente mais caro que os miseráveis 1,68€ do aumento daquela pensão. Mas há que dar uma "colher de chá" aos amigos dos CTT, certo?

6 comentários

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    Edmundo Gonçalves 11.08.2018 11:38

    Pois era,mas eu penso que o Zé Mário (não o de Setúbal e que agora está em Manchester) continua muito actual.
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    Sarin 11.08.2018 12:21

    O Zé Mário, o Zé Adriano, até o próprio Ary...
    Nós, Portugueses, somos mesmo humanos: capazes de rasgos de génio e, ainda assim, nada aprendemos com a História.

    (O Zé de Setúbal... nem me fale nisso, seria a maior pedra no sapato que nos teria deixado o nosso Azevedo caso nos tivesse deixado sapatos...)
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    Edmundo Gonçalves 11.08.2018 22:54

    Convivi com o Adriano e com o Ary (tive esse privilégio e... também algum excesso de copos ) mas é verdade, está-nos nos genes sermos burros, ou pelo menos não aprender com os erros.
    (o nosso Azevedo, ao contrário do que alguns dizem, deixou-nos um negócio de 500 Milhões, que me parece que alguns querem desbaratar,mas isso são outros quinhentos)
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    Sarin 11.08.2018 23:37

    Caraças, também queria (embora fosse demasiado nova para copos!): ele é Ary, ele é Adriano, ele é Mário dC... se eu fosse de invejas, a esta altura estaria verde :)

    (Sobre o vosso Azevedo... aqui posso perguntar: caramba, Edmundo, como se pode apoiar alguém que defende um projecto recorrendo a meios populistas e anti-democráticos? Os fins não o podem justificar... quanto às finanças, desconfio que ainda a escavação vai no início, para o bem e para o mal)
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    Edmundo Gonçalves 11.08.2018 23:59

    Está sempre a tempo de mudar...

    (A coisa funcionou bem até Janeiro - mais ou menos, pronto - deste ano. O primeiro mandato foi excelente do ponto de vista financeiro e até desportivo, mesmo não sendo campeão, só que no futebol quando não se ganha... Como deve ter percebido, ideologicamente nada me liga ao nosso Azevedo, mas tive oportunidade de lhe explicar porque deixei de o apoiar. As finanças estavam como ele explicou na AG de Fevereiro, controladas e a necessitar do tal empréstimo obrigacionista, nada de mais)
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