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Se a inês sabe disto

O preço da mensagem

 

É este mês que o Ministério da Solidariedade e da Segurança Social vai actualizar mais uma vez o valor das reformas mais baixas, vulgo de miséria.

Este fim de semana vi uma carta emitida pelo sr. ministro Vieira da Silva, com todos os considerandos sobre este aumento extraordinário, tecendo argumentos à bondade e justiça deste aumento, que são reais e fazem sentido, “principalmente aqueles que durante vários anos, entre 2011 e 2015, não tiveram nenhum aumento de pensões” e que “assim terão melhores condições para enfrentar as dificuldades da vida e para poderem ter maior nível de bem-estar”, diz o sr. ministro. Ora a carta que eu vi (vi, ninguém me contou) anunciava um aumento extraordinário de um Euro e sessenta e oito cêntimos (1,68€). Se isto é um aumento que ajuda a ter melhores condições para enfrentar dificuldades da vida, vou ali à mata fazer aquilo que os leitores muito bem sabem e volto de imediato.

O que entristece, confesso, é não só a miséria deste aumento (que faz parte de um aumento global de 10€ neste ano de 2018, por iniciativa do PCP na Assembléia da República, já agora), mas o comentário que o acompanha quase sempre: "é sempre melhor, mesmo sendo pouco, que retirarem". Sim, a memória é curta, mas há bem pouco tempo andaram a cortar fatias a reformas de miséria, para pagar uma crise que os velhos não criaram e da qual nada beneficiaram.

Por último e voltando ao título do post, o valor do envio desta carta, estava lá o "porte pago" no envelope, foi certamente mais caro que os miseráveis 1,68€ do aumento daquela pensão. Mas há que dar uma "colher de chá" aos amigos dos CTT, certo?

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