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Se a inês sabe disto

Ninónim

 

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Começo por uma declaração, para que se entenda que sou um leigo no assunto de que vou falar a seguir: Tenho formação em silvicultura preventiva, em fogos controlados e contra-fogo e em técnicas de sapador florestal, que apliquei no terreno durante algum tempo enquanto coordenador de equipas de sapadores, mas nada disso me habilita a opinar de cátedra sobre fogos, florestais principalmente. Sei o que sei, que sei que é muito pouco...

Posta a declaração, vem este post a propósito das críticas quase unânimes que os universítários especialistas em fogos lançam quase sempre aos comandos no combate e rescaldo a grandes incêndios, em concreto os dos últimos dois anos.

É minha opinião que o conhecimento científico é uma ajuda de extrema importância para todos os aspectos da vida e será também para o combate aos incêndios florestais, não me restam dúvidas. Daí até choverem críticas ao trabalho dos comandos e dos operacionais, vai uma longa distância que me parece injusta.

Admito que na calma dos gabinetes, a posteriori, seja fácil chegar a conclusões que ponham em causa algumas decisões de quem esteve no terreno, mas já dizia um futebolista sui generis, que os prognósticos só seriam certeiros "no fim do jogo". Provavelmente aqueles decisores no terreno, depois de extintos os incêndios, eles próprios terão chegado à conclusão de que eventualmente a abordagem ao sinistro não teria sido a melhor, mas eram eles que lá estavam e perante as circunstâncias, foram eles que tiveram que tomar decisões, na hora. Na hora, não a meses de distância e com todos os dados em cima da mesa.

Reafirmo, nada contra os catedráticos dos incêndios, o seu conhecimento é extremamente valioso para o combate mas principalmente para a prevenção de fogos, florestais para o caso e deve ser tido sempre em conta em quaisquer decisões sobre política nesta área, mas por favor, que não façam de quem anda no terreno, desde o motorista do auto-tanque ao comandante operacional, gente incompetente com uma mangueira na mão.

Se assim for, que lhes entreguem o comando, para provarem do fel que é andar pela serra a colocar em risco a vida em defesa do património e principalmente da vida dos outros. Provavelmente errarão tão ou mais do que aqueles que lá estiveram...

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