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Se a inês sabe disto

Já estamos a viver a crédito

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Esta quarta-feira, ontem, 1 de Agosto, a humanidade terá consumido todos os recursos que a natureza pode proporcionar num ano. Nos próximos cinco meses vamos viver "a crédito" e um dia mais cedo que em 2017.

O dia 1 de Agosto é "a data em que terão sido utilizadas todas as árvores, água, solos férteis e peixes que a Terra consegue fornecer num ano para alimentar e abrigar os seres humanos e terá sido emitido mais carbono do que os oceanos e florestas conseguem absorver", afirmou a porta-voz da WWF (World Wide Fund for Nature), Valérie Gramond, organização a que pertence a rede Global Footprint Network.

"Hoje, precisaríamos de 1,7 Terras para satisfazer as nossas necessidades". Esta afirmação é tão verídica como o facto de um terço dos alimentos acumulados pelos seres humanos acabar no lixo, consequência do excesso de produção (quem não viu já alimentos em perfeitas condições de serem consumidos atirados, literalmente, à rua?). Entretanto, facto demonstrativo da falha na distribuição equitativa e justa dos recursos, é que há gente que passa fome, há milhões de crianças sub-nutridas na África sub-sariana e na Ásia, ao mesmo tempo que a produção e distribuição do consumo é de tal forma desigual, que países pequenos e com poucos habitantes como o Qatar e o Luxemburgo são dos que têm uma das pegadas ecológica mais fortes. Se todos os países consumissem como estes dois, esta data seria atingida logo no mês de Fevereiro, por exemplo.

O total dos recursos renováveis consumidos nunca tinha sido atingido tão cedo desde que a data começou a ser assinalada, nos anos 1970, quando o total só era consumido a 29 de Dezembro. No ano passado, a data foi 2 de Agosto.
Engraçado, que ainda há por aí quem refute esta coisa do aquecimento global.