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Se a inês sabe disto

Este ano choveu

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Este ano, em 25, choveu pela primeira vez. No Sábado e no Domingo, El Rocío foi atingido por duas

violentas tempestades. No Sábado desfrutámos da praia, em Matalascañas, que dista cerca de 15 Km,

e sentimos apenas um pingos ralos pela noite.

A de Domingo sentimo-la na pele, tínhamos acabado de chegar por volta da hora de almoço.

E se caiu...

Como pode ver-se, as ruas não são asfaltadas, são de areia, todas, daí o mar de lama nalgumas

delas. Desta vez os milhares de pares de botas de cabedal que eles e elas usam, tiveram utilidade.

 

Salto de la Reja en imágenes

Estes moços estiveram de "plantão" naquele local mais de seis horas antes deste acto, o "assalto" 

ao altar, que aconteceu por volta das duas e meia da manhã (2.34 para ser mais preciso).

Diz a tradição que a virgem sairá do altar, após conclusão da leitura do rosário, mas diz também a

tradição que o entusiasmo raramente permite que a leitura do rosário chegue ao fim.

Este ano não foi excepção, quase uma hora antes do que havia acontecido no ano passado.

 

Salto de la Reja en imágenes

O Andor é transportado por quarenta homens, jovens na sua maioria, por todo o pueblo, por horas.

Aqui o início da procissão, ainda no interior do santuário.

 

Salto de la Reja en imágenes

Ainda a "luta" por um lugar de honra no transporte do andor.

 

Las imágenes de la procesión de la Virgen del Rocío por la aldea en el Lunes de Pentecostés

Como se pode ver, as condições de transporte não são as mais seguras. A procissão dura horas,

percorrendo todas as ruas da aldeia. Este ano, porque ameaçava chuva na segunda, ontem, a

procissão durou apeas até às onze e meia da manhã, mais de oito horas e meia, portanto.

 

Las imágenes de la procesión de la Virgen del Rocío por la aldea en el Lunes de Pentecostés

Como pode ver-se, o céu estava carregado.

 

Eu não sou destas coisas da igreja, não me dizem nada, mas aprecio a devoção. Como por vezes

digo, até gostava de acreditar, sempre poderia ter um conforto para algumas situações menos boas

com que a vida me vai presenteando, mas a realidade é que não sou crente.

Mas esta festa, como já disse, tem um misto de Fátima com a Feira da Golegã, mas em bom!

Nada de lamúrias, nada de choros e trajectos percorridos de joelhos. Festa, confraternização, copos,

música andaluza, sevilhanhas, flamenco e muita alegria.

Há quem ali acorra pela fé e pela devoção à virgem, a maioria certamente, mas também há a feira

das vaidades, os coches, os fatos delas e os fatos deles e os cavalos delas e deles e a carroças

e as charretes e é esta mistura de conceitos que dá o colorido à romaria.

Mais uma vez adorámos e voltaremos para o ano, certamente.

Para uma cañas, um jamon ibérico, uns bocadillos, umas cañas (já tinha falado de cañas?) e uma

praia, que recomendo.

Se por acaso forem de auto-caravana, mesmo lá ao fundo, em Matalascañas, há um bom parque,

a vinte metros da praia, com água potável disponível e uns belos bares de apoio.

Em resumo, uma bela escapada ao "faroeste"