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Se a Inês Sabe Disto

Se a Inês Sabe Disto

18 de Abril, 2024

Como estou a superar a queda de cabelo!

Patrícia Teixeira

 

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Gostava de começar por esclarecer que este post não é patrocinado....Quero apenas partilhar convosco um problema que, tenho a certezinha absoluta, em algum momento da vida já fez desesperar a maioria de nós. Sempre tive um cabelão. Desde muito nova habituei-me a ser elogiada por isso, pelos meus lindos e longos cabelos. Se era a coisa mais importante da minha vida? De todo! Sou das antigas que prefere mil vezes ter saúde a outra coisa qualquer. Mas ter um cabelo saudável, sedoso, comprido, daqueles que chama a atenção onde entramos, faz manter, e muito, a auto-estima. E se faz! Atire a primeira pedra quem não concorda comigo. 

Acontece que antes da pandemia descobri que sofria de hipertireoidismo. Uma disfunção da tireoide que, entre outros sintomas, provavelmente provoca uma acentuada quebra de cabelo na maioria das pessoas afectadas por este problema. Não sou excepção e foi arrasador ver o cabelo cair, todos os dias, de uma forma tão rápida e tão intensa. Bastava pentear-me ou lavar o cabelo para ficar com mechas de fios na mão. Ao ponto de, na altura, ter criado uma espécie de pânico de mexer na cabeça e acabar por decidir andar quase sempre de rabo de cavalo. 

Se algum amigo ou familiar meu estiver agora a ler este texto provavelmente irá ficar surpreendido com as minhas palavras. Não porque tenha ocultado de alguém o problema pelo qual estava a passar (até porque estava à vista de todos), mas porque partilhei com o mínimo de pessoas possível que este facto estava a mexer tanto assim comigo. Enquanto fiz o tratamento para regularizar a tireoide, acabei por recorrer a bandoletes, rabos de cavalo e tudo o que possam imaginar para disfarçar a falta de cabelo. Não mencionado que todo ele se tornou menos volumoso e muito mais frágil durante o processo. 

Hipertireoidismo tratado, estava então na altura de tentar recuperar o cabelo de antes. E aí é que, lentamente e após inúmeros tratamentos, soluções caseiras e sei lá mais o quê, apercebi-me de que podia não ter volta ou, a ser possível recuperar, o processo seria longo, dispendioso e difícil de enfrentar. E até há um mês, poucos ou nenhuns resultados tinha obtido. Como se não bastasse, no decorrer do verão passado uma crise fortíssima de stress motivada por excesso de trabalho e poucas horas de sono ainda tiveram como consequência uma maior queda de fios de cabelo. Em suma, o rabo de cavalo tem sido o meu maior aliado. Experimentei extensões num local onde supostamente podemos confiar a 100% e confesso que me deu algum alento no início. É muito bom voltarmos a sentir cabelo de uma hora para a outra. Mas meses depois senti, honestamente, que o cabelo ficou ainda pior quando decidi tirar as extensões. Acho louvável que existam marcas que se dediquem a melhorar a auto-estima das pessoas com extensões, acredito de verdade que salva muitas mulheres de uma depressão mas, no meu caso, não voltaria a colocar. 

Optei então por, há um mês e já em fase de pré-desistência definitiva de tentar recuperar o cabelo, ligar à minha mãe a chorar! E quem tem uma mãe definitivamente tem tudo. Ela foi de imediato à farmácia, foi aconselhada por um especialista na matéria a tomar os comprimidos Cistitone Forte (contem com um investimento de vinte e tal euros) e a verdade é que um mês depois já tenho cabelo a crescer nas zonas que até então estavam "desertas". Vou continuar o tratamento por mais três meses mas não podia deixar de partilhar esta dica valiosa que parece estar a funcionar para mim e que pode, espero que sim, funcionar para vocês também. 

É importante salvaguardar que neste processo de recuperação capilar optei, de livre vontade, por não usar secador ou pranchas alisadoras. Lavo o cabelo com água tépida, deixo secar naturalmente e faço um rabo de cavalo não muito apertado para ir trabalhar. Com a ajuda de uns ganchinhos ajeito os cabelos que ficam soltos de lado em vez de optar pela laca ou gel. Evito pintar o cabelo mas, quando pinto, é imprescindível usar uma tinta sem amoníaco. Uso também a escova de pentear que podem ver na foto (não parte o cabelo, é maravilhosa) e em vez de amaciador passei a usar as ampolas reparadoras da Pantene. 

E aqui ficam as minhas dicas caso estejam a passar pelo mesmo. Desculpem algum erro de ortografia ou frases que podiam ter sido melhor construídas mas o post foi escrito com pouco tempo para tal mas com muita vontade de ajudar!

Um grande beijinho a todas e força neste processo. Tudo vai ficar bem!

Patrícia