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Se a inês sabe disto

A minha reportagem é melhor que a tua

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De volta às IPSS.

Talvez incomodada pela liderança da TVI e pelo mediatismo das duas últimas grandes reportagens da estação de Queluz de Baixo (sobre a IURD e a adopção ilegal de crianças e a Raríssimas), a direcção de informação da SIC terá eventualmente recebido de Pinto Balsemão o recado de que seria necessário não perder o barco da "tragédia, do escândalo, do horror" e descobriram (vamos imaginar que descobriram, pronto) uma IPSS que parece que não funciona no cumprimento estrito das regras da Segurança Social. Ó meus amigos, um doce se encontrarem uma, umazinha que seja, que cumpra todo o relambório de exigências que a SS obriga as IPSS a cumprir. E que por lapso, apenas certamente, se esquece de cumprir nas instituições suas ou a seu cargo directo.

Esta instituição, no Seixal, ao que consta terá uma forma sui generis de admitir residentes idosos. Eu aviso que poderão ficar próximo da diabetes, porque vos darei mais um doce por cada instituição que conheçam que não faça "um jeitinho" e alguns até perfeitamente justificados, na admissão de utentes.

Nesta instituição do Seixal, ó horror dos horrores, parece que o presidente não mete nenhum ao bolso e isso poderia ter refreado o ímpeto vampiresco da estação de televisão, mas não, o facto do senhor viver da sua reforma e não receber qualquer vencimento pago pela IPSS pela sua plena disponibilidade ao longo dos anos, não é nada, comparado com o facto de o filho e a nora lá serem funcionários. Ora, querem mais um doce, ou a vossa glicémia já está demasiado elevada? Aguentam? Então vejam lá as ligações perigosas entre os familiares do ministro da Solidariedade e Segurança Social e os cargos que ocupam e digam-me se isso é exemplo para alguém. Pois... Bem prega Frei Tomás.

Se não temesse mesmo pela vossa saúde, dar-vos-ia mais alguns "lamirés" sobre instituições que cometem ilegalidades forçadas pela própria  Segurança Social, de tipos vários, mas em regra tendo a ver com a admissão ad-hoc de utentes, em troca de se fechar os olhos a uma ou outra situação que não segue as normas, assim a modos que uma mão lava a outra e que siga a marinha, mas já vos vejo com suores frios e isso não é nada bom sinal.

Bom, meus caros e minhas caras, não haveria escala que aguentasse o teor de açúcar no vosso sangue, se um dia, por casualidade ou necessidade, entrassem num "lar" dirigido directamente pela Segurança Social. Eu não vi as instalações deste no Seixal, mas pela amostra do exterior é compararmos um hotel de cinco estrelas, com uma pensão de alterne. Por isso o Estado descarta esta competência para aquilo a que se chama "terceiro sector", porque as pessoas tratam melhor os seus velhos e as suas crianças que o Estado e convenhamos, este deveria sentir-se, no mínimo, envergonhado!

Há um facto curioso que quem fez esta reportagem não explorou e que teria sido o golpe de asa e a diferença entre o bom e o mau jornalismo: A instituição foi alvo de uma inspecção por parte da Segurança Social há seis meses e não foi detectada nenhuma inconformidade, afirmado pelo presidente. Vá senhores jornalistas, um doce também para vocês, se fizerem o vosso trabalho e procurarem saber porque é que isto acontece (quase) sempre assim. Ou se calhar não dá jeito, ou se calhar descobria-se que o mal não vem de "baixo", vem, pelo contrário, de "cima" e era chato, se calhar, incomodar alguns senhores que dirigem, salvo seja, este país.