Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

SE A INÊS SABE DISTO!

SE A INÊS SABE DISTO!

30 de Abril, 2020

O significado escondido nas peças do Monopólio

Patrícia Teixeira

jogo-monopoly-com-pecas-de-metal-hasbro-575901-MLB

 

 

Se não é o jogo de tabuleiro mais vendido em todo o mundo, anda lá perto. De acordo com o site da Hasbro (empresa que detém os direitos de comercialização do jogo), o Monopólio é vendido em 103 países, publicado em 47 idiomas, adaptado em 300 versões e com cerca de 275 milhões de vendas registadas por ano. Mas há uma questão que sempre me inquietou...por que razão temos de ser um ferro de engomar ou um sapato num jogo onde é suposto assumir o papel de um temido capitalista? Tinha de haver uma razão e eu fui à procura dela...

Embora alguns símbolos tenham sido substituídos ao longo dos anos, as peças não foram, obviamente, escolhidas ao acaso! A cartola, o cão (um Scottish Terrier), o navio de guerra e o carro de corrida são símbolos de poder e riqueza. O sapato, o carrinho de mão, o dedal e o ferro de engomar representam a vida e as profissões dos mais pobres. E é disso mesmo que trata este jogo: a disputa entre as classes sociais pelo poder e riqueza. No meio desta pesquisa, descobri ainda que existe um estudo realizado por Philip Orbanes, criador de jogos de tabuleiro e autor de vários livros publicados sobre o Monopólio, que assegura que a personalidade de cada jogador é denunciada logo no início, com a escolha de determinada peça. Vamos então por partes, ou melhor, por peças...

navio.jpg

NAVIO: Os jogadores que escolhem esta peça tendem a ser mais cruéis do que os outros jogadores. Têm faro e talento artístico. Na hora de tomar decisões financeiras revelam-se autênticos craques de matemática. São agressivos no negócio.

 

sapato.jpg

 

SAPATO: As pessoas que escolhem esta peça são normalmente muito exigentes. Uma em cada 16 pessoas escolhem o sapato. São pessoas generosas mas facilmente irritáveis. Têm boa memória e nunca se esquecem de quando foram desafiados ou testados por outros jogadores. Mais mulheres do que homens escolhem o sapato.

 

carro1.jpg

 

CARRO: É a peça mais popular, preferida por 1 em cada 4 jogadores. As pessoas que a escolhem são extrovertidas, simpáticas e adaptáveis a qualquer ambiente ou situação. Há mais homens que mulheres a escolher o carro. São apaixonados pela vida.

 

chapeu.jpg

CARTOLA: É a segunda peça mais popular deste jogo, escolhida por 1 em cada 5 jogadores. Pessoas que optam pela cartola são geralmente introvertidas na vida real e o jogo é uma forma de escape, onde podem revelar uma personalidade escondida, mais dominadora do que no dia-a-dia. No jogo não se importam de chamar a atenção ou apelar à controvérsia. São mestres na estratégia e calculistas. Não investem antes de avaliar convenientemente as probabilidades de retorno financeiro.

 

ferro.jpg

 

FERRO:  Uma em cada 20 pessoas preferem jogar com o ferro. São persistentes, raramente cedem e a vontade deles acaba quase sempre por prevalecer. No entanto, lidam bem com a adversidade .

 

cao.jpg

CÃO: É mais escolhido por mulheres. São pessoas confiáveis e com vontade de jogar. Mentalmente ágeis e apaixonados pela ideia de ganhar o jogo. São moderados a arriscar e cuidadosos na estratégia. Adoram contar o dinheiro. Não sendo um dos símbolos originais do Monopólio, Orbanes acredita que ele adicionado ao jogo em homenagem ao presidente Franklin D. Roosevelt, que tinha um terrier escocês quando o jogo foi popularizado. 

 

dedal.jpg

DEDAL: Quase sempre escolhido por mulheres, é a segunda peça menos popular do jogo. As pessoas que escolhem o dedal são consideradas práticas, sensíveis e criativas. Orbanes diz que os dedais utilizados em versões anteriores do Monopólio tinham a inscrição: "Para uma boa menina ". Porque noutros tempos, quando uma adolescente atingia uma certa idade, recebia um dedal de presente com essa frase, simbolizando a capacidade que teria para aprender a costurar com a mãe. 

 

 

 

 

 

30 de Abril, 2020

Ter uma horta em casa é mais fácil do que parece!

Patrícia Teixeira

life in a bag.jpg

 

Para quem sempre quis ter uma horta em casa, é muito fácil ficar rendida a este conceito! Chama-se LIFE IN A BAG, tem selo português, e nasceu para incentivar as pessoas a cultivar as suas próprias ervas aromáticas e microvegetais biológicos. E qualquer apartamento, por mais pequeno que seja, pode ser um bom "terreno de cultivo". Basicamente são kits que, além de um design que faz boa figura em termos decorativos, vêem preparados com tudo o que necessitamos para cultivar ervas aromáticas, flores comestíveis, frutos e verduras e microvegetais em casa, de forma rápida e fácil. 

Os produtos estão à venda em lojas espalhadas por várias cidades de Portugal e também em Espanha, Alemanha, Bélgica, Reino Unido,França e Suíça. No entanto, é possível fazer a encomenda através do site, onde encontramos a explicação detalhada de todo o processo, com instruções de cultivo, receitas apetitosas e muito mais! E que melhor presente para oferecer a alguém? Aqui ficam alguns produtos que lá podemos encontrar...

 

 

manjericão.jpg

Com este kit podemos cultivar, durante todo o ano, coentros, manjericão, rúcula, salsa, hortelã, tomilho e oregãos

 
 

amor perfeito.jpg

Um grow bag com flores comestíveis, que pode cultivar durante todo o ano, no parapeito de uma janela, por exemplo.

 

morangos.jpg

Um pote de cortiça, com tudo incluído, para plantar frutos de forma muito simples.

 

horta.jpg

Nesta mini horta podemos cultivar mini legumes, baby leaves ou ervas aromáticas.

 

parede.jpg

Kit para cultivar ervas aromáticas numa parede de casa. Podemos fazer um jardim vertical, sem necessitar de furar a parede.

 

lapis.jpg

Este lápis com cheiro a menta ou a flor de manjericão, utiliza-se para escrever e, no final, em vez de se deitar fora, enterra-se num vaso, rega-se e nasce uma erva aromática ou uma flor comestível

 

NOTA: Todas as fotos foram retiradas do site oficial da marca Life in a Bag.

 

 

 

 

30 de Abril, 2020

Esparguete cozido em vinho tinto

Patrícia Teixeira

esparguete com vinho tinto.jpg

 Tanto ouvi falar desta receita (bem e mal!), que finalmente decidi experimentar. E admito que não é nada do que estava à espera. Positivamente falando. O sabor é realmente forte e, por isso mesmo, adicionei umas nozes e queijo parmesão ralado para contrastar sabores. Aqui está a receita:

 

Ingredientes

água

vinho tinto

sal

esparguete

azeite

alho

pimenta

salsa

nozes torradas

queijo parmesão ralado

 

Preparação

Para começar a quantidade de vinho depende realmente do gosto de cada pessoa. Se não quiserem arriscar a que o sabor fique muito forte, façam como eu: 5 copos de água e 3 de vinho tinto, numa panela a ferver. Adicionar sal e deixar cozer até que a massa fique al dente. Retirar um copo da água da cozedura e reservar. Numa frigideira, aquecer o azeite com os alhos laminados e juntar a água da cozedura que reservámos. Deixar apurar 1 minuto e juntar o esparguete, escorrido. Cozinhar em lume brando por 2 minutos, de forma a que a água evapore. Juntar salsa, nozes torradas picadas, pimenta moída na altura e queijo parmesão ralado ou em fatias. Salpicar com salsa e...está pronto!

 

29 de Abril, 2020

A primeira tatuadora reconhecida nos Estados Unidos

Patrícia Teixeira

maud.jpg

Maud Stevens Wagner nasceu no Kansas, Estados Unidos, em fevereiro de 1877. Com poucos anos de vida estreou-se nas artes circenses, como trapezista e contorcionista. Era nómada por obrigação, rebelde por opção! Em 1904 conheceu Gus Wagner, um tatuador que se apresentava como “o homem artisticamente mais marcado da América”. Tinha 264 tatuagens e morreu de amores quando viu Maud pela primeira vez. E foi quase recíproco. À troca de alguns ensinamentos sobre técnicas de tatuagem, a jovem circense aceitou um encontro romântico com ele. Casaram algum tempo depois! Da união nasceu Lovetta. Maud acabou por deixou o circo e decidiu aprimorar, com o marido, uma técnica artesanal de tatuagem, conhecida como “handpoked”, onde o desenho é criado, ponto por ponto, sem o uso de máquinas eléctricas. Ela acabou por ser reconhecida como a primeira tatuadora americana. Preferia desenhos patrióticos, animais (macacos, borboletas, leões, cavalos, cobras), árvores e a imagem de mulheres. Tatuou também o seu próprio nome no braço esquerdo. Entrou para a história mas acabou por falecer, em janeiro de 1961, com 83 anos, sem nunca ter assistido à verdadeira abolição do preconceito contra a arte de tatuar.

maud wagner3.jpg

maud wagner 1.jpg

maud wagner4.jpg

maud wagner5.jpg

29 de Abril, 2020

Isto já não é de hoje!

Patrícia Teixeira

19359575_licqU.jpeg

Sou fascinada pelo mundo da publicidade e, de vez em quando, lá vou eu à procura de anúncios antigos. Acho delicioso assistir à frontalidade e simplicidade com que as empresas tentavam vender os seus produtos. Uns mais arrojados que outros são, na sua maioria, um reflexo da história, cultura e evolução da sociedade. Hoje decidi recuperar um post antigo para revermos alumas pérolas da Publicidade de outros tempos.

Em resumo, saibam que em 1927, Manuel Maria da Hora fundou a primeira agência de publicidade portuguesa. Chamava-se Hora e estava sediada na Rua da Prata, em Lisboa. Começou por angariar clientes como a Nestlé, General Motors e a Gillete. Fernando Pessoa foi um dos colaboradores contratados para a criação de slogans. Um deles ficou para a História: "Primeiro estranha-se, depois entranha-se". Foi esta a frase criada pelo autor, em 1929, para uma campanha da Coca-Cola. O slogan acabou por ser proibido pelo regime, assim como a bebida, devido à má conotação da cocaína. Recuperei hoje alguns dos anúncios, na minha opinião mais bem-humorados, que marcaram o início do século XX em Portugal.

 

1905-Lexivia-Higinica_thumb2.jpg

O anúncio é de 1905 e assegurava que esta lixívia seria a "sorte grande das lavadeiras". O preço de cada embalagem era 140 reis o que, pelas minhas contas, representa cerca de 7 cêntimos na nossa moeda actual. Foi anunciada como o método para substituir a barrela (mistura de água e sabão usada para clarear a roupa) e a cora (processo de secagem da roupa que era estendida ainda com sabão, para evitar as manchas amarelas). 

 

a5fc3b685d3dcee9bdf683eeedc1af0a.jpg

Esta imagem é de 1919, quando estreou a primeira versão cinematográfica do filme "A Rosa do Adro", uma adaptação do romance homónimo de Manuel Maria Rodrigues. A Invicta Film Lda era uma produtora de cinema portuguesa, sediada no Porto, que se destacou nos anos 20 tendo encerrado actividade em 1928 por falta de receita.  

 

11709740_873239009397969_3988721611093709816_n.jpg

 A empresa Ach Brito ainda existe, está sediada no Porto, e a sua história na produção de sabonetes e artigos de perfumaria remonta a 1887. A Superba era uma pasta dentífrica e o anúncio é de 1930. O preço de cada embalagem era mais ou menos 4 cêntimos (valor em euros). Nada exorbitante se tivermos em conta que a embalagem era "gigante" e durava "quasi" meio ano. Simplesmente delicioso :)

 

adalina.jpg

O anúncio dos calmantes Adalina, da Bayer, foi publicado em 1930, e é um dos meus favoritos. Bem que podiam recuperá-lo. Anda muito boa gente a precisar de ouvir esta recomendação :).

 

autoveis austin.jpg

"Admirável pela sua simplicidade bem patente nas gravuras que damos do motor. Dispensa chauffeurs mecanicos, todos os orgãos principaes do motor são de um acesso facílimo para regular e desmontar". Deduzo que "chauffer mecânico" seria o termo utilizado para designar um mecânico. 

 

camisaria moderna.jpg

 

 

camisaria moderna1.jpg

 

A Camisaria Moderna ainda existe e está, desde 1925, na Baixa de Lisboa. "Botões bem pregados", "camisas que não encolhem" e "colarinhos que não enrugam" eram os slogans nos quais a marca mais apostava para vender o seu produto. 

 

cerveja christal.jpg

 

Digamos que era uma cerveja democrática, que podia ser bebida por todos: "velhos, novos, ricos e pobres". Em 1890, todas as fábricas de cerveja do Porto foram integradas numa única empresa, a Companhia União Fabril Portuense, que se manteve em actividade até 1977, tendo constituído posteriormente a Unicer. 

 

conservas.jpg

 

A Sociedade Corretora Limitada foi fundada em Ponta Delgada, nos Açores, no dia 22 de agosto de 1913, por Cristiano Frazão Pacheco. Ainda hoje a empresa mantém actividade. Inicialmente dedicava-se à exportação de ananás, mas após a Segunda Guerra Mundial  e a consequente dificuldade na exportação, o negócio voltou-se mais para as conservas. A conserveira exporta actualmente para vários países como Canadá, Estados Unidos e Itália. 

fogareiros.jpg

 Limito-me a transcrever o slogan:"A experiência recomenda : Só são Fogareiros Vacuum aqueles que têm gravada a marca Vacuum". Posto isto, nada mais há a dizer :)

 

gillete 2.jpg

gillete.jpg

 Aqui só tenho uma questão ...era normal os homens que usavam Gillette andarem inclinados? 

 

ideal buste.jpg

 Destaque para o título :"Actualmente é mais fácil obter um busto perfeito, que é o orgulho de toda a mulher, do que pintar os lábios". Dizia o anúncio que os tratamentos Ideal-Buste eram "fruto dos trabalhos dos mais eminentes especialistas que devolveram a felicidade às mulheres de doze países de três continentes. Duvida? Não quer V. Exa gastar dinheiro sem estar segura dos resultados?". 

 

quemcantaseusmalesespanta.jpg

 Sem palavras! :))

 

savora.jpg

 

A Savora ainda hoje é uma das marcas de mostarda mais vendidas e apreciadas. O slogan "Experimentai-a e adoptai-a" parece que funcionou!

 

telefone automatico.jpg

Este anúncio foi criado para promover o telefone automático. Demorava "vinte e quatro horas a instalar em casa de V.Exa". Bastava, para isso, "telefonar à Companhia ou mandar um postal. Um empregado procurar-vos-á para dar todas as explicações e fornecer os meios de V.Exa d'ali a poucas horas ter o telefone em casa. Nada a pagar antecipadamente". 

 

 

 

thasol.jpg

Este protector solar dava pelo nome de Tha-Sol e era da marca Thaber. Destaque para o chapéu e para o fato-de-banho da senhora. Não me parece que estivessem originalmente na foto :). 

 

tivoli.jpg

 Mais uma campanha a prometer felicidade em troca de uma aposta na lotaria. 

 

vinho do porto.jpg

 

Uma campanha impensável nos dias de hoje...a associação de uma criança a uma bebida alcoólica. 

 

 

 

 

29 de Abril, 2020

Um banho que nos desintoxica da rede wifi?

Patrícia Teixeira

wifi.jpeg

Parece que não restam dúvidas de que a exposição prolongada à rede wi-fi pode trazer complicações ao organismo. E agora, mais do que nunca, devido ao confinamento a que temos estado obrigados. Foi a pensar nisso que a Pursoma, uma marca americana de produtos de beleza e bem-estar, criou um produto, que já circula há algum tempo no mercado e que é, no mínimo, curioso. Chama-se Digital Detox Bath e é para ser usado durante um banho de imersão. Combina sais marinhos com argila e faz com que o corpo transpire, ao mesmo tempo que desintoxica os poros. A marca anuncia que esta solução é infalível para quem se sente cansado, stressado e, principalmente, para quem sofreu uma exposição demasiado prolongada à rede wi-fi. Eu acrescento que este produto é também ideal para quem não se importa de gastar 30 euros em cada banho "milagroso". Pois é amigos...é esse o preço de cada pacote, que serve apenas para uma utilização. Até onde sei ainda não existe uma loja que o comercialize em Portugal, mas sempre temos a possibilidade de encomendá-lo através de alguns sites com os quais a marca tem parceria. Mais detalhes aqui

Pág. 1/2