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SE A INÊS SABE DISTO!

SE A INÊS SABE DISTO!

31 de Janeiro, 2018

Noivos deste país, prestem bem atenção...

Patrícia Teixeira

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Tem 88 anos, chama-se Sylvia Weinstock e, caso estejam dispostos a gastar uns "trocos" extra no vosso bolo de casamento, pode ser que tenham a sorte de ser assinado por esta senhora. Digamos que ela é uma espécie de "Leonardo da Vinci" dos bolos. Aliás, é assim carinhosamente tratada, consequência das verdadeiras obras de arte da pastelaria que realiza. Não só para casamentos como para outros eventos. Basta que tenhamos algum capital para investir e depois, muita paciência para entrar na fila de espera, que pode chegar a um ano. Entre as celebridades mais sonantes para as quais Sylvia já trabalhou, posso referir o nome de Oprah, Bill Clinton, Kim Kardashian, Robert De Niro, Donald Trump, Jennifer Lopez,  a família Kennedy, entre outras. E desenganem-se se pensam que o bolo não chegaria a Portugal em condições. Chega e em bom estado porque, de acordo com a mestre pasteleira "Embalamos os bolos cuidadosamente e enviamos uma equipa de pessoas a acompanhá-los. Rezamos muito e mantemos os dedos cruzados. Enviamos um kit com camadas extras e creme para bandagem dos bolos, para o caso de ser preciso. E chegamos sempre em bom estado aos destinos mais exóticos do mundo". E isto tudo, claro está, paga-se e bem! Não há bolo que custe menos de 30 dólares por fatia ou, se preferirmos fazer as contas de outra maneira, o preço médio de um bolo de casamento ronda os 70 mil euros.

Para começar os bolos são cozidos 4 a 8 horas antes da cerimónia mas é muito provável que os adornos tenham de ser preparados com duas a três semanas de antecedência. Ou mais! Ainda por cima, diz Sylvia em entrevista a um jornal americano, que " São sempre bolos enormes. As pessoas agora casam mais tarde e, naturalmente, têm mais amigos, colegas de trabalho e a família que entretanto cresceu, para convidar. O maior bolo de casamento que fiz foi para 2000 convidados". Mas o verdadeiro segredo do sucesso, não podia ser mais simples: "O meu favorito é o bolo de limão com enchimento de framboesa mas o meu marido prefere o de chocolate. Essa é provavelmente a razão pela qual eu incentivo as noivas e os noivos a selecionar os seus próprios sabores e recheios de bolo para que possamos alternar níveis e todos ficam felizes. Eu diria que o segredo do meu sucesso é que, enquanto alguns designers de bolo fazem apenas arte bonita, os nossos bolos são lindos e também deliciosos". 

 

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Um negócio bem sucedido que continua em expansão 

No site de Sylvia Weinstock a artista explica quais são os seus projectos a curto prazo;" No final de 2016, decidi expandir o meu negócio de Nova York em novas direcções. Com parceiros bem-sucedidos no Japão e no Kuwait, chegou o momento de continuar este processo, trabalhando com os melhores artistas do bolo em todo o mundo, ensinando as minhas técnicas na criação dos mais deliciosos - e bonitos - bolos. Por 35 anos, foi uma fonte de enorme alegria e satisfação pessoal fazer parte da minha maravilhosa equipa de padeiros e artistas. E agora acredito, com a nossa nova equipa de licenciados, treinados por mim, as nossas criações ainda serão as melhores; reflectindo a qualidade, a mão de obra e o orgulho através da qual cada criação de Sylvia Weinstock é conhecida e apreciada. Chegou o momento de novas prioridades e desafios. Juntamente com recém-licenciados para Sylvia Weinstock Cakes, estou entusiasmada com outros investimentos, falar em público e ensinar. Lembrem-se, a minha primeira carreira foi ensinar!  E na verdade, Weinstock começou a assar bolos enquanto a família esquiava na Hunter Mountain. Ela  preferia ficar no interior. Aos 50 anos, começou a vender bolos para chefs locais e iniciou um negócio. Apontado o Leonardo da Vinci de bolos pela revista Bon Appétit, os bolos de Weinstock são transportados em todo o mundo para casamentos e eventos até por jactos se for necessário. Famosa por sua técnica de flores prontas e feitas à mão que rivalizam com flores naturais, ela abriu recentemente sua primeira loja no Kuwait. Com os olhos fixos na Ásia para um próximo local, a Sra. Weinstock continua com toda a força e energia que os 88 anos não denunciam. Ela diz que leva a vida um dia de cada vez e fica sempre feliz quando acorda e vê que está viva.  E sugere que, não menos importante, as pessoas aprendam a lidar com o fracasso. Se não tiver sucesso numa área, sobreviverá a uma falha e seguirá. Enquanto encontrar emoção e satisfação, continue". E ficamos por aqui com um conselho de mestre...

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28 de Janeiro, 2018

"We are the World" foi gravado há 33 anos

Patrícia Teixeira

 

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Michael Jackson foi o primeiro a chegar ao estúdio, por volta das 21h do dia 28 de Janeiro de 1985, há precisamente 33 anos. Era ali que, naquele dia, mais 40 estrelas da pop americana como Ray Charles, Bruce Sringsteen, Cindy Lauper e Bob Dylan, além dos autores do tema, Michael Jackson e Lionel Ritchie, iriam juntar-se em prol de uma boa causa #USA for Africa" através da gravação do tema "We are the World", produzido por Quincy Jones. A música serviria de alerta mundial para dar resposta a crises humanitárias que se sucediam em África, particularmente a fome que assolou a Etiópia entre 1983 e 1985 e que matou mais de um milhão de pessoas. O single, cujo lado B era o tema "Grace", foi lançado em Março do mesmo ano e ficou estipulado, de comum acordo entre todos os artistas que nele participaram.que a receita da venda do disco e dos concertos reverteria na íntegra para esta causa. Em muito pouco tempo mesmo registou vendas superiores a 20 milhões de cópias e passou a liderar as tabelas musicais em vários países, incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido. Arrecaram mais de 75 milhões de dólares!

Curiosidades

À entrada do estúdio, no dia das gravações, estava afixado um cartaz com um pedido muito especial aos artistas: "Por favor deixem os vossos egos à porta". Conta-se também que Ray Charles e Lionel Ritchie, ambos invisuais, avisaram que conduziriam os automóveis dos músicos para casa no final do dia caso a gravação não fosse concluída num único take. Embora fosse por uma boa causa, a agenda dos cantores estava naturalmente muito preenchida e era peremptório que as gravações não se estendessem além daquele dia. Prince, que também fazia parte do elenco "contratado", acabou por não aparacer.O motivo nunca chegou a ser bem esclarecido. Bruce Springsteen deu nas vistas por chegar sozinho e ao volante da sua própria carrinha de caixa aberta, que estacionou mesmo à entrada do estúdio. Isto porque tinha dado um concerto de 4 horas longe dali e não quis esperar pela limousine que traria os músicos de regresso a casa. Cindy Lauper era a única cantora com autorização para improvisar a parte da letra que lhe foi destinada. 

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 Aqui fica o tema para recordar...

 

 

 

28 de Janeiro, 2018

Porque pagamos uma fortuna para ver os U2?

Patrícia Teixeira

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Bem...para início de conversa e como dizia o outro ”só lá vai quem quer” e, neste caso, quem tem capacidade económica para isso. O preço dos bilhetes para o concerto dos U2, à semelhança de uma boa parte dos concertos que por cá se realizam, são exorbitantes. Ponto! E se tivermos em conta o rendimento médio dos portugueses passam de exorbitantes a escandalosos. Mas a verdade verdadinha é que 85% já foram pré-vendidos no site da banda e em alguns minutos, na passada sexta-feira, foram vendidos os restantes 2923 bilhetes, em exclusivo nas lojas Meo. Eu que sou muito, mas muito fã dos U2, digo-vos que jamais teria coragem para enfrentar esta disputa por um bilhete. Tanto pelo preço, como pela falta de paciência para tudo o que me faça lembrar ajuntamentos à moda da “Black Friday”. Mas tenho pena! Tanta que, sem ironia, estarei até meio deprimida no dia 16 de Setembro por não estar aos saltos no Altice Arena. 

Mas vamos ao objectivo principal deste post. Afinal, por que motivo o preço dos bilhetes tem vindo a inflaccionar desta maneira escandalosa nos últimos anos? É inegável que o acesso ao download gratuito das músicas na internet não ajuda nada. Que me perdoem os músicos, que têm toda a legitimidade do Mundo e arredores para protestar contra esta questão, a verdade é que se eu posso ter o álbum inteirinho de uma banda a custo zero através do Spotify, por exemplo, por que raio havia eu de gastar dinheiro num cd que nem é tão barato assim? Num relatório que li um dia destes num jornal britânico, um expert na matéria explicava que existem muitas vezes estas discrepâncias abismais no preço dos bilhetes porque, passo a citar "existem bandas que preferem ganhar menos mas permitir que todos os fãs tenham acesso ao concerto, existem aquelas que querem associar o concerto a uma causa e pedem valores aceitáveis mas depois existem outras que estão simplesmente a borrifar-se para o assunto e pedem o que entendem". Outra questão que se levanta é a concorrência entre produtoras. Existe um cachet base exigido pela banda. Mas se entrarem na corrida várias produtoras, naturalmente cada uma delas tenta aliciá-los com valores mais elevados para conseguir o contrato. Não mencionando as exigências que cada grupo faz a posteriori no que se refere às regalias de camarins. Tudo isso conta e assim vamos encarecendo a coisa.

Convém esclarecer que existem obviamente outros gastos (taxas e etc), que têm de ser pagos mas, por norma e de acordo com o tal relatório que li, os artistas são sempre informados de qual será o preço final dos bilhetes e têm direito a opinar, contestar e é nessa altura que decidem se baixam ou não o cachet para tornar mais acessível o preço do bilhete. A ter em conta também é que enquanto bandas como os The Cure sobem na maioria das vezes ao palco com meia dúzia de reflectores e pouco mais, outras há que se deixaram influenciar pela "moda" dos espectáculos de luzes, cores, confetis, fogo de artifício, ecrãs gigantes, etc, etc e, como imaginam, isso não é de borla. E não sendo de borla, garante uma subida relevante no preço do bilhete, consoante a megalomania do artista. Como disse um dia a Lady Gaga..."se a Beyoncé teve um palco giratório eu hei-de ter dois ou três". 

Finalmente, não podia deixar de mencionar as pessoas ou empresas ilegais que compram milhares de bilhetes para vendê-los posteriormente ao dobro do preço, quando os fãs já chegaram à fase desesperada. Em 2015 e 2016, a cantora Adele juntou-se à Songkick, que desenvolveu uma tecnologia para identificar e bloquear 53 mil potenciais vendedores ilegais de bilhetes. Boa Adele! Se quiserem saber, por curiosidade,o preço dos bilhetes, dêem uma espreitadela aqui

E era só isto! Um dia feliz a todos.

 

 

 

25 de Janeiro, 2018

Água, crua realidade

Edmundo Gonçalves

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Não fora estes fait-divers, quase sempre oriundos da América (como faz questão de dizer Donald Trump) e provavelmente o tema de hoje seria tão fastidioso como informar-vos, aos que andam distraídos, que de toda a riqueza produzida no ano passado, 80% ficou retida nas mãos de apenas 1% da população, o que quer dizer que o fosso entre os muito ricos e os muito pobres aumenta assustadoramente; Mas o que é isso comparado com um negócio das arábias aparecido recentemente, precisamente na América de Trump e que é a comercialização e consumo de água crua.

Mas o que é água crua, perguntarão e com toda a razão. Não se macem, eu fui procurar por vós, não quero que vos falte nada (apesar de provavelmente não vos ter calhado nem um cêntimo daquela riqueza de que falei ali atrás) e descobri que a ideia peregrina surgiu em Silicon Valley e que se trata de água doce não tratada, recolhida em rios, riachos, fontes e até da chuva e que anda gente a enriquecer com o negócio, já que essa água está a ser comercializada a cerca de 15 Euros o litro e já esgotou na costa oeste da "América". Provavelmente comercializada por um dos 2.043 multimilionários que existem actualmente e cuja riqueza aumentou 13% ao ano desde 2010, seis vezes mais que os aumentos conseguidos pelos trabalhadores, em média 2% ao ano (a mim não me tocou nada). Ora os vendedores dessa água pretendem que ela "hidrata a pele", "reduz as rugas" e "aumenta a flexibilidade e a força das articulações", sendo propagandeada como sendo "pura". Pura, até à primeira caganeira, digo eu. É esta malta que se está marimbando para as pessoas, que no ano passado viu a sua riqueza aumentada em 623 mil milhões de Euros, massa suficiente para acabar cerca de sete vezes com a pobreza extrema no Mundo.

Voltando à vaca fria, ou como quem diz à água pura. Contra a propaganda de que não contém químicos, é rica em minerais e não tem o problema de correr por canos de chumbo e de não conter flúor, será avisado pensar que pode conter pesticidas, bactérias e coliformes fecais, que é como quem diz, merda. Mesmo!

Se o tratamento da água doce para consumo foi um pulo civilizacional sem precedentes, erradicando algumas causas de morte em toda a população, mas principalmente entre as crianças, esta moda da água crua, pode vir a ter consequências trágicas para quem a consome, mas com isso os tais 2.043 não se incomodam muito. Já agora, eles sabem, mas provavelmente os leitores não, mais de metade da população mundial não vai poder consumir nem um litro dessa tal de água crua (alguns nem essa nem outra, infelizmente), já que tem um rendimento diário entre 1,5 e 8 Euros. Claro, não estão aqui contabilizados aqueles que nem a um Euro e meio chegam, que serão mais uma grande parte da população mundial, que não tem acesso nem a água crua e a potável muito menos...

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a água potável contaminada provoca ainda 502 mil mortes por ano, e é, supostamente, um produto que passou por todos os processos de esterilização e filtragem. Não foram ainda contabilizadas as mortes provocadas pelo aumento de riqueza daqueles 2.043 mas aposto, dobrado contra singelo, que ultrapassaram em muito os números da OMS!

23 de Janeiro, 2018

A estrada e os acidentes

Edmundo Gonçalves

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Ouvi, enquanto vinha a conduzir, portanto numa telefonia que equipa o carro, uma notícia que me deixou aparvalhado.

Dizia o senhor Secretário de Estado da Protecção Civil, que uma das muitas medidas que estão a pensar implementar para reduzir a sinistralidade nas estradas, é a inibição do sinal de telemóvel no interior das viaturas.

Eu cagava-me já aqui todo a rir, se o ridículo desta afirmação não tivesse sido dito como se de uma coisa séria se tratasse. 

Repito o que escrevi no primeiro parágrafo: Ouvi a notícia numa telefonia que equipa de série o carro. Ora diz o senhor que "as soluções mãos livrers podem limitar o uso da mão, mas não resolvem o problema da distração". Este gajo não sabe os pulos que eu dou quando vou no carro a ouvir um relato do Sporting e a coisa não está a correr bem. Isso comparado com uma chamada telefónica feita com o mesmo sistema que usa a telefonia para me dar música ou informação, é coisa de meninos e motivo para parar na berma mais próxima.

Quer o governo baixar os sinistros nas estradas e as mortes daí resultantes. Não faz mais que a sua obrigação, mas antes de aventar medidas parvas e completamente falhas de sentido, que tal começar por nos dizer a nós, condutores e peões:

- Quais os pontos críticos nas vias e como pensa resolver as incorformidades, eliminando o risco;

- Que pensa fazer em relação ao piso de grande parte das EN, eles próprios factor intrínseco para a ocorrência de sinistros;

- Que pensa fazer em relação à inexistência ou deficiente ou em condição degradada, da sinalização horizontal e vertical;

- Onde ocorrem a maior parte dos acidentes mortais e em que circunstâncias, se em meio urbano, se em estrada ou auto-estrada;

- Quantos dos sinistros foram causados por excesso de velocidade por tipo de via (urbano, EN e AE).

Resolvendo estes assuntos e ao procurar dados para informar condutores e peões, ficará o Estado em condições de procurar minimizar o flagelo das mortes nas estradas.

Sabe-se, por exemplo, que 54% das mortes ocorreram dentro das localidades. Se assim é, há que tomar medidas e então se o problema é a distracção, acabam-se com as telefonias dentro das localidades, perdão com os telemóveis com sistema mãos-livres, perdão com os carros, perdão com os peões, perdão com o trânsito...

Vamos deixar de ser ridículos, senhor Secretário de Estado. Drones e helicópteros para controlo de velocidade nas auto-estradas? A sério? E se houver um acidente grave na auto-estrada, quanto tempo demorará um helicóptero a sério, daqueles que levam acidentados, a chegar ao local do acidente? E o drone, não causará distracção ao condutor e até aos restantes ocupantes da viatura, condicionando a condução?

Reduzir a velocidade dentro das localidades é imperioso, devia ter sido uma medida tomada há muito, mas com sentido e sabendo-se o que se está a fazer. Uma via não "pede" 30 Km/h em toda a sua extenção, assim como as passagens de peões devem ser bem sinalizadas e a sinalização semafórica deve ser implementada e programada para evitar que se ultrapasse a velocidade permitida.

As estradas municipais são um cancro, na maior parte dos municípios. Que tal obrigar as câmaras a investir na segurança rodoviária e a repavimentar as suas vias?

As estradas nacionais não apresentam um estado de saúde muito melhor que as municipais. Que tal em vez de se começar já por colocar radares, logo a facturar contra-ordenações leves e graves e muito graves, se procurar tratar da vergonha que são a maior parte dos pisos das EN?

Que tal tratar de obrigar os concessionários das auto-estradas a fazer a sua manutenção preventiva, no sentido de evitar pontos negros e pisos que nalgumas delas e nalguns troços, mais parecem picadas e aumentar o limite de velocidade, em locais que o permitam, em mais 10 ou 20 km/h?

Que tal não dar o espectáculo abjecto de ver passar nas AE uns carros com luzes azuis pequeninas a piscar, excedendo largamente o limite de velocidade, só porque lá dentro vai um membro do governo?

Que tal orientar a política de segurança nas estradas para a prevenção e não para a repressão?

Olha e já agora, porquê permitir que os carros andem mais que a velocidade permitida por Lei?

Mas já percebemos, o problema é do telemóvel e das mãos-livres. Olhe, senhor Secretário de Estado, não se esqueça do GPS... Para não se desorientar, claro!

19 de Janeiro, 2018

Já que o Mundo não passa no check in...

Patrícia Teixeira

 

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Assumo, sem medos, que levo sempre um ferro de engomar enorme (e a vapor!), na mala de viagem. Bem sei que o truque é escolher tecidos que não amarrotem muito e bla bla bla mas, sinceramente, nunca chego ao destino com uma única peça de roupa em condições. Consegui aceitar, ao longo dos anos, que o defeito deve ser meu. E como sou de ideias fixas decidi que este ano vou, pelo menos tentar,aliviar o peso de carregar o Mundo às costas. Ah, esqueci-me de mencionar que também levo sempre atrás um secador de cabelo profissional e uma placa alisadora. E um litro de gel de banho, outro de shampô e um de amaciador além de, obviamente, roupa adequada para todas as ocasiões (mesmo aquelas cuja probabilidade de acontecer é de 0,0000% )...

Mas vamos lá então mudar o rumo das coisas. Como daqui a nada estarei dentro de um avião com destino a uma ilha paradisíaca, decidi começar já a trabalhar no assunto. Para início de conversa descobri uma infinidade de ferros a vapor, nos mais variados hipermercados e lojas de electrodomésticos que, afinal, até cumprem mais ou menos o propósito de não nos deixar fazer má figura no destino. Eu adquiri um espectacular da Rowenta, cujas características podem ver aqui mas existem dezenas de outras opções no mercado. Quanto ao secador, de cabelo bem, lá irei arriscar usar o do hotel e dar um jeitinho com o alisador. A bem dizer, acho que isso pouco vai importar por lá. Mas adiante...

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Numa pesquisa desvairada sobre como carregar em pouco espaço gel de banho, champô, amaciador, pasta de dentes, protector solar, creme de dia, etc, etc, dei de caras com um site simplesmente fantástico e que provavelmente já devem conhecer.  Há que dar-me o desconto de ser eu nova nestas coisas. Sendo assim, no Lush, encontramos uma série de produtos com o formato e textura ideal para levar numa mala de viagem. Dispensam embalagens de plástico e, consequentemente, contratempos no aeroporto. Champô, condicionador, perfume e pasta de dentes sólidos que pesam, no conjunto, menos de 200 gramas. Adorei!

 

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Quanto às malas de mão, que tendencialmente levamos para combinar com esta ou aquela indumentária, desta vez resolvi levar apenas dois cintos/malas, que hoje já podemos encontrar em qualquer loja de roupa e acessórios em centros comerciais. Embora a mochila seja quase sempre a opção mais eficaz, nem sempre se revela a alternativa mais prática e segura. Por isso, achei muito boa a ideia de usar um cinto-carteira para transportar o essencial: passaporte, dinheiro e telemóvel. São igualmente fashion e  muito mais práticas. Dêem uma espreiradela na loja Biju With Love. Fica na Ericeira mas penso que poderão encomendar através da página do Facebook. 

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Finalmente, e se não tivesse mais onde gastar o dinheiro, não me importava nada que a pouca tralha que espero levar na próxima viagem fosse transportada numa mala de viagem inteligente, a Bluesmartque é controlada através do smartphone! Era tudo o que eu precisava! Isso e de uns dias de descanso :) Desbloqueia quando estamos perto dela e tranca-se automaticamente quando nos afastamos. Mais...inclui um carregador USB que permite carregar até 6 vezes os nossos dispositivos electrónicos, uma balança embutida na pega para controlar o peso da bagagem, uma bolsa de rápido acesso para arrumar o portátil ou tablet e, mais importante que isso, um sistema de localização que nos permite saber sempre onde ela anda. 

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Agora só uma futilidade que não ocupa muito espaço mas que provavelmente também não serve para rigorosamente nada...

Óculos que impedem o jet-lag: Por 219 euros podemos adquirir online, através do site www.re-timer.com, um par de óculos que, a dar credibilidade ao que anunciam, podem evitar os efeitos negativos do jet lag como sono em excesso, cansaço, náuseas, mau humor e dificuldade em adormecer. Não faço ideia se funcionam realmente e confesso que alimento sérias dúvidas a esse respeito. Mas achei piada! No site explicam que o aparelho emite uma luz verde inofensiva, directamente para os olhos, equilibrando assim a diferença de exposição à luz num fuso horário diferente. 

 

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