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SE A INÊS SABE DISTO!

SE A INÊS SABE DISTO!

21 de Dezembro, 2017

O orgulho de ser burro!

Patrícia Teixeira

 

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E na Burricadas - O Abrigo do Jumento é isso mesmo que sentem os burros que ali residem. Sem fins lucrativos, esta associação, que se situa ali para os lados de Mafra, foi criada com o objectivo de preservar uma espécie que, não bastasse estar em vias de extinção, é quase sempre maltratada pelo Homem. Os poucos burros que existem são exclusivamente usados para transporte de cargas e trabalho agrícola pesado. Raramente lhes reconhecem outras capacidades. E quando deixam de servir esse propósito são, em 95% dos casos, vendidos para abate. A Burricadas, fundada em 2007, mantém a esperança de que o investimento económico, físico e emocional de quem se dedica diariamente a esta causa não seja em vão e sirva para, ainda que lentamente, mudar a mentalidade das pessoas em relação ao jumento. 

Vivem de donativos e actividades realizadas ao longo do ano. E porque já lá estive por diversas vezes, venho hoje sugerir-vos uma visita àquele espaço. É bastante mais interessante do que parece. Isso garanto-vos! E quem ficar rendido a um jumento, pode apadrinhá-lo simbolicamente durante um ano. É uma forma de apoiar o projecto e assim colaborar na missão de garantir o seu bem-estar. O Pacote de Apadrinhamento é oficializado através de um donativo de 25 euros anuais, inclui um certificado com fotografia do burro apadrinhado e o respectivo historial do animal em questão. Existe ainda outra forma de ajudar esta associação através da aquisição de produtos naturais e artigos artesanais de qualidade, produzidos por gentes locais e vendidos naquele espaço. Estamos desta forma, não só a ajudar a Burricadas, como a contribuir para a preservação das artes e ofícios da região de Mafra. Mas o ideal mesmo é visitarem a página oficial da associação no Facebook e conhecer mais detalhes deste projecto bem como todas as novidades que por lá vão surgindo. 

19 de Dezembro, 2017

Recalcamento?

Edmundo Gonçalves

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Peço desculpa pelo mau francês, mas depois de ter lido partes do acórdão que ilibou o boneco animado que um dia já foi ministro da cultura deste país, do crime de violência doméstica, não posso chegar a outra conclusão: A juíza terá levado, algures durante a sua infância ou adolescência, nos cornos! E é de tal forma grave, que a deferência demonstrada para com o "senhor professor", só será comparável à obediência a que porventura terá sido obrigada pelo progenitor, o que terá condicionado a sua forma de ver o mundo.

Este acórdão será comparável talvez apenas com o do juíz Moura, o tal que acha bem que uma mulher adúltera seja sovada e quiçá, se o "ofendido" for disso, lapidada até ao último suspiro. Esta juíza Ferrer, de quem foi pedida excusa pela acusação e até pelo ministério público (o que provavelmente será caso de Guiness - o livro, não a cerveja), não lhe fica atrás e atira com algumas pérolas como: “...uma mulher destemida e dona da sua vontade”, pelo facto de não ter ido imediatamente à polícia ou à medicina legal, é prova de que não houve agressão, já que alguém com aqueles predicados era o que faria de imediato, ou "a senhora procuradora diz que não tem (Bárbara) de se sentir censurada. Pois eu censuro-a! É que se tinha fundamento para se queixar, devia tê-lo feito", (quando a queixosa disse ter tido vergonha de admitir que era agredida) enveredando por uma conclusão de alguém que não vê um boi do que é o crime de violência doméstica, comprovado quando Ferrer, que sempre tratou (embevecida) o arguido por "senhor professor" e a queixosa por "Bárbara", larga esta pérola: "Causa-me alguma impressão a atitude de algumas mulheres (vítimas de violência), que acabam mortas".

Para a juíza Ferrer, além do crime de ser “uma mulher destemida e dona da sua vontade”, Bárbara é ainda condenada pelo crime de ter "vergonha".

E para fundamentar de forma sólida e irrepreensível este acórdão, que não fica nada a dever ao do Neto de Moura, a juíza Ferrer chama aos autos as declarações prestadas pela agredida nas revistas ditas "sociais". Que como todos sabemos, o que mais espelham é a realidade e a verdade! E então como a agredida disse um dia a uma revista que era feliz no seu casamento, vai de tomar isso como verdade absoluta e fazer destas "declarações" a prova irrefutável de que Barbara estaria a mentir.

A Ferrer sofre de um qualquer recalcamento, é uma conclusão a que se chega, talvez porque ela própria se reveja lá no fundo, coitada, no calvário que Bárbara passou e também ela, “uma mulher destemida e dona da sua vontade”, tenha "vergonha" de admitir que foi de alguma forma agredida. Um dia, numa entrevista, dirá que é feliz com os seus gatos, porque lá no fundo, a agressão de que foi vítima, não a deixou confiar num homem. 

E despedir-se-á com um "Heil!"...

 

 

Nota1: Noutro julgamento, Manuel Maria Carrilho foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão, pelo mesmo crime de violência doméstica, praticado depois do casamento (e outros crimes associados) contra a mesma Bárbara Guimarães. Com outro juíz, claro está.

Nota2Ferrer foi rigidamente educada pelo pai, militar, com quem visitava o campus, aprendeu a montar a cavalo e que vigiava a sua aprendizagem. É apoiante confessa do nazismo e de algumas figuras do regime fascista alemão, chegando a ter fotos de algumas delas no seu gabinete. Segue religiosamente os jogos da selecção alemã e ambiciona acabar os seus dias na Alemanha. Vive com a Frida, uma gata e trata de mais uma vintena de felídeos.

Nota3: Na leitura da sentença, sem que tivesse qualquer prova que o confirmasse, a juíza Ferrer considerou provada a acusação de Carrilho de que a ex-mulher é alcoólica, proferindo: "Este tribunal alerta: a existir, efectivamente, um problema instalado e antes que ocorram danos irreparáveis para próprios e terceiros inocentes, cumprirá, reconhecê-lo com objectividade, enfrentá-lo com medidas de apoio e solucioná-lo". Isto sim, é duma mulher destemida!

Nota4: Em Fevereiro de 2016, acusação e ministério público invocaram falta de imparcialidade e pediram a excusa da juíza, prevendo um resultado tendencioso. Foi o que veio a acontecer. Quod erat demonstrandum.

 
19 de Dezembro, 2017

Sabiam Disto?

Patrícia Teixeira

 

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Parece que não descobri a pólvora mas desconhecia que os Doritos que ardem na boca, tambem pegam fogo nas mãos. Fizemos a experiência em casa e decidimos partilhar convosco. Interpretem à vossa maneira...

 

17 de Dezembro, 2017

Trapos cheios de estilo!

Patrícia Teixeira

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Velhos são os trapos? Estes são novos e cheios de estilo! Hoje venho falar-vos de uma marca de roupa. Chama-se Novotrapo e já existe no mercado há 22 anos. E como quase todas as boas histórias de sucesso, também esta nasceu de um sonho comum dos proprietários da marca, o casal Isabel e Joaquim Simões. Ele já estava ligado, através de uma sociedade, à importação de roupa feminina e um dia, decidiu propôr-lhe que investissem num negócio próprio. Estávamos então nos anos 90 e, dizem eles, "naquela época estar neste negócio era estar nos trapos , no fundo era ser "trapeiro". Esta ideia levou-nos à procura de um conceito que reflectisse o presente e o futuro. Daí o nome". Da ideia passaram à prática em menos de nada e decidiram apostar na comercialização de vestuário de moda feminina, apenas para retalhistas e lojistas porque desta forma " conseguimos fazer chegar a nossa marca a mais pontos de venda e, por consequência, a mais mulheres". 

E em boa hora o fizeram pois, apesar de em mais de duas décadas o mercado do vestuário ter atravessado várias crises, a marca Novotrapo, não só conseguiu manter-se sempre no activo, como tem surpreendido, ano após ano, com novidades e peças que acompanham sempre as últimas tendências,com muita criatividade à mistura. 

A Novotrapo comercializa roupa importada, maioritariamente de Itália , tendo passado por Londres e Paris. Abrange diversos estilos: casual, casual-chic, party, boho, outwear, entre muitos outros. Naturalmente, são os proprietários da marca que viajam e escolhem pessoalmente cada uma das peças, com critérios rigorosos que dão assim resposta às necessidades de todos os clientes.  Para a Isabel e para o Joaquim, quando comparam a forma de vestir da mulher portuguesa à das mulheres de outras capitais europeias, chegam à conclusão de que "nos últimos a anos mulher portuguesa tem vindo a vestir-se cada vez melhor, no entanto, achamos que ainda pode melhorar. Falta-lhe investir um pouco mais de tempo a cuidar da sua imagem". Por isso mesmo, este negócio é um constante desafio. 

Em cada nova colecção existem sempre novidades mas, para 2018, existe a intenção de apelar ainda mais à criatividade com colecções limitadas muito especiais. Por isso, queridos leitores...se têm uma loja e gostavam de comercializar a marca Novotrapo, podem acompanhar as novidades da marca ou entrar em contacto com a mesma através da página do Facebook aqui ou do Instagram aqui. Dêem uma espreitadela. Vão ver que vale a pena!

 

 
 
16 de Dezembro, 2017

Cinco dicas para quem vai ao Porto!

Patrícia Teixeira

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Há duas semanas eu e três amigos decidimos mudar de ares e dar um saltinho até ao Porto. A intenção ia pouco mais além do que perdermo-nos em conversas, na calmaria dos passeios nas margens do Douro. Optámos por isso, de comum acordo, "fugir" do habitual roteiro turístico. A magia de cada viagem reside na forma como nos apetece vivê-la e foi isso que fizemos. Até porque o encanto desta cidade, não mencionando a óbvia riqueza cultural e arquitectónica, deve-se também à cordialidade das pessoas, ao charme da vida nocturna, à gastronomia e à simples contemplação de um entardecer à beira-rio, bem no centro histórico da cidade. Por tudo isto, pretendo apenas partilhar convosco algumas dicas desta pequena romaria à Cidade Invicta, que podem não ser as mais excitantes, mas que a nós nos encheram a alma...

 

Estadia

Se há cidades que oferecem múltiplas opções de estadia o Porto é sem dúvida uma delas. Apetecía-nos ficar numa casa onde pudéssemos cozinhar porque já tínhamos planeado duas grandes patuscadas (embora não as tenhamos concretizado). Numa rápida pesquisa pelo Google, encontrei um apartamento que pelas fotos pareceu-me bastante acolhedor. Como reunía todas as condições que pretendíamos, em 5 minutos estava tudo marcado. Quando lá chegámos fomos recebidos pela proprietária, a Manuela, que, sem lamechices, conquistou-nos em poucos segundos. De uma simpatia extrema, tratou de cada cantinho daquela casa para que ali nos sentíssemos como em nossa casa. O detalhe da velinha de cheiro acesa na casa-de-banho, as bolachinhas e o café na mesa da cozinha à nossa espera, a decoração moderna e tão, mas tão acolhedora, deu-nos a certeza de que tínhamos feito a escolha certa. Embora fique a meia hora a pé do centro da cidade e a dez minutos da estação de metro, a casa da Manuela será com toda a certeza um sítio onde vamos voltar. Fica a dica e se quiserem o contacto dela peçam-me através do email seainessabedisto@gmail.com

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Se esta não é a melhor francesinha do Porto...

 

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Por sugestão da Manuela, o nosso primeiro jantar foi no Café Santiago. Queríamos estrear o roteiro gastronómico com uma francesinha e ela assegurou-nos que, para não haver desilusões, este seria o sítio indicado. E como ainda tínhamos tempo, lá fomos de casa a pé para o centro já a pensar em derreter as calorias do jantar. Assim que lá chegámos, o primeiro bom sinal de que aquilo se calhar era mesmo bom é que tínhamos uma fila de espera imensa à nossa frente. Por nós tudo bem! Pedimos uma imperial (ou um fino, como se diz para aquelas bandas) e decidimos que dali já não saíamos. Meia hora depois estávamos sentados com o sr. Alfredo a servir-nos. E mesmo com a casa cheia, ainda houve tempo para ficarmos ali com ele um pouco à conversa. E assim ficou apresentado o ambiente familiar que ali se vive. Quanto à francesinha...asseguro-vos que é a melhor que já provei. Aconselho-vos a dar uma espreitadela no site para ficarem a saber tudo sobre a história desta casa, os prémios recebidos e a descrição detalhada da confecção desta iguaria que se revelou uma perfeita sintonia de sabores. 

 

E para dançar, como é?

Não é de agora que considero a noite do Porto uma das mais apelativas. E há de tudo, para todos os gostos! Nos últimos anos surgiram novos espaços e outros renovaram-se. Certo é que, na baixa, não há um bar cuja decoração nos seja indiferente. São quase todos dotados de um charme que não é para qualquer cidade. É para aquelas que prezam a boa diversão, em espaços onde cada detalhe é criteriosamente estudado para proporcionar noites memoráveis. Embora tenhamos andado a saltitar por várias "capelinhas", fiquei rendida a três espaços: É pra Poncha, numa das ruas das Galerias de Paris, onde me apaixonei pela poncha de tangerina, The Gin House, na Rua Cândido dos Reis, o sítio ideal para dançar e saborear um gin de excelência e finalmente o restaurante/bar Galeria de Paris, um antigo armazém de tecidos decorado com objectos inimagináveis...até um Fiat 500 está pendurado na parede. Quando forem ao Porto não deixem MESMO de visitar este espaço. Garanto-vos que vale a pena. Quase todos os bares por onde passámos são frequentados por várias gerações. E não há ali qualquer desconforto por isso. Bem pelo contrário! Talvez porque é fácil perceber que existe entre todos uma coincidência de intenções: a diversão genuína! 

 

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  É Pra Poncha

 

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  Restaurante/Bar Galeria de Paris

 

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  The Gin House

 

 

E voltamos à gastronomia...

Numa das noites em que saímos um pouco mais tarde de casa, não nos apeteceu propriamente jantar de faca e garfo. Tínhamos ouvido falar da sandes de pernil com queijo da serra derretido, da Casa Guedes, e não pensámos duas vezes. É uma tasca na verdadeira acepção da palavra e à moda antiga. Mas daquelas que merecem distinção. O pão vem tostado, o pernil mais bem temperado não podia ser e o queijo da serra derretido no meio dessa mistura vem mesmo a propósito para presentear o paladar. A acompanhar com o vinho da casa ou um fino, só posso mesmo recorrer à mais comum das expressões: "é de comer e chorar por mais". Fica na Praça dos Poveiros, nº 130. 

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E como não podia deixar de ser, o vinho do Porto

 

Entre tantos passeios a pé e experiências gastronómicas, pouco tempo nos restou para saborearmos calmamente um vinho do Porto no cenário indicado. Ainda assim decidimos atravessar para o lado de Vila Nova de Gaia, mesmo para o coração da zona histórica, nas margens do rio Douro, e tentar visitar uma das muitas caves do Vinho do Porto que por ali existem. Fizemos algumas tentativas mas devido à hora tardia, foi impossível visitar as maiores e mais conhecidas. Fomos então desafiados a entrar na cave Porto Augusto's uma vez que a visita, além do preço ser bastante acessível, era bem menos demorada que as outras uma vez que se trata de uma empresa familiar. E em boa hora aceitamos embarcar nesta pequena aventura. O nosso guia, o Luís, não podia ter sido mais simpático e expert na matéria. No final da visita fomos convidados a fazer uma prova dos vários vinhos produzidos por esta marca e ficámos agradavelmente surpreendidos. Sugiro que espreitem o site para conhecerem todos os detalhes sobre o Porto Augusto's.

 

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Finalmente, obrigada Isabel, Débora e Paulo pela excelente companhia. 
14 de Dezembro, 2017

Há novidades gastronómicas!

Patrícia Teixeira

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O projecto Go Foodies, sobre o qual já falámos algumas vezes aqui no blog, foi apresentado em 2017 e agora vai iniciar, em 2018, uma programação regular e mundial, eu diria que irresistível, para todos os apaixonados pela gastronomia. O tema que se apresentou como imprescindível e unificador não podia ser outro: o mar! E o tanto que ele nos dá.

Assim sendo, impunha-se agendar uma World Tour, que levasse esse nosso mar a algumas das cidades mais importantes do mundo. A digressão começa já no próximo dia 18 de Dezembro, data em que se realizará um evento Go Foodies que terá como protagonistas as algas dos Açores. Realizado in loco, pretende unir a observação, a apanha e a interpretação de um produto que é cada vez mais valorizado, tanto dentro como fora de Portugal. Combinando a expertise dos maiores cientistas da área no nosso país com a degustação, haverá um jantar temático intitulado 5 Algas, 5 Cientistas, 5 Pratos que promete ser tão didáctico quanto delicioso. 

No mês seguinte é a vez de Madrid receber – por altura da realização do mega evento gastronómico Madrid Fusión 2018 – entre os dias 22, 23 e 24, a “nossa” Ericeira e um dos produtos mais incríveis que o seu mar nos traz: o ouriço-do-mar. Em colaboração com o já famoso Festival do Ouriço-do-Mar, que se realiza todos os anos na Ericeira, serão organizados três jantares, com base nesta iguaria cada vez mais apreciada pelo mundo fora. Como sempre acontece nos eventos Go Foodies, haverá ainda uma apresentação científica (onde não faltarão referências à cada vez mais importante questão da sustentabilidade) do produto. 

Com presença também garantida no âmbito da Alimentaria 2018, no mês de Abril, em Barcelona, e com uma série de outros eventos já agendados pela Europa e pelo mundo, o Go Foodies World Tour vai marcar o próximo ano com eventos que prometem aproximar os portugueses ainda mais do seu mar e dar a conhecer fora de portas o porquê desta intensa relação nacional com tudo o que o oceano nos dá. Sem dúvida, um projecto que vamos acompanhar.