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SE A INÊS SABE DISTO!

SE A INÊS SABE DISTO!

29 de Novembro, 2017

Vou ali fazer de xerife de Nottingham, num instantinho. Volto já!

Edmundo Gonçalves

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Na sexta-feira passada o PS, na AR, seguindo a sua recente versão Robin Hood, de retirar uns pozinhos (poucos) aos ricos para distribuir pelos pobres, concordou em votar uma proposta de artigo no Orçamento de Estado que obrigava as empresas produtoras de electricidade por via das energias renováveis, a pagar uma taxa que no fundo visava equilibrar as rendas exorbitantes que estas empresas, com a EDP como quase monopolista à cabeça, cobram por cada kilowatt produzido. Era coisa para render aos cofres do Estado à volta de 250 milhões de Euros, coisa pouca, cerca de 40 Euros por ano a menos na factura de cada consumidor de electricidade, dizem os que fizeram as contas.

Querem ver um exemplo que deve ser caso de estudo para eminentes economistas? Lá vai: A EDP Renováveis produz em Portugal apenas 12% de toda a energia e tem, imaginem, 27% dos seus lucros no nosso país. Com estes números, os consumidores portugueses pagam mais 400 milhões de Euros pela produção de energia renovável que, por exemplo, os espanhóis, onde o governo, de direita, de Rajoy já há muito que tomou medidas no sentido de reduzir os subsídios à produção.

Ao que consta, a votação foi acordada com os ministros da economia e das finanças e com o secretário de estado dos assuntos parlamentares, sob proposta do Bloco de Esquerda. A votação chegou a ser realizada e o artigo aprovado. No entanto, também ao que consta, ninguém avisou António Costa (ultimamente há muitos ministros a não avisarem Costa de muitas coisas...) que não terá concordado com o "negócio" de que teve notícia pela comunicação social e mandou avocar a proposta de alteração para nova votação onde sem surpresa o artigo em causa foi reprovado, com os votos contra do PS ( e do CDS e abstenção do PSD), que tinha votado favoravelmente três dias antes precisamente o mesmo texto, sem que dele se tivesse retirado sequer uma vírgula.

As más línguas tendem em ver aqui pressões das eléctricas durante o fim-de-semana. É possível, afinal na esfera da governação da EDP, por exemplo, gravitam altos quadros do CDS, PSD e PS e não me custa nada pensar que tal se tivesse verificado. O que eu sei é que com este recuo do PS, os consumidores de electricidade continuarão a pagar das tarifas mais caras da Europa e desse galhardete os socialistas não se livram. Lembram-se da estória do escorpião e da rã? Por mais boa vontade com que olhe para Costa e sus muchachos, a sua natureza de sempre deixa-me com o sentimento de que a qualquer momento a ferroada terá lugar. A sua apetência para dar sempre ao grande capital o que o grande capital reclama, leva-o a não deixar de parte a sua versão xerife cobrador de impostos aos pobres, para proveito de muito poucos ricos. Este recuo, é tão claro como água, foi consequência do poderoso lobby da EDP/chineses que mais uma vez dispõem da riqueza do país em seu proveito. Já falei disso aqui, e esta é mais uma evidência que o negócio da venda da empresa serviu para "aconchegar" muitos amigos em lugares bem remunerados e funciona como um sistema de trocas, "pataca a ti, pataca a mim", que isto a vida está p'la hora da morte.

A talhe de foice, sabem que as eléctricas recebem a módica quantia de 200 Euros por Kilowatt produzido em eólica e 300 Euros por kilowatt produzido em fotovoltaica? Pois, até dói o coração quando se ouve falar de mais paineis solares, não é?

Outra vez a talhe de foice, parece que este episódio não terá passado de um arrufo entre o proponente e o PS, não tendo ficado em causa o casamento, mas eu sei de um "conjuge" que se tivesse sido vítima de uma traição deste calibre, o casamento se desfaria. Bom, com esse "conjuge", nem o parceiro pensaria em meter-se na cama com o inimigo, mas Costa sabe a quem pode pregar um belo par de cornos!

 

 

 

27 de Novembro, 2017

Magia do Natal chega ao Palácio Nacional de Queluz

Patrícia Teixeira

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A Parques de Sintra apresenta no Terreiro do Palácio Nacional de Queluz, de 14 a 23 de dezembro, o video mapping “Oficina do Natal”, uma criação original e produção do ateliê Grandpa’s Lab. Com entrada livre, o espectáculo é composto por animações 3D e será projetado nas fachadas exteriores do monumento. “Oficina do Natal” gira em torno do homem que antes de ser Pai Natal era apenas Nicolau, um artesão de brinquedos. Nicolau recupera e restaura brinquedos esquecidos, descartados e avariados. E é no Palácio Nacional de Queluz, transformado numa enorme loja de brinquedos, que tudo acontece. Aqui, todos os brinquedos antigos ganham uma segunda vida e chegam às mãos das crianças.

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Um dia, Nicolau atravessa um túnel escondido numa árvore e encontra um palácio em ruínas e o respetivo guardião: um brinquedo robô que parece estar inconsciente. Com o seu talento, o artesão – que se transformará na lendária personagem do Pai Natal – dá uma nova vida ao robô, que inicia a recuperação daquele que é, afinal, o Palácio Nacional de Queluz. Além de ser uma metáfora para o trabalho de conservação e recuperação executado pela Parques de Sintra no monumento nos últimos anos, o espectáculo visa ainda transmitir uma mensagem de consumo mais responsável nesta época do ano.

Com um surpreendente conteúdo visual, o video mapping tem a duração de 15 minutos e acontece de meia em meia hora, entre as 18h00 e as 22h30.

 

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Informações úteis sobre o espectáculo

  • Datas: 14 a 23 de dezembro
  • Horários: 18h00, 18h30, 19h00, 19h30, 20h00, 20h30, 21h00, 21h30, 22h00 e 22h30
  • Preço: entrada livre
  • Classificação etária: maiores de 3 anos
  • Estacionamento: recomenda-se o estacionamento nas imediações do Regimento de Artilharia Antiaérea n.º 1, estando este limitado à capacidade do espaço (aconselha-se o uso de transportes públicos
24 de Novembro, 2017

Dor de cabeça

Edmundo Gonçalves

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Depois do previsível falhanço da escolha do Porto para sede da Agência Europeia do Medicamento, fruto de uma candidatura que nasceu torta e que nunca se endireitou até ao fim, o governo tomou uma decisão estapafúrdia, que foi a mudança do Infarmed para a cidade invicta.

Quero afirmar sem receio que achei um pouco bacoca a exigência, é o termo, do presidente da câmara do Porto em alterar o candidato português a sede daquele organismo europeu do medicamento, que vai deixar Londres em consequência do Brexit, de Lisboa para o Porto. Razões de substância, para além de que "Lisboa tem tudo", não me apercebi de nenhumas (sim, foi em véspera de autárquicas e poderia ter dado jeito na eleição no Porto, mas pelos resultados, não valeu a pena). Se o edil do Porto andava distraído, a sede era em Londres, capital de Inglaterra e, azar dos Távoras, foi escolhida Amsterdão, outra capital, a da Holanda.

António Costa diz que estava previsto no caderno de candidatura, por uma questão de proximidade. Façam-me o favor, a 300 Km? Longe? E ainda que fizesse sentido essa proximidade, ela desvaneceu-se no momento em que o Porto foi preterido na escolha.

O que o governo deveria fazer e não faz não se sabe bem porquê, é avançar para uma regionalização à séria, que não precisa de referendo para nada, mas ainda assim, se quiser ser picuínhas, que avance com a consulta ao povo e desta vez com uma pergunta simples e directa, para que todos, até os menos letrados, possam entender.

Esta descentralização casuística, ao sabor da maré e das exigências de autarcas e outros figurões, algumas para pagar favores e outras até com sentido e necessárias, dou de barato, não é o caminho.

Neste caso do Infarmed, há ainda os cerca de 450 trabalhadores, com as suas vidas estabilizadas em Lisboa, os seus cônjuges e filhos nos seus trabalhos e escolas, que agora terão que ter uma mudança radical nas suas vidas. Duvido muito da legalidade da medida, neste aspecto particular, mas lá estarão os sindicatos e outros representantes dos trabalhadores, para defender os seus interesses.

O que me parece é que, fruto de uma decisão irreflectida, o governo arranjou aqui, sem necessidade, uma grande dor de cabeça.

 

23 de Novembro, 2017

O prometido é devido!

Patrícia Teixeira

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A 1ª edição Rubis Gás UP Festival Internacional de Balonismo, organizado pela Windpassenger, decorreu em Coruche, entre 28 de março e 2 de abril de 2017. Eu tive nessa altura o privilégio de poder voar pelos ares num enorme balão quente e asseguro-vos que é uma experiência inesquecível. Com uma participação de quase 30 balões de ar quente normais e de formas especiais ficou na memória de todos aquele que foi um verdadeiro espectáculo aéreo. 

Este é certamente o mais jovem festival do mundo, mas foi criado com a ambição de se tornar, ao longo dos próximos anos, num evento anual reconhecido e procurado tanto pelo público português como estrangeiro. Uma das principais preocupações do festival Rubis Gás UP Festival Internacional de Balonismo, demonstradas logo de início, foi a responsabilidade ambiental. Para promover a sustentabilidade do evento, o festival promoveu prometeu plantar árvores no município de Coruche, o que irá acontecer já no próximo sábado dia 25 de novembro. Na Herdade dos Concelhos serão plantadas 840 árvores selecionadas pela Quercus, dedicada à Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais e à Defesa do Ambiente em geral.

Para que possam participar nesta plantação deverão inscrever-se até ao próximo dia 24 até às 12h00 para o emailgeral@windpassenger.pt ou no site da Câmara Municipal de Coruche. Este momento contará com a participação da Rubis Gás, Câmara Municipal de Coruche, Quercus e Windpassenger.

A organização do festival agradece o apoio das instituições locais como a Câmara Municipal de Coruche e o Turismo do Alentejo e Ribatejo, bem como das empresas Rubis Gás, Paladin, Arroz Cigala, Delta Café, Aero Club de Portugal, TAP Portugal, Carne Sorraia SACOB Seguros, e da Quercus.

Para informações adicionais sobre o evento podem ainda consultar a página do Facebook aqui

22 de Novembro, 2017

Tomar recebe festival de cinema

Patrícia Teixeira

 

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A cidade templária recebe, de 24 e 25 de novembro, a segunda edição do Planos Film Fest – Festival Internacional de Curtas-Metragens de Tomar, com 21 filmes selecionados de entre mais de 400 candidaturas. Além de Portugal, estarão em competição filmes de Espanha, França, Itália, Reino Unido, Holanda, Suécia, Geórgia, Estados Unidos da América, México, Argentina e Taiwan. O festival decorre no Cine-Teatro Paraíso e a entrada é gratuita.

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 A atriz Sara Barros Leitão (foto acima), vencedora do Prémio de Melhor Atriz na primeira edição do Planos Film Fest, pela curta “Marta”, marcará presença no festival, desta vez como jurada. Tiago Alves, radialista, jornalista, programador de cinema e apresentador do magazine Cinemax, na Antena 1 e na RTP 2, integra também o júri. O painel fica completo com Margarida Mateus, do Cineclube de Tomar, o realizador Flávio Ferreira, Cláudio Jordão e Nelson Martins, fundadores da produtora KotoStudios, e Pedro Caldeira e Paulo Graça, fundadores da produtora Tripé e organizadores do Planos. De entre os filmes seleccionados, a maioria terá a sua estreia nacional em Tomar. “Blind Fate”, do Reino Unido, e “Fragile”, de Taiwan, terão a sua estreia mundial no Planos Film Fest.

A seleçcão de curtas, com géneros tão distintos que vão desde o drama à comédia, será dividida ao longo de três sessões competitivas durante os dois dias em que decorre o festival. O Planos Film Fest é uma iniciativa da produtora Tripé em parceria com o Município de Tomar.

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Filme "Ivan", de Bernardo Lopes

 

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Filme "Noiva", de Bernardo Gomes de Almeida

Programa

24 nov. (sexta)

21h30

Convidado especial: Flávio Ferreira
– Pele de Cordeiro
– Norley y Norlen

1.ª sessão competitiva
– Ivan (Portugal)
– Bitchboy (Suécia)
– Blind Fate (Reino Unido)
– Penalty (Itália)
– Post-Mortem (Portugal)

 

25 nov. (sábado)

10h30

Planinhos – Sessão Especial Infantil
(Organização Cineclube de Tomar) 

16h30

2.ª sessão competitiva
– Stella 1 (Itália)
– Record Kid (Argentina)
– Coerência (Portugal)
– Fragile (Taiwan)
– Half-Time (França)

(Intervalo de 15 min.)

– Laranja Amarelo (Portugal)
– Manhunt (Itália)
– Lube Job (E.U.A.)
– Night of Brass (Holanda)
– Maelstrøm (Espanha)
– 78.4 (Portugal)

 

21h30

Convidado especial: KotoStudios
– Conto do Vento
– Esperânsia

3.ª sessão competitiva
– Marasmo (Portugal)
– A Good Man (México)
– Noiva (Portugal)
– Buffet (Itália)
– 8 Minutes (Geórgia)

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