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Se a Inês Sabe Disto

Se a Inês Sabe Disto

19 de Outubro, 2017

Jantares com História em Torres Vedras

Patrícia Teixeira

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São 3 Sábados, 3 Temas , 3 Espaços e 3 Restaurantes diferentes que aderiram à 6ª edição do "Jantares com História". Trata-se obviamente de um jantar ou, se preferirem, de uma viagem no tempo em que se pretende recriar ambientes de outros séculos. No primeiro, que acontece já no próximo sábado, dia 21 de Outubro, nos Claustros do Convento da Graça, o tema recai sobre a história e curiosidades das Linhas de Torres. Além da vertente do conhecimento histórico daquele local, será certamente também um evento com surpresas, muita animação e interacção com os outros participantes do jantar. Como se não bastasse, está garantida uma viagem deliciosa pelos sabores da nossa gastronomia. 

Outra grande notícia é que quem tem filhos mais pequeninos não precisa de abdicar desta experiência uma vez que os mais novos serão acolhidos pelos serviços pedagógicos da Câmara Municipal de Torres Vedras enquanto decorre o evento.

O preço promocional deste primeiro jantar será de 20 euros por pessoa, com a organização de um dos  restaurantes mais conceituados da região, a Adega do Miguel, do Moinho do Paúl e da Roots. Obviamente as vagas são limitadas e, segundo sei, já existem poucos lugares disponíveis. Por isso, se quiserem reservar lugar neste jantar com história ou saber informações sobre os dois outros jantares que se realizarão nos dias 28 de Outubro, no Convento de Varatojo e no dia 4 de Novembro nas Termas dos Cucos, basta que enviem um email para jantarescomhistoria@gmail.comcontactem um dos organizadores, Carlos Antunes, através do telemóvel 962086592 ou visitem a páfina do Facebook do evento aqui. 

 

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17 de Outubro, 2017

Estreia Go Foodies no Wine in Azores

Patrícia Teixeira

 

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Há um novo projecto nacional na área da gastronomia. Chama-se Go Foodies e vai estrear-se na próxima edição do Wine in Azores, que se realiza já de 20 a 22 de outubro no Parque de Exposições da Associação Agrícola de São Miguel, em Rabo de Peixe, Ribeira Grande, nos Açores.

A iniciativa é100% inovadora no nosso país e aposta na valorização científica e turística do melhor que se produz e cozinha no país e no mundo. Com a expertise de Nuno Nobre – que trabalha na área há mais de duas décadas – e a colaboração de parceiros escolhidos a dedo, a Go Foodies chegou para revolucionar o universo gourmet.

A viagem começa nos Açores. Como não podia deixar de ser. Na sua 9ª edição, o Wine in Azores conta com a presença de Nuno Nobre há 5 edições que, mais uma vez, vai “casar” conceitos de uma forma única. Além da valorização das algas, ouriços-do-mar e dos citrinos ancestrais do arquipélago, vai haver um imperdível pop up Go Foodies no qual o chef australiano Justin Jennings, do restaurante Downunder, foi desafiado a elaborar um menu que aproximasse os sabores australianos aos açorianos. Assim, vai poder provar Seafood Chowder (confeccionado com peixes açorianos menos valorizados), Asian Infused Rabo de Peixe Bouillabaisse, Hamburguer de Peixe Açoreano, Prego de Canguru e Pulled Pork Belly no bolo lêvedo ou Ceviche de Peixe Branco de Rabo de Peixe com Tremoço Açoreano. 

E se decidir passar por lá, aproveite também para experimentar as sugestões dos produtores de vinho presentes. No dia 22 de outubro, às 17 horas, terá ainda oportunidade de participar no workshop “Aprenda a Provar Como Um Especialista”, com o escanção Manuel Moreira.

Uma oportunidade de ouro para provar bons vinhos, experimentar novos sabores e conhecer em primeira mão o Go Foodies, o projecto que vai revolucionar a gastronomia açoreana – em colaboração com a APPAQUA (Associação de Promoção dos Produtos de Aquicultura e Pescas dos Açores), Festival Caldo de Peixe de Rabo de Peixe, Escola de Formação Turística e Hoteleira de Ponta Delgada, entre muitos outros) – nacional e internacional com iniciativas que abarcam o campo científico, gastronómico e turístico. Go Foodies! Não percam!

15 de Outubro, 2017

A eterna sedução de uma jóia

Patrícia Teixeira

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Marilyn Monroe bem dizia que "os diamantes são os melhores amigos de uma mulher". Exageros à parte, é bem verdade que são poucas as mulheres que resistem ao encanto de uma jóia. E porque o Natal não tarda está a bater-nos à porta, vamos aqui deixando algumas sugestões de prendas para todos os bolsos. Hoje venho falar-vos da colecção Liens Seduction, a nova linha da coleção Liens, uma das mais emblemáticas da Maison Chaumet, que acabou de chegar a Portugal. São 16 peças em ouro rosa e ouro branco, com delicadas incrustações de diamantes, que trazem à colecção uma nova faceta de sentimentos: a leveza de um amor inocente, a despreocupação de um romance adolescente, o prazer da sedução caprichosa. A exclusiva colecção de anéis, pulseiras, brincos e pendentes inaugura um novo capítulo na história da marca francesa fundada em 1780 e acaba de chegar às montras Machado Joalheiro.

“Intensa como a paixão, e ainda assim livre como o amor”. É nestas palavras que a marca, que desenhou as joias com que Napoleão Bonaparte declarou o seu amor à imperatriz Josefina, começa por descrever a nova colecção Liens Seduction. Tudo começou no número 12 da Place Vendome, no coração de Paris, onde os criativos da marca parisiense desenharam a aquarela “um laço de diamantes que se desenrola leve e lentamente para abraçar caprichosamente os dedos e o coração”. Uma evocação de um mundo despreocupado, que recorda a primeira vez que corámos com um elogio. Uma colecção desenhada sobre o signo da sedução inconsequente e livre, mas que celebra também as amizades duradouras e o amor inabalável.

"Amar, oferecer, partilhar”. A força do símbolo e a delicadeza do gesto sempre estiveram representados nos laços da coleção Liens, onde cada peça é um bijou de sentiment, uma companhia íntima e fiel. “Uma expressão universal do amor, um amuleto que nos vincula ao mundo e aos outros”, que é reinventada na colecção Seduction para nos transportar para a cidade da luz e da criação. Cada anel é um “fio de ouro que liga o passado, o presente e o futuro”, que nos faz imaginar numa varanda do Quartier Latin, largando um punhado de balões que rumam ao céu, numa promessa de liberdade e felicidade.
Esta novidade foi o pretexto da Maison para uma campanha audaz que desvenda pequenos testemunhos no palco inspirador de Paris, a cidade do amor e da criação. Filmes onde pode ver um casal que abraça uma promessa de amor verdadeiro, uma mulher que se torna mãe e cumpre um ritual de ternura, passando um testemunho para a sua filha, símbolos de amizades eternas e promessas de alegria e liberdade inspiradas pela Place Vendôme. Desvende esta história, que estará em exposição nas lojas Machado Joalheiro – Porto e Lisboa, e deixe que a sedução guie o seu destino.

 

 

08 de Outubro, 2017

Está na hora de começar a pensar na neve!

Patrícia Teixeira

 

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Bem sei que o calor parece ter vindo para ficar mais uns tempos por cá mas para quem costuma praticar desportos de neve sabe muito bem que chegou a hora de começar a pensar em fazer as reservas de vôos, hóteis e afins para as estâncias de neve...antes que seja tarde e o preço duplique. E assim como fiz no ano passado, volto a "massacrar-vos" com a sugestão de um destino de neve que, para mim e venha quem vier, continua a ser o lugar mais mágico do mundo. Falo-vos obviamente de Engelberg, onde já fui tantas vezes que perdi a conta.

O nome não é dos mais sonantes! Nem tão pouco um destino que exerça de imediato um fascínio no imaginário colectivo. Nunca percebi muito bem porquê, confesso! Para mim, Engelberg continua a ser o segredo mais bem guardado dos Alpes Suíços. Como se costuma dizer por lá, meio em jeito de brincadeira, "esta terra só pode ser sido criada por fadas". É difícil falar deste lugar com imparcialidade. Ali tudo parece ter sido criado pela natureza com o intuito de nos enfeitiçar e 5 estrelas é pouco para fazer justiça a este destino de neve. 

Comecemos pela viagem de comboio que nos transporta até lá. Embora exista a alternativa de chegar a Engelberg de carro, como é pouco provável que precisemos dele para nos deslocarmos na vila, nada melhor que optar pelo transporte de comboio, com partida do aeroporto de Zurique. São duas horas de viagem muito bem empregues, com argumentos paisagísticos tão fortes que comecamos a acreditar, mesmo antes de chegar ao destino, que já valeu a pena a deslocação. O custo da viagem de comboio ronda os 40/50 euros (ida e volta). 

Já em Engelberg, cuja tradução à letra é "Montanha dos Anjos", percebemos que o charme daquele lugar reside obviamente na paisagem, mas também na neve que abunda de tal forma que a simples tarefa de caminhar pelas ruelas nem sempre é fácil e na arquitectura das casas, restaurantes e hóteis. Eu opto sempre por ficar instalada no Hotel Terrace, construído em 1903. Não é dos mais baratos, é certo, mas quem tiver possibilidade de investir um pouco mais na estadia, acreditem que vale a pena aqui ficar. Depois, é deixar as malas no quarto e partir à aventura. Para os amantes de ski e snowboard, Engelberg dispõe de mais de 80 quilómetros de pistas. Preparem-se para subir ao topo da segunda montanha mais alta dos Alpes Suíços (Titlis) através de um teleférico giratório, o Titlis Rotair. E porque aqui a adrenalina é quase uma imposição, respirem fundo e ganhem coragem também para encarar a Titlis Cliff Walk, a ponte suspensa mais alta da Europa. 

De resto, não deixem de fazer uma caminhada pelos roteiros de montanha, cuja informação estará disponível em todos os hotéis ou pontos turísticos, uma descida de tobogã, uma visita ao parque de diversões, com paragem obrigatória, a meio do percurso, no bar do gelo. E, finalmente, não façam o checkout da vila sem, pelo menos num fim de tarde, dançar no aprés-ski Chalet, um bar que atinge o topo da animação com o fecho das pistas, por volta das 17:00. Há música ao vivo quase todos os dias! Para mais informações sobre este destino podem consultar o site

 

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05 de Outubro, 2017

O Herman José cometeu sincericídio?

Patrícia Teixeira

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Já sei que venho meio atrasada para falar do assunto mas só ontem assisti à entrevista do Herman José no "Maluco Beleza". Para os mais distraídos, trata-se de um canal do Youtube, fruto do empreendedorismo e persistência do Rui Unas, onde o actor entrevista quem bem entende. Algumas pessoas com nomes sonantes, outras nem tanto. Basta que por algum motivo tenham argumentos para sustentar uma conversa interessante quanto baste para conquistar e manter a audiência. Ah, e já agora, que deixem posturas politicamente correctas em casa. Ali fala-se de tudo, sem filtros, e quem não gosta tem bom remédio...mude de canal!

O Herman aceitou sentar-se na cadeira do entrevistado e, basicamente, disse o que bem lhe apeteceu sobre o que lhe foi perguntado e sobre as histórias que quis contar. O Unas teve inteligência para fazer as perguntas certas e o Herman a coragem de dizer o que realmente lhe vai na alma, a meu ver com uma graça e tranquilidade desconcertantes. Se ainda não viram, passem por lá e assistam. Garanto-vos que vale a pena. 

E é óbvio que aqui ou na China é impossível que alguém tão popular quanto o Herman conceda uma entrevista tão desbocada como esta sem que posteriormente seja devidamente achincalhado. Não só por aqueles cujo nome veio à baila na conversa e se sentiram lesados por isso, como pelo público em geral que normalmente tem uma tendência inequívoca para corroborar a opinião desses mesmos lesados, quer eles tenham razão ou nem por isso. 

Eu achei um piadão à entrevista e confesso que no final até dei por mim a pensar se estaria a ser justa ao defender que realmente temos o direito de dizer o que nos apetece, quando nos apetece e a quem nos apetece. E cheguei à simples conclusão de que sim, devemos ser frontais, sempre com base nos limites mínimos do respeito pela pessoa de quem se fala.  Porque facilmente o excesso de sinceridade se transforma em má-educação. Não foi o caso do Herman, que soube trazer à tona a sua verdade, a sua sincera opinião sobre as questões que lhe foram colocadas, com a mestria de quem anda nisto há tempo suficiente para usufruir com total liberdade de dizer o que lhe apetece. Também ele já foi achincalhado, criticado, relegado para segundo plano e hoje, décadas depois de ter dado a ganhar milhões às televisões, pareceu-me feliz e em paz com a vida que tem. Voltou aos espectáculos ao vivo pelo país fora, ao contacto com o público e isso pareceu-me (posso estar enganada) que o trouxe de volta ao gosto pela vida artística. 

 

 

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