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SE A INÊS SABE DISTO!

SE A INÊS SABE DISTO!

31 de Outubro, 2017

Puigdemont exila-se em Bruxelas

Edmundo Gonçalves

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Este seria provavelmente um bom início de crónica, tão quente que anda a temperatura política na Catalunha, mas não, não irei falar da declaração de independência dos catalães, que há por aí assuntos bem mais quentes.

Um deles, a ferver e preocupante, é a pretensão de Trump romper com o tratado de não proliferação de armas nucleares, e estar decidido a aumentar o arsenal nuclear americano. É grave, mas mais grave ainda é que o protocolo de lançamento vai ser aligeirado; Ou seja, a Trump é mais fácil o acesso ao gatilho. “Não há maior força para a paz no mundo do que o arsenal nuclear dos Estados Unidos”, disse a besta do vice-presidente de Trump, Mike Pence. Ao que consta, Rex Tillerson, o Secretário de Estado, terá chamado Trump de "imbecil", por este querer aumentar muito o arsenal nuclear. Muito, perceberam a subtileza? A coisa ia aumentando lentamente e ninguém dava por isso, mas o "imbecil" do seu chefe, como é garganeiro e arrogante, abriu a boca e percebeu-se o plano.

Dizem eles que é tudo por causa dos aliados, que se queixam de falta de apoio, principalmente os sul-coreanos, que estão um bocado à rasca com a vizinhança do andar de cima.

Bom, ou melhor, mau, o que esta atitude insensata, para ser simpático, de Trump está a ter como consequência é que vários países estão a pensar aumentar o seu poder de fogo, secção do nuclear. Assim na Austrália, Myanmar, Taiwan e Vietname também se começa a ponderar a possibilidade de desenvolver a via nuclear e até o governo japonês (que não tem o apoio do seu povo que ainda se lembra dos massacres de Hiroshima e Nagasaky), quer mandar para as urtigas o estatuto pacifista da sua constituição e começar a produzir ogivas. Diz-se que têm capacidade para colocar "no mercado" seis mil desses "brinquedos", coisa pouca.

A culpa é da Coreia do Norte, dizem eles. Só pode, porque do Irão não pode ser, já que segundo Yukiya Amano, diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Teerão está a cumprir com o acordo (de controlo de armas nucleares), contradizendo mais uma vez o presidente dos Estados Unidos. “O acordo que o Irão assinou está a ser cumprido.”

Comparado com esta fogueira, a independência da Catalunha, é brincadeira de garotos!

29 de Outubro, 2017

Workshop de maquilhagem para doentes oncológicas

Patrícia Teixeira

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A Oriflame continua a supreender-nos e sempre pela positiva. Desta vez, a marca juntou-se ao IPO do Porto para uma iniciativa que merece aplausos. Já amanhã, no dia 30 de Outubro, Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama, entre as 10:00 e as 13.00 será realizado um workshop de maquilhagem e cuidados com a imamem para doentes oncológicos. 

O Instituto Português de Oncologia do Porto Francisco Gentil (IPO-Porto) e a Oriflame Portugal vão desta forma tentar sensibilizar as doentes oncológicas, utentes deste hospital, para a importância de cuidar da imagem e, consequentemente, aumentar a autoestima. Serão ensinadas várias técnicas de maquilhagem e truques de beleza que permitirão realçar os melhores traços de cada rosto.

Esta acção contará com a participação de duas maquilhadoras profissionais e uma Stylist, parceiras da Oriflame Portugal que vão mostrar como diminuir algumas marcas que a doença oncológica deixa no rosto, no cabelo e mesmo nas unhas. O Workshop decorrerá no átrio principal do IPO-Porto (junto à Clínica da Mama) e terá a duração de cerca de 3 horas.

Para Rui Silva, Diretor Geral da Oriflame Portugal “é muito importante, nesta etapa da vida de algumas mulheres, a boa relação com a sua própria imagem, o manter a sua autoestima a um nível que lhes permita ter força e o positivismo necessários para uma boa recuperação. Nada como continuarmos a gostar de nós próprios, de todas as maneiras, para conseguir superar os obstáculos que surgem no decorrer da nossa vida”.

27 de Outubro, 2017

Sugestão para uma escapadinha nos feriados

Patrícia Teixeira

 

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O Outono já se instalou por cá, mas isso não é razão para ficarmos fechados em casa. Ainda por cima quando parece que as boas temperaturas vão manter-se. Porém, mesmo que o tempo arrefeça, há que aproveitar o melhor que o país oferece, fugir da rotina e recarregar energias. O Hotel Rural Quinta do Marco sugere uma escapadinha de outono a Santa Catarina da Fonte do Bispo, Tavira, com muitas actividades ligadas à época e ao campo. E nada melhor que aproveitar os feriados que se avizinham para dar um saltinho até lá. 

Para começar, a apanha da azeitona. Nesta experiência, todos os hóspedes, crianças e adultos, podem ficar a conhecer a importância deste fruto mediterrânico e as suas diversas utilizações. Depois da apanha e da selecção que separa o fruto das folhas, os clientes do Hotel podem experimentar a transformação da azeitona, num processo a que, tradicionalmente, se dá a designação de “britar as azeitonas”. A experiência não termina sem a desejada prova de azeitonas já preparadas. 

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O Hotel Rural Quinta do Marco propõe também dar a conhecer aos seus hóspedes o processo de transformação da azeitona em azeite. Todos os segredos são revelados numa visita a um lagar tradicional onde se procede à lavagem, pesagem, moenda, batedura e extração do azeite. Esta experiência finaliza com uma prova de azeites.

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No hotel, há mais uma atividade que marca as tarefas agrícolas de outono: a apanha do medronho. Nesta época, os ramos dos medronheiros enchem-se de cachos vermelho-alaranjados. As bagas são apanhadas uma a uma, sem pés nem folhas, e há que escolher as de cor-de-fogo, que são aquelas que atingiram o grau de amadurecimento desejado. A destilaria de medronho é outro ponto de visita sugerido pelo Hotel Rural Quinta do Marco. Aqui, vão conhecer todos os processos necessários para a obtenção da aguardente de medronho, peça fundamental da identidade cultural e gastronómica desta região.

O outono na Quinta do Marco não fica completo sem a celebração do S. Martinho. Assinalando o Magusto, para além das castanhas assadas, o Hotel oferece jeropiga aos clientes.

Fotos: Hélio Ramos

26 de Outubro, 2017

Presidencialização?

Edmundo Gonçalves

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Parece ter estalado o verniz entre presidente da república e governo. Não é de admirar, tal o calor que emanou dos fatídicos incêndios de Junho e Outubro.

Quando, na semana passada, veio a público demitir a ministra da administração interna e insinuar uma ameaça de demissão do governo, Marcelo, para além de assumir claramente o seu posicionamento no espectro político (nenhuma novidade para muitos portugueses), terá tido o vislumbre tentador da chefia do executivo, no seu afã, eventualmente legítimo, de resolver os problemas criados pela tragédia que atingiu o país e as pessoas.

No entanto, como eminente professor de direito, sabe o presidente da república que vivemos num regime semi-presidencialista, no qual o inquilino do palácio de Belém poucos poderes detém, sendo pouco mais que uma "raínha de Inglaterra", cabendo ao governo gerir os destinos do país. Para o mal e para o bem.

Não se pode defender que os governos durem a legislatura apenas quando dá jeito; Ao afirmar que a partir da reprovação da moção de censura apresentada pelo CDS-PP e chumbada pelos partidos que sustentam o governo, este tem que estar à altura da confiança que aqueles lhe depositaram, não será mais que uma redundância, dirigida a um governo constituído por um partido minoritário. Já assim houvera acontecido aquando da sua formação, doutro modo não teria sequer sido constituído. Será distracção, ou ressabiamento?...

Ora voltando à vaca fria, salvo seja, parece que o presidente saberia das medidas que o governo iria tomar no conselho de ministros extraordinário, em relação à política relacionada com a floresta (ordenamento, prevenção de riscos, alocação de meios, ataque a ocorrências, etc.), realizado dois ou três dias depois de ter proferido o discurso mais violento que algum presidente proferiu "contra" um governo (nem Cavaco chegou tão longe em relação a Sócrates e nem mesmo Sampaio em relação a Santana, apesar de lhe ter puxado o tapete), sabendo inclusive o tempo da demissão da ministra. Ao adiantar-se, não pode ser o presidente desculpado pela pressão dos acontecimentos. O presidente não pode, não deve ser permeável a decisões de "coração ao pé da boca"; A solidariedade institucional a isso obriga e o seu estatuto de garante do funcionamento das instituições não lho permite. 

Terá sido porventura a primeira vez que um presidente da república demitiu um ministro. Em directo para o país inteiro ver. Não pode! Não deve! Independentemente da responsabilidade da ministra e do governo nesta tragédia, que a terão (tal como todos os que anteriormente não mexeram uma palha), não cabe ao presidente decidir aquilo que é competência do governo. Com este discurso, Marcelo quis claramente usurpar competência que não tem e aqui residirá o seu secreto desejo de ser chefe do governo. Não pode. Como ele muito bem sabe, a Constituição não lho permite.

 

26 de Outubro, 2017

"Noites de Queluz" encerram com duas estreias

Patrícia Teixeira

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A edição 2017 das “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” encerra este fim de semana, com dois concertos em que a música portuguesa está em destaque: na sexta-feira, a pianofortista espanhola Laura Fernández Granero atua pela primeira vez em Portugal e, dois dias depois, no domingo, o concerto de encerramento apresenta a estreia mundial moderna da serenata “Il Natal di Giove”, de João Cordeiro da Silva.

Foi fora dos seus países de origem que João Domingos Bomtempo (1775-1842) e Muzio Clementi (1752-1832) conheceram a fama. O português alcançou prestígio em Paris e em Londres, e o italiano em terras de Sua Majestade, para onde cedo foi morar, mais tarde se naturalizando inglês. Compositores, pianistas virtuoses e pedagogos, ambos, foram igualmente grandes amigos, amizade essa revisitada no concerto de 27 de outubro, às 21h30, cujo subtítulo é “Os alvores do Romantismo em Portugal” e que tem lugar na Sala da Música do Palácio Nacional de Queluz. Um programa de sonatas, danças, variações e pequenas peças de Bomtempo e Clementi, que será interpretado pela jovem pianofortista espanhola Laura Fernández Granero, naquela que é a sua primeira atuação em Portugal.

 

Uma outra estreia está reservada para o concerto de encerramento das “Noites de Queluz”. Referimo-nos à serenata “Il Natal di Giove”, de João Cordeiro da Silva (c. 1735-c. 1808), estreada no Palácio de Queluz a 21 de agosto de 1778, para celebrar o 17.º aniversário do infante José Francisco, filho de D. Pedro III e da rainha D. Maria I. Esquecida desde então, tem no domingo, 29 de outubro, a sua estreia mundial moderna. O concerto “Uma serenata para o aniversário do príncipe herdeiro” acontece às 21h30, na Sala do Trono, e conta com a direção musical de Riccardo Doni, à frente da orquestra barroca Divino Sospiro.

 

As “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” regressam ao Palácio Nacional de Queluz, com sete concertos distribuídos entre 27 de setembro e 29 de outubro. Estes espetáculos, que acontecem na Sala do Trono e na Sala da Música, propõem repertórios criteriosamente ajustados ao contexto histórico do Palácio, numa viagem pelas sonoridades do período Setecentista e do 1.º Romantismo.

“Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” é uma iniciativa conjunta da Parques de Sintra e do Centro de Estudos Musicais Setecentistas em Portugal / Divino Sospiro, com direção artística do maestro Massimo Mazzeo. Este ciclo de concertos assinala o início da 4.ª Temporada de Música da Parques de Sintra.

 

Informações úteis

 

 

Preço de bilhete por concerto: 10 euros

 

Locais de venda:

Bilheteiras da Parques de Sintra

FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, lojas ACP, rede PAGAQUI e Postos de Turismo de Sintra e Cascais.

Online em www.parquesdesintra.pt e em www.blueticket.pt

M/6

 

Após o início do espetáculo, apenas no intervalo será permitida a entrada na sala. Poderá haver concertos sem intervalo.

Falta de comparência ou atraso não dão direito a reembolso do valor do bilhete.

 

“Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” conta com a Antena 2 como ‘media partner’.

 

Programação

 

Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie

 27 de outubro | 21h30 | Sala da Música

 

“Os alvores do Romantismo em Portugal”

 

Laura Fernández Granero                        pianoforte

 

João Domingos Bomtempo (1775-1842) e Muzio Clementi (1752-1832) adquiriram ambos fama fora dos seus países de origem: o português em Paris e em Londres, o italiano na Inglaterra onde cedo se fixou. Conheceram-se entre uma e outra dessas capitais e, quando Bomtempo se mudou para Londres, uma sincera amizade nasceu entre estes dois compositores, virtuoses do piano e pedagogos. Um face-a-face musical, na estreia portuguesa da jovem pianofortista espanhola Laura Fernández Granero.

 

 

29 de outubro | 21h30 | Sala do Trono

 

“Uma serenata para o aniversário do príncipe herdeiro”

 

Melite                        Eduarda Melo | soprano

Adrasto                    Patrycja Gabrel | soprano

Amaltea                    Giuseppina Bridelli | mezzosoprano

Temide                     Mariana Castello-Branco |soprano

Cassandro              Pedro Matos | tenor

 

Divino Sospiro

Riccardo Doni                     cravo e direção

 

João Cordeiro da Silva foi um dos principais compositores do período que medeia entre o Terramoto de 1755 e a fuga da Corte para o Brasil. Escreveu a serenata ‘Il Natal di Giove’ (‘O nascimento de Júpiter’), sobre libreto de Pietro Metastasio, para o 17.º aniversário do infante José Francisco, primogénito de D. Pedro III e da rainha D. Maria I. A obra foi ouvida no Palácio de Queluz a 21 de agosto de 1778. Esquecida desde então, é agora recuperada e dada em estreia moderna.

Neste link poderá consultar a programação completa do evento: http://www.parquesdesintra.pt/programacao-cultural/noites-de-queluz-tempestade-e-galanterie-2017/

25 de Outubro, 2017

Vamos cozinhar como os melhores chefs do Mundo!

Patrícia Teixeira

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Ontem estive presente no lançamento oficial do novo Cook Book. Para quem não sabe, trata-se de um livro de receitas que reúne as especialidades de 150 hotéis membros da cadeia Small Luxury Hotels (SLH). E imaginem só que, neste fim de tarde, tivemos o privilégio de saborear iguarias que nos fizeram viajar por sabores incomparáveis, quase indescritíveis, confeccionadas pelos chefs representantes dos hotéis de Portugal. No evento esteve também presente o CEO da SLH, Mr. Filip Boyen, que fez questão de enaltecer as infindáveis qualidades da gastronomia portuguesa. 

Vai daí, pensei que seria interessante publicar todas as semanas uma das receitas que fazem parte deste segundo volume do livro "The Small Luxury CookBook", incluíndo as iguarias de todos os países. Conversei com alguns chefs de cozinha presentes no evento que me asseguraram que nenhuma destas receitas é tão difícil de confeccionar como parece. Eu desconfio que, por muito que tentemos, como se costuma dizer, cada macaco no seu galho. E a nossa incursão por estas receitas que exigem muita técnica e sabedoria, irão talvez ficar um pouco aquém das expectactivas para quem teve o privilégio de saboreá-las feitas pelos mestres. De qualquer forma, não custa tentar. E vamos então estrear-nos com uma das receitas preparadas pelo chef Luís Rodrigues, do Pestana Pousada de Lisboa (onde decorreu o evento). Se quiserem encomendar o livro visitem este site

 

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Tatakide atum com amendoim Kaffir, limão e abacate

 

Ingredientes (para 4 pessoas)

500 gr de atum rabilho

óleo de sésamo

pepino

1 colher de sopa de sementes de sésamo

1 colher de sopa de molho de soja

1 abacate

sumo de limão kaffir

meia cebola vermelha picada

25 gr de coentros

10 gr de amendoins

 

Para o molho

100 gr de tomate cherry

pimenta

meia cebola vermelha pequena

25 gr de coentros

30 gr de gengibre

1 dente de alho

1 colher de sopa de mel

1 colher de molho de pimentão doce

1 colher de sopa de azeite

sumo de um limão kaffir

 

Modo de preparação

Corte o pepino em fatias muito finas e deixe-as a demolhar um pouco no óleo de sésamo, num fio de molho de soja e junte as sementes de sésamo, sal e pimenta. Misture o abacate descascado, o sumo de limão, a cebola vermelha, os coentros, o sal e a pimenta num misturador até ficar com a consistência de um puré. Toste os amendoins numa panela ou frigideira bem quente e esmague-os. 

Salteie os tomates cherry para o molho. Pique finamente a pimenta, a cebola vermelha, os coentros, o gengibre e o alho. Adicione o mel, o molho de pimentão doce, o azeite e o sumo do limão. Tempere com sal e pimenta. Salteie o atum numa panela bem quente com uma colher de óleo de sésamo só até estar ligeiramente cozinhado de ambos os lados. Deixe que o atum fique praticamente cru no interior. Corte o atum às fatias e disponha no centro de um prato. Guarneça com a salada e o molho de abacate. 

 

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