Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

SE A INÊS SABE DISTO!

SE A INÊS SABE DISTO!

30 de Junho, 2017

Às sextas com os Tachos: Cascas

Patrícia Teixeira

conquilhas.JPG

Receitas de Edmundo Gonçalves

20478557_ZDt5E.jpeg

Umas entradas que podem ser refeição, depende da quantidade que se quiser, ou puder, consumir…

Conquilhas

Ingredientes

1kg de conquilhas frescas (se acabadinhas de apanhar, tanto melhor)

2 ou 3 dentes de alho

Meia-dúzia de pés de coentros

1 limão

Uma pitada de azeite

 

Preparação

Depois de deixar limpar as conquilhas em água do mar, de preferência, ou em água salada, durante algumas horas, colocar numa frigideira funda o azeite, os alhos esmagados com casca e os coentros; Quando a azeite estiver a ferver, juntar as conquilhas e tapar, deixando que abram em lume brando. Servir de imediato para que não percam a água.

ameijoas-bolhao-pato-680x450.jpg

Ameijoas à Bulhão Pato

Ingredientes

1kg de ameijoa (preta ou macha, de preferência)

2 ou 3 dentes de alho

1dl de azeite

Meia-dúzia de pés de coentros

1dl de vinho branco

Preparação

Esmagar os alhos e juntar ao azeite numa frigideira e deixar alourar. Juntar as ameijoas e deixar abrir em lume brando, volteando regularmente o recipiente. No final acrescentar o vinho branco, deixar evaporar e de seguida juntar os coentros picados. Servir de imediato.

Nota: Para quem goste, pode adicionar um pouco de mostarda juntamente com o vinho branco. 

Servir com pão torrado e um verde gelado. Sugere-se um Alvarinho que me enche as medidas: Deu-la-deu, Premium, da Adega Cooperativa Regional de Monção ( e Melgaço ).

Alvarinho-Premium-Deu-de-Deu-sem-fundo-web.png (1)

 

29 de Junho, 2017

Vamos aproveitar a praia para acabar com a celulite!

Patrícia Teixeira

 

abrir-porta-do-carro-com-celular.jpg

 

Cuidar do corpo não deve ser uma preocupação exclusiva da época balnear e isso já todos sabemos. Mas, justiça seja feita, os portugueses estão cada vez mais rendidos à vida saudável através da prática de desporto e bons hábitos alimentares, mesmo durante as outras estações do ano! Ainda assim, esta é inevitavelmente a época em que uma boa parte das mulheres se preocupa um bocadinho mais com questões problemáticas como a celulite. É normal, afinal, as roupas mais leves e curtas saem do armário deixando à mostra o aspecto da nossa pele.  Existem vários produtos no mercado que tentam ajudar a combater esse problema. Um deles, a  Cellulase, explica-nos como é possível, numa simples ida à praia e aliando uma alimentação equilibrada à prática de exercício físico e hidratação equilibrada durante todo o ano, reduzir aquela casca de laranja que insiste em instalar-se nas nossas coxas e glúteos. Aqui ficam as dicas da marca:

 
1. Nadar

Cellulase2.jpgAs idas ao mar podem não ter apenas a intenção de aliviar a temperatura corporal. Aproveite estes momentos para nadar e colocar todo o corpo em movimento. Existem vários estilos de natação, por isso escolha aquele em que se sente mais à vontade de forma a estimular a circulação sanguínea e respectiva drenagem de líquidos.

 
2. Jogar em grupo

Tire as raquetes da mala e desafie a sua companhia para um jogo. Terá de saltar e correr para conseguir apanhar a bola. Se for à praia com um grupo grande de amigos ou família, proponha um jogo de futebol ou voleibol. Qualquer jogo é bom, desde que o corpo esteja ativo.

Cellulase4.jpg

3. Correr ou caminhar na areia
Pode optar pela areia seca ou molhada. Na primeira a intensidade é maior, enquanto na segunda pode aproveitar para arrefecer a temperatura do corpo. Percorra a praia do início ao fim no estilo que preferir, com ténis ou descalça evitando, naturalmente, as horas de maior calor. Esta será provavelmente a actividade com maior efeito positivo na redção da casca de laranja.
 
 
4. Beber água
Uma ida à praia é uma boa altura para beber mais água. A exposição direta ao sol faz com que o seu corpo fique desidratado com mais facilidade e, consequentemente, sinta mais sede. Opte por levar na sua mala uma garrafa de 1,5l com água fresca ou compre no local mais próximo. O chá frio sem açúcar pode ser uma boa alternativa à água.
 

Cellulase1.jpg

5. Comer snacks saudáveis
É importante ter sempre consigo alguns snacks para que, quando sentir fome, não se sinta tentado a ir ao bar mais próximo comprar um gelado. Quando estiver a preparar a lancheira para a praia troque as bolachas, batatas fritas e refrigerantes por peças de fruta, iogurtes e frutos secos. Fruta fresca é também uma excelente opção de hidratação.

Cellulase Pearls.jpg

6. Reforços suplementares
Com o pequeno-almoço e com o lanche, recorra a ajuda de Cellulase Pearls, um suplemento alimentar que combate a pele casca de laranja de forma eficaz. Composto por plantas e vitaminas que tornam as nádegas e coxas mais lisas, Cellulase representa a ajuda ideal para por fim à casca de laranja. E convenhamos, não tem mal recorrer a uma ajudinha extra. Cellulase Pearls e Cellulase Advanced podem ser encontrados em farmácias, parafarmácias e espaços de saúde pelo preço recomendado de 54,99€.
 

Cellulase Advanced.jpg

 



Sobre a Cellulase:
 
Cellulase Pearls e Cellulase Advance são SUPLEMENTOS ALIMENTARES. Os suplementos alimentares não são substitutos de um regime alimentar variado e equilibrado e de um modo de vida saudável. O efeito é obtido com o consumo de 2 comprimidos/cápsulas por dia e não deve ser excedida a toma diária recomendada. O consumo de Cellulase não é recomendado em caso de alergias a qualquer um dos ingredientes, em crianças com idade inferior a 14 anos, em grávidas ou mães em período de aleitamento. Manter fora da vista e do alcance das crianças. Para mais informações consultar a rotulagem.

Sobre a Omega Pharma:
 
Criada em 1987, na Bélgica, a Omega Pharma é uma empresa farmacêutica multinacional, pertencente ao grupo Perrigo Company plc., especialista no desenvolvimento de produtos de venda livre, ou seja, não sujeitos a receita médica. Além de medicamentos não sujeitos a receita médica, a farmacêutica desenvolve dispositivos médicos, suplementos alimentares, produtos de dermocosmética, entre outros. A introdução destes produtos inovadores com elevada qualidade e eficácia tem vindo a permitir não só o desenvolvimento da indústria farmacêutica, mas também, e principalmente, do bem-estar social, beneficiando a qualidade de vida das pessoas.
Em Portugal desde 2002 com a aquisição da Chefaro e da Prisfar, a Omega Pharma entrou no mercado com novos produtos que fizeram renascer a indústria farmacêutica e as próprias farmácias, que passaram a incluir na sua oferta produtos de venda livre. A Omega Pharma é hoje uma referência no mercado português e comercializa marcas tão conhecidas e presentes na vida dos portugueses como Antigrippine, NiQuitin, Lactacyd, Reumon, Bio-oil ou Paranix.
Atualmente, presente apenas na Europa, a empresa de produtos de venda livre irá futuramente expandir para os Estados Unidos da América, América do Sul e, mais tarde, para a Ásia. A Omega Pharma adapta os produtos que oferece ao mercado onde atua através de investigadores, estudos e matéria-prima locais, a grande diferenciação dos produtos da farmacêutica e o motivo pelo qual tem atualmente 18 mil referências e 10 mil marcas. Empreendedorismo, ambição, criatividade, inovação e dedicação são os valores que caracterizam a missão da Omega Pharma que é hoje um dos maiores laboratórios na área dos OTCs.
 
 
28 de Junho, 2017

Bactérias fecais nas bebidas do Starbucks? Ninguém merece!

Patrícia Teixeira

 

1727823_1280x720.jpg

E lá está mais uma multinacional envolvida em polémica. Desta vez o Starbucks que foi notícia no programa "WatchDog", da BBC, pelos piores motivos. Tudo porque uma investigação levada a cabo por esta estação de televisão britânica detectou "bactérias fecais em quantidades preocupantes", em alguns cafés gelados desta conhecida rede de cafetarias e de outras duas, a Caffé Nero e Costa Coffee. As amostras e os restaurantes investigados localizam-se no Reino Unido e um especialista de saúde, Tony Lewis, citado pela BBC, considerou verdadeiramente alarmantes esses níveis de bactérias detectadas. Diz ele que "essas bactérias não deviam sequer estar presentes em nenhum nível, muito menos nas quantidades encontradas. São patógenos que podem dar origem a doenças no ser humano". 

Para ficarem com uma ideia, no Starbucks e Caffé Nero, 3 de 10 amostras recolhidas revelaram a existência das tais bactérias fecais. No Costa, foram 7 de 10. Esta última cadeia de cafetarias veio logo a público afirmar que estava desapontada com estes resultados (a sério???) e que fariam questão de rever imediatamente a forma de preparação dos cafés contaminados. Mas quanto aos outros dois gigantes da cafetaria, optaram por não tomar (ainda!) uma posição oficial. Eu, que raramente ponho os  pés no Starbucks só porque não me calha a caminho de quase nada (mas nestas coisas sou fadada para as tristes coincidências), espero ansiosamente para saber o que eles têm a dizer sobre isto. É que há dois dias, porque estive num workshop mesmo à porta de um Starbucks, lá bebi um café geladinho que, justiça seja feita, estava delicioso! Ninguém merece! 

28 de Junho, 2017

O Salvador deu um traque

Patrícia Teixeira

800.jpg

Texto de Edmundo Gonçalves

20478557_ZDt5E.jpeg

Bocage, o enorme Elmano Sadino, como a ele próprio se referia por pseudónimo, consta ter sofrido de grave flatulência e de não ter pudor algum em libertar-se de gases, independentemente do local e das companhias. Consta que terá, certa noite de baile de gala na corte, soltado descaradamente um traque, perfeitamente audível por sobre o som dos metais e cordas da orquestra de câmara que animava os convivas.

De imediato e em consequência do geral rodar de cabeças em sua direcção, o vate, com a sagacidade e agilidade retórica que se lhe conhecia, ali mesmo, de imediato, apontou uma dama que lhe terá negado favores de alcofa e terá, despudoradamente afirmado “meus senhores, o peido que aquela senhora deu, não foi ela, fui eu!” O Salvador não se peidou, mas terá deixado sair com aquele comentário a despropósito, muito do capital de simpatia que detinha entre os portugueses. Quanto a Bocage, o “conto” não passará disso mesmo, um estória(eta).  Quanto ao Salvador, confesso que, como anósmico, pode peidar-se à vontade que não me incomoda. Acho é que terá que ter cuidado com os traques.

28 de Junho, 2017

Festival Romano em Alter do Chão

Patrícia Teixeira

12.jpg

"Segundo a lenda alterense, referida por diversos autores, entre os quais Pinho Leal, no séc. XIX, pretendemos substituir o carácter bélico da mesma por paz e confraternização entre o Imperador e a população abelteriense, realizando 3 dias de festa em homenagem ao divino Adriano, pela sua deslocação à cidade de Abelterium. Para o efeito recria-se historicamente esse evento, através da realização dos Ludi Abelteriensis" - (Jogos/Festas de Abelterium).

E já falta pouco mais de uma semana para recuarmos ao tempo do Império Romano em Alter do Chão! De 7 a 9 de Julho esta vila alentejana, na época romana conhecida como Abelterium, acolhe mais uma edição do Festival Romano, onde será homenageado o imperador Adriano. Quem quiser alinhar no espírito da coisa, pode até vestir-se a rigor para um fim-de-semana que será certamente diferente.

Este evento tem sido de enorme relevância na promoção e divulgação do património romano do concelho e da região, a nível nacional e internacional. O Festival Romano em Alter do Chão é sem dúvida um extraordinário palco da recriação histórica do período romano, valorizando a Educação Patrimonial, numa pedagogia viva que se cruza com a História, a Arte e a Cultura.
A atracção turística de impacto na economia local é um dos objetivos deste projeto, bem como o seu papel pedagógico através da participação das escolas e das coletividades na promoção da história e da identidade de Alter do Chão. 

 

O que podemos visitar em Abelterium:

Porta de Abelterium, Muralha da Cidade, Templo do Forum, Mercado (as trocas comerciais serão efectuadas com moeda romana cujo câmbio será realizado nas Casas da Moeda), Via Hadriana (zona de espectáculos), Área pedagógica, Centro Interpretativo da Casa da Medusa (1.º andar), Laboratório de Antropologia, “Imaginarium” (espaço pedagógico), Biblioteca Imperial, Exposição de armamento e jogos lúdicos, Laboratório de Arqueologia / Laboratório de Conservação e Restauro / Reservas de Arqueologia, Casa da Medusa (sítio arqueológico, visitas guiadas teatralizadas), Secretariado / Casa da Moeda / Loja de Turismo.

Recriações Históricas a que poderemos assistir:

Patrulhamento militar, representações brejeiras do quotidiano, malabarismos, acrobacias, escaramuças, rameiras de Baco, filhas de Hades, ninfas, visitas teatralizadas (Grupo Alterense de Cultura), “A Lenda do Imperador Adriano” – representada pelas crianças de Abelterium (Atividades de Enriquecimento Curricular de Arqueologia), entre muitas outras actividades. Um programa ideal para fazer em família. Não faltem!


 

27 de Junho, 2017

Santa Iria

Patrícia Teixeira

2.jpg

Texto de Edmundo Gonçalves

20478557_ZDt5E.jpeg

 

 

A minha primeira memória da Feira de Santa Iria tem a ver com uma camioneta enorme, de madeira, que durou até eu me colocar em cima dela para tentar descer um carreiro íngreme que havia perto da casa da minha avó. Deveria ter aí uns quatro, cinco anos, antes de me mudar para a cidade, aos sete. A camioneta provavelmente não seria tão grande como eu a via, deveria ser proporcional ao meu tamanho, de modo que talvez não fosse tão grande assim.

Depois da mudança para a cidade e para a classe do professor Correia, a Feira era o acontecimento do ano, com a parafernália de divertimentos, das barracas de tiros, dos “robertos”, o teatro de marionetas, da barraca dos espelhos, do comércio de tudo e mais alguma coisa, com muita luz e com milhares de pessoas a visitá-la. O circo era o Mariano, onde ouvi e vi pela primeira vez Fernando Farinha que era uma vedeta da rádio, um fadista barreirense adoptado pelo bairro lisboeta da Bica e que mais tarde (o Mundo é um penico) vim a conhecer pessoalmente e a privar. Bom, os meus pais é que gostavam do fadista, eu ia ao Mariano mais por outras atracções. Sempre me fascinou ver os trapezistas, ainda hoje me fascina, voltas e mais voltas e piruetas e mortais;  Aos animais não achava muita piada, mas não perdia a visita às jaulas, com eles ali mesmo à mão, num misto de audácia e “cagufa”. E havia o Poço da Morte, com o Joselito na mota e o pai num carro, num rodopiar louco à volta das paredes, com o rosto tapado, sem mãos, de joelhos e o aplauso efusivo no final “Arrojo, Audácia, Sangue Frio, venha ao Poço da Morte”. Uns heróis! Vim também a encontra-los mais tarde, na Feira Popular de Lisboa, através de um amigo que lá tinha um negócio e que me apresentou ao Joselito. Acreditem que foi uma enorme emoção, não tanto pelo acto, mas pela recordação do fascínio de infância. Acreditem, o Mundo é mesmo um penico!

E os carros de choque, tudo a andar à roda da pista, uma Indianápolis de miniatura, com as faúlhas a saltar da rede electrificada. E o carroussel, “mais uma volta, mais uma viagem, no Maravilha”, aquela bicharada toda a andar à roda sem parar, subindo e descendo, num efeito oito, fazendo um barulho só superado pelo berreiro das cornetas que passavam a música da moda e a voz fanhosa do tipo da cabine de comando “vá lá menina, compre uma senha e leva duas”. Confesso que não vou à Feira há mais de vinte anos, por nenhuma razão que não seja a de não estar em Tomar, mas recordo um episódio engraçado passado com uma rapaziada do Colégio Nun’Álvares, que num dia de soltura  por uma desavença qualquer com o tipo do carroussel, provavelmente porque se estariam a portar “bem”, não os ter deixado dar mais uma voltinha, saltaram p’ra cima daquela coisa e vai de arrancar a bicharada toda e carregar com alguns cavalos, burros, girafas e sei lá mais o quê, para o colégio. Chegaram ao mesmo tempo que a polícia. Segundo um amigo participante na “festa” e que reencontrei mais tarde profissionalmente, o “velho”, como era carinhosamente tratado o proprietário do colégio, o Dr. Raul Lopes, com o seu ar calmo perguntou à trupe “afinal o que é que se passou, porque é que trazem os bichos para o colégio?” “Doutor, o gajo não nos quis deixar andar no carrossel e a gente passou-se”. “Muito bem, os cavalos não saem daqui!”

Salva a honra dos seus alunos e do colégio e evidenciada a sua autoridade, no dia seguinte todos os implicados, numa camioneta, foram entregar os animais sobreviventes ao carroussel. Alguns coxos, outros mancos, mas a bicheza continuou a andar à roda para uma “nova corrida, nova viagem”…

poço da morte.jpg

poço da morte-motas.JPG

carrosselroyal.jpg

 

Pág. 1/6