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SE A INÊS SABE DISTO!

SE A INÊS SABE DISTO!

31 de Maio, 2017

Há novidades no restaurante Volver, em Lisboa

Patrícia Teixeira

 

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André Pires é o novo Chef do Restaurante Volver, em Lisboa, e a nova carta já foi revelada. No meio de tantas novidades, o melhor da gastronomia portuguesa e argentina continua a ser o mote para a confecção e apresentação dos pratos. O resultado é uma fusão deliciosa e criativa de sabores dos dois países. Se lá forem, preparem-se para as sugestões mais improváveis, com alguma irreverência até! Palavra de Chef!

Partindo do pressuposto de que “Portugal não é só fado e peixe, e a Argentina não é só e tango e carne”, o novo chef, nascido em Santarém, procurou introduzir pratos que reflectem a cultura e tradição argentina unidos à boa gastronomia nacional. Desta vez, a influência da América Latina entrou também nesta fusão, com alguns elementos importantes como a lima. Esta nova carta, é, de acordo com o Chef, ‘um convite aos momentos de partilha’, que é como quem diz, a ‘compartir’. À boa carne que caracteriza a ementa deste espaço, juntam-se novidades na área do peixe como as vieiras e a truta Arco-íris (um peixe muito popular na Argentina).

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Nas entradas, as estrelas da nova carta são: o Tártaro de Vaca com Pipocas de Aji, Ruibarbo, Chimichurri, um tempero argentino, e Creme de Feno e Agriões; o ’Sorrentino’ de Couve-portuguesa com Ricotta Fumada, Quinoa Y Geleia BBQ; o ‘Nikkei’ Patagónico que une a truta (muito utilizada na Patagónia) em várias interpretações: Tártaro, Brûlée Y Gravlax de Truta, Funcho, Lima, Laranja, Ruibarbo, Beterraba, Ovo Y Abacaxi, e a Tábua de queijos Y Provoleta com Queijo de Cabra 'Granja dos Moinhos' caramelizado Y Pêssegos Grelhados com Provoleta Grelhada, Gel de 'Torrontés' (Casta Argentina Branca), Peschette Al tartufo ('nano' pêssegos em azeite de trufa) Y Shciacciata (Pão de queijo de cabra e uvas).

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Nos pratos principais, entram em cena o Bacalhau, o ‘Gazpacho’ Y Carvão, um delicioso bacalhau cozido a baixa temperatura com uma poejada de grão, berbigão, gema curada,  azeite de carvão e alho francês e um desconcertante ‘gazpacho' de cereja; o Risotto Porteño de Vieiras com camarões, Algas, Ricotta, Salicórina Y Limão, o Pato Crocante Y ‘Papas Francis Mallman’, numa homenagem a um grande cozinheiro Argentino e às suas afamadas batatas, que se fazem acompanhar por um magret de pato e pêras de pickles caramelizadas, gel de laranja e mostarda, acelgas Y Caramelo de Aji. Também o Tártaro de Vieiras Y Wagyu promete fazer muita gente ‘Volver’ com a entrãna de Wagyu grelhada, servida com vieiras caramelizadas, tártaro de vieiras com pimento de piquillo, puré de milho e poejos, gel de salsa e quinoa tufada.

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Nos acompanhamentos, juntam-se aos da casa o Rosti de Batata Doce, o Mesclum de Batatas e Azeite Trufado, ou o Puré de Batata com Tutano Y Geleia de BBQ

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E para terminar, nada melhor do que uma Pavlova (Merengue, Espuma de Doce de Ovos, Vinagre Balsâmico, Pimenta Rosa, Creme de queijo, Morangos, Sorvete) ou um Abacaxi3 (Abacaxi, Maracujá, Pisco, Chocolate Branco, Limão) que se juntam à muito afamada Torta Rogel com bombom do Alaska (Dulce de Leche, Bombom Alaska de menta, Framboesa, Mirtilo).

 

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Sobre o Chef André Pires:

André Pires é natural de Santarém mas passou pela Bélgica, pelo espaço ‘La Sirene’, e pelo ‘Degusto’ e ‘Malhadinha Nova’, pela mão de Vítor Claro. Regressou depois ao Ribatejo onde chefiou a cozinha do Hotel Lusitano, na Golegã. Nos últimos 5 anos trabalhou no restaurante Tágide, em Lisboa, como Sub-chef e Chef. No início de Abril assumiu a chefia da cozinha do VOLVER, agarrando com entusiasmo o seu projeto.

30 de Maio, 2017

O “Rénaldo”

Patrícia Teixeira

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Texto de Edmundo Gonçalves

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O Reinaldo morava na Aurora de Macedo, creio ter sido varredor da Câmara Municipal. Frequentava a tasca que havia na esquina em frente à SACOR, religiosamente. Ou seja, sempre que a vassoura queria descansar… Fumava uns cigarros sem filtro, marca Definitivos, concorrentes dos Provisórios, mas também fumava Kentucky (alcunhados de mata-ratos, vá-se lá saber porquê), 20 20 20 (três vintes), a que ele chamava invariavelmente, a todos, “Tip-Top”.

-Uma selha e um maço Tip-Top. Era a sua dose. Curiosamente nunca ninguém chamou ao copo ¼ de litro, ou 2,5dl; Evoluiu para penalti. Talvez por ser grande…

Esta tasca era directamente concorrente com a da Lena, de que distava pouco mais de quinze metros, ambas com porta para a Infantaria 15, sendo que a diferença eram as preferências políticas dos proprietários. O marido da Lena trabalhava na “Fábrica”, a fábrica de fiação de Tomar, onde havia naquela altura já um espírito de operariado consciente, de modo que sem se comprometer, como era avisado que havia bufos por tudo quanto era canto (é escusado divulgar os seus nomes, grande parte deles já não estará entre nós e 43 anos de Democracia serão bastantes para convivermos com essa parte negra da nossa história), sem se comprometer, dizia, na Lena vivia-se um clima mais respirável que na tasca do vizinho, o Bacalhau (não sei se alcunha, se apelido), mais simpatizante do regime.

O “Renaldo” era um amante de copos, mas de parvo não tinha nada e essa veia vinha-lhe as mais das vezes quando já estava com o seu copito a mais e lhe dava para “sarnar” o Bacalhau, arranjando logo ali um interlocutor. A pergunta era a mesma, sempre: “Quem foi o primeiro rei de Portugal?” A resposta era também sempre a mesma, o que deixava o outro “em broa”: “Albano Barreiro(s)! O primeiro homem a ter um armazém de vinhos em Tomar.” E o outro bufava…

Efectivamente Albano Barreiros foi um grande armazenista de vinhos, fornecedor de praticamente todos os restaurantes e tascas da cidade, do concelho e até limítrofes e provavelmente para o “Renaldo” não seria apenas picardia chamar-lhe “rei”…

Apenas por curiosidade, o Bacalhau, no dia 26 de Abril de 1974, tinha na sua tasca em local bem visível, uma foto de António de Spínola. Não fosse o diabo tecê-las.

29 de Maio, 2017

As fotos da vencedora do passatempo "Dia da Mãe"

Patrícia Teixeira

 

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A vencedora do passatempo "Dia da Mãe", promovido aqui no blog em parceria com a Tuk Away Lisbon e o Teatro Politeama, foi atribuído à Maria Motrena que fez questão de enviar-me algumas fotos que tirou na tarde em que usufruiu do prémio. Na companhia do marido, José Esteves, fizeram um belo e romântico passeio por Lisboa a bordo de uma tuk tuk, um prémio oferecido pela Tuk Away Lisbon, e terminaram o dia a assistir ao "Amália, o Musical", um miminho oferecido ao casal pelo Teatro Politeama. Mais uma vez muito obrigada à Maria Motrena por ter participado no passatempo e, naturalmente, à Tuk Away Lisbon e ao Teatro Politeama pela parceria, disponibilidade e simpatia :)

Aqui ficam as fotos...

 

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29 de Maio, 2017

Woodstock em Cascais

Patrícia Teixeira

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As 3 últimas edições foram um sucesso, por isso, o Flower Power Fest está de regresso já nos dias 3, 4 e 5 de agosto, desta vez de malas feitas para instalar-se na praia de Carcavelos. Um evento que, sem pretensiosismos, tornou-se conhecido e reconhecido por recriar o ambiente de festa e diversão vivido no famoso e revolucionário festival dos anos 60, o Woodstock. 

A Câmara de Cascais apoia esta iniciativa que traz ao palco bandas como os Beach Boys Band e Ten Years After. Pela praia de Carcavelos vão também passar as melhores bandas-tributo, como os italianos Watch, reconhecidos pelos originais, como a réplica perfeita dos Genesis, e uma grande homenagem a uma incontornável personalidade da música pop, recentemente desaparecido: David Bowie. Na voz de David Brighton, Bowie será recordado no memorável espectáculo "Space Oddity", pela primeira vez na Europa, vindo de Los Angeles.
O reggae roots estará representado através dos Inner Circle, Big Mountain e nesta 4ª edição do festival não foi esquecido o disco-sound dos Ottawan. O Flower Power Fest já foi eleito como o melhor novo festival em Portugal, o melhor pequeno festival da Península Ibérica e distinguido pelo Ministério do Ambiente como um dos festivais com melhores práticas ambientais.

Depois do sucesso das 3 ultimas edições, com um crescimento acentuado em número de espectadores nacionais e estrangeiros, o Flower Power Fest muda-se este ano da costa alentejana para Cascais, com uma nova designação, mas voltando a assumir-se como um festival diferente e com uma atitude artística inovadora e arrojada. Chamam-lhe “o festival da e para a família”. O Festival Flower Power Fest Cascais (é esta a nova designação) terá bandas, artistas e DJ`s, com mais de 8 horas de música por dia, e outras actividades como jogos tradicionais, workshops, megaparque de insufláveis, dança, cabeleireiro e pinturas faciais, yoga, artesanato, pintura, fotografia e gastronomia a cargo de Sabores do Mundo. 

Podem consultar o lineup e a programação aqui.

27 de Maio, 2017

Oliveira e Costa e o BPN

Patrícia Teixeira

Texto de Edmundo Gonçalves

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Finalmente, ao fim de um ror de anos, lá se chegou ao fim (faltam ainda os recursos, é certo) desta grande tragédia. Basicamente, o que se passou foi que um grupo de amigos se juntou para gamar uns milhares de milhões a uns incautos e grande parte deles passou incólume entre os pingos da chuva, encolhendo as gordas panças, não fosse algum deles, pingos, ferir-lhes o sacro bandulho. O cabecilha daquilo tudo, ou melhor, o testa-de-ferro daquilo tudo, um senhor gágá que já foi ministro deste País e até foi um gajo importante no Banco Europeu de Investimentos (BEI), foi o que apanhou a cacetada maior, no julgamento ora terminado, catorze anos de prisão efectiva. Não fosse o tipo ter 82 anos e era um belo negócio, querem ver? Aquele regabofe terá custado cerca de oito mil milhões aos contribuintes. Dividam lá isso por 14 e digam-me lá se por cerca de quinhentos e setenta e um milhões de euros ao ano, se importavam de ir ver o sol aos quadradinhos? Bom, não esquecendo que cumpridos 2/3 da pena, ou coisa que o valha, sairiam em liberdade e com a dívida paga. Digam-me lá se não foi um negócio do camândro?

“Aquela massa toda não foi só p’ra ele” dizem-me vocês. Pois não, mas o que ele passou para nome da mulher antes de se divorciar e que estará a bom recato num off-shore qualquer, deve ser uma bela maquia. Bom, isto se o senhor cumprir pena, já que está doente e com o tempo que os recursos vão consumir, ainda bate a bota antes de ir dentro. Bom, para os mais sensíveis com este tom de conversa, quero lembrar-lhes que foi graças a gajos como este que não sou aumentado desde 2006 e com a agravante de durante uns anos me terem ainda reduzido o ordenado e aumentado os impostos.

O que mais desejo é que se cure, mesmo! E que pelo menos por um dia vá para o xelindró. Puta que o pariu!

26 de Maio, 2017

Às sextas com os Tachos...do Ribatejo!

Patrícia Teixeira

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 Receita de Edmundo Gonçalves

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Sável frito com Açorda de Ovas

E agora, comidas e buídas.

Seria também fácil pespegar aqui uma receita e dar de frosques. Mais uma vez não é por aí que vou (vamos); antes, vamos fazer uma viagem aos sabores do Ribatejo, a minha terra, e saborear o peixe do rio, as ervas das ribeiras, os frutos dos valados, uma miscelânea de sabores e cheiros de inebriar. Vamos então começar a viagem!

Comecemos pelo pão e pelo peixe e nada melhor que uma açorda, uma das muitas formas de usar o pão seco um pouco antes de o deixar ganhar bolor e mandar para o galinheiro, onde servia para alimentar os bicos que haveriam de dar uma boa canja em dias festivos ou nalguma doença, e pelo sável, um peixe que escasseia cada vez mais no rio Tejo, infelizmente. Será feito mais ou menos assim:

Ingredientes

1 sável grande, de preferência com ovas (entre 800 gramas e 1 quilo)

 2 pães de trigo (de meio quilo)

Sumo de 0,5 limão

Azeite (cerca de meio litro, para a açorada e para a fritura do peixe), alho, louro, coentros, sal e piripiri

Preparação

Limpar bem o peixe, cortar a cabeça e cortar o resto do corpo em postas finas, e reservar

Cozer em água com sal, louro e um fio de azeite, a cabeça e as ovas do peixe

Partir o pão em pedaços, colocar num recipiente fundo e juntar a água da cozedura. Deixar repousar um pouco para o pão ficar completamente embebido e escorrer depois um pouco. À parte aquecer bem o azeite com os alhos picados e  deitar sobre o pão. Mexer bem para envolver todos os ingredientes. De seguida esfarelar a ova cozida e mexer novamente para envolver no pão. Levar ao lume e regar com o sumo de limão, coentros picados e o piripiri e mexer até obter uma massa uniforme.  Numa frigideira, fritar o peixe depois de salgado e passado por farinha. Servir o peixe numa travessa, sobre alface e a açorda num prato de barro vermelho.

Sugiro o vinho branco ribatejano Quinta do Casal Branco para acompanhar a refeição. 

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