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SE A INÊS SABE DISTO!

SE A INÊS SABE DISTO!

24 de Fevereiro, 2017

Às sextas com os Tachos

Patrícia Teixeira

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Texto de Edmundo Gonçalves

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“Deus fez o alimento, o diabo o condimento.”

 

A ideia desta rubrica advém do meu gosto pela arte da culinária, que me levou a abraçar alguns desafios na área da restauração, e do desejo de divulgar o que aprendi ao longo de quase quarenta anos de volta dos tachos e panelas.

No entanto começarei por algo que, literalmente, encontrei no lixo: Um livro de receitas de autoria de Geogio Léonardi, que confesso não fazer a mínima ideia de quem seja e não consegui saber, mesmo pesquisando. O livro está à venda em vários alfarrabistas on-line, se estiverem interessado(a)s e inclui, para além das receitas, algumas engraçadas que reproduzirei aqui, trinta e seis desenhos e gravuras bastante sugestivas, que tentarei reproduzir sempre que possível. O livro não esclarece a data de edição e está dividido por países e zonas do globo. Infelizmente Portugal não está contemplado. Ah! O título, que já me passava: “panorama da cozinha erótica” – 182 receitas afrodisíacas. Diz o senhor Léonardi, que eu acho que se a comida ajuda, tudo o resto à volta é que pode proporcionar outros apetites.

 

Comecemos com um prato originário de Itália, Codornizes à Ligúria:

 

Ingredientes (para 2 pessoas):

50g de febra em cubos pequenos

1 cebolinha picada

1 folha de salva, picada miudinha

Pimenta

Sal

Uma folha de hortelã-pimenta

1 dl de brandy

25g de manteiga

5 cravinhos

1 folha grande de alface

Cebolinho picado

2 codornizes limpas, inteiras

 

Preparação:

Fritar na manteiga os cubos da carne, a cebola e a salva picadas. Temperar com o sal , a pimenta e a hortelã-pimenta. De seguida juntar o brandy e deixar evaporar quase por completo. Rechear as codornizes com a mistura obtida e acrescentar ao molho os cravinhos. Aloirar as codornizes e no final untá-las com manteiga e um pouco de sal. Envolvê-las depois em papel de alumínio e levar ao forno durante 30 minutos.

Servir cada uma sobre uma fatia de pão de forma torrado, com manteiga, sobre uma folha de alface e salpicada de cebolinho, depois de retiradas do forno e limpas da folha de alumínio.

 

Acompanha bem com um vinho branco. Aconselho o Caves Velhas Bucellas Arinto

 

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23 de Fevereiro, 2017

Quem é que usa calças, lá em casa?

Patrícia Teixeira

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Texto de Edmundo Gonçalves

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Andou aí pelas televisões e pelos jornais, um estudo ou coisa do género, sobre os hábitos dos casais, no que ao governo da casa diz respeito.

A conclusão, grosso modo, era a de que apesar de nos locais de trabalho se estar a consolidar uma igualdade de responsabilidades e de oportunidades, lá em casa as coisas ainda não são bem assim.

É verdade, a geração anterior à minha, que nasceu antes, durante ou imediatamente a seguir à Segunda Grande Guerra, até aos anos cinquenta do século passado continua, salvo raras excepções, a seguir a cartilha de que lá em casa, quem manda é ela. E este “manda” é tão falso como Judas. Manda nada, trabalha! Ele vê a bola e nalguns casos biscata, ou bebe uns copos com os amigos no café ou na tasca e às vezes, quando é mais urgente, vai ao homem do gás quando a bilha se acabou de repente. A ela cabe-lhe a tarefa da casa. Muitos de nós sabemos o que isso acarreta.

Depois da minha geração, pensei que as coisas fossem diferentes, até porque a maior parte das minhas vivências indiciam que houve efectivamente uma mudança para melhor.

Bom, cá em casa não há essa coisa de eu ajudo a minha mulher, ou de que há tarefas divididas. Aqui cada um faz o que é preciso, quando é preciso, ponto final. Há apenas um acordo pré-nupcial que não sendo de estrita exclusividade, é cumprido com algum rigor, porque cada um não aprecia muito cada uma das tarefas que está acometida ao outro, ainda que se por alguma urgência for necessário, não fique por fazer: Ela passa a ferro, eu cozinho. Se formos a pesar, se calhar eu fico um bocadinho prejudicado, porque quem trata do quintal e do jardim e das árvores de fruto e da relva e de lavar e aspirar o carro sou sempre eu…

‘Tá bem, ela costura, prontos.

A sério que sinto algum incómodo quando leio sobre isto. Estamos a chegar aos anos vinte do século XXI, já era bem tempo disto mudar.

21 de Fevereiro, 2017

Porque já me apetece arrumar as botas de Inverno!

Patrícia Teixeira

 

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Há umas semanas estive no showroom de apresentação da colecção primavera / verão de 2017 da Aerosoles e tinha este post guardado para publicar quando o tempo já nos deixasse começar a pensar em arrumar as botas de inverno. Mas como pelo menos para as minhas bandas já parece que é verão, decidi avançar e dar-vos a conhecer já algumas novidades da próxima estação desta marca que me conquistou, muito honestamente e sobretudo, pelo conforto e qualidade. E não o digo para fazer jeitinhos a ninguém. As botas da marca que me têm acompanhado nos últimos meses são realmente confortáveis e, tão bom quanto isso, mantêm praticamente o mesmo aspecto de quando saíram da prateleira. Nas últimas estações a Aerosoles tem apresentado um design mais arrojado, mais moderno e isso é bem visível nesta nova colecção. São sabrinas, sandálias, saltos e sapatilhas que vocês vão adorar e que se vão adaptar a qualquer ocasião do dia ou da noite. As cores apostam numa paleta de tons pastel suave, um cinza-acastanhado conjugado com rosa e cor de tijolo e a tonalidade de um céu azul sereno e areia. Para quem se identifica com uma estética minimalista, existem vários sapatos de cunha monocromáticos bastante trendy, sandálias e sapatilhas que oferecem cores intemporais, acompanhadas por linhas clean e materiais inovadores. E por falar em materiais, a aposta vai para as peles clássicas e camurças discretas com apontamentos brilhantes metálicos ou pormenores marcantes em pele.  

E porque o desporto é cada vez mais um estilo de vida que veio para ficar, a Aerosoles criou uma colecção pensada para os millenials. Descomplicada e com um design que dá prioridade ao conforto, é perfeito para mulheres cool, urbanas e contemporâneas. Como falei anteriormente num post sobre a marca, a combinação da forma e da função mantém-se uma característica da Aerosoles, sendo o "Stitch N Turn" e o "Heel Rest" os grandes pilares da colecção. Deixo-vos com alguns modelos que serão o must-have da próxima estação e, lá para meados da primavera, prometo mostrar o resto...

 

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Fast Mind | Spiga
Feita a partir de camurça gravada super macia. Este moderno Slip On oferece uma sensação de "assenta que nem uma luva", permitindo ainda uma total facilidade de movimento. A sola de assinatura oferece o conforto e sensação de flexibilidade que tornam a vida no verão ainda mais leve. 

 

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CTRL Alt | Cashmere
Feita com uma paleta de tons pastel suave estas sapatilhas atraentes são feitas a partir de misturas de peles de alta qualidade. O perfurado ajuda a manter os pés na temperatura ideal no calor, deixando respirar. Solas translúcidas e Core Comfort oferecem a flexibilidade necessária para fazer destas sapatilhas um must-have no verão. 

 

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New Mexico | Mars
Se os sapatos fossem lugares, estes Slip On brilhantes seriam Cannes em julho. São elegantes em
design e trabalhados em pele metálica. A tecnologia Aerosoles combinada com uma sola leve em EVA ajudam ao
movimento enquanto mantêm os pés firmes no chão.

 

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Light’s Year Ahead | Cashmere
Coloque os seus pés nestas sandálias trendy. Permitem uma experiência ultra respirável através de uma inovadora
malha superior. Flexibilidade e agilidade são garantidas através de uma sola excepcionalmente leve em EVA, que
dá um ar jovem a estas sandálias. 

 

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Fast Lane | Bolivar
Para aqueles que querem fazer um estilo splash neste verão. Este Slip On oferece materiais de impacto premium, uma sola amortecedora e um fabrico elegante. Uma peça-chave que permite um fácil upgrade de outfit do dia para a noite. 

20 de Fevereiro, 2017

Bárbara Guimarães para o banco dos suplentes

Patrícia Teixeira

Boas amigos, 

Desde que tenho o blog, e está quase a fazer um ano de vida, tenho desafiado um amigo, o Edmundo Gonçalves, a partilhar convosco, através deste meu cantinho, opiniões sobre o que lhe vai na alma e sobre o que ele bem entender. Já aqui escreveu sobre viagens e experiências gastronómicas mas agora, ele passa a ter uma rubrica fixa aqui no meu "tasco"... "As Crónicas do Edmundo"! Usufruam, divirtam-se e comentem. Neste espaço a censura bate com o nariz na porta!

 

Texto do Edmundo Gonçalves

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Não é assunto que acompanhe, confesso. Quer dizer, leio o que é publicado nos canais de notícias on-line. Li então que Bárbara Guimarães não irá apresentar os Globos de Ouro, programa organizado e transmitido pela SIC. Fica desde já registado que não tenho nada contra a senhora, mas concordo. Nunca apreciei o seu estilo de apresentação. Não quer isto dizer que a senhora não seja boa apresentadora, podem apenas ser o meu gosto e o meu critério que não são lá grande espingarda, admito, mas esta será uma situação em que um corpinho Danone e uma carinha laroca não me convencem. Gostos, que os meus amigos terão que respeitar, se fizerem o favor.

Diz a SIC que vai fazer uma revolução no conceito do evento e que fará sentido mudar de cara. Eles lá farão o que quiserem, aquilo é deles. Nós só pagamos o que eles produzem e também para levar com a estopada de publicidade nos intermináveis intervalos que ultrapassam claramente o previsto na legislação. Bom, mas isso não é exclusivo da SIC. Adiante!

O que a SIC não diz, porque ficaria mal no retrato, é que a causa para esta alteração é o processo mediático que decorre entre a sua apresentadora e o ex-marido, o inenarrável e inefável ex-ministro da cultura e filósofo Manuel Maria Carrilho, por ofensas, maus tratos e terror psicológico à sua ex-mulher.

Assim sendo, eu, que até nem gosto da Bárbara Guimarães apresentadora, reprovo veementemente a atitude da cadeia de televisão, que sempre tendo apostado naquela cara, que era já uma imagem de marca, vai agora, por interesse comercial, descartar alguém que lhe serviu de porta-bandeira durante anos.

Bárbara Guimarães, ao que consta, já perdeu inúmeros trabalhos em consequência deste processo por razões várias, de saúde até. Ao afastá-la da apresentação dos Globos de Ouro, a SIC está ao nível de Manuel Maria Carrilho, ou seja, abaixo de cão!

 Isto sou eu a dizer, que só leio coisas destas nas revistas dos consultórios…