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SE A INÊS SABE DISTO!

Decidi dormir na "Fábrica"

Cada vez mais é importante que saibamos dar valor aos deslumbrantes lugares, vilas, aldeias e cidades portuguesas que fazem do nosso país um dos destinos mais apetecíveis de sempre para os turistas. O célebre slogan "viaje para fora cá dentro" nunca fez tanto sentido como agora. E assim fiz--me à estrada e rumei ao Porto. A magia de cada viagem reside na forma como nos apetece vivê-la e eu tinha em mente um roteiro de sítios que queria revisitar. Teria por isso de ficar instalada o mais perto possível do centro. Já tinha ouvido falar da "Fábrica 55", inaugurada em Dezembro de 2020 (arquitectura de reabilitação liderada por Rui Miguel Nina e Bruno Teixeira), localizada a 200 metros da Livraria Lello, no Porto, entre o Hard Rock Café e o Vogue Café. É muito mais central do que esperava e as expectativas neste campo estavam por isso mais que superadas.

Para quem não sabe, a rua onde ficam estas instalações está carregada de História. Chama-se Rua da Fábrica porque na época do Porto setecentista era ali que ficava a Real Fábrica do Tabaco, uma das mais icónicas e rentáveis indústrias do Porto daquela altura. E era também comum ver por ali circular Camilo Castelo Branco, Guerra Junqueiro e Eça de Queirós. 

Mas voltemos à "Fábrica 55". Quem nos recebe faz questão de que nos sintamos em casa a partir do momento em que entramos nas instalações. São afáveis, simpáticos e sempre disponíveis para esclarecer qualquer dúvida ou necessidade que tenhamos. Quanto ao apartamento onde fiquei nem sei por onde começar. Para já ainda cheira a novo, o piso é em parquet, tem uma kitchenette totalmente equipada, uma área de refeições, uma televisão de ecrã plano com canais por cabo e uma casa de banho privativa com chuveiro e produtos de higiene pessoal gratuitos. É preciso pedir mais? Não! Mas a estas características acrescento ainda a vista a que tive direito, a higienização do espaço nota 10 e a decoração tão acolhedora que faz-nos sentir de coração reconfortado. ´Se quiserem passar pela experiência poderão reservar um apartamento ou estúdio na "Fábrica 55" aqui.

Já cá fora estamos a 0,2 km da Torre dos Clérigos, 0,6 kms do Coliseu do Porto, 0,9 kms da Ponte D. Luis I e do Rio Douro e 1,9 kms da Casa da Música. Quanto à gastronomia, permitam-me que sugira o Café Santiago para uma francesinha daquelas à séria, a Casa Guedes, para quem quer literalmente derreter-se com uma sandes de pernil com queijo da serra derretido, passo a expressão. Meus amigos, acreditem, vale bem a pena. E já agora, de regresso à "Fábrica 55", passem pelo restaurante "A Taska", mesmo ali pertinho. Podem perguntar pelo Tiago. Ele irá certamente servi-los com a simpatia do costume, bem como a de todos os funcionários. 

Escolhi o Porto por ser uma das minhas cidades preferidas, quer pela óbvia riqueza cultural e arquitectónica, mas também pela cordialidade das pessoas, o charme da vida nocturna, que agora está bastante condicionado, pela variedade gastronómica e até pelo simples encanto de contemplar  um entardecer à beira-rio, bem no centro histórico da cidade. Façam o mesmo. Vão ver que vale a pena!

 

 

 

Este bolo é assim para o divinal....

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Não sou de doces e não é qualquer um que me tira do sério. Aliás, para ser honesta, se me derem a escolher entre um croquete, que pode até não ter o melhor aspecto do mundo, e um pastel de nata, a escolha recai seguramente no salgado. Mas ontem estava virada para os tachos e decidi fazer uma receita de um bolo que uma amiga jurou a pés juntos que até os não fanáticos por chocolate, como eu, iriam adorar. E acreditem que valeu a pena o tempo dispendido na confecção desta iguaria. Aqui fica a receita e acredite, é bem mais fácil do que parece...

Ingredientes

  • 4 ovos grandes
  • 1 laranja grande
  • 2 chávenas de 250 ml de açúcar
  • 2 chávenas de 250 ml de farinha de trigo com fermento
  • 1 chávena de 250 ml de óleo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • chocolate granulado

Para a cobertura


1 tablete de chocolate de culinária (200 gr.)
1 pacote de natas (200 ml)
 
 
Preparação
 
  • Comece por pré-aquecer o forno a 180ºC. Retire a casca à laranja e reserve metade da casca. Coloque a laranja, o óleo e metade da casca, sem a parte branca, num liquidificador para que fique numa espécie de polpa com pedaços. De seguida colocar os ovos e o açúcar e bater novamente. Verta este preparado para um recipiente, junte a farinha e o fermento e envolva tudo. Coloque a mistura numa forma sem buraco, untada com margarina e polvilhada com farinha e leve a cozer durante cerca de 40 a 45 minutos. 
  • Recheio

 

Levar em lume brando, num tacho, as natas e a tablete de chocolate partida aos bocadinhos. Mexa sempre até derreter o chocolate. Assim que estiver derretido, retire do lume e mexa mais um pouco para que arrefeça.
Rechear o bolo e cobrir o bolo com este creme. Enfeitar a gosto. Eu optei por duas fatias de laranja caramelizada , restos do bolo desfeito que sobraram depois de desenformar e duas pipocas por graça :)

Saibam tudo sobre a primeira edição do Rock in Rio, em 1985

 

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Numa altura em que tanto se discute o cancelamento dos festivais de Verão, entre eles o Rock in Rio, cuja próxima edição foi adiada para 2021 devido à Covid19, decidi recuperar a história de um dos eventos musicais mais mediáticos que passam pelo nosso país. Qualquer outra informação sobre este adiamento passem pelo site oficial do evento. 

Vamos então aos antigamentes...A primeira edição do Rock in Rio aconteceu em 1985, no Brasil, quando Roberto Medina, um publicitário de sucesso brasileiro, decidiu que queria fazer um festival de música. O país ainda estava nesta altura a "gatinhar" na democracia, após um longo e duro período de ditadura. Era por isso óbvio que os obstáculos iriam multiplicar-se e urgente que o Brasil somasse pontos como destino turístico. A credibilidade do entretenimento estava na mó de baixo e Roberto Medina entendeu que, para ser, teria de ser em grande! Era fulcral captar a atenção internacional ou então nem valia a pena começar. Decidiu enfrentar!

Não teve propriamente as portas abertas de início. O Governo e a prefeitura do Rio de Janeiro começaram por, a dada altura, bloquear as obras da Cidade do Rock (alegadamente com receio de que Roberto Medina quisesse enveredar pela política e ser bem sucedido) e a igreja manifestou-se também contra a iniciativa que, supostamente, iria promover maus comportamentos e um eventual abuso de sexo e drogas.

Apesar de tudo, houve quem desse a mão a este projecto. Roberto Marinho, o então homem forte da TV Globo e da Brahma, ofereceu-se para ser o primeiro patrocinador da iniciativa. Os Queen, imaginem, também colaboraram emprestando a estrutura de iluminação para todas as bandas, sem a qual a realização do evento não teria sido possível. 

No dia 11 de Janeiro de 1985, o Rock in Rio abriu as portas, pela primeira vez, com um cartaz de luxo onde constavam nomes como os AC/DC, Iron Maiden, Rod Stewart, Ozzy Osbourne, Queen, os brasileiros Rita Lee, Gilberto Gil, Paralamas do Sucesso, Rita Lee, Barão Vermelho, entre muitos outros. Foram 10 dias de festa, com a actuação de 28 bandas brasileiras e internacionais e cerca de 1.380.000 pessoas. E o Brasil entrou assim para a história dos grandes eventos musicais. 

 

O cartaz em 1985

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  Roberto Medina acompanha as obras de construção da Cidade do Rock

 

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Roberto Medina com dois dos seus filhos, Rodolfo e Roberta Medina. Ela deu continuidade ao trabalho do pai  e é hoje vice-presidente do Rock in Rio.

 

 

 

 

2-Ney-Matogrosso.jpg  Ney Matogrosso

 

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  A chuva não foi grande aliada do evento

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85-00760-01.jpg  Um ardina a vender o jornal do Rock in Rio

 

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queen.jpg  Os Queen emprestaram a estrutura de iluminação para todas as bandas

 

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scorpions.jpg  Scorpions

 

scorpions autografam copacabana palace 18 de janei  Os Scorpions a autografar as t-shirts dos fãs no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro

 

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cid castro.png  Cid Castro, criador do logotipo do Rock in Rio

 

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rita lee.jpg   Rita Lee

 

Situações caricatas

Iron Maiden e o acidente em palco...

A banda actuou no dia de abertura do festival, a 11 de Janeiro de 1985, para mais de 100 mil pessoas. O palco estava decorado com deuses da mitologia egípcia e hieróglifos. O vocalista, Bruce Dickinson cantou uma boa parte do concerto com a cabeça ensanguentada porque, durante a interpretação da quarta música, "Revelations", ao passar uma guitarra para o road manager da banda, acertou sem querer no próprio rosto. Mas.. show must go on e Bruce continuou a actuação como se nada tivesse acontecido. 

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AC/DC

Quando aceitaram integrar o cartaz da primeira edição do Rock in Rio, os AC/DC fizeram uma "pequena" exigência. Ou traziam o tradicional sino que habitualmente acompanha a música Hells Bells ou nada feito. A organização aceitou e patrocinou o transporte do sino, através de um navio, para o Rio de Janeiro. No entanto, o palco não suportou o peso deste elemento decorativo (uma tonelada e meia), e o cenógrafo do festival acabou por fabricar uma réplica de gesso à pressa. Nesta actuação o famoso guitarrista da banda, Angus Young, fez um striptease no palco. Só porque sim...

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Ozzy Osbourne e a galinha 

Ozzy subiu no palco com uma camisa do Flamengo, ao som de I Don’t Know”. O contrato feito com o cantor para este evento tinha uma cláusula no mínimo hilariante. Depois de, durante um concerto em 1982, nos Estados Unidos, onde uma pessoa da plateia lhe atirou um morcego vivo para o palco e ele, ao achar que o animal era de plástico, arrancou-lhe a cabeça com uma dentada, a organização do Rock in Rio decidiu proibir o cantor de morder qualquer tipo de animal vivo durante sua actuação. Por causa deste incidente, um fã atirou uma galinha para o palco da Cidade do Rock. 

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Sobre a homofobia no "Big Brother" ou onde quer que seja!

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Hélder, um dos concorrentes do "Big Brother", tem feito comentários homofóbicos no programa e o Big Brother decidiu que serão os portugueses que, até domingo, através de votação, decidirão se ele permanece ou não no reality showMuito sinceramente, que me perdoe o Grande Irmão e a produção que certamente tomou com ele esta decisão, a expulsão do Hélder nem sequer deveria ter suscitado dúvidas acerca da permanência do concorrente na casa. A homofobia é um tema que, vergonhosamente, continua a gerar polémicas e debates quando já devia ter sido encarado com a normalidade de um nascer do sol há séculos. Não sou ninguém para admitir ou deixar de admitir que uma sociedade esclarecida, em pleno século XXI, tolere a intolerância de certas pessoas devido à escolha sexual de outras. Mas posso deixar de querer seguir um reality show onde o preconceito está presente, seja ele de que natureza for. E aplaudo o Cláudio Ramos por ter dito que enquanto ele ali estiver como apresentador aquelas situações não voltarão a acontecer. Porque meus amigos, todos sabemos que o humor aceita tudo, só não aceita o mau humor. É verdade. Mas o que o Hélder fez está longe de ser humor e não me pareceu que aquilo lhe tivesse "escapado" simplesmente. Disse-o, reforçou e não vi ali ponta de arrependimento. A não ser ontem que chorou baba e ranho mas por que está sujeito a sair da casa. 

Sou heteressoxual (não vão começar para aqui começar a achar que isto é discurso comprado) mas continuo e continuarei a defender que quem se acha no direito de legislar sobre o amor entre as pessoas, em coibir os direitos civis de cidadãos simplesmente porque eles são homossexuais merece ser punido sem dó, nem piedade e muito menos "paninhos quentes". Enquanto continuarmos a associar a homossexualidade a doenças venéreas, à quebra da tradição familiar, à obscenidade, à aberração e ao pecado, nunca seremos uma sociedade que valha a pena! Ponto!

Os homofóbicos, esses sim, são o verdadeiro vírus da sociedade pois é através deles que se alimenta o preconceito, incentiva a violência e a intolerância, além da discriminação. Dois homens darem um beijo na rua pode chocar os mais púdicos. Paciência! Se até o Papa os aceita, como se costuma dizer, "quem está mal muda-se". Se é homofóbico e se sente incomodado com um beijo entre homossexuais, vire a cara e vá à sua vida. Se não é feliz, deixe que os outros sejam! 

 
 

Sabiam que Agatha Christie era surfista?

Agora que os surfistas puderam voltar finalmente ao mar nada mais a propósito do que dar-vos a conhecer, para os que ainda não sabiam, de uma informação muito curiosa. É que Agatha Christie, a escritora britânica que todos conhecemos pelos seus romances policiais era também uma amante do surf como comprovam as fotos.

Em 1922, durante uma expedição de 10 meses na companhia do marido, um pioloto inglês de nome Archibald Christie, Agatha viajou pelo Hawai, Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália e África do Sul. Numa dessas viagens, decidiu começar a praticar surf, mais precisamente nas ondas da Cidade do Cabo, em África do Sul. A sua estreia neste desporto foi detalhadamente descrita nas cartas que escrevia semanalmente para a sua mãe, e também na auto-biografia, "The Grand Tour". Eis o excerto:

"Como os meus conhecimentos de geografia eram fracos, nunca tinha percebido que a Cidade do Cabo estava numa península e, por isso, fiquei muito surpreendida quando saí do comboio e me encontrei outra vez ao pé do mar. Havia pessoas a tomar banho, o que me encantou. Tinham pequenas pranchas curvas com as quais deslizavam sobre as ondas. Ainda era muito cedo para o chá. Fui até ao pavilhão de banhos e, quando me perguntaram se queria uma prancha, disse-lhes: ‘Sim, por favor’. O surf parece ser muito fácil. Mas não é. E não digo mais. Fiquei furiosa e praticamente atirei a prancha para longe. Mas decidi que voltaria na primeira oportunidade para tentar outra vez. Não me dava por vencida. Por engano, acabei por dar mais uma volta na prancha e fiquei felicíssima. O surf é assim. Ou ficamos furiosamente a praguejar ou totalmente satisfeitos com nós próprios. Por vezes foi doloroso, mas no geral foi um desporto fácil e muito divertido ". 

 

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