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Se a inês sabe disto

Vigilância nas praias

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Texto de Edmundo Gonçalves

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Como o tempo está óptimo e até se aproximam umas mini-férias, convém não esquecer que as praias ainda não têm vigilância, portanto, nada de aventuras. Limite-se a apanhar uns banhinhos de sol e aprecie a paisagem. Mas não foi por isto que comecei esta crónica. Ou melhor, foi, tem a ver com isto. Passo a explicar: Nunca entendi por que carga de água não é o estado o responsável pela vigilância das praias. Afinal esta é uma actividade equiparável à vigilância do trânsito e não consta, que a exemplo dos concessionários das praias, os concessionários das áreas de serviço das auto-estradas e os tascos de beira de estrada, paguem o policiamento à brigada de trânsito da GNR.

Já repararam que se lhes der a sede na praia e não tiverem levado uma garrafinha, só de pensar ter de ir ao bar da praia lhes dá uma dor no baixo ventre, sentindo que irão pagar o preço de um metro cúbico de água da companhia por uns míseros 2,5 dl? Pois é, os preços são um exagero também porque os concessionários são obrigados a garantir a segurança dos banhistas. Como se todos os banhistas que frequentam a “sua” praia fossem seus clientes. Que diabo, não seria mais honesto da parte do estado garantir ele a segurança dos banhistas e se quer concessionar um pedaço de praia, que taxe devida e justamente os operadores? A mim parece-me óbvio.

Bom, já nem quero falar da aberração que é os nadadores/salvadores serem hierarquicamente dependentes do ISN e serem pagos pelos concessionários. Por isso os pobres jovens têm que montar os toldos, controlar os alugueres das cadeiras, deitar um olho ao miúdo que parece que quer fugir à mãe que está a montar o estendal e ao pai que enterra o guarda-sol, dar um valente sopro no apito porque um mais ousado saiu de pé com a maré a puxar e tratar do aluguer duma gaivota que ainda tem que meter dentro de água, enquanto acorre a uma velhota que tropeça num monte de areia que uns jovens usaram como baliza num jogo de futebol improvisado e rais’parta tem que mudar a bandeira que se está a levantar uma nortada que virou a maré…

Entenderam, certo?

Vão ali ao lado a Espanha e aprendam, senhores que mandam nesta coisa das praias. O que é bem feito deve ser copiado. 

Bons banhos, apesar de tudo.

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