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Se a inês sabe disto

Também há vacas, mas...

Adoro os Açores mas há algum tempo que não vou até lá. Por isso, decidi "encostar-me" à viagem que um grupo de amigos fez recentemente à ilha de São Miguel, e pedi-lhes que partilhassem, no meu blog, a aventura em terras açoreanas. Ela aqui está! Sem filtros! Obrigada aos cinco (Edmundo, Mina, Isabel, Célia e José), por dividirem connosco esta experiência. O texto é da autoria do Edmundo Gonçalves. 
 
Usufruam...
 
"Durante alguns anos houve a possibilidade de visitar os Açores todos, por ocupação profissional da mais-que-tudo. Por Açores todos, entenda-se todas as ilhas, mas ela nunca conseguiu sair de Lisboa. Cagufa de fazer as viagens inter-ilhas e um medo infundado da viagem Lisboa/Açores de avião. Aliás o avião é que complica isto tudo...
Mas finalmente e ao fim de cerca de trinta anos e algumas viagens, lá se proporcionou a ida a São Miguel.
Abençoadas low cost!
P'ra lá numa, p'ra cá noutra, se passou um fim de semana de quatro dias, perfeito.

O programa das festas incluiu o aluguer dum automóvel. Cerca de 150€, mais o combustível (contem com cerca de 50€ para quase 500KM - a ilha é pequena, mas os recantos são muitos). O alojamento ficou por 390€, nada de extraordinário, se considerarmos que foram três suites, três noites. O grupo era de cinco, de modo que houve uma felizarda que desfrutou de uma suite apenas para si própria... Bom, fazendo umas contas rápidas de cabeça, cada noite custou cerca de 43 Euros por quarto, o que para isto , considerando que à disposição há uma cozinha muito bem equipada, onde foram tomados os pequenos almoços e se fizeram uns belos petiscos ao jantar, depois de uns extenuantes, mas agradabilíssimos dias a acalcorrear a ilha, é uma excelente relação qualidade/preço.

As centenas de milhares de hortências que bordejam todas as estradas, cortam a respiração a qualquer dono de um coração mais empedernido, assim como todas as cameleiras que de pequenos arbustos a árvores frondosas, rivalizam com mais uma quantidade enorme de outras espécies de cores e tons inimagináveis.
E depois, ou no início, como quiserem, há o verde. Todas as tonalidades de verde, um imenso verde, desde lá de cima dos picos a correr até às escarpas que se precipitam de forma abrupta até ao mar.
Um mar azul e calmo nestes dias excelentes, onde o sol fez questão de se fazer notar. E aquele verde ponteado de pequenos pontos negros; Vacas, muitas vacas, segundo os locais mais que muitas vacas que produzem um excedente de leite que é desperdiçado (em português corrente, deitado fora, mas isso é um assunto que não cabe nesta crónica).
A propósito, algum cuidado quando pretenderem captar a melhor imagem: Há sempre algo que pode ser pisado e garanto-vos que apesar de não ter olfacto, não é nada agradável, se é que me entendem.

Quem estiver eivado de alguma má vontade, pode dizer que a paisagem acaba por se tornar monótona. Nada mais falso! Há efectivamente flores por todo o lado, o verde predomina, mas cada recanto é diferente do outro e do outro e do outro e do outro a seguir e as dezenas de miradouros dão-nos imagens sempre diferentes e cada vez mais arrepiantes. Como arrepiante é o grito do buraco por onde sai um vapor escaldante duma das inúmeras fumarolas na localidade das Furnas. Aliás, vapor a sair das entranhas da terra é coisa que não falta por todo o lado.
O que não falta por todo o lado também, é água. Assim se justifica o imenso verde e a enorme mancha florestal.

Foi-me recomendado que não me esticasse, no entanto terão que ficar algumas referências. A saber:

Em Ponta Delgada, a Tasca, um local onde se come divinamente e por preços razoáveis e as Portas da Cidade;

Nas Furnas, o restaurante Águas Quentes, onde se come um cozido tradicional, feito lá no vulcão, mas sem o sabor e o cheiro a enxofre de que tantos se queixam;

A fábrica de chá Gorreana, onde pode saborear os vários tipos de infusões e assistir à produção do produto, bem como apreciar os campos de produção das plantas;
As fumarolas das Furnas;
O Parque Terra Nostra, também nas Furnas, onde pode apreciar uma enorme variedade de camélias e outras plantas e árvores exóticas;
A igreja da Senhora da Vitória, na lagoa das Furnas;
A Caldeira Velha;
A Lagoa do Fogo;
As caldeiras da Ribeira Grande;
A lagoa das Sete Cidades, uma vista de perder a respiração.
As lapas. As cracas.
E o vinho do Pico.

Vão. Se puderem, claro".
 
Texto de Edmundo Gonçalves (edmundo.gonçalves@gmail.com)
 

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  Uma iguaria de polvo do restaurante A Tasca

 

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As Portas da Cidade, no centro de Ponta Delgada

 

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 Cozido das Furnas

 

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  Caldeira Velha

 

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  Lagoa do Fogo

 

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A famosa Lagoa das Sete Cidades

 

 

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E como não podia deixar de ser, um brinde à viagem com a aguardente "Mulher de Capote"

 

Deixo-vos com uma galeria de mais algumas fotos tiradas pelo grupo nos Açores. Alguma dúvida sobre a identificação dos locais enviem-me um email para seainessabedisto@gmail.com. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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