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Se a inês sabe disto

Harrison Ford faz hoje 75 anos

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Harrison Ford faz hoje 75 anos. E como quase todas as estrelas do cinema americano, também ele tem histórias de vida que bem podiam servir de argumento aos filmes que protagoniza. Numa retrospectiva à infância e adolescência deste actor, é quase impossível acreditar que se tenha realmente transformado num dos mais aclamados ícones do cinema americano. Porque durante quase uma década passou completamente despercebido entre um ou outro papel de cowboy ou hippie. Sempre em filmes pequenos, com pouco destaque. 

Nasceu no dia 13 de Julho de 1942, em Chicago. O seu pai Christopher Ford, era um católico irlandês e a sua mãe, Dora Nidelman, uma judia russa. Ford era um miúdo muito tímido. No Ripon College, em Wisconsin, onde estudava Inglês e Filosofia, não era propriamente um aluno brilhante. Sofreu uma depressão no primeiro ano da faculdade, faltava às aulas e passava o dia a dormir. Acabou por nunca trazer o diploma para casa. 

Das poucas boas recordações que guardou dos tempos de estudante foram as aulas de representação. Tentou a sorte em Los Angeles e lá ia conseguindo um ou outro papel. Nada que o sustentasse. Sem alternativa, abandonou o cinema e foi procurar trabalho noutra área.  A carpintaria apresentou-se como o veículo mais fácil. E assim fez! Surpreendentemente, sem qualquer experiência no ramo, foi muito bem sucedido e imediatamente contratado para a construção de palcos. 

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Um dia cruzou-se com George Lucas que o convidou para participar no filme "American Graffiti", em 1978. Infelizmente ainda não era desta que Harrison Ford viria a ser conhecido e reconhecido. Deu de caras com outro grande realizador, Francis Ford Coppola, que lhe deu a chance de aparecer em "The Conversation" (1974). Porém, mais uma tentativa frustrada. Continuou como carpinteiro e quando já quase tinha desistido da representação, reencontrou George Lucas que o contratou para integrar o elenco de "Star Wars" no papel de Han Solo. Foi a tão esperada entrada pela porta principal...

Só nos anos 80 fez "Apocalypse Now", prosseguiu com a saga "Star Wars" e assumiu aquele que viria a ser o seu maior papel...Indiana Jones, escrito por George Lucas e dirigido por Steven Spielberg. Hoje, detém dois recordes no Guinesse Book: o de actor que gerou o maior lucro de bilheteira e o de actor com o maior número de filmes no currículo que ultrapassaram a marca de 100 milhões de dólares nas bilheteiras dos Estados Unidos.

Casou pela primeira vez com Mary Marquardt (de 1964 a 1979), com quem teve dois filhos. O segundo casamento, em 1983, foi com a argumentista do filme E.T, Melissa Mathinson. Tiveram dois filhos mas a relação chegou ao fim em Novembro de 2000. Está casado desde Junho de 2010 com a atriz Calista Flockhart. 

 

Onde o tempo pouco conta...

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Primeira Praia, Segunda Praia, Terceira Praia, Quarta Praia...É assim no Morro de São Paulo: as praias não têm nomes e são identificadas por ordem numérica. Aqui a natureza esmerou-se! Quarenta quilómetros de praias exuberantes, algumas completamente desertas, num território onde se vive de chinelo no pé. Está situado no arquipélago de Tinharé, a sul da Bahia, numa região conhecida como a Costa do Dendê. Já por lá passei algumas vezes. Numa delas senti-me tentada a ficar de vez. É apaixonante a simplicidade com que aquela gente vive o dia-a-dia. 

No momento em que desembarcamos na ilha somos abordados por nativos que à troca de 5 reais por mala transportam-nos a bagagem em carros de mão. E é aqui que percebemos que qualquer veículo motor é perfeitamente dispensável neste pequeno paraíso onde não circulam carros. A caminho do hotel passamos pelo vilarejo onde se concentra o maior número de lojas, supermercados e restaurantes. Seguimos em direcção a uma rampa que dá acesso à Primeira Praia onde, principalmente no Inverno, os surfistas "montam a tenda". Segue-se a Segunda Praia, especialmente apreciada pelas gerações mais novas. Aqui as festas começam com a chegada da Lua e duram até ao nascer do Sol. As barracas de caipirinhas promovem uma viagem pelos sabores mais exóticos das frutas baianas. No fundo, o lugar ideal para ver e ser visto! Ao dobrar a "esquina" do areal entramos na Terceira Praia onde existe o maior número de pousadas, para todos os gostos e carteiras. Nesta praia existe a pequena Ilha do Caitá, rodeada por uma grande barreira de corais, que a transforma num dos pontos mais concorridos da zona para o mergulho. É aqui também que podemos sentar-nos à mesa daquele que é, na minha opinião, o melhor restaurante do Morro, o Santa Luzia, com as melhores iguarias da gastronomia baiana a fazer as honras da casa. 

Chegamos finalmente à Quarta Praia onde uma barreira de corais forma várias piscinas naturais, habitadas por dezenas de peixes que convivem harmoniosamente com os banhistas. Neste cantinho da ilha impera o silêncio! Ideal para dar uma escapadela ao fim do dia e assistir tranquilamente ao pôr-do-sol. Se não resistirem à tentação de continuar a caminhada, podem ir mais adiante e conhecer a Praia do Encanto. O nome diz tudo! É local de acesso ao povoado de Gamboa ou ao Morro da Mangaba e o local perfeito para quem procura o isolamento total nas férias. Aliás, se for essa a intenção, a de ter um paraíso inteiro à disposição, experimentem fugir até Boipeba, uma ilha vizinha situada a 40 minutos do Morro de São Paulo. Cercada de um lado pelo oceano e do outro pelo estuário do Rio do Inferno, esta ilha mantém-se intacta a qualquer tipo de progresso. A exuberância das praias e a densa mata atlântica fazem-nos querer que o tempo pare ali. A volta à ilha é feita a pé, com passagem em praias de sonho como Moreré, Cueira e Tassimirim, a minha preferida e aquela que é considerada uma das mais belas do Brasil. Na pousada Vila Sereia, construída mesmo em cima do areal e à beirinha do mar, podem apostar que passarão dias inesquecíveis. Para almoçar ou jantar, aconselho o restaurante Mar&Coco, onde comi a melhor moqueca de camarão da minha vida. Em alternativa, os nativos desafiam-nos a jantar em casa deles. E que experiência maravilhosa!

 

Como ir

O ideal  é apanhar um vôo de Lisboa até Salvador da Bahia. No aeroporto existem várias alternativas para levar-nos até ao Morro de São Paulo. A viagem no táxi-aéreo demora 20 minutos mas convém negociar a tarifa antes de embarcar para evitar surpresas. Se preferirem, podem optar por lá chegar de barco, que sai do terminal marítimo do Mercado Modelo. A viagem demora cerca de 2 horas e o preço do bilhete ronda os 50 reais. De carro, basta fazer a travessia de ferryboat até Itaparica e seguir até Valença, de onde partem as lanchas para o Morro. 

Onde ficar

Pousada Ilha da Saudade (1º Praia); Encanto da Lua (2º Praia); Paraíso do Morro (3º Praia); Minha Louca Paixão (3ª Praia) ou Pousada do Catavento (4º Praia).

 

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Pousada Vilça Sereia, em Boipeba

 

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Morro de São Paulo

 

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Boipeba

 

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Boipeba

 

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Boipeba

 

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Chegada a Boipeba

 

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Corais, Morro de São Paulo

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Pousada Paraíso do Morro

 

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Ilha de Tinharé

 

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Vilarejo do Morro

 

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Pousada Minha Louca Paixão, no Morro de São Paulo

 

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Morro de São Paulo

 

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Pousada do Catavento

 

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Pousada Ilha da Saudade

 

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Pousada Vila Sereia, Boipeba

 

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A mulher que desafiou todos os preconceitos!

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Não dou especial importância à celebração do Dia da Mulher! Aliás, irrita-me um bocadinho que tenha de existir uma data específica para celebrar uma coisa que devia ser óbvia desde a existência humana: a Igualdade. Mas quanto ao que ficou para trás nada há a fazer, por isso, decidi alinhar no espírito da coisa e prestar uma homenagem a uma senhora que tive o privilégio de conhecer e entrevistar. Chama-se Maria Amélia Sousa Ferreira Chaves e foi a primeira mulher a licenciar-se em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa. Antes dela, consta que Rita Moraes Sarmento tinha conquistado o mesmo diploma, em 1896, embora nunca tenha chegado a exercer a profissão. Já Maria Amélia fiscalizou obras, assinou projectos e acompanhou a construção dos mesmos. Com toda a legitimidade, pode assim ser considerada a Primeira Engenheira Civil Portuguesa. Foi inscrita na Ordem dos Engenheiros em 1938 com o número 13491950. 

Como tudo começou...

Tinha vinte anos quando decidiu inscrever-se no curso, em 1931. Estava psicologicamente preparada para o braço de ferro contra os inevitáveis preconceitos, apesar de afirmar que foi agradavelmente surpreendida pelo apoio e respeito dos colegas de turma. Entre eles os conceituados engenheiros Manuel Rocha, Manuel Leitão, Tomás Eiró, Cambournac, Augusto Bandeira, Saraiva e Sousa, Alberto Manzanares Abecassis e Manuel Bravo. No decorrer do curso conta que era frequentemente alvo de cavalheirismos que considerava desnecessários: "A minha luta pela igualdade de tratamento em relação aos homens começou na universidade. Detestava actos de cavalheirismo mas havia um professor, o Dr. Mira Fernandes, que fazia questão que eu fosse sempre a primeira a entrar na sala de aula. Foi complicado fazê-lo perceber que eu não gostava dessas coisas mas compreendo que naquele tempo isso tinha uma importância muito grande". 

Nasceu a 28 de Janeiro de 1911. Filha do general Ferreira Chaves e de Cassilda Sousa, Maria Amélia contou-me que a reacção dos pais à sua opção de carreira foi a melhor possível "a minha mãe preferia que eu tivesse tirado Letras mas conformou-se depressa com esta decisão. O meu pai, como sempre foi um bocado atirado para a frente, apoiou-me a 100% porque acima de tudo queria muito que a filha fizesse alguma coisa especial e diferente na vida".

Em 1937, já de canudo na mão e uma média final de 13,5 valores, não encontrou obstáculos quando se lançou à procura do primeiro emprego: "Fui avisada por dezenas de pessoas que ia ser quase impossível arranjar trabalho como engenheira, numa área que era exclusivamente dominada por homens. Soube entretanto que na Câmara Municipal de Lisboa havia muitas vagas mas era um sítio com muito má fama e fui aconselhada a não concorrer. Acontece que sou naturalmente do contra e lá achei que era precisamente ali que ia conseguir vingar na profissão e provar que conseguia ser tão boa engenheira como os homens. Fui lá bater à porta e pedi emprego". Em boa hora o fez! Por lá estagiou, orientada pelo engenheiro Eduardo Arantes, mas o desejo de ir para o terreno fiscalizar obras falou mais alto: "Estava cansada de ficar sentada num escritório mas os meus chefes não me queriam deixar sair dali. Foi então que pedi a primeira e última cunha da minha vida ao meu pai, que conhecia muito bem o general que estava à frente da Câmara e a única pessoa que podia autorizar-me a fazer a mudança"

Prevenida para as consequências de ser a primeira mulher no país a comandar um grupo de operários, Maria Amélia vestiu-se a rigor "usava uma saia com calças por baixo". E lá foi ela para a sua primeira obra de Lisboa. A coisa correu melhor do que esperava e pouco tempo depois da sua estreia conquistou a admiração e o respeito de todos os operários. Foi autora dos primeiros ensaios anti-sísmicos realizados no nosso país e que foram objecto de duas comunicações por si apresentadas no Primeiro Simpósio dos Sismos, realizado em Lisboa, em 1955.

Um ano a fiscalizar obras fez-se acompanhar pela sensação de que estava na altura de apostar outra vez na mudança. De regresso à Câmara de Lisboa, desta vez para a revisão de projectos, sabia, apesar de tudo, que seria um posto de transição: "Estive lá três anos e meio até que acabei por pedir demissão. Era um trabalho que já não me interessava". Decidiu fazer uma pausa de 12 meses, aproveitou para descansar e organizar ideias :"Passei um ano sem fazer nada e quando voltei à carga dediquei-me aos cálculos para vários projectos e construções". Em regime de profissão liberal projectou edifícios espalhados pelos 4 cantos do país. Nos últimos trinta anos de carreira  empenhou-se na urbanização e cosntrução imobiliária da capital e arredores. Aos 60 e poucos anos, em parceria com alguns colegas empreiteiros, construiu o chamado Bairro da Assunção, em Cascais. E profissionalmente garante que não deixou sonhos por concretizar. 

A vida pessoal

Em 1939 casou com o colega de profissão, o engenheiro militar Afonso Magalhães de Almeida Fernandes, que chegou a ministro do Exército. Tiveram 5 filhos, 3 deles engenheiros, e duas filhas, que casaram também com engenheiros. Um dia, teve a infelicidade de sofrer um acidente na Avenida de Roma e perdeu uma perna. Uma situação trágica que, apesar de tudo, encarou com optimismo: "já tinha quase 90 anos e andava a atravessar uma fase da vida em que não conseguia parar para pensar. Tinha sempre mil e uma coisas para fazer. O facto de ter ficado sem uma perna teve até um lado positivo. Passei a meditar mais sobre tudo e a tomar decisões que me fizeram muito mais feliz a nível pessoal". Quando digo isto as pessoas ficam chocadas mas é assim mesmo que penso

 

Parabéns Maria Amélia!

 



 

Cinco dicas para quem vai ao Porto!

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Há duas semanas eu e três amigos decidimos mudar de ares e dar um saltinho até ao Porto. A intenção ia pouco mais além do que perdermo-nos em conversas, na calmaria dos passeios nas margens do Douro. Optámos por isso, de comum acordo, "fugir" do habitual roteiro turístico. A magia de cada viagem reside na forma como nos apetece vivê-la e foi isso que fizemos. Até porque o encanto desta cidade, não mencionando a óbvia riqueza cultural e arquitectónica, deve-se também à cordialidade das pessoas, ao charme da vida nocturna, à gastronomia e à simples contemplação de um entardecer à beira-rio, bem no centro histórico da cidade. Por tudo isto, pretendo apenas partilhar convosco algumas dicas desta pequena romaria à Cidade Invicta, que podem não ser as mais excitantes, mas que a nós nos encheram a alma...

 

Estadia

Se há cidades que oferecem múltiplas opções de estadia o Porto é sem dúvida uma delas. Apetecía-nos ficar numa casa onde pudéssemos cozinhar porque já tínhamos planeado duas grandes patuscadas (embora não as tenhamos concretizado). Numa rápida pesquisa pelo Google, encontrei um apartamento que pelas fotos pareceu-me bastante acolhedor. Como reunía todas as condições que pretendíamos, em 5 minutos estava tudo marcado. Quando lá chegámos fomos recebidos pela proprietária, a Manuela, que, sem lamechices, conquistou-nos em poucos segundos. De uma simpatia extrema, tratou de cada cantinho daquela casa para que ali nos sentíssemos como em nossa casa. O detalhe da velinha de cheiro acesa na casa-de-banho, as bolachinhas e o café na mesa da cozinha à nossa espera, a decoração moderna e tão, mas tão acolhedora, deu-nos a certeza de que tínhamos feito a escolha certa. Embora fique a meia hora a pé do centro da cidade e a dez minutos da estação de metro, a casa da Manuela será com toda a certeza um sítio onde vamos voltar. Fica a dica e se quiserem o contacto dela peçam-me através do email seainessabedisto@gmail.com

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Se esta não é a melhor francesinha do Porto...

 

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Por sugestão da Manuela, o nosso primeiro jantar foi no Café Santiago. Queríamos estrear o roteiro gastronómico com uma francesinha e ela assegurou-nos que, para não haver desilusões, este seria o sítio indicado. E como ainda tínhamos tempo, lá fomos de casa a pé para o centro já a pensar em derreter as calorias do jantar. Assim que lá chegámos, o primeiro bom sinal de que aquilo se calhar era mesmo bom é que tínhamos uma fila de espera imensa à nossa frente. Por nós tudo bem! Pedimos uma imperial (ou um fino, como se diz para aquelas bandas) e decidimos que dali já não saíamos. Meia hora depois estávamos sentados com o sr. Alfredo a servir-nos. E mesmo com a casa cheia, ainda houve tempo para ficarmos ali com ele um pouco à conversa. E assim ficou apresentado o ambiente familiar que ali se vive. Quanto à francesinha...asseguro-vos que é a melhor que já provei. Aconselho-vos a dar uma espreitadela no site para ficarem a saber tudo sobre a história desta casa, os prémios recebidos e a descrição detalhada da confecção desta iguaria que se revelou uma perfeita sintonia de sabores. 

 

E para dançar, como é?

Não é de agora que considero a noite do Porto uma das mais apelativas. E há de tudo, para todos os gostos! Nos últimos anos surgiram novos espaços e outros renovaram-se. Certo é que, na baixa, não há um bar cuja decoração nos seja indiferente. São quase todos dotados de um charme que não é para qualquer cidade. É para aquelas que prezam a boa diversão, em espaços onde cada detalhe é criteriosamente estudado para proporcionar noites memoráveis. Embora tenhamos andado a saltitar por várias "capelinhas", fiquei rendida a três espaços: É pra Poncha, numa das ruas das Galerias de Paris, onde me apaixonei pela poncha de tangerina, The Gin House, na Rua Cândido dos Reis, o sítio ideal para dançar e saborear um gin de excelência e finalmente o restaurante/bar Galeria de Paris, um antigo armazém de tecidos decorado com objectos inimagináveis...até um Fiat 500 está pendurado na parede. Quando forem ao Porto não deixem MESMO de visitar este espaço. Garanto-vos que vale a pena. Quase todos os bares por onde passámos são frequentados por várias gerações. E não há ali qualquer desconforto por isso. Bem pelo contrário! Talvez porque é fácil perceber que existe entre todos uma coincidência de intenções: a diversão genuína! 

 

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  É Pra Poncha

 

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  Restaurante/Bar Galeria de Paris

 

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  The Gin House

 

 

E voltamos à gastronomia...

Numa das noites em que saímos um pouco mais tarde de casa, não nos apeteceu propriamente jantar de faca e garfo. Tínhamos ouvido falar da sandes de pernil com queijo da serra derretido, da Casa Guedes, e não pensámos duas vezes. É uma tasca na verdadeira acepção da palavra e à moda antiga. Mas daquelas que merecem distinção. O pão vem tostado, o pernil mais bem temperado não podia ser e o queijo da serra derretido no meio dessa mistura vem mesmo a propósito para presentear o paladar. A acompanhar com o vinho da casa ou um fino, só posso mesmo recorrer à mais comum das expressões: "é de comer e chorar por mais". Fica na Praça dos Poveiros, nº 130. 

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E como não podia deixar de ser, o vinho do Porto

 

Entre tantos passeios a pé e experiências gastronómicas, pouco tempo nos restou para saborearmos calmamente um vinho do Porto no cenário indicado. Ainda assim decidimos atravessar para o lado de Vila Nova de Gaia, mesmo para o coração da zona histórica, nas margens do rio Douro, e tentar visitar uma das muitas caves do Vinho do Porto que por ali existem. Fizemos algumas tentativas mas devido à hora tardia, foi impossível visitar as maiores e mais conhecidas. Fomos então desafiados a entrar na cave Porto Augusto's uma vez que a visita, além do preço ser bastante acessível, era bem menos demorada que as outras uma vez que se trata de uma empresa familiar. E em boa hora aceitamos embarcar nesta pequena aventura. O nosso guia, o Luís, não podia ter sido mais simpático e expert na matéria. No final da visita fomos convidados a fazer uma prova dos vários vinhos produzidos por esta marca e ficámos agradavelmente surpreendidos. Sugiro que espreitem o site para conhecerem todos os detalhes sobre o Porto Augusto's.

 

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Finalmente, obrigada Isabel, Débora e Paulo pela excelente companhia.