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Se a inês sabe disto

10 regras que desconhecia sobre sushi!

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Não digo que não a um bom sushi. Aliás, não digo que não a sushi. Ponto! O que eu não sabia, até há pouco tempo, é que existem regras que tornam a experiência de saborear o sushi muito mais agradável e proveitosa. E embora elas sejam cumpridas à risca no Japão, no Ocidente não é bem assim. Alguns chefs de cozinha japoneses entram em nossa defesa e asseguram que não nos devemos sentir intimidados por elas e, simplesmente, “usufruir do sushi”. Eu assino por baixo. Mas pelo sim, pelo não, deixo-vos algumas dicas que os mestres apontam como essenciais para melhor disfrutar desta iguaria japonesa. Pelo meio, também algumas regras de etiqueta...

 

A Ordem de Sabores

Para que possa ususfruir ao máximo de todos os sabores, os chefs aconselham que se comece pelos peixes de sabor menos intenso como o peixe-branco (1) ou o atum (2), seguindo para o salmão (3) ou ovas de salmão (4). Devemos deixar para o fim o sushi com sabores mais doces, com ovo, por exemplo. (5). De acordo com as regras de etiqueta, quando pedimos rolos de sushi menos elaborados (6), significa que temos intenção de terminar a refeição. 

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Como usar os hashi (pauzinhos)?

Para início de conversa, no Japão é falta de respeito esfregar os hashi um no outro. O chef pode entender essa atitude como um recado do cliente para a má qualidade dos mesmos. E enquanto não terminamos a refeição, sempre que fizermos uma pausa o ideal é que os hashi sejam colocados como se vê na imagem 1 e 2. Só no fim é que devem ser "arrumados" como se vê na imagem 3, sem nunca ficarem cruzados. 

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Comer com as mãos

Saiba que se for daquelas pessoas que ainda não está familiarizado com a técnica dos pauzinhos, pode perfeitamente comer à mão. Pelo menos no Japão ninguém vai levar a mal. Aliás, o sushi é tradicionalmente considerado uma fingerfood. Evite sempre o uso de talheres. No Japão a faca é considerada uma arma e usá-la nas refeições pode ser mal interpretado. Usar os hashi ou a mão é sinónimo de "refeição pacífica". 

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Nunca molhar o arroz no molho de soja (shoyu)

Este é, talvez, o erro mais comum com que nos deparamos nos restaurantes japoneses. E existe naturalmente a explicação para esta regra: ao embebermos o arroz no molho de soja, além de existir a grande possibilidade do rolo ser destruído, o sabor irá ficar completamente alterado, muito mais salgado. Por isso, é aconselhável que se molhe apenas uma parte do peixe. Caso o formato do rolo não permita fazer esta "manobra", é costume molhar um pedaço de gengibre na soja e usá-lo para pincelar a peça de sushi. 

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Proibido dar dentadas. Mas há excepções...

O sushi deve ser comido inteiro e, quase sempre, os chefs preparam as peças com o tamanho ideal para que possam ser ingeridas de uma vez só. Porém, existem excepções. É o caso do temaki e do futomaki. De dimensões maiores, podem (e devem!) ser comidos com as mãos e em várias dentadas. Porém, nunca devem regressar ao prato, devendo permanecer na mão até que sejam totalmente ingeridos. 

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Sejamos razoáveis na quantidade de wasabi

E eu confesso que este é o meu ponto fraco. À semelhança do molho de soja, também não devemos exagerar na quantidade de wasabi pelo mesmo motivo...deturpa o sabor! A regra diz que a quantidade ideal deste picante é a que vem para a mesa, e é decidida pelo chef. Eu cá peço sempre doses reforçadas desta pasta verde :). Alguns mestres da cozinha japonesa defendem mesmo que o wasabi deve ser colocado directamente na peça de sushi ou sashimi e não dissolvido no molho de soja, como habitualmente fazemos. Além da função digestiva, o wasabi é também um eficaz desinfectante do peixe. 

 

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Para que serve o gengibre

O gengibre é para ser comido antes do sushi e de vez em quando durante a refeição. Porque limpa a boca e abre o paladar para os novos sabores que vamos experimentando. Quase sempre a quantidade de gengibre que é disposta na mesa, no início, é considerada suficiente pelo chef. 

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4 peças? Nunca!

Os japoneses nunca pedem quatro peças de sushi, sashimi ou seja do que for. Para eles o número 4 é sinónimo de azar pois é escrito e pronunciado da mesma maneira que a palavra morte (shi). 

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Não sirva sake a si mesmo

No Japão esta regra é sagrada. Se optarmos por beber sake num restaurante japonês, nunca devemos encher o nosso próprio copo, pois é considerada falta de educação. Essa função cabe a quem está ao nosso lado/frente. Enquanto estamos a ser servidos, devemos segurar no copo ao alto, com a mão direita, apoiado na base pela mão esquerda. 

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Não brinde com "chin chin"

"Kanpai " (tradução: esvaziar a chávena) é o brinde tradicional japonês. Se viajarmos até ao Japão e nos ocorrer dizer "chin chin ", é provável que passemos a ser o centro das atenções, mas pelos piores motivos. É que essa expressão refere-se a uma parte mais íntima dos homens. Fica o aviso!

 

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Um filme de terror chamado "Desactivei temporariamente o meu perfil do Facebook"

 

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Um dia acordei e decidi cancelar a minha conta do Facebook. Estava consideravelmente saturada da informação desnecessária com que somos diariamente bombardeados nas redes sociais. Mas fazer uma triagem das amizades facebookianas, além de requerer tempo e paciência que eu não tinha, pareceu-me algo cruel e presunçoso, afinal, fui euzinha quem permitiu que aquelas pessoas entrassem na minha rede de amigos virtuais. Por isso, enchi-me de coragem e decidi bloquear esta rede social da minha vida!

Preparada para enfrentar os mais variados olhares e comentários esquizofrénicos (bem como alguma exclusão social), lá entrei no Facebook pela "suposta" última vez (embora já com uma certa e contraditória nostalgia, confesso). Segui as indicações para que a conta fosse eliminada e, a poucos segundos de reconquistar a liberdade, começa o filme de terror. Sou confrontada com a pergunta:"Isto é temporário?". Naquele momento passou-me tudo pela cabeça : "E se um dia preciso de entrar em contacto com a pessoa X? Não devo precisar, até porque se ela fosse importante na minha vida eu já teria o nº de telefone. Mas mesmo não tendo o nº de telemóvel da Sara, sempre achei piada aos bolos que ela faz com as figuras da Disney. E se um dia  a minha sobrinha faz uma birra porque quer um bolo com os Três Metralhas?". E pronto, temendo um futuro cheio de problemas circunstanciais deste género, lá respondi que sim, que era uma decisão temporária. Missão cumprida! Espalhei aos sete ventos, cheínha de orgulho, que já não tinha Facebook. Sete dias depois, nem mais minuto nem menos minuto, eis que o meu perfil renasce das cinzas sem que eu tenha feito rigorosamente nada em prol dessa "ressureição". 

Moral da história: o Facebook é querido, democrático e aceita as decisões das pessoas. Mas ao fim de 7 dias ele ressuscita sozinho! Pois...é verdade! E se mantivermos a decisão de continuar afastados desta rede social, somos obrigados a passar outra vez pelo mesmo processo doloroso e burocrático. Semana após semana! E sempre a mesma e temível pergunta: "Isto é temporário?". Mais ou menos como nas audiências de divórcio...Não há volta a dar!

A propósito do burkini...

 

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Como não podia deixar de ser, o tema gerou controvérsia. Refiro-me ao burkini e ao facto de duas mulheres britânicas terem sido expulsas da piscina de uma unidade hoteleira, no Algarve, por o usarem. Para quem não sabe, o burkini foi concebido para proteger a discrição das mulheres muçulmanas mas que, surpreendentemente, está a ganhar mais terreno do que era inicialmente previsível no universo da moda. Ao ponto da conhecida marca de roupa Marks & Spencer ter apostado até na comercialização de dois modelos de burkini. Em 2011, a chef de cozinha Nigella Lawson foi fotografada, e consequentemente criticada, por ter usado esta peça de roupa que para muitos é símbolo de discriminação e uma afronta à liberdade das mulheres. Certo é que esta moda parece ter vindo para ficar até porque, de acordo com um responsável de marketing da Marks & Spencer, "este tipo de fato-de-banho protege a pele das tão temidas radiações solares, além de ser muito confortável". 

Nestas situações acho que sinceramente cada um sabe de si! Discordo em absoluto que alguém seja obrigado a usar o que quer que seja, por que motivo for. Mas expulsar alguém de uma piscina por usar burkini parece-me altamente discriminatório. Ninguém é obrigado a exibir o corpo em público e as motivações para o seu uso podem ser mais que muitas. Assim como reclamamos o respeito pela nossa cultura e sociedade, não podemos exigir a um muçulmano que deixe de sê-lo, simplesmente porque veio a banhos ao Algarve. 

Alega-se, como forma de justificar a proibição do uso do burkini em determinados países, que o mesmo simboliza um atentado ao direito à Liberdade e Igualdade. Será assim em alguns casos. Não em todos! Não nos esqueçamos que, para muitas mulheres, trata-se apenas de um código de vestuário que adoptam de livre vontade. Se prevalecer a ideia de que a integração dos muçulmanos nas sociedades europeias implica renúncia à sua identidade, não será de estranhar depois a tendência para a radicalização.

 

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Nigella Lawson com um burkini

 

Mas afinal, como surgiu o burkini?

Em 2003, Aheda Zanetti fundou a AHIIDA, uma das maiores marcas de burkinis. A criadora diz que teve ideia de conceber este modelo depois de ver a sobrinha a praticar desporto com o tradicional hijab (véu), que se tornava bastante incómodo. Decidiu aliar o conforto à flexibilidade e assim nasceu o burkini. Hoje, 14 anos depois, esta ideia valeu-lhe reconhecimento a nível mundial com a aprovação e certificação oficial da comunidade islâmica que olham para este fato-de-banho como forma de encorajar as mulheres muçulmanas a praticar desporto.  

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Aheda Zanetti 

E agora, acabam-se as sardinhadas?

 

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Texto de Edmundo Gonçalves

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O Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES, na sigla em inglês), organismo científico que aconselha a Comissão Europeia sobre as quotas de captura de peixe, recomenda   a suspensão total da pesca da sardinha em PortugalAté agora este organismo vinha recomendando uma redução na quantidade a pescar anualmente, mas desta vez o corte será radical, até que o stock regresse a níveis aceitáveis. Prevê-se que durante 15 anos, no melhor dos cenários.

Esta medida, a ser implementada, vai colocar em causa um sem número de pessoas e empresas que vivem deste tipo de pescado, desde logo os pescadores e as suas famílias, mas também os armadores e as empresas de conservas e outras a montante e a jusante. A ser implementada esta medida e a ser real o diagnóstico, no entanto já refutado pela associação do sector e pelo secretário de estado José Apolinário, a confraternização à volta do grelhador e o pingo no pão com os pimentos e a salada de tomate, terá os dias contados pelo menos nos próximos três lustros. Portanto, meus caros, hoje que é Sábado e o tempo está de feição, apesar de se prever que com estas notícias os do costume aproveitem para especular no preço do peixe, vão lá à praça ou ao supermercado, peguem fogo ao carvão, cortem o pão em fatias, preparem o vinho, escolham a sombra e toca de se “amandarem” a uma bela duma sardinhada.

Enquanto há.

Está quase a chegar o Flower Power Fest Cascais

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Já tenho divulgado por aqui algumas informações sobre o que se vai passar neste festival que pretende recriar um pouco o espírito que se viveu no Woodstock, em 1969. Embora com contornos e motivações diferentes do mediático evento da década de 60, o Flower Power Fest Cascais tem em comum o objectivo de celebrar a música e é disso que se trata. Vamos então directos ao assunto...O Reggae Roots dos Inner Circle e Big Mountain vai ser um dos momentos altos do festival. Por isso, para que possam assistir à actuação destas duas bandas com alguma informação na bagagem sobre elas, fiquem a saber que:

 

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Os INNER CIRCLE foram formados em 1968 pelos irmãos Ian (baixo) e Roger Lewis (guitarra), em Kingston. Em 1974, lançaram o seu primeiro álbum, Rock The Boat, com o selo da Trojan Records. A formação inicial da banda era: Funky Brown (vocal), Prilly (vocal), Stephen Cat Core (guitarra), Ibo Cooper (teclado), além dos irmãos Lewis. Em 1976, Jacob Miller assumiria os vocais do Inner Circle e a banda começaria a fazer sucesso. Pouco tempo depois, os metais foram incorporados à banda, através de Llewellyn Chang (sax alto) e Leighton Johnson (trompet), ambos formados na banda Excelsior High School. Ao final de uma excursão aos Estados Unidos e Bermudas, Ibo Cooper e Stephen Cat Core deixam o Inner Circle para criarem a sua própria banda.
Ao grupo, juntou-se também o guitarrista Joe Ortiz, o qual de um toque de hard rock, jazz e blues ao som o grupo. O estilo da banda foi decisivamente marcado pelo acidente automobilístico que tirou a vida do vocalista Jacob Miller, em 23 de março de 1980. Após a morte de Jacob Miller, a banda se separa, mas, em 1982, ainda lança um álbum chamado Something So Good. Em 1986, os irmãos Lewis reativaram definitivamente os Inner Circle, com um novo vocalista: Calton Coffie, com o qual gravam Black Roses. Em 1987, os Inner Circle lançam o álbum One Way, que contém a canção "Bad Boys", a qual fez grande sucesso e é transformada em trilha a série de televisão COPS.] Desde então, a banda auto-denomina-se "The Bad Boys of Reggae". Em 1993, o single "Sweat (A La La La La Long)" alcançaria o TOP 3 do Reino Unido (a canção "Bad Boys" havia conseguido apenas a 52º lugar) e a décima sexta posição no Billboard Hot 100. Em 1995, o vocalista Calton Coffie adoece e fica por um longo período inativo. Ao recuperar-se da doença, decide abandonar a banda para seguir carreira solo. O seu lugar é então ocupado pelo atual vocalista, Kris Bentley, que se estreou em 1997. Da Bomb, que foi lançado na América um ano mais tarde numa versão ligeiramente reconfigurada intitulada Speak My Language. A banda fez longas tournés pelo mundo e continuou lançando novos álbuns, incluindo Big Tings, de 2000.

 

 

Quanto aos BIG MOUNTAIN, a banda de reggae americana trouxe uma versão muito comercializada da música jamaicana para o mainstream americano quando a sua cover de "Baby, I Love Your Way" de Peter Frampton alcançou o Top Ten no início de 1994. No entanto, os seus três álbuns contêm música reggae roots combinada com algumas covers R & B-ish, e a sua formação inclui dois jamaicanos com excelentes credenciais: o guitarrista Tony Chin e o baterista Santa Davis - ambos tocaram com a banda de Peter Tosh e os Soul Syndicate.

 

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Os Big Mountain foram originalmente formados em San Diego, na Califórnia, como Rainbow Warriors. Depois de vários anos de mudanças vertiginosas na programação e duas mudanças de nome - primeiro para Shiloh e finalmente para Big Mountain - o grupo formou-se com o vocalista / guitarrista Quino, com o guitarrista Jerome Cruz, os bateristas Gregory Blakney e Lance Rhodes, o tecladista Manfred Reinke e o baixista Lynn Copeland.
Essa formação lançou Wake Up em 1992 e prosseguiu com "Touch My Light" no início do ano seguinte. O single alcançou o número 51 na América, mas apenas um ano depois os Big Mountain começaram a experimentar vários guitarristas diferentes. Depois de várias mudanças, Tony Chin tornou-se disponível e juntou-se a Quino e a Copeland com as novas aquisições Santa Davis, James McWhinney (percussão) e os teclistas Billy Stoll e Michael Hyde. Durante as gravações do seu segundo álbum, o produtor de cinema Ron Fair pediu aos Big Mountain para gravarem uma cover de "Baby, I Love Your Way" para o seu filme, Reality Bites. Incluído na trilha sonora e no álbum Unity do grupo em 1994, o single alcançou o número seis nos EUA e tornou-se um sucesso mundial.
Apesar do sucesso dos Big Mountain nos tops, a maioria da comunidade reggae permaneceu fiel à banda.
O grupo encabeçou dois festivais consecutivos de Reggae Sunsplash na Jamaica durante as massivas tornés mundiais que cruzaram a Europa, América do Norte e do Sul, Ásia e Indonésia. O terceiro álbum Resistance foi lançado em 1995, seguido dois anos depois pelo Free Up.
Recentemente os Big Mountain lançaram um novo single “Here Comes The Sun”, um cover dos lendários The Beatles”. 

Continuarei a acompanhar e a partilhar convosco as novidades deste festival que acontece já nos dias 3, 4 e 5 de agosto, na praia de Carcavelos.

 

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