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Se a inês sabe disto

Reminiscências?

adultério.pngImagem: "Sol"

 

 

Os árabes andaram por cá pela Península durante oito séculos. Um período tão largo, quase, como o que Portugal leva de país independente.

Um tal lapso de tempo deixa raízes, imensas. São disso exemplo os nomes (os que têm o prefixo "al" quase todos), as rodas nos rios e riachos para captação de água, alguns monumentos e a arquitectura, p.e. e alguns costumes também, atentos a um tal de um Neto de uma Moura, que persiste em tomar decisões como se vivesse ainda no "Al Andaluz", o califado.

Este Neto, juíz de profissão, que ou anda distraído ou procura protagonismo como jhiadista, não deixa por conta de outras mãos a aplicação sem reservas da sharia. A mulher adúltera deve ser apedrejada até à morte! Ainda que a Constituição o impeça porque, azar o seu, a pena de morte foi abolida em Portugal em 1876, as decisões (ou acórdãos, como os tribunais lhe chamam) que tem tomado contra mulheres vítimas de violência doméstica, não são menos do que o sentenciamento a uma morte, ainda que lenta, das vítimas. Porque "pecaram", diz esta besta, perdão, este talibã de meia tijela. Já por cinco vezes este Mustafá de trazer por casa tomou decisões penalizando mulheres agredidas, desculpando os agressores porque, coitados, foram corneados. E um gajo corneado tem o direito de abanar a cabeça, ou, no caso, de pregar uma carga de porrada na mulher. 

Considerações sobre o adultério à parte, nada há que justifique a agressão física ou psicológica, que em regra penetra ainda mais fundo. No entanto, pela amostra dos acórdãos conhecidos (os tais cinco), poderemos estar descançados com o Moahmed, que quando lhe lá apareça um caso de violência doméstica em que a vítima seja um homem, que também os há, ele averiguará a vida extra-conjugal do senhor e terá em consideração o eventual pular de cerca do queixoso e se for o caso lhe mandará cortar, rente, as partes pudibundas e absolverá a agressora, que coitada foi vítima de um valente par de cornos. Ou não?...

Este acórdão em particular tem ainda um requinte tão pérfido quanto absurdo e incompreensível: O colectivo é composto por um outro juíz que é... MULHER! E se esta mulher, que por acaso é juíza, acompanha e subscreve um acórdão deste teor abjecto, só posso retirar daí uma conclusão: Espanca (melhor, desejava espancar) o marido! Os leitores concluirão facilmente porquê.

 

Anda um país a gastar dinheiro com a justiça, com alimárias destas a tomar decisões.

Façam-me o favor...