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Que viva la madre de diós

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Texto de Edmundo Gonçalves

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 Quem me acompanha, saberá que não professo qualquer religião. Sem tecer quaisquer considerandos, respeito todos e cada crente, bem como todos os credos. E como espírito aberto, lá fui, com a troupe do costume e mais umas novidades agradáveis, à romaria em honra da virgem de El Rocío.

Já vos tinha dito no ano passado, numa crónica semelhante, que aquilo é um misto de Fátima com a Feira da Golegã. Há o factor religião, que é importante e está sempre presente, mas também há a festa, os cavalos, as charretes, as sevilhanas e os fatos riquíssimos que elas e eles, mais elas como é usual, envergam.

Dezenas de milhares de pessoas de toda a Espanha, especialmente da Extremadura, deslocam-se para uma festa. A diferença entre esta romaria e Fátima é mesmo esta! A Fátima, principalmente os católicos, deslocam-se com um sentimento completamente diferente dos que acodem ao chamamento da virgen del Rocío, o chamamento religioso está lá todo, mas há um lado, chamemos-lhe profano, que está lá e é preponderante. É vulgar assistir a pares ou a  grupos de homens e mulheres, trajados a preceito, dançando sevilhanas, ao som da música tradicional andaluza. Se há por ali promessas em pagamento, elas serão liquidadas com copas e música, que não se vê ninguém humilhando-se a desfilar ajoelhado.

É notório o sentimento de felicidade estampado no rosto de todos, e por ali haverá também gente que sofre, certamente; Viram-se dentro da pequena igreja, com um altar espectacular em talha dourada, crianças e jovens deficientes profundos acompanhados dos pais certamente e outros familiares, no entanto o sentimento dentro do espaço era de alegria contagiante, com um coro que cantava… flamenco.

Para quem não crê e vê aquela romaria de fora, é contudo impossível não sentir-se contagiado. Ali há uma religiosidade que não é castigadora, que não é triste, que não é fatalista e é fácil entrar no espírito. Ali a religião, não esquecendo que estão ali pessoas profundamente católicas, faz parte de um todo e sem toda a restante envolvência, provavelmente não existiria romaria. Para aqueles romeiros a ida a El Rocío é uma festa. E quem de nós não está disponível para uma festa?. A profusão de sentimentos é tão grande, que tenho a certeza que com a ajuda de algumas fotos, das centenas que fizemos, compreenderão melhor o que estou a tentar passar-lhes. Desfrutem.

 

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