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Se a inês sabe disto

Puigdemont exila-se em Bruxelas

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Este seria provavelmente um bom início de crónica, tão quente que anda a temperatura política na Catalunha, mas não, não irei falar da declaração de independência dos catalães, que há por aí assuntos bem mais quentes.

Um deles, a ferver e preocupante, é a pretensão de Trump romper com o tratado de não proliferação de armas nucleares, e estar decidido a aumentar o arsenal nuclear americano. É grave, mas mais grave ainda é que o protocolo de lançamento vai ser aligeirado; Ou seja, a Trump é mais fácil o acesso ao gatilho. “Não há maior força para a paz no mundo do que o arsenal nuclear dos Estados Unidos”, disse a besta do vice-presidente de Trump, Mike Pence. Ao que consta, Rex Tillerson, o Secretário de Estado, terá chamado Trump de "imbecil", por este querer aumentar muito o arsenal nuclear. Muito, perceberam a subtileza? A coisa ia aumentando lentamente e ninguém dava por isso, mas o "imbecil" do seu chefe, como é garganeiro e arrogante, abriu a boca e percebeu-se o plano.

Dizem eles que é tudo por causa dos aliados, que se queixam de falta de apoio, principalmente os sul-coreanos, que estão um bocado à rasca com a vizinhança do andar de cima.

Bom, ou melhor, mau, o que esta atitude insensata, para ser simpático, de Trump está a ter como consequência é que vários países estão a pensar aumentar o seu poder de fogo, secção do nuclear. Assim na Austrália, Myanmar, Taiwan e Vietname também se começa a ponderar a possibilidade de desenvolver a via nuclear e até o governo japonês (que não tem o apoio do seu povo que ainda se lembra dos massacres de Hiroshima e Nagasaky), quer mandar para as urtigas o estatuto pacifista da sua constituição e começar a produzir ogivas. Diz-se que têm capacidade para colocar "no mercado" seis mil desses "brinquedos", coisa pouca.

A culpa é da Coreia do Norte, dizem eles. Só pode, porque do Irão não pode ser, já que segundo Yukiya Amano, diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Teerão está a cumprir com o acordo (de controlo de armas nucleares), contradizendo mais uma vez o presidente dos Estados Unidos. “O acordo que o Irão assinou está a ser cumprido.”

Comparado com esta fogueira, a independência da Catalunha, é brincadeira de garotos!