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Se a inês sabe disto

Por obra e graça do Espírito Santo

 

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Texto de Edmundo Gonçalves

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Eu confesso, sou um teso. Um trabalhador por conta de outrém, se não for administrador de uma qualquer grande empresa ou de um banco, dificilmente passará da cepa torta. Quero eu dizer, de ter dinheiro para a prestação da casa, do carro, da água, da electricidade e das comunicações. Esses são os felizardos da classe média, onde me incluem, vá-se lá saber porquê. Há ainda os outros, os do salário mínimo, mas nem uns nem outros contam para a  estória que se segue.

Ou contam? A ver…

Ricardo Salgado, o ex-dono disto tudo, o tipo que deu cabo do BES, acusou em tribunal o Banco de Portugal de “falta de imparcialidade”. É aqui que eu me mando para o chão e rebolo tipo cãozinho enquanto rio até me doerem as queixadas. O gajo que enganou meio mundo, levou à falência milhares de pequenos aforradores e deu um rombo de milhões ao Estado, acusa o Banco de Portugal de “falta de imparcialidade”. O que é que o gajo queria? Queria que o  governador, que ficou também muito desfocado no retrato, fosse ainda mais parcial e o deixasse sacar ainda mais uns milhões aos pobres clientes?

Entretanto “à cause” desta “falta de imparcialidade”, um buraco tipo Fossa das Marianas está por tapar. Já perceberam onde é que eu, você e os do salário mínimo entram nesta estória, certo?

Tesos somos. Ainda mais tesos ficaremos.

Entretanto Ricardo Salgado goza na Quinta da Marinha, coitado, da sua reforma de miséria de noventa mil euros mensais. Sim eu disse no-ven-ta-mil-eu-ros-men-sais! Como podem ver, uma total “falta de imparcialidade”!

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Patrícia Teixeira

Edmundo Gonçalves

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