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Polícias, xerifes e outros pistoleiros (ou a invadir desde 1846)

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Texto de Edmundo Gonçalves

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Procurando não ser muito exaustivo (há material para uma crónica imensa, ou para uma semanada, se for faseada), eis alguns dos momentos mais importantes da ingerência dos EUA no estrangeiro:

Em 1846 dá-se o debute, com a invasão do México, de que resulta a anexação do Texas. Dura dois anos o desmando.

Menos de cinquenta anos depois,  em 1890, desembarcam em Buenos Aires, Argentina, para defesa dos interesses de empresas americanas sedeadas no país.

Nem um ano se passou e em 1891 os fuzileiros navais esmagam uma rebelião de nacionalista no Chile. Ainda nesse ano invadem o Haiti e acabam com uma revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada por si.

Dois anos depois anexam o reinado independente do Hawai!

No ano seguinte, em 1894, ocupam a Nicarágua.

No mesmo ano e até final de 1895, invadem a China, durante a guerra sino-japonesa. 

Entre 1894 e 96, invadem a Coreia, o que viriam a repetir cerca de sessenta anos depois, entre 1951 e 53, continuando até hoje a ter bases na Coreia do Sul.

Em 1895 lembraram-se do Panamá e toca de fazer também aí uma “perninha”.

Entre 1898 e 1900 voltam à China, que ocupam durante a rebelião Boxer.

Atravessando três séculos, especializaram-se em invasões. Querem ver:

Honduras(8 vezes), Panamá(8), China(6), Guatemala(6), Nicarágua(6), Cuba(5), México(4), R. Dominicana(4), Coreia(3), Haiti(3), Iraque(3), Porto Rico(3), Chile(2), Irão(2), Jugoslávia(2), Laos(2), Líbano(2), Libéria(2), Afeganistão, Albânia, Argentina, Arábia Saudita, Bolívia, Camboja, Colômbia, Egipto, El Salvador, Espanha, Hawai, Filipinas, Grécia, Ilha de Granada, Ilha Guam, Ilhas Virgens, Rússia (URSS), Samoa, Somália, Turquia, Venezuela, Vietname e Zaire. Quarenta e um países, é obra!

Como pode verificar-se fizeram-se notar um pouco por todo o globo, mas é manifestamente no continente americano (América Central e do Sul) que se fizeram notar com mais estrondo. De notar que para além das invasões, há ainda a considerar a interferência em diversos países da América Latina, fomentando golpes e contra-golpes, que foram colocando no poder gente de sua confiança. A preparação do golpe de estado que depôs e levou ao assassinato de Salvador Allende no Chile, pela CIA, e que colocou Augusto Pinochet no poder, é exemplo paradigmático.

Pelo meio ainda tiveram tempo de deixar duas “prendas” no Japão, em Hiroshima e Nagasaky, sendo até hoje os únicos a utilizar armas nucleares e logo contra duas cidades ao que consta desmilitarizadas; Ou seja, onde havia apenas população civil…

Como se vê, não sendo flor que se cheire, o ditador norte-coreano ao lado destes “cóbóis”, é um verdadeiro facínora!

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