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Se a inês sabe disto

Oliveira e Costa e o BPN

Texto de Edmundo Gonçalves

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Finalmente, ao fim de um ror de anos, lá se chegou ao fim (faltam ainda os recursos, é certo) desta grande tragédia. Basicamente, o que se passou foi que um grupo de amigos se juntou para gamar uns milhares de milhões a uns incautos e grande parte deles passou incólume entre os pingos da chuva, encolhendo as gordas panças, não fosse algum deles, pingos, ferir-lhes o sacro bandulho. O cabecilha daquilo tudo, ou melhor, o testa-de-ferro daquilo tudo, um senhor gágá que já foi ministro deste País e até foi um gajo importante no Banco Europeu de Investimentos (BEI), foi o que apanhou a cacetada maior, no julgamento ora terminado, catorze anos de prisão efectiva. Não fosse o tipo ter 82 anos e era um belo negócio, querem ver? Aquele regabofe terá custado cerca de oito mil milhões aos contribuintes. Dividam lá isso por 14 e digam-me lá se por cerca de quinhentos e setenta e um milhões de euros ao ano, se importavam de ir ver o sol aos quadradinhos? Bom, não esquecendo que cumpridos 2/3 da pena, ou coisa que o valha, sairiam em liberdade e com a dívida paga. Digam-me lá se não foi um negócio do camândro?

“Aquela massa toda não foi só p’ra ele” dizem-me vocês. Pois não, mas o que ele passou para nome da mulher antes de se divorciar e que estará a bom recato num off-shore qualquer, deve ser uma bela maquia. Bom, isto se o senhor cumprir pena, já que está doente e com o tempo que os recursos vão consumir, ainda bate a bota antes de ir dentro. Bom, para os mais sensíveis com este tom de conversa, quero lembrar-lhes que foi graças a gajos como este que não sou aumentado desde 2006 e com a agravante de durante uns anos me terem ainda reduzido o ordenado e aumentado os impostos.

O que mais desejo é que se cure, mesmo! E que pelo menos por um dia vá para o xelindró. Puta que o pariu!

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