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Se a inês sabe disto

O Papa e a tolerância

 

 

 

 

 

 

 

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Texto de Edmundo Gonçalves

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Para início de conversa fica já esclarecido que não sou crente. Apesar de funcionário público. Logo, serei provavelmente um dos que eventualmente terá dispensa de prestar serviço no dia da vinda de Francisco à Cova da Iria, assim o meu presidente entenda por bem. Fica também esclarecido que não concordo com esta decisão.

Imaginem que agora davam em vir p’raí os chefes de todas as igrejas que têm por cá fiéis seguidores, o fórróbódó que não seria. ‘Tá bem, os cristãos são a maioria, mas que diabo e os indús e os ortodoxos e as testemunhas de Geová e os muçulmanos e até os Helderes? Isto a malta não fazia a ponta d’um corno!

Cá p’ra mim, tolerâncias de ponto justificam-se quando estão em causa os superiores interesses do País. Por exemplo numa final da Liga dos Campeões, ou assim. Pronto, para assistir ao festival da Eurovisão, concedo… Agora numa visita do Papa?

Parece-me que está tudo doido. Quer dizer, a malta que tinha planeado ir a Fátima já meteu o seu diazinho de férias, funcionário público ou não. Imaginam o que é agora os recursos humanos, a trabalheira que vão ter para alterar os requerimentos? É que uns vão alterar para dia 11, outros para dia 15. Claro! Aproveitam e dão um pulo à Nazaré ver o Mac’Namara e os canhões e tudo isto ocupa tempo, não é só o dia da tolerância, que alterar um requerimento é uma coisa, mas milhares deles… Ah, pois!

Eu cá, como já disse, não concordo com esta tolerância, porque não vou a Fátima (nem sou crente, já tinha dito?), mas se houver, vou gozar um fim-de-semana grande, peço desculpa. É que isto é mais ou menos como as greves e as manifs para os aumentos de ordenados e outras regalias. Há gajos que nunca fazem uma grevezinha que seja e nunca põem os cotos numa manif, mas quando vem o aumento, nunca fazem uma carta ao patrão a dizer que não fizeram nada por isso e o dispensam e são os primeiros a perguntar se tem retroactivos.

Louvado seja Sto. António (Costa)