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Se a inês sabe disto

Noronha da Costa celebra 50 anos de pintura

 

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São 74 anos de vida, 50 dos quais dedicados à arte. Luís Noronha da Costa assinala meio século desta entrega com a exposição "Isto não é só um écran - Noronha da Costa - 50 anos de pintura (1967-2017)". São 35 obras da colecção pessoal do artista plástico, que foi também cineasta e autor de alguns dos mais marcantes filmes experimentais da vanguarda portuguesa. 

Em entrevista à Lusa, o pintor falou sobre a exposição, que estará patente até ao dia 22 de Abril na casa-museu Medeiros e Almeida, e recordou o início de tudo, nos anos 60, quando se estreou nas artes através de colagens: "Algumas dessas primeiras colagens não me foram possíveis incluir nesta exposição, fazem falta, mas é uma boa seleção do meu percurso". Sobre a sua pintura, descreve-a assim: "não é desfocada, mas diluída, entre o cá e o lá".

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Fez o curso de arquitetura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e expôs individualmente, pela primeira vez, em 1962, em Lisboa, Paris e Munique. À Lusa recordou que uma das mais afamadas críticas de arte, a norte-americana Barbara Rose, comparou-o a Fernando Pessoa: "Porque fazia simultaneamente tudo o que é autóctone e ao mesmo tempo universal, escrevendo que um dia que surgisse uma nova pintura, eu seria pioneiro". Em 1969 participou na Bienal de S. Paulo e representou Portugal na Bienal de Veneza de 1970. Primeiro dedicou-se às colagens, depois à criação de objetos, com espelhos e vidros para produzir efeitos espaciais e em finais da década de 60 reinventou-se através da pintura de imagens, com vistas através de um ecrã desfocante.

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A Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, dedicou-lhe uma retrospetiva em 1983. Em 1999 recebeu o Prémio Europeu de Pintura pelo Parlamento Europeu e, em 2003, o Prémio AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte, em Lisboa). A obra de Noronha da Costa encontra-se em colecções públicas e privadas nacionais de arte contemporânea como a da Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação de Serralves, o Centro Cultural de Belém, o Museu do Chiado e também na Washington Gallery, nos Estados Unidos.

A mostra "Isto não é só um écran – NORONHA DA COSTA – 50 anos de pintura (1967-2017)” está sob a curadoria do crítico de arte Bernardo Pinto de Almeida que acompanha Noronha da Costa no plano histórico, crítico e curatorial desde finais da década de 1980.

 

Informação sobre a exposição

 "Isto não é só um écran – NORONHA DA COSTA – 50 anos de pintura (1967-2017)”

14 de março a 22 de abril

Casa-Museu Medeiros e Almeida

Entrada gratuita para a Galeria de Exposições Temporárias. Para a última parte da exposição, integrada no espaço da coleção da Casa-Museu Medeiros e Almeida, o bilhete é de 5 €.

 

Morada e horário Casa-Museu Medeiros e Almeida

Rua Rosa Araújo, 41 – Lisboa
Tel. (+351) 21 354 78 92
www.casa-museumedeirosealmeida.pt
De 2.ª a 6.ª feira das 13h00 às 17h30 | Sábados das 10h00 às 17h30
Encerra aos domingos