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Se a inês sabe disto

Noites de Queluz regressam ao Palácio

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A saudade e o anseio são os sentimentos predominantes no segundo concerto das “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie”, na noite de 1 de outubro. Essas duas palavras portuguesas, combinadas, são as que melhor expressam o conceito alemão de ‘Sehnsucht’, muito explorado pelos poetas e compositores do Romantismo germânico, e que teve na canção de câmara acompanhada ao piano – o ‘Lied’ – o seu território de eleição. Este concerto no Palácio Nacional de Queluz, intitulado “A ‘Sehnsucht’ romântica vista por Beethoven e Schubert”, terá por protagonistas o barítono alemão Thomas E. Bauer e o intérprete de pianos históricos belga Jos van Immerseel.

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Jos van Immerseel playing the Walter copy by C. Cl

Na Sala da Música do Palácio Nacional de Queluz irão soar, de Schubert, as seis canções do ‘Canto do Cisne’ sobre textos do grande poeta romântico alemão Heinrich Heine, além de oito outros ‘Lieder’ que têm por tema dominante a ‘Sehnsucht’. Já de Beethoven, iremos ouvir o ciclo com o bem ilustrativo título ‘À bem-amada distante’. “A ‘Sehnsucht’ romântica vista por Beethoven e Schubert” está marcado para as 21h30 e terá um terceiro protagonista: o pianoforte Clementi. Nas coleções de Queluz desde 1941, este valioso instrumento foi alvo de um delicado e moroso trabalho de reacerto mecânico e de reafinação e voltou a fazer-se ouvir regularmente desde 2014, data da 1.ª edição das “Noites de Queluz”.

 

As “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” regressam ao Palácio Nacional de Queluz, com sete concertos distribuídos entre 27 de setembro e 29 de outubro. Estes espectáculos, que acontecem na Sala do Trono e na Sala da Música, propõem repertórios criteriosamente ajustados ao contexto histórico do Palácio, numa viagem pelas sonoridades do período Setecentista e do 1.º Romantismo.

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“Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” é uma iniciativa conjunta da Parques de Sintra e do Centro de Estudos Musicais Setecentistas em Portugal / Divino Sospiro, com direção artística do maestro Massimo Mazzeo. Este ciclo de concertos assinala o início da 4.ª Temporada de Música da Parques de Sintra.

Informações úteis

Preço de bilhete por concerto: 10 euros

 

Locais de venda:

Bilheteiras da Parques de Sintra

FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, lojas ACP, rede PAGAQUI e Postos de Turismo de Sintra e Cascais.

Online em www.parquesdesintra.pt e em www.blueticket.pt

M/6

Após o início do espetáculo, apenas no intervalo será permitida a entrada na sala. Poderá haver concertos sem intervalo.

Falta de comparência ou atraso não dão direito a reembolso do valor do bilhete.

 

“Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” conta com a Antena 2 como ‘media partner’.

 

Programação

 

Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie

 

1 de outubro | 21h30 | Sala da Música

 

“A ‘Sehnsucht’ romântica vista por Beethoven e Schubert”

 

Thomas E. Bauer                            barítono

Jos van Immerseel                         pianoforte

 

Os portugueses inventaram a saudade e os alemães cunharam no Romantismo o conceito de ‘Sehnsucht’. Difícil também ele de classificar, liga-se por um lado à saudade e por outro ao anseio de algo nem sempre definido (ou definível), sobre um fundo de insatisfação imanente do sujeito poético. Foi amplamente explorado pelos poetas românticos e pelos compositores que cultivaram a género do ‘Lied’. Este recital ilustra como Beethoven e Schubert exploraram e interpretaram a ‘Sehnsucht’.

 

 

6 de outubro | 21h30 | Sala do Trono

 

“Barroco Bárbaro - o centro e as exóticas periferias”

 

Il Suonar Parlante

 

Vittorio Ghielmi                               viola da gamba e direção

 

Um concerto com duas caras, como Jano. Na primeira, visitamos três músicos alemães do Barroco, sempre com a viola da gamba em posição de destaque. Na segunda, “arma-se” uma festa de inspiração cigana, seja com melodias das comunidades dessa etnia que habitavam a Europa centro-oriental, seja com peças de autores consagrados onde existe uma contaminação do “exótico oriental”, cigano ou não. Um Barroco musicalmente excêntrico, portanto, na etimológica aceção da palavra.

 

 

13 de outubro | 21h30 | Sala da Música

 

“Um serão em Viena no tempo de Beethoven”

 

Marco Testori                                               violoncelo

Costantino Mastroprimiano                      pianoforte

 

Um programa com três obras em que Beethoven poderia ter participado: primeiro, enquanto intérprete, ao pianoforte, acompanhando o violoncelista na sua Sonata, op. 5; as restantes, enquanto espetador. Johann Nepomuk Hummel foi um grande virtuose do pianoforte, continuador do estilo de Mozart e Clementi, ao passo que Ferdinand Ries foi, primeiro, aluno e, depois, secretário de Beethoven, permanecendo, no decurso de uma vida cheia de viagens, sempre um admirador e amigo próximo do autor da ‘Eroica’.

 

 

22 de outubro | 21h30 | Sala da Música

 

“Domenico Scarlatti e a Roma que ele trocou por Lisboa”

 

Il Sogno Barocco

Paolo Perrone                                       violino barroco e direção

 

Quando em 1719 troca Roma por Lisboa, chamado por D. João V para ser Compositor régio, Domenico Scarlatti já era um prestigiado músico, ocupando desde 1715 o cargo de mestre da Capella Giulia, da Catedral de São Pedro. Em Lisboa passaria dez anos, também como professor dos infantes, mormente da primogénita e mais dotada, Maria Bárbara. Das suas mais de 550 sonatas e ‘essercizi’, apenas oito não são para tecla solo. Um concerto que viaja entre a Lisboa que fez sua e a Roma que deixou.

 

 

27 de outubro | 21h30 | Sala da Música

 

“Os alvores do Romantismo em Portugal”

 

Laura Fernández Granero                        pianoforte

 

João Domingos Bomtempo (1775-1842) e Muzio Clementi (1752-1832) adquiriram ambos fama fora dos seus países de origem: o português em Paris e em Londres, o italiano na Inglaterra onde cedo se fixou. Conheceram-se entre uma e outra dessas capitais e, quando Bomtempo se mudou para Londres, uma sincera amizade nasceu entre estes dois compositores, virtuoses do piano e pedagogos. Um face-a-face musical, na estreia portuguesa da jovem pianofortista espanhola Laura Fernández Granero.

 

 

29 de outubro | 21h30 | Sala do Trono

 

“Uma serenata para o aniversário do príncipe herdeiro”

 

Melite                        Eduarda Melo | soprano

Adrasto                    Patrycja Gabrel | soprano

Amaltea                    Giuseppina Bridelli | mezzosoprano

Temide                     Mariana Castello-Branco |soprano

Cassandro              Pedro Matos | tenor

 

Divino Sospiro

 

Riccardo Doni                     cravo e direção

 

João Cordeiro da Silva foi um dos principais compositores do período que medeia entre o Terramoto de 1755 e a fuga da Corte para o Brasil. Escreveu a serenata ‘Il Natal di Giove’ (‘O nascimento de Júpiter’), sobre libreto de Pietro Metastasio, para o 17.º aniversário do infante José Francisco, primogénito de D. Pedro III e da rainha D. Maria I. A obra foi ouvida no Palácio de Queluz a 21 de agosto de 1778. Esquecida desde então, é agora recuperada e dada em estreia moderna.

 

Neste link poderá consultar a programação completa do evento: http://www.parquesdesintra.pt/programacao-cultural/noites-de-queluz-tempestade-e-galanterie-2017/

 

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Patrícia Teixeira

Edmundo Gonçalves

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