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Se a inês sabe disto

Neubeuern e Kitzbuhel, mais dois paraísos no gelo

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Já partilhei convosco neste post aquele que considero o melhor destino de neve, que reúne todas as condições para que a experiência seja, para principiantes ou não, o mais enriquecedora possível. Mas como estamos mesmo na altura do ano em que, quem pretende viajar, está em cima da hora para marcar vôo, hotel e afins, decidi dar-vos mais uma sugestão de uma viagem que fiz à Aústria, onde tive possibilidade de visitar outra estância que me conquistou, Kitzbuhel. 

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Decidimos ficar instalados em Neubeuern, uma pequena e encantada vila no meio das montanhas. A pressa em chegar era tanta que quase passámos ao lado do alojamento sem que nos apercebessemos que era ali. Basicamente é uma quinta com gado, exploração de leite, uma família e uma casa de hóspedes no meio disto tudo! Em Niederauer Hof , é assim que se chama a quinta, fomos recebidos
como se de parentes nos tratássemos, a quem se reservou um espaço autónomo e acolhedor.
O local não podia ser mais cheio do espírito invernal que caracteriza a zona germânica, já bem perto da vizinha Áustria. A neve cobria toda uma área que se imagina, de Verão, verde e florida. Um pequeno quiosque de jardim dedicado ao descanso e à leitura numa tarde primaveril albergava  cadeiras vazias e gélidas, fruto da baixa temperatura exterior que imaginamos do interior de um quarto tão agradavelmente quentinho que as roupas quentes são perfeitamente dispensáveis. O conforto
das restantes acomodações assemelha-se a um misto de aconchego do lar (onde se pode circular
com o mesmo à vontade) e respeito exigido pelo possível encontro com outros hóspedes.
Estamos num vale rodeado de montanha, com um dos vários afluentes do Danúbio a passar muito perto; o Inn. Dos muitos distritos da Baviera, Rosenheim é o que se encontra mais perto, com cerca de 60 mil habitantes. Uma cidade onde se destaca a passagem de diversos corredores europeus de mercadorias, quer por via-férrea, quer rodoviária. 

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O encanto da Baviera e a vizinha Aústria

Os dias são passados fora de Neubeuern, à procura de neve e locais para esquiar. Enquanto circulamos fica-se literalmente de queixo caído com a simplicidade de uma varanda florida ou com a mistura de madeira e alvenaria que compõe a maior parte das casinhas. É a Bavaria (Baviera) no seu estado puro. Para esquiar optámos pelas estâncias que já ultrapassam a fronteira para o lado da Áustria. Por conveniência eram as que melhor se enquadravam dentro dos objectivos: paisagens lindas (o que num local como aquele é fácil de encontrar) e uma variedade de percursos que permitem, a quem se inicia no ski, não ficar, à partida, com uma impressão negativa.
Para quem não dispõe de material aconselha-se que o adquira no destino. São muitas as opções, desde novo a usado, e, tomando a última opção, não se fica nada mal servido. Se não quiser regressar
a casa com esse material, pode vendê-lo por lá. Muitas lojas estarão certamente dispostas a fazer
negócio consigo. 
Desfrutar da montanha em pleno foi o grande objectivo desta viagem. E bastam poucas horas para
se perceber que almoçar ao frio (agasalhado o suficiente para esquecê-lo), admirar a paisagem que nos rodeia para, pouco depois, iniciar uma descida para um largo vale, entrar no frenesi do vai e vem
de teleféricos, telecadeiras e saca rabos, é qualquer coisa que não queremos deixar de repetir.

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Também há diversão nocturna!

Fim do dia. Os Après-ski. São como bares de cowboys no meio de nenhures. Está toda a gente lá dentro a beber e a divertir-se. Cá fora, reina a calma e vão chegando os últimos esquiadores ou snowboarders com um único objectivo: aquecerem-se. O piano do saloon é substituído pelas colunas de onde sai um som remisturado de musicas conhecidas e cujo contexto só ali faz sentido. Nada que estejamos habituados a ouvir mas que ali faz o fechar do círculo de emoções que se teve durante o dia.
Regressamos a casa exaustos, com os pés mais aliviados (pois as botas de ski querem-se bem ajustadas, não apertadas em demasia) com a sensação de um dia preenchidíssimo, pensando sempre no que nos reserva o dia seguinte. O jantar pode ser em casa ou num dos restaurantes onde se dá a conhecer a gastronomia da região. Em Neubeuern encontram-se poucos mas bons locais para degustar algo muito saboroso.
Se quisermos animação a uma escala um pouco maior, Rosenheim é uma solução a considerar. Mas convém lembrar que, no dia seguinte, se queremos voltar à animação e emoção nas pistas de neve (e devem querer, acreditem que se torna um vício) cumpram com umas horas de sono. Vão precisar de todas as energias!
Se for a primeira vez num destino de neve, nada que uma ou duas aulas no local não resolva a ânsia de cumprir o desejo de esquiar. Para todos os que procuram deliciar a vista e o espírito numa descida de montanha, que não tem que ser obrigatoriamente a grande velocidade, aqui fica o conselho: experimentem! 

 

Informações úteis

Como ir
Deve apanhar um voo com destino a Munique. Os preços variam consoante a companhia aérea e o número de dias que permanece no destino mas, habitualmente, oscilam entre os 150 e 250 euros. No aeroporto de Munique é aconselhável o aluguer de uma viatura para melhor ficar a conhecer a região.

Onde ficar
Existem algumas opções, predominantemente casas de hóspedes. Nós aconselhamos Niederauer Hof, Niederau 1, 83115 Neubeuern, Telefone: +49 (0) 8034 7783• Fax:+498031222899998 e-mail: paul@niederauer-hof.de. Coordenadas
47°46 “ N del “ 00 12°9 “ E del ‘ 00 / 47.766667, 12.15

Material para a prática de ski ou snowboard
Prancha de snowboard ou skis, fato de neve, botas apropriadas para a prática do desporto, máscara, capacete, dois batons (ski) e protecção solar.

Algumas estâncias vizinhas: Kussen (Áustria): Kitzbuhel (Áustria) e Oberaudorf (Alemanha)

Agradecimentos: DC