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Se a inês sabe disto

Justiça. Justiça?

 

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Texto de Edmundo Gonçalves

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Aqui à atrasado era conversa corrente a morosidade dos tribunais. É um facto, havia casos de lana caprina, que qualquer expediente simples resolveria em três penadas, que andavam pelas secretárias dos juízes anos a fio, alguns deles até prescreverem por caducidade. Ora havia que resolver este problema e muito bem, todas as medidas seriam bem vindas para acabar com este flagelo, que na pior das hipóteses mantinha pessoas suspensas no tempo, dependentes de sentenças que lhe poderiam alterar as vidas. Então que fizeram os digníssimos governantes deste pobre País? Nada mais, nada menos que… “tchan, tchan, tchan, tchan… Aumentar as custas judiciais!

E foi remédio santo. A partir dessa altura, qualquer desgraçado que não tenha dinheiro para pagar as custas, pode ter toda a razão do mundo, mas duas coisas terá certo: Não verá reconhecida a sua razão e, melhor ainda, não irá aumentar o monte de processos na secretária de qualquer juíz. Isto sim, é governar. “Ah! Mas há gente que pode ter apoio judiciário”, dirão os caros amigos. É verdade! Mas vão lá ao sítio da segurança social e constatarão que se ganhar 600€ estará além do limite de riqueza(?) e que já não será atingido pelo regime de apoio judiciário. Bom, partindo do princípio que não tem uma casa comprada a crédito e um chaço para se deslocar para o trabalho, que aí, a meta dos 600 Euros é uma miragem.

Vêem como isto da democracia funciona?