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Se a inês sabe disto

Juro que não percebo

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A Arábia Saudita, esse enorme pilar de liberdade, de defesa dos direitos das mulheres e das minorias étnicas, tem agora um novo rei, que entregou a pasta da governação ao seu filho, um principe que quer finalmente retirar o país da idade média. Já começou por permitir que as mulheres possam conduzir automóveis e tem tomado medidas, ténues é certo, que vão no sentido de uma maior equidade. Agora virou-se para a luta anti-corrupção e de uma assentada mandou para o xelindró uma carrada de ministros, ex-ministros, principes (ali há principes como aqui há melros nas cidades, são uma praga) e outros membros da realeza e da corte, entre eles alguns multimilionários magnatas de empresas de influência global, como a Apple, p.e.

Ora, por mim, que sou talvez ingénuo, estas medidas deveriam ser bem encaradas por todos, mercados incluidos. Não! Então não é que por causa desta medida o preço do petróleo disparou e as bolsas estão em queda? Até os bancos estão à rasca, como o Citygroup, por exemplo, "só" porque um dos detidos foi o príncipe Alwaleed bin Talal (Apple, Twitter, Lyft e Four Seasons), um dos homens mais ricos do Médio Oriente e também um dos acionistas mais importantes do banco. Só um parentisis, por favor: Se um dos maiores accionistas de um banco foi dentro porque se presume que é corrupto, o que espera o banco? Confetis???

Mas pronto, estamos assim. Um tipo jovem (tem pouco mais que trinta anos) quer mudar o seu país (para melhor, ainda que o melhor seja apenas assim-assim) e que para isso está a combater a corrupção, é motivo para os mercados se agitarem e reagirem negativamente. Desculpem perguntar, mas não deveria ser precisamente o contrário?

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