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Se a inês sabe disto

Esperança

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    créditos: Mirko Wache/Ruhr University Bochum

 

Imaginem uma criança de sete anos com uma doença degenerativa grave na pele, que lhe havia já destruído cerca de 80% daquele órgão do corpo, chamada Epidermólise Bolhosa Juncional, um palavrão para dizer que um menino estava a morrer, sem possibilidade de cura. 

Isto passa-se em Junho de 2015 em Bochum, na Alemanha. No Hospital Universitário Infantil Ruhr daquela cidade, os médicos fizeram de tudo para debelar a doença, inclusive com transplantes de pele do pai, que o corpo do menino rejeitou e chegaram a um ponto em que nada mais podiam fazer.

Então surge no processo um especialista em medicina regenerativa em Modena, Itália.  "Ele prometeu que nos daria pele suficiente para curar este menino", disseram os médicos alemães.

E o que é certo é que o médico italiano e a sua equipa, a partir de colheitas de células da restante pele sã, procederam à correcção do gene mutado e cultivaram pele em laboratório, que em Outubro de 2015 foi implantada no corpo do menino, em duas operações, tendo sido substituida cerca dos 80% da pele que estava afectada.

O menino saiu do hospital em fevereiro de 2016, após quase oito meses internado nos cuidados intensivos. Um ano e meio depois, a criança está bem, joga futebol e não toma nenhum medicamento. 

O estudo foi publicada esta quarta-feira, na revista britânica Nature.

 

 

Isto é o que me faz ter esperança na humanidade. Costumo falar mais de coisas tristes, ou irritantes, ou injustas. Hoje fica uma mensagem daquilo que penso dever ser o caminho que devemos seguir: Avançar, cientificamente, no sentido do bem-estar e da saúde, do homem e do planeta. Chega de armas!