Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Se a inês sabe disto

É p’ró menino e p’rá menina

livros porto editora.jpg

Texto de Edmundo Gonçalves

20478557_ZDt5E.jpeg

A Porto Editora claudicou. Esteve mal!

Falo da edição de uns manuais de exercícios destinados aos meninos, em azul, e às meninas, em rosa. Ao que consta, salvo algumas diferenças de pormenor (exercícios dirigidos a cada um dos géneros), a dificuldade e complexidade dos trabalhos propostos é semelhante. O que me incomoda nesta onda do politicamente correcto, é que se seja tão fundamentalista que um dia destes temos uma sociedade composta apenas por hermafroditas.

Se alguém está preocupado com o género feminino, elas são já a maioria das estudantes universitárias e com melhores resultados e das licenciadas, portanto estão bem e recomendam-se. O que esta onda esquece é que há coisas que são dos homens e outras que são das mulheres, naturalmente, por questões fisiológicas e morfológicas. Não tenho notícia de que qualquer homem tenha sido mãe, apesar de muitos gostarem de o ser eventualmente. E nas profissões mais duras é raro encontrar mulheres, porque a sua morfologia não está desenhada para trabalhar com “pá e pica”. Há excepções? Pois há, daí haver tanto desejo de mudança de sexo, gente quenão se sente bem no seu corpo e se sente mais do “outro lado”, o que prova que afinal há diferenças de género e não vem nenhum mal ao mundo que os meninos continuem a ser meninos e as meninas continuem a ser meninas, ou que troquem, se for isso que o seu cérebro lhes diga, mas miscigenar não, obrigado. Os homens serão homens e as mulheres serão mulheres, não me parece que seres híbridos tragam grande coisa à espécie, aliás nestes milhares de anos de evolução não tem sido esse o caminho que a raça tem seguido. Senão pensem, esse caminho evolutivo seria o fim das relações, já que cada um se bastaria a si próprio, mas não vamos por aqui…

É hoje raro o homem que não faça tarefas em casa que eram consideradas apenas femininas há meio século. Se algum dos géneros evoluiu no “bom sentido”, no sentido da igualdade, foi o masculino, como era sua obrigação, admito. A igualdade na dignidade, oportunidade, etc. faz todo o sentido, é um imperativo social, mas cada um com o seu passado evolutivo.

No entanto, para que os que leiam esta crónica despretensiosa pensem um pouco, quem é que lá em casa trata das reparações, das obras, de trocar a lâmpada, de meter combustível no carro e de o lavar, por exemplo?

-Ah! Mas isso são coisas de homens, responderão. Ai sim?...

Patrícia Teixeira

Edmundo Gonçalves

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mensagens