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Se a inês sabe disto

De Albarracin ao Bugio

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O que poderia parecer há uns anos algo impossível, está a acontecer: O Tejo está a morrer!

O rio sofre de falta de água e está extremamente poluído nalguns troços.

A situação no Tejo tem vindo a piorar de ano para ano. O rio Tejo tem diversos problemas, começando desde a sua entrada em Portugal que chega com caudais baixíssimos, já com cargas poluentes elevadíssimas, descargas poluentes por empresas, pesca ilegal e agricultura intensiva.

E há ainda o grave problema das descargas ilegais, cuja fiscalização e punição não são feitas e quando o são, as coimas aplicadas são de valor irrisório, como se fossem um convite à transgressão e ao crime ambiental.

As associações ambientalistas têm vindo reiteradamente a chamar a atenção para o grave problema do rio, mas parece que enquanto houver corvina no Mar da Palha e ameijoa japónica no estuário, as autoridades competentes persistem em não querer olhar de frente para o problema.

Com a seca extrema que se vive, no troço junto a Vila Velha de Ródão, parece que as célebres portas se abrem à mortandade: O baixo teor de oxigénio na água vai matando peixes aos milhares e as carcaças de outros animais mortos, no leito do rio,  vão ajudando na putrefacção das águas. As descargas, umas legais outras nem tanto, fazem o resto.

E daí para baixo, é uma dor de alma. Na Barquinha, já se atravessa a pé para visitar Almourol.

Não se exige do governo que faça chover, mas exige-se que fiscalize e que exija de vez o fim dos transvases em Espanha. Sob pena de deixar morrer mesmo o maior rio de Portugal.