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seainessabedisto

Dá-lhe gás!

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Texto de Edmundo Gonçalves

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Eu cá continuo a desconfiar que aquilo do ataque com gás sarin alegadamente pelo governo de Bashar Al-Assad, o presidente sírio, contra civis, está muito mal contado. Desconfio que anda mais ou menos no mesmo comprimento de onda das armas químicas do regime de Saddam Hussein, que afinal, surpresa! não existiam. Claro que já não foi tão surpreendente confirmar que a “coligação” estava fartinha de saber que tudo não passava duma grande pantominice, mas todos sabemos como funciona o lobby das armas, ou mais pomposamente, o complexo militar-industrial.

Ora, este tal de complexo é que trata de mandar nisto tudo, não fosse ele o financiador das campanhas eleitorais de muitos políticos por esse mundo fora, concretamente nos EUA, desde senadores, a congressistas, a governadores e a presidentes. Obama, visto como um “moderado”, não deixou de, em média, durante o seu mandato, fazer explodir dois mísseis por dia. Há que continuar a dar emprego a uma data de gente, n’é gentes? Ontem, uma alimária que ocupa a assessoria de imprensa de Trump, de seu nome Sean Spicer, veio descodificar um pouco aquilo que é a minha intuição e que referi lá em cima. Diz esta besta que “nem Hitler atacou o seu próprio povo com gás da maneira que Assad o está a fazer”.

Restam algumas dúvidas, ou são necessárias mais tempestades, no deserto ou num qualquer oásis, para daqui a meia dúzia de anos todos ouvirmos dizer que afinal…

Ah! Alguém que diga a esta besta que Hitler mandou gasear centenas de milhares de compatriotas e outros nos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau (mais de um milhão e meio de mortes); Arbeitsdorf (+ de 600); Belzec (600.000); Bergen-Belsen (70.000); Buchenwald (56.000); Dachau (+ de 30.000); Chelmno (340.000); Flossenbürg (30.000); Gross-Rosen (40.000); Jasenovac (700.000) e Treblinka (mais de 800.000) para apenas citar alguns entre os 48 que existiram entre campos de extermínio puro e os pomposamente chamados de “trabalho”, onde foram assassinados, no mínimo e documentalmente registados, cinco milhões, setecentos e cinco mil, quatrocentas e doze pessoas (5 705 412), entre judeus, comunistas, ciganos, muçulmanos e outras raças consideradas “impuras”.

Fuck you, Spicer!