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Se a inês sabe disto

A ver se percebi bem

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Texto de Edmundo Gonçalves

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O governo, representando o Estado, dono da CGD (Caixa Geral de Depósitos) paga a uma denominada comissão de remunerações o valor de 155 mil euros, pouco mais que duzentos e setenta e oito salários mínimos, composta por três pessoas, o presidente e dois vogais. Podem os estimados leitores pensar deste modo: mas até nem é muito dinheiro, uma média de pouco mais de cinquenta mil Euros anuais para cada um dos três elementos, o que dividido por 14 meses dará uma média mensal a rondar os três mil e setecentos Euros. Mas… Há sempre um mas não é?  Este valor é para o máximo de dez reuniões. Dez reuniões, meus caros, o que altera tudo! Quinze mil e quinhentos Euros por reunião, sendo que o presidente recebe um pouco mais que a simples divisão por três. Mesmo que a puta da reunião (desculpem o mau francês) dure um dia, sete horas de trabalho, são setecentos e trinta e oito euros para cada um, por cada hora passada na árdua tarefa. Não refere se há direito a senha de almoço, mas com umas mãos tão largas, vai daí… Ou então fazem a coisa da parte da manhã e a empreitada sairá por uns míseros mil quatrocentos e setenta e seis Euros à hora. Nem o Ronaldo!

E o que é que de tão importante faz esta comissão? Pois determina os salários dos órgãos sociais da CGD, bem como dos colaboradores com estatuto diretivo que reportam diretamente ao conselho de administração ou a qualquer das suas comissões.

A pergunta simples que qualquer um de nós contribuintes e que ajudamos a pagar este balúrdio, faz é a seguinte: Não haverá no raio do ministério das finanças um grupo de gente com capacidade para fazer este trabalho? Será assim tão difícil calcular os vencimentos dos administradores da CGD? Que os privados tenham uma qualquer comissão de peritos para esta função, admite-se, não têm uma estrutura por detrás, mas o ministério das finanças, senhores?

A mim nem me interessa saber quais os critérios que levam ao valor dos vencimentos propostos, mas será que o recente aumento de comissões a pagar pelos clientes e o encerramento de balcões que tanta falta fazem a algumas populações do interior, é factor relevante para lhes atribuir mais uns pozinhos? Provavelmente conta.

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