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A primeira tatuadora reconhecida nos Estados Unidos

Maud Stevens Wagner nasceu no Kansas, Estados Unidos, em fevereiro de 1877. Com poucos anos de vida estreou-se nas artes circenses, como trapezista e contorcionista. Era nómada por obrigação, rebelde por opção! Em 1904 conheceu Gus Wagner, um tatuador que se apresentava como “o homem artisticamente mais marcado da América”. Tinha 264 tatuagens e morreu de amores quando viu Maud pela primeira vez. E foi quase recíproco. À troca de alguns ensinamentos sobre técnicas de tatuagem, a jovem circense aceitou um encontro romântico com ele. Casaram algum tempo depois! Da união nasceu Lovetta. Maud acabou por deixou o circo e decidiu aprimorar, com o marido, uma técnica artesanal de tatuagem, conhecida como “handpoked”, onde o desenho é criado, ponto por ponto, sem o uso de máquinas eléctricas. Ela acabou por ser reconhecida como a primeira tatuadora americana. Preferia desenhos patrióticos, animais (macacos, borboletas, leões, cavalos, cobras), árvores e a imagem de mulheres. Tatuou também o seu próprio nome no braço esquerdo. Entrou para a história mas acabou por falecer, em janeiro de 1961, com 83 anos, sem nunca ter assistido à verdadeira abolição do preconceito contra a arte de tatuar.

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