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Se a inês sabe disto

À falta de melhor tema...

Texto de Edmundo Gonçalves (o próprio na fotografia)

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Cuidava eu que os meus antepassados eram de Tomar. Nem pensem!

Soube ontem, por mero acaso, que o meu primeiro antepassado directo tem cerca de sete mil anos e nasceu ali p’rás bandas do Mar Negro. Quem havia de dizer… Eu, que sou um bem apessoado rapaz de lindos olhos azuis (presunção e água benta, cada um toma a que quer, era o que mais faltava), descobri ontem que tudo aquilo que julgava saber sobre a cor dos olhos dos indebíduos da nossa espécie, afinal estava completamente errado.

Não imaginam como isto mudou, assim dum dia para o outro, a minha maneira de olhar o Mundo. Bom, assim de repente com os mesmos olhos azuis, mas com a convicção de uns “únicos” olhos azuis. Agora imaginem, vós que tendes uns ridículos olhos castanhos, ou verdes ou “cor de burro quando foge”, conhecerem a vossa árvore genealógica até sete mil anos atrás, ao primeiro gajo (ou o seu feminino) que teve a felicidade de se distinguir dos demais. É que, caso não saibam, sua cambada de ignorantes, até essa altura, todos os seres humanos tinham olhos castanhos (de encantos tamanhos, são pecados meus… ), como eu muito bem… também não sabia, portanto não estão sozinhos; Abram aí um bocadinho para eu ficar na fotografia dos ignorantes, também. Obrigado…

Bom, vamos a coisas mais sérias e explicar como se deu o acidente: “Ó pá, diz que vinha em excesso de velocidade, vê lá bem, ultrapassou um ciclista na curva e olha…” Ah, não é isso? Prontes… Diz que houve um gene qualquer (a gente sabe que tem genes, mas não os conhece mais gordos, nunca nos foram apresentados) que teve uma mutação. Se não sabem também o que é uma mutação, lembrem-se do Castelo Branco. Chegaram lá?... Ora esse gene, vá-se lá saber por que carga de água, deixou de produzir melanina em quantidades decentes e vai daí, deu numa cor de olhos diferente e totalmente nova. Não, não tem nada a ver com abelhas, melanina é aquela coisa que dá cor à pele e que faz com que a malta fique “preto” quando vai à praia e fica a tostar (claro, depois da fase lagosta) sem ser preciso comprar óleo de coco.

Então, um maluco qualquer dinamarquês, não será bem maluco mas é cientista é quase a mesma coisa, descobriu isto tudo depois de calcorrear ali a zona do Mar Negro, como podem ver aqui nesta notícia. Apesar de me sentir único, o que me eleva o ego até sítios onde a sonda que a NASA quer agora mandar ao sol nunca chegará, fico com um pé atrás com esta descoberta: Em vez de turco, o gajo não podia ter sido uma coisa melhorzinha?...

Bom e a logística que não será precisa para um jantar de família?