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Se a inês sabe disto

Cuidado, não se despistem

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Leio que a Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP) pretende ver disponível no Desporto Escolar uma coisa que dá pelo nome de Ski 4 All (esqui para todos), que vai ter lugar até Abril (já vai na quarta edição) e movimenta 1 800 alunos de 32 escolas de nove distritos, dos três ciclos de escolaridade (1.º, 2.º e 3.º) e visa pô-las em contacto com os desportos de neve.

Eu acho bem. Desde que vi a equipa de bobsleigh da Jamaica nos Jogos Olímpicos de Inverno, acho que nós, que até temos neve, pouca, mas temos, artificial às vezes, mas temos, temos todo o direito e até a obrigação de começar a desenvolver os desportos de inverno.

As aulas de esqui e snowboard deste "esqui para todos" decorrem na pista artificial do SkiParque de Manteigas e cada estudante paga o valor simbólico de um euro, com a atividade a contemplar o acesso às pistas, equipamento e alimentação. Esperemos que os miúdos sejam bem alimentados, que andam por aí notícias sobre alimentação desadequada nas escolas...

Pedro Farromba, presidente da FDIP, explicou que o programa faz parte da oferta em alguns estabelecimentos de ensino próximos da Serra da Estrela, mas lembrou estarem a ser feitas diligências no sentido de alargar o projeto.

"A ideia que temos, é conseguir que o projeto seja uma das modalidades disponíveis no Desporto Escolar. Podemos gerir todo este processo, ou em Lisboa ou em Manteigas". Quer dizer que a juntar ao peso enorme das mochilas, vamos ter a rapaziada de esquis às costas e botas atadas à cintura a caminho da escola, ou encosta acima...

O dirigente informou já terem sido feitos contactos e mostrou-se convicto de que é uma questão de tempo até todos os alunos terem acesso ao esqui e ao snowboard. Quero gabar-lhe a resiliência e o atrevimento, sinceramente. Vai bater com a cabeça em tantas portas que se conseguir será elevado à categoria de heroi nacional!

O presidente da FDIP acentuou que a iniciativa, nos moldes em que está a funcionar, tem sido uma oportunidade para muitas crianças poderem experimentar desportos de neve. E sempre é mais completo que o tradicional escorregar em cima de um saco de plástico, para o qual já é necessária alguma perícia, diz quem já se esbardalhou ao comprido numa aventura dessas.

O número de vagas tem vindo a aumentar desde o primeiro ano e nesta quarta edição os lugares foram preenchidos em apenas dois dias, por escolas dos distritos de Lisboa, Coimbra, Porto, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco e, pela primeira vez, também Setúbal e Braga, a primeira com enormes tradições em desportos de Inverno, como se sabe; É célebre o slalom gigante da Arrábida e o concurso de saltos de trampolim do Convento de Jesus para Albarquel. Para alunos de 15 escolas do concelho da Covilhã, cidade onde a federação tem a sede, estavam destinadas 750 vagas.

Este ano, a organização reservou 300 lugares adicionais exclusivos para pessoas portadoras de deficiência intelectual, numa parceria com o movimento Special Olympics Portugal, que eleva para 2.100 o número de pessoas abrangidas. Uma atitude de louvar!

João Neto, em representação do Special Olympics, disse esperar que este seja o início de uma caminhada que, no futuro, possa levar atletas portugueses aos Jogos de Inverno, do movimento, o que nunca aconteceu.

O Ski 4 All é apoiado pelo Programa Nacional Desporto para Todos, que tem como missão a promoção e o desenvolvimento desportivo, a educação para e pelo desporto e a promoção da saúde.

Até agora estiveram envolvidos na iniciativa 75 escolas e cerca de quatro mil crianças. Este ano as sessões começam dia 13 de outubro.

Daqui até termos o Cristiano Ronaldo das pistas vai um saltinho.

A medida terá consequências que irão muito para além do desenvolvimento psico-motor dos infantes e jovens portugueses, por exemplo, se os caros amigos forem uns tesos como eu e não tiverem dinheiro para ir laurear a pevide para aquele sítio ali em baixo nos alpes suiços, sempre podem ir para as nóveis estâncias de desportos de Inverno que certamente o Estado português não deixará de erguer, para dar vazão às centenas, milhares, talvez dezenas de milhares de praticantes que começarão agora a despertar para as modalidades.

Tenho aqui ainda uma pequena dúvida: Está um calor de ananases, não há água, não se prevê chuva, quanto mais neve. Não será destemperado?

 

Nota: O artigo é do SAPO, os sublinhados são de minha autoria.

Está na hora de começar a pensar na neve!

 

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Bem sei que o calor parece ter vindo para ficar mais uns tempos por cá mas para quem costuma praticar desportos de neve sabe muito bem que chegou a hora de começar a pensar em fazer as reservas de vôos, hóteis e afins para as estâncias de neve...antes que seja tarde e o preço duplique. E assim como fiz no ano passado, volto a "massacrar-vos" com a sugestão de um destino de neve que, para mim e venha quem vier, continua a ser o lugar mais mágico do mundo. Falo-vos obviamente de Engelberg, onde já fui tantas vezes que perdi a conta.

O nome não é dos mais sonantes! Nem tão pouco um destino que exerça de imediato um fascínio no imaginário colectivo. Nunca percebi muito bem porquê, confesso! Para mim, Engelberg continua a ser o segredo mais bem guardado dos Alpes Suíços. Como se costuma dizer por lá, meio em jeito de brincadeira, "esta terra só pode ser sido criada por fadas". É difícil falar deste lugar com imparcialidade. Ali tudo parece ter sido criado pela natureza com o intuito de nos enfeitiçar e 5 estrelas é pouco para fazer justiça a este destino de neve. 

Comecemos pela viagem de comboio que nos transporta até lá. Embora exista a alternativa de chegar a Engelberg de carro, como é pouco provável que precisemos dele para nos deslocarmos na vila, nada melhor que optar pelo transporte de comboio, com partida do aeroporto de Zurique. São duas horas de viagem muito bem empregues, com argumentos paisagísticos tão fortes que comecamos a acreditar, mesmo antes de chegar ao destino, que já valeu a pena a deslocação. O custo da viagem de comboio ronda os 40/50 euros (ida e volta). 

Já em Engelberg, cuja tradução à letra é "Montanha dos Anjos", percebemos que o charme daquele lugar reside obviamente na paisagem, mas também na neve que abunda de tal forma que a simples tarefa de caminhar pelas ruelas nem sempre é fácil e na arquitectura das casas, restaurantes e hóteis. Eu opto sempre por ficar instalada no Hotel Terrace, construído em 1903. Não é dos mais baratos, é certo, mas quem tiver possibilidade de investir um pouco mais na estadia, acreditem que vale a pena aqui ficar. Depois, é deixar as malas no quarto e partir à aventura. Para os amantes de ski e snowboard, Engelberg dispõe de mais de 80 quilómetros de pistas. Preparem-se para subir ao topo da segunda montanha mais alta dos Alpes Suíços (Titlis) através de um teleférico giratório, o Titlis Rotair. E porque aqui a adrenalina é quase uma imposição, respirem fundo e ganhem coragem também para encarar a Titlis Cliff Walk, a ponte suspensa mais alta da Europa. 

De resto, não deixem de fazer uma caminhada pelos roteiros de montanha, cuja informação estará disponível em todos os hotéis ou pontos turísticos, uma descida de tobogã, uma visita ao parque de diversões, com paragem obrigatória, a meio do percurso, no bar do gelo. E, finalmente, não façam o checkout da vila sem, pelo menos num fim de tarde, dançar no aprés-ski Chalet, um bar que atinge o topo da animação com o fecho das pistas, por volta das 17:00. Há música ao vivo quase todos os dias! Para mais informações sobre este destino podem consultar o site

 

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O Herman José cometeu sincericídio?

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Já sei que venho meio atrasada para falar do assunto mas só ontem assisti à entrevista do Herman José no "Maluco Beleza". Para os mais distraídos, trata-se de um canal do Youtube, fruto do empreendedorismo e persistência do Rui Unas, onde o actor entrevista quem bem entende. Algumas pessoas com nomes sonantes, outras nem tanto. Basta que por algum motivo tenham argumentos para sustentar uma conversa interessante quanto baste para conquistar e manter a audiência. Ah, e já agora, que deixem posturas politicamente correctas em casa. Ali fala-se de tudo, sem filtros, e quem não gosta tem bom remédio...mude de canal!

O Herman aceitou sentar-se na cadeira do entrevistado e, basicamente, disse o que bem lhe apeteceu sobre o que lhe foi perguntado e sobre as histórias que quis contar. O Unas teve inteligência para fazer as perguntas certas e o Herman a coragem de dizer o que realmente lhe vai na alma, a meu ver com uma graça e tranquilidade desconcertantes. Se ainda não viram, passem por lá e assistam. Garanto-vos que vale a pena. 

E é óbvio que aqui ou na China é impossível que alguém tão popular quanto o Herman conceda uma entrevista tão desbocada como esta sem que posteriormente seja devidamente achincalhado. Não só por aqueles cujo nome veio à baila na conversa e se sentiram lesados por isso, como pelo público em geral que normalmente tem uma tendência inequívoca para corroborar a opinião desses mesmos lesados, quer eles tenham razão ou nem por isso. 

Eu achei um piadão à entrevista e confesso que no final até dei por mim a pensar se estaria a ser justa ao defender que realmente temos o direito de dizer o que nos apetece, quando nos apetece e a quem nos apetece. E cheguei à simples conclusão de que sim, devemos ser frontais, sempre com base nos limites mínimos do respeito pela pessoa de quem se fala.  Porque facilmente o excesso de sinceridade se transforma em má-educação. Não foi o caso do Herman, que soube trazer à tona a sua verdade, a sua sincera opinião sobre as questões que lhe foram colocadas, com a mestria de quem anda nisto há tempo suficiente para usufruir com total liberdade de dizer o que lhe apetece. Também ele já foi achincalhado, criticado, relegado para segundo plano e hoje, décadas depois de ter dado a ganhar milhões às televisões, pareceu-me feliz e em paz com a vida que tem. Voltou aos espectáculos ao vivo pelo país fora, ao contacto com o público e isso pareceu-me (posso estar enganada) que o trouxe de volta ao gosto pela vida artística. 

 

 

Em Outubro, o vinho é a copo!

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Olhe para o relógio: “HÁ VINHO PARA AS 7”! Esta é a proposta para o mês de Outubro em dez espaços selecionados de Lisboa: vinho a copo, tapas e música no final do dia de trabalho. 

As férias terminaram e os dias estão cada vez mais curtos, mas isto não significa que os bons momentos vividos no Verão tenham de acabar. Se até aqui os sunsets preenchiam os finais de tarde, agora é a vez do momento afterwork tornar o dia mais especial. E que tal beber um copo de vinho em boa companhia? A proposta é a seguinte...de 5 a 26 de Outubro, todas as quintas-feiras, entre as 18:00 e as 21:00, reúna-se com amigos ou alguém especial num destes dez espaços  da cidade de Lisboa: Vestigius, Cockpit Tapas & Gins, Palácio Chiado, Café da Fábrica, Le Chat, Clube Naval de Lisboa, The View Rooftop, Prego Lx, Love Lisbon (Martim Moniz) e Figus. Todos estes espaços estão incluídos na ‘Colecção AQUI HÁ COPO – Wine Afterwork’ da Zomato. E para evitar a condução, há desconto no serviço Cabify.

A iniciativa “HÁ VINHO PARA AS 7",  promovida pela PrimeDrinks, vai permitir apreciar vinhos como Defesa do EsporãoAssobio, Dona Ermelinda, a copo (preço de venda ao público recomendado*: 3€/copo) e acompanhados por uma tapa ou petisco preparados especialmente para cada copo de vinho.  Assim, além do néctar dos deuses poderão ser saboreadas tapas tais como tiborna de bacalhau, tábua de queijos/enchidos ou brocheta de Folegandros.

Mas nem só de sabores se fazem estes wine afterworks. Além da degustação dos melhores vinhos portugueses e dos aperitivos, é possível descontrair ao som de DJs ou de músicos como saxofonistas ou fadistas. E como referi acima, em parceria com a Cabify, a iniciativa “HÁ VINHO PARA AS 7” oferece um desconto de 10% nas viagens com o serviço Cabify, de e para os espaços aderentes. Aqueles que utilizarem pela primeira vez a aplicação Cabify, recebem um código promocional de 8€ para descontar na viagem seguinte. Esta é uma experiência única depois de um dia de trabalho, com vinho, iguarias, boa música, amigos e convívio. Em Outubro, o dia preferido da semana é a quinta-feira! Definitivamente! 

Um porcentozinho

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Se bem se lembram, houve recentemente (em 2014) um referendo na Escócia onde os eleitores se pronunciaram sobre a sua independência em relação ao Reino Unido. Venceu então o Não por uma margem confortável (cerca de 55% contra cerca de 45%). Não houve nota de incidentes, a não ser a intervenção do então primeiro-ministro Cameron em defesa do Não e tomando medidas tendentes a que os eleitores alinhassem por esta opção, o que no limite até se pode considerar legítimo, se as promesas tivessem sido implementadas, o que sinceramente desconheço e não é relevante para o caso, depois do resultado verificado. O governo escocês já votou um outro referendo para final de 2018, início de 2019, que está a negociar com o governo britânico. Tudo normal, se pudermos considerar uma normalidade uma votação para a separação de uma parte de um país, para se tornar independente. Nestes referendos, no realizado e no que eventualmente se irá realizar, participam apenas os cidadãos escoceses.

Provavelmente a Escócia, um estado onde não pára de chover e o nevoeiro é presença constante, que tem "apenas" como cartão de visita a lã e os carneiros que a produzem e o belo whisky, não terá uma importância assim tão grande nas contas do estado britânico que o leve a recusar permitir que os escoceses, que já têm uma larga autonomia, escolham desligar-se da Grã-Bretanha.

 

Já aqui ao lado, na Catalunha, as coisas têm sido diferentes. Ao contrário dos escoceses, os catalães contribuem com 30% para o PIB espanhol e têm por exemplo o maior porto de mar. Grande parte da riqueza criada em Espanha passa por Barcelona e pela Catalunha, que é de há muito a mais rica região de Espanha.

 

Embora os académicos não se entendam quanto ao facto de a Catalunha ter sido alguma vez independente, é um facto que ela teve governo e cortes próprias (sistema jurídico) dos séc. XII/XIII ao séc. XVIII, como reino de Aragão, tendo sido dissolvidos apenas após a Guerra da Sucessão em 1714 e com a vitória dos Bourbon perdeu órgãos de autogoverno.

Mais recentemente, antes da Guerra Civil espanhola (1936 e 1939), a Catalunha dispunha de ampla autonomia, que veio a perder com o governo do ditador Francisco Franco. Quando este morreu, em 1975, o sentimento autonómico reacendeu-se e a Constituição de 1978 devolveu-lhe a autonomia perdida e posteriormente, em 2002, novos poderes concedidos deram-lhe o estatuto de "Nação", estatuto que lhe foi depois retirado pela Corte Constitucional Espanhola, em 2010.

Em 2015 os separatistas venceram as eleições para o governo da região, o que desencadeou o processo de início de um referendo tendente à independência, que chegou até a verificar-se em 2014, ainda que o acto tivesse sido considerado ilegal, mas onde cerca de 80% dos eleitores se mostraram favoráveis à independência e culminando nos acontecimentos recentes, de que todos estamos a ser testemunhas.

 

Parece-me que aqui o que está em causa não é a defesa da unidade de um país, o reino de Espanha, que não é mais que a soma de vários reinos anexados pelo reino de Castela, mas a luta pelo fillet mignon da riqueza produzida na região. Se é certo que a Catalunha é um território enorme, o restante território espanhol é imensamente maior e não dará muito jeito ao estado prescindir de um terço do dinheiro gerado, antevendo-se enormes dificuldades na gestão corrente, se tal independência se viesse a verificar.

É pois tudo uma questão de dinheiro, como em tudo na vida. E a fatia de que seria amputado o restante território espanhol, parece-me ser o factor impeditivo de um acordo entre governo regional e governo central, para a realização de um referendo independentista. Referendo que apesar dos sinais favoráveis ao Sim, se for feito com total liberdade, isto é, permitindo que votem todos os que estiverem para aí virados, os que querem a independência e uma república e os que querem continuar ligados a Espanha e à monarquia, não é líquido que implique uma vitória do Sim. Parece-me que deveria ter sido por aí que o primeiro-ministro espanhol deveria ter ido e não numa primeira instância defender que todos os espanhóis se devem pronunciar num referendo (uma aberração em toda a linha) e posteriormente ter gerado um conflito desnecessário e ao mandar as polícias contra os cidadãos, ter criado um "monstro" do qual dificilmente se livrará e que terá a curto prazo duas consequências, na minha modesta opinião: A sua destituição e a declaração de independência da Catalunha.

Noites de Queluz regressam ao Palácio

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A saudade e o anseio são os sentimentos predominantes no segundo concerto das “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie”, na noite de 1 de outubro. Essas duas palavras portuguesas, combinadas, são as que melhor expressam o conceito alemão de ‘Sehnsucht’, muito explorado pelos poetas e compositores do Romantismo germânico, e que teve na canção de câmara acompanhada ao piano – o ‘Lied’ – o seu território de eleição. Este concerto no Palácio Nacional de Queluz, intitulado “A ‘Sehnsucht’ romântica vista por Beethoven e Schubert”, terá por protagonistas o barítono alemão Thomas E. Bauer e o intérprete de pianos históricos belga Jos van Immerseel.

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Jos van Immerseel playing the Walter copy by C. Cl

Na Sala da Música do Palácio Nacional de Queluz irão soar, de Schubert, as seis canções do ‘Canto do Cisne’ sobre textos do grande poeta romântico alemão Heinrich Heine, além de oito outros ‘Lieder’ que têm por tema dominante a ‘Sehnsucht’. Já de Beethoven, iremos ouvir o ciclo com o bem ilustrativo título ‘À bem-amada distante’. “A ‘Sehnsucht’ romântica vista por Beethoven e Schubert” está marcado para as 21h30 e terá um terceiro protagonista: o pianoforte Clementi. Nas coleções de Queluz desde 1941, este valioso instrumento foi alvo de um delicado e moroso trabalho de reacerto mecânico e de reafinação e voltou a fazer-se ouvir regularmente desde 2014, data da 1.ª edição das “Noites de Queluz”.

 

As “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” regressam ao Palácio Nacional de Queluz, com sete concertos distribuídos entre 27 de setembro e 29 de outubro. Estes espectáculos, que acontecem na Sala do Trono e na Sala da Música, propõem repertórios criteriosamente ajustados ao contexto histórico do Palácio, numa viagem pelas sonoridades do período Setecentista e do 1.º Romantismo.

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“Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” é uma iniciativa conjunta da Parques de Sintra e do Centro de Estudos Musicais Setecentistas em Portugal / Divino Sospiro, com direção artística do maestro Massimo Mazzeo. Este ciclo de concertos assinala o início da 4.ª Temporada de Música da Parques de Sintra.

Informações úteis

Preço de bilhete por concerto: 10 euros

 

Locais de venda:

Bilheteiras da Parques de Sintra

FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, lojas ACP, rede PAGAQUI e Postos de Turismo de Sintra e Cascais.

Online em www.parquesdesintra.pt e em www.blueticket.pt

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Após o início do espetáculo, apenas no intervalo será permitida a entrada na sala. Poderá haver concertos sem intervalo.

Falta de comparência ou atraso não dão direito a reembolso do valor do bilhete.

 

“Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” conta com a Antena 2 como ‘media partner’.

 

Programação

 

Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie

 

1 de outubro | 21h30 | Sala da Música

 

“A ‘Sehnsucht’ romântica vista por Beethoven e Schubert”

 

Thomas E. Bauer                            barítono

Jos van Immerseel                         pianoforte

 

Os portugueses inventaram a saudade e os alemães cunharam no Romantismo o conceito de ‘Sehnsucht’. Difícil também ele de classificar, liga-se por um lado à saudade e por outro ao anseio de algo nem sempre definido (ou definível), sobre um fundo de insatisfação imanente do sujeito poético. Foi amplamente explorado pelos poetas românticos e pelos compositores que cultivaram a género do ‘Lied’. Este recital ilustra como Beethoven e Schubert exploraram e interpretaram a ‘Sehnsucht’.

 

 

6 de outubro | 21h30 | Sala do Trono

 

“Barroco Bárbaro - o centro e as exóticas periferias”

 

Il Suonar Parlante

 

Vittorio Ghielmi                               viola da gamba e direção

 

Um concerto com duas caras, como Jano. Na primeira, visitamos três músicos alemães do Barroco, sempre com a viola da gamba em posição de destaque. Na segunda, “arma-se” uma festa de inspiração cigana, seja com melodias das comunidades dessa etnia que habitavam a Europa centro-oriental, seja com peças de autores consagrados onde existe uma contaminação do “exótico oriental”, cigano ou não. Um Barroco musicalmente excêntrico, portanto, na etimológica aceção da palavra.

 

 

13 de outubro | 21h30 | Sala da Música

 

“Um serão em Viena no tempo de Beethoven”

 

Marco Testori                                               violoncelo

Costantino Mastroprimiano                      pianoforte

 

Um programa com três obras em que Beethoven poderia ter participado: primeiro, enquanto intérprete, ao pianoforte, acompanhando o violoncelista na sua Sonata, op. 5; as restantes, enquanto espetador. Johann Nepomuk Hummel foi um grande virtuose do pianoforte, continuador do estilo de Mozart e Clementi, ao passo que Ferdinand Ries foi, primeiro, aluno e, depois, secretário de Beethoven, permanecendo, no decurso de uma vida cheia de viagens, sempre um admirador e amigo próximo do autor da ‘Eroica’.

 

 

22 de outubro | 21h30 | Sala da Música

 

“Domenico Scarlatti e a Roma que ele trocou por Lisboa”

 

Il Sogno Barocco

Paolo Perrone                                       violino barroco e direção

 

Quando em 1719 troca Roma por Lisboa, chamado por D. João V para ser Compositor régio, Domenico Scarlatti já era um prestigiado músico, ocupando desde 1715 o cargo de mestre da Capella Giulia, da Catedral de São Pedro. Em Lisboa passaria dez anos, também como professor dos infantes, mormente da primogénita e mais dotada, Maria Bárbara. Das suas mais de 550 sonatas e ‘essercizi’, apenas oito não são para tecla solo. Um concerto que viaja entre a Lisboa que fez sua e a Roma que deixou.

 

 

27 de outubro | 21h30 | Sala da Música

 

“Os alvores do Romantismo em Portugal”

 

Laura Fernández Granero                        pianoforte

 

João Domingos Bomtempo (1775-1842) e Muzio Clementi (1752-1832) adquiriram ambos fama fora dos seus países de origem: o português em Paris e em Londres, o italiano na Inglaterra onde cedo se fixou. Conheceram-se entre uma e outra dessas capitais e, quando Bomtempo se mudou para Londres, uma sincera amizade nasceu entre estes dois compositores, virtuoses do piano e pedagogos. Um face-a-face musical, na estreia portuguesa da jovem pianofortista espanhola Laura Fernández Granero.

 

 

29 de outubro | 21h30 | Sala do Trono

 

“Uma serenata para o aniversário do príncipe herdeiro”

 

Melite                        Eduarda Melo | soprano

Adrasto                    Patrycja Gabrel | soprano

Amaltea                    Giuseppina Bridelli | mezzosoprano

Temide                     Mariana Castello-Branco |soprano

Cassandro              Pedro Matos | tenor

 

Divino Sospiro

 

Riccardo Doni                     cravo e direção

 

João Cordeiro da Silva foi um dos principais compositores do período que medeia entre o Terramoto de 1755 e a fuga da Corte para o Brasil. Escreveu a serenata ‘Il Natal di Giove’ (‘O nascimento de Júpiter’), sobre libreto de Pietro Metastasio, para o 17.º aniversário do infante José Francisco, primogénito de D. Pedro III e da rainha D. Maria I. A obra foi ouvida no Palácio de Queluz a 21 de agosto de 1778. Esquecida desde então, é agora recuperada e dada em estreia moderna.

 

Neste link poderá consultar a programação completa do evento: http://www.parquesdesintra.pt/programacao-cultural/noites-de-queluz-tempestade-e-galanterie-2017/

 

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Tomar promove mostra gastronómica dedicada ao feijão

 

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O feijão é rei e senhor durante um mês inteiro, em Tomar. De 1 a 31 de outubro, a mostra gastronómica “Todos com o Feijão, o Feijão com Todos” dá a provar refeições completas confecionadas à base desta leguminosa. Vinte restaurantes locais prepararam menus especiais que confirmam a versatilidade do feijão. À mesa vão chegar entradas, sopas, pratos principais e até sobremesas com feijão. Para início de refeição, podem saborear-se peixinhos da horta, mexilhoada de feijão, paté de feijão, feijoada de caracóis ou feijão com barriga de porco. Seguem-se as sopas: de feijão com couve, com enchidos, de feijão seco, de feijão branco, de feijão verde, da avó ou da pedra, entre outras.

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No prato principal a oferta é ainda mais variada. Desde as feijoadas – à moda da casa, à transmontana, à portuguesa, de leitão, de polvo, de chocos, com camarão – a iguarias tão diversas como: enguias fritas com arroz de feijão, pataniscas de bacalhau com arroz de feijão, entrecosto com migas e feijão, bacalhau grelhado na brasa com feijão e abóbora, açorda de feijoca com magusto de carnes vermelhas, tripas grelhadas com migas de feijão. E isto é apenas uma amostra daquilo que será possível degustar!

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Chega-se ao final da refeição e às tão desejadas sobremesas. De feijão, claro! Dificilmente se resiste ao bolo de feijão com fruta, à delícia de feijão com abóbora, ao pudim de feijão, ao semifrio de feijão, à tarte de feijão com nozes, aos pastéis de feijão, à laranjada de feijão ou ao doce de Santa Iria.

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Este certame, que se realiza pelo 16.º ano consecutivo, é uma iniciativa do Município de Tomar, em parceria com os restaurantes do concelho. “Todos com o Feijão, o Feijão com Todos” acontece aos fins de semana, no feriado de 5 de outubro, e ainda no dia 20, no qual a cidade celebra a sua padroeira, Santa Iria.

Restaurantes aderentes:

Almourol, Alpendre, Central Tapas Café, Chico Elias, Convento do Leitão, Hotel Estalagem de Santa Iria, Ginginha, Infante, Lúria, Marisqueira de Tomar, Mister Grill, Moinhos, Nabão, Ninho do Falcão, Picadeiro, Pica-Pau Amarelo, Restaurante 1.º de Maio, S. Lourenço, Tabernáculo e Tabuleiro. 

 

Let's play(girl)boy

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Como neste blog cabe tudo e ainda um par de botas (um dia ainda haverei de falar do "Botas"), hoje regista-se o passamento de um dos homens mais directamente responsáveis pela revolução sexual dos anos sessenta e setenta, com o pioneirismo da edição de uma revista de cariz erótico que ajudou a mudar costumes e mentalidades e que é responsável, eventualmente, pela forma como eu e você, que lê estas linhas, olha para o mundo.

 

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"A vida é muito curta para viver o sonho de outra pessoa", lema que o levou a atirar-se de cabeça na edição de uma revista que fugia a todos os cânones da América tradicionalista e conservadora do pós-guerra em 1953, após a revista Esquire lhe ter negado um aumento de 5 Dólares mensais, a Playboy, criando a partir daí um império não só com a edição da revista um pouco por todo o Mundo, mas entrando também no negócio da produção de conteúdos eróticos para TV e internet, bem como o licenciamento do logótipo da empresa, o coelho de gravata, nos mais diversos materiais, desde lingerie a canecas de café.

 

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O porta-estandarte da empresa, a revista Playboy, que chegou a passar por dificuldades com a concorrência da internet e que chegou até a experimentar recentemente a edição sem nudez, fez capas com as mais destacadas e vistosas mulheres ao longos destes mais de sessenta anos, incluindo o ícone Marge Simpson.

"Hefner adotou uma abordagem progressiva não só para sexualidade e humor, mas também para a literatura, política e cultura", refere a empresa no comunicado onde anuncia a morte do seu fundador, que era casado com uma modelo 60 anos mais nova, Crystal Harris, desde 2010, tendo sido casado duas vezes anteriormente. Era conhecido o seu gosto por namoradas, tendo mantido várias ao mesmo tempo na sua "Playboy Mansion", de onde chegou a ser até emitido um reality show com o mesmo nome: "Girls of Playboy Mansion".

Era pai de quatro filhos e faleceu ontem, de causas naturais, aos 91 anos na sua mansão em Los Angeles.

 

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Está a chegar o festival solidário "Brands like Bands"

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A decorrer no Porto, no Hard-Club, e em Lisboa, no Time Out Market, a 7 e a 21 de Outubro, respectivamente, o Festival Brands like Bands conta, este ano, com uma novidade: a participação de bandas compostas por alunos da Universidade do Porto, Universidade Nova de Lisboa e Instituto Superior Técnico.

«Fomos sentindo a necessidade por parte das empresas, que seria interessante desenvolver a ligação do Festival também às Universidades, que no fundo é o berço de muitos futuros colaboradores e de muitas bandas e mostrar assim também aos estudantes um certo “lado b” das empresas, mais cool e extrovertido. E assim, este ano, convidámos então algumas, para que no futuro possamos identificar o que pode se concretizar mais e que seja, essencialmente, diferenciador, já que essa é a grande marca do Festival.» - comentou Sílvia Pouseiro, da Organização do Festival Brands Like Bands.

Com o cartaz a ser realizado pela Ivity, inspirado-se nos primeiros anos do rock'n rol, este ano as receitas de bilheteira revertem na íntegra para a Associação NOMEIODONADA e para o seu Kastelo, uma Unidade de Cuidados Continuados e Paliativos para crianças e jovens até os dezoito anos. E para a Unidade de Radiologia Mamária do IPO Lisboa.

Eis o programa do Festival, deste ano:

Sábado – Dia 7 Outubro// 19.30 // Porto // Hard-Club (antigo Mercado Ferreira Borges)
Entrada 3 euros – Todas as receitas de bilheteira revertem, integralmente, para a Associação NOMEIODONADA 

::Balter Youth – Universidade do Porto
::The Dudes – Cision
::Estado Crítico – CRITICAL Software
::Liberty Big Band – Liberty Seguros
::Banda Autêntica – Unicer

Sábado – Dia 21 Outubro //16.00// Lisboa // Time Out Market (antigo Mercado da Ribeira)
Entrada 3 euros – Todas as receitas de bilheteira revertem, integralmente, para a Unidade de Radiologia Mamária do IPO Lisboa

::Dândi – Universidade Nova de Lisboa Instituto Superior Técnico
::Liberty Big Band – Liberty Seguros
::Big Band Siemens – Siemens
::Desaffinity – Affinity
::AMT Band – AMT-Consulting
::Outliers On Fire – GDINE – Instituto Nacional de Estatística
::One Night Band – Cuatrecasas
::The MERCERnaries – Mercer
::HumansR – RHmais
::Fora-da-Lei – PLMJ- Soc. Advogados

Toda a informação disponível em: http://festivalbrandslikebands.com, com um resumo das quatro últimas edições:https://vimeo.com/199548364

Beatas falsas

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A Feel4Planet, uma ONG que como o próprio nome indica se foca na protecção ambiental e que actua na região de Setúbal, numa acção de limpeza levada a cabo na praia da Figueirinha, recolheu, em apenas 95 minutos, 4945 beatas de cigarro, 344 paus de cotonete e alguns resíduos de plástico e inúmeras palhinhas. Para terem uma pequena ideia, aquele número de beatas corresponde a mais de 247 maços de gigarros...

Estes jovens, que acabaram por contar com a colaboração dos utentes da praia e com a participação de crianças, numa acção de sensibilização dos mais pequenos para os prejuízos ambientais que decorrem de atitudes irresponsáveis, vão já na quinta acção de recolha de resíduos em praias de Setúbal, com a colaboração da Câmara Municipal e da Capitania do Porto de Setúbal, tendo até agora recolhido 32 493 beatas, equivalentes a mais de 1 624 maços de cigarros, em apenas nove horas. Tendo em conta que as pontas de cigarro não são biodegradáveis e se deterioram a longo prazo, transformando-se em micro plásticos e são responsáveis também pela libertação de cerca de 4700 substâncias nocivas para o ambiente, esta é uma acção de enorme impacto.

Para quem se preocupa com estas coisas e tenha tempo disponível, no dia de reflexão antes de colocar o seu voto nas urnas, que tal dar uma mãozinha na próxima acção, Sábado dia 30, em que a Feel4Planet se associa ao Clube da Arrábida na realização da 7ª recolha voluntária anual de lixo nas praias, matas, falésias e acessos do Portinho da Arrábida, Creiro, Alpertuche, Coelhos e Galapinhos? A atividade terá inicio às 9h00 e deverá terminar às 13h00. Depois dá um mergulho, come um peixe grelhado ou um "choque frrite" e regressa a casa mais rico e consciente de ter ajudado o planeta, pelo menos um bocadinho. Pense nisso.

 

 

Foto: SAPO