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Se a inês sabe disto

O prometido é devido!

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A 1ª edição Rubis Gás UP Festival Internacional de Balonismo, organizado pela Windpassenger, decorreu em Coruche, entre 28 de março e 2 de abril de 2017. Eu tive nessa altura o privilégio de poder voar pelos ares num enorme balão quente e asseguro-vos que é uma experiência inesquecível. Com uma participação de quase 30 balões de ar quente normais e de formas especiais ficou na memória de todos aquele que foi um verdadeiro espectáculo aéreo. 

Este é certamente o mais jovem festival do mundo, mas foi criado com a ambição de se tornar, ao longo dos próximos anos, num evento anual reconhecido e procurado tanto pelo público português como estrangeiro. Uma das principais preocupações do festival Rubis Gás UP Festival Internacional de Balonismo, demonstradas logo de início, foi a responsabilidade ambiental. Para promover a sustentabilidade do evento, o festival promoveu prometeu plantar árvores no município de Coruche, o que irá acontecer já no próximo sábado dia 25 de novembro. Na Herdade dos Concelhos serão plantadas 840 árvores selecionadas pela Quercus, dedicada à Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais e à Defesa do Ambiente em geral.

Para que possam participar nesta plantação deverão inscrever-se até ao próximo dia 24 até às 12h00 para o emailgeral@windpassenger.pt ou no site da Câmara Municipal de Coruche. Este momento contará com a participação da Rubis Gás, Câmara Municipal de Coruche, Quercus e Windpassenger.

A organização do festival agradece o apoio das instituições locais como a Câmara Municipal de Coruche e o Turismo do Alentejo e Ribatejo, bem como das empresas Rubis Gás, Paladin, Arroz Cigala, Delta Café, Aero Club de Portugal, TAP Portugal, Carne Sorraia SACOB Seguros, e da Quercus.

Para informações adicionais sobre o evento podem ainda consultar a página do Facebook aqui

Tomar recebe festival de cinema

 

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A cidade templária recebe, de 24 e 25 de novembro, a segunda edição do Planos Film Fest – Festival Internacional de Curtas-Metragens de Tomar, com 21 filmes selecionados de entre mais de 400 candidaturas. Além de Portugal, estarão em competição filmes de Espanha, França, Itália, Reino Unido, Holanda, Suécia, Geórgia, Estados Unidos da América, México, Argentina e Taiwan. O festival decorre no Cine-Teatro Paraíso e a entrada é gratuita.

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 A atriz Sara Barros Leitão (foto acima), vencedora do Prémio de Melhor Atriz na primeira edição do Planos Film Fest, pela curta “Marta”, marcará presença no festival, desta vez como jurada. Tiago Alves, radialista, jornalista, programador de cinema e apresentador do magazine Cinemax, na Antena 1 e na RTP 2, integra também o júri. O painel fica completo com Margarida Mateus, do Cineclube de Tomar, o realizador Flávio Ferreira, Cláudio Jordão e Nelson Martins, fundadores da produtora KotoStudios, e Pedro Caldeira e Paulo Graça, fundadores da produtora Tripé e organizadores do Planos. De entre os filmes seleccionados, a maioria terá a sua estreia nacional em Tomar. “Blind Fate”, do Reino Unido, e “Fragile”, de Taiwan, terão a sua estreia mundial no Planos Film Fest.

A seleçcão de curtas, com géneros tão distintos que vão desde o drama à comédia, será dividida ao longo de três sessões competitivas durante os dois dias em que decorre o festival. O Planos Film Fest é uma iniciativa da produtora Tripé em parceria com o Município de Tomar.

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Filme "Ivan", de Bernardo Lopes

 

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Filme "Noiva", de Bernardo Gomes de Almeida

Programa

24 nov. (sexta)

21h30

Convidado especial: Flávio Ferreira
– Pele de Cordeiro
– Norley y Norlen

1.ª sessão competitiva
– Ivan (Portugal)
– Bitchboy (Suécia)
– Blind Fate (Reino Unido)
– Penalty (Itália)
– Post-Mortem (Portugal)

 

25 nov. (sábado)

10h30

Planinhos – Sessão Especial Infantil
(Organização Cineclube de Tomar) 

16h30

2.ª sessão competitiva
– Stella 1 (Itália)
– Record Kid (Argentina)
– Coerência (Portugal)
– Fragile (Taiwan)
– Half-Time (França)

(Intervalo de 15 min.)

– Laranja Amarelo (Portugal)
– Manhunt (Itália)
– Lube Job (E.U.A.)
– Night of Brass (Holanda)
– Maelstrøm (Espanha)
– 78.4 (Portugal)

 

21h30

Convidado especial: KotoStudios
– Conto do Vento
– Esperânsia

3.ª sessão competitiva
– Marasmo (Portugal)
– A Good Man (México)
– Noiva (Portugal)
– Buffet (Itália)
– 8 Minutes (Geórgia)

Há uma Quinta de Sant'Ana que merece ser conhecida

 

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Há uns tempos estive numa quinta que tem conquistado cada vez mais prestígio junto de apreciadores de bom vinho, de noivos que ali decidem fazer a sua festa de casamento ou, simplesmente, junto de pessoas que apreciam passar uns dias de descanso, num sítio rural, de charme, confortavelmente acomodados, onde a Natureza se apresenta no seu estado mais puro.  A Quinta de Sant'Ana situa-se na Aldeia do Gradil, concelho de Mafra, e é lá que moram os seus proprietários , Ann e James Frost, há mais de 25 anos. O espaço, que já pertencia à família de Ann desde 1974, estava um pouco abandonado quando o casal aceitou o desafio de recuperá-lo e fazer dele uma casa de sonho, onde constituíram uma família numerosa e onde ainda hoje residem com os sete filhos. Por aquelas bandas a Quinta de Sant'Ana é conhecida por gentes mais velhas como "A Fábrica" por ali ter funcionado, há muitos, um lagar de azeite. 

Para começar digo-vos que assim que passei o grande portão de madeira senti necessidade de fazer silêncio por alguns segundos. Ali estavam dez a quinze pombas e, mesmo à minha frente, a imponência do casarão principal. Mete respeito e obriga-nos a uma paragem para admirá-lo. Pouco depois chegou James Frost com uma chávena de chá na mão, bem ao estilo britânico ( a sua origem), para servir de anfitrião a uma visita guiada pelo espaço. Começou por dizer-me que para eles aquilo era muito mais que uma simples quinta, muito mais que um negócio. Era também o lugar que escolheram para educar os sete filhos que são a alegria daquela casa. 

Passámos para um salão muito acolhedor onde se realizam os banquetes de casamento e outro tipo de eventos personalizados.  O soalho, conservado com cera, traduz bem a genuidade do espaço. As janelas em arco com grandes portadas de madeira não denunciam o que, outrora, terá sido um armazém. Por baixo do local onde nos encontramos funciona a cozinha e existe um local aberto numa só frente, decorado por Ann, que serve para cerimónias de casamento civil. Existe também uma capela, que remonta a 1630, e tem uma imagem de Santa Ana com Nossa Senhora ao colo. Aquando do tremor de terra de 1755 a igreja do Gradil ficou praticamente destruída e foi esta pequena capela da Quinta de Sant'Ana que serviu de substituição. Um facto que confere a esta quinta, ainda hoje, uma forte ligação às gentes da aldeia que sempre prezaram a família Frost. Logo ali ao lado, numa sala espaçosa contígua funcionava, em tempos, o tal lagar de azeite, onde agora são servidos os buffets sob um chão de pedra fresco, ladeado de paredes de ocre que convidam à degustação dos vários vinhos que ali são produzidos e que, nos últimos anos, têm granjeado fama além-fronteiras. 

Se por lá pretendermos ficar alojados, saibam que o espaço dispõe de algumas casas de alojamento local tão acolhedoras que o desafio vai ser ter vontade de sair de lá. Mas se estiverem dispostos a conhecer as regiões circundantes, a vila piscatória da Ericeira, com praias e paisagens de cortar a respiração, fica a poucos kms dali. A pitoresca e vizinha Sintra é outra alternativa a ter em conta. 

Por último, e porque acho que para melhor conhecerem o espaço nada melhor que começar por dar uma vista de olhos ao site da Quinta de Sant'Ana. Ninguém sai daqui indiferente. Mesmo que por um dia apenas, sentimo-nos caseiros felizes, em Paz com a vida. 

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Fotos: Retiradas do site oficial da Quinta de Sant'Ana e do Tripadvisor

 

 

Favores a troco de nada! Isso ainda existe?

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Felizmente existe e é fruto do empreendedorismo da brasileira Lorrana Scarpioni, responsável pela criação do site Bliive. Trata-se de uma espécie de rede social onde a partilha de conhecimento, opiniões e experiências entre pessoas que nunca se cruzaram, processa-se de forma totalmente gratuita. E tudo começa com um simples registo no site. Depois, basta que tenhamos alguma coisa para oferecer. Presencialmente ou à distância, pode ser uma aula de piano ou fotografia, uma tradução para inglês ou francês, dicas sobre negócios ou viagens, um truque de magia partilhado ou uma sessão de reiki. Vale quase tudo, desde que com entrega, dedicação e seriedade. Ao oferecermos uma experiência somos pagos em TimeMoney's, a moeda do tempo que trocamos posteriormente para "pagar" um serviço do qual necessitemos com outras pessoas na rede. Quando esgotarmos este plafond virtual, voltamos a oferecer uma experiência para ganhar as moedas virtuais e assim sucessivamente. 

A mentora deste projecto explica que a plataforma, que é e será sempre gratuita, não exige diplomas: "No Bliive todos têm valor e algo a acrescentar à rede. Por isso, qualquer um pode colaborar".  

São mais de 90 mil os serviços actualmente disponíveis nesta rede social que, embore registe maior indíce de actividade no seu país de origem, o Brasil, está a conquistar terreno pelo mundo fora, tendo já inaugurado um escritório em Londres.

Visitem o site para informações mais detalhadas. 

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 A mentora deste projecto Lorrana Scarpioni

 

 

 

 

 

O dilema do polícia

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- Disparo ou não disparo? Eis a questão.

Tão atacado por todos os lados porque não prende a ladroagem e ele próprio frustrado porque quando o faz, o pilantra atravessa a porta de saída mais depressa do que ele, o polícia vive um enorme dilema.

É verdade que lhe passaram para a mão uma arma, contudo ao contrário do que possa pensar-se, não lhe passaram licença para matar.

No entanto ele, o polícia, por vezes, mata. Estou em crer que nunca propositadamente, mas mata. E as mais das vezes corre-lhe mal o "atrevimento". Estou a lembrar-me do polícia que em Loures, na tentativa de fazer parar um condutor que assaltara uma vacaria, por ironia do destino acabou por matar uma criança de 13 anos, filho do assaltante que ele transportava na traseira da Ford Transit de caixa fechada, portanto impossibilitando a visibilidade. O polícia foi condenado, após recursos, a quatro anos de pena suspensa e a pagar 50 mil Euros de indemnização ao assaltante. O polícia diz ainda hoje que teria agido da mesma forma e que o fez cumprindo o regulamento; A mim não me custa acreditar, porque a melhor forma de parar um veículo é atirando para as rodas, mas sabe-se que o apronto de tiro é raro e também se sabe que se o polícia quiser aprimorar a sua pontaria e frieza no acto de puxar o gatilho, terá que pagar as balas do seu bolso.

Ontem, mais um polícia matou. Ao que consta, um grupo de seis polícias em perseguição de uma viatura com assaltantes a uma caixa multibanco em Almada, acabou por confundir os carros e mandou parar outro que não o dos assaltantes. O condutor desta viatura não terá obedecido à ordem de paragem, por duas vezes, tentando, na versão dos polícias, atropelar os agentes da autoridade. Foram efectuados disparos e deles resultou a morte no local da passageira que ocupava o lugar do morto (literalmente). E agora o polícia (que se há-de saber, após peritagem quem foi) que matou, lá estará a braços com um julgamento e será provavelmente condenado a prisão e a indemnizar os familiares da vítima.

O dilema é mesmo aquele com que comecei este texto: "Disparo, ou não disparo?" Ao que se sabe o condutor da viatura era, à luz da Lei, um criminoso, já que não estava legalmente habilitado para conduzir, não tinha carta de condução, o que constitui crime punível com pena de prisão até dois anos. Nada justifica uma morte e uma morte não justifica outras acções. Pode especular-se que o condutor é um potencial assassino, porque a falta de habilitação o poderia levar a provocar acidentes com vítimas mortais, mas ninguém pode ser condenado por antecipação, ainda que o simples facto de conduzir sem carta o torne, de imediato, criminoso.

Alguns dos leitores lembrar-se-ão do polícia "Geléia", o boneco que Jô Soares magistralmente interpretava, um polícia medroso, incapaz, inútil. A pergunta que vos deixo é simples: Queremos o polícia "Geléia", ou queremos o polícia que actua e que cumprindo os regulamentos tem uma retaguarda, onde incluo os tribunais, que o apoia incondicionalmente?

De algumas situações de abuso de autoridade, que também as há e são condenáveis, até podemos dizer, com alguma condescendência, que "ninguém os manda estar ali, estavam mesmo a pedi-las", mas quando alguém assalta, rouba, furta, bate, mata, tem que saber que está sujeito a que, no limite, pode ter um polícia que não é o boneco do Jô e que cumprindo o regulamento, o pode matar. Hoje por hoje, para essa gente, essa é uma possibilidade ínfima e que joga a seu favor.

Patrícia Teixeira

Edmundo Gonçalves

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